Compaixão

“Jesus, porém, dizia: Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem. (Jesus - LC 23:34)*

O pedido de intercessão do senhor Jesus direcionado ao Pai nos dá a oportunidade para múltiplas deduções.

Ao justificar o pedido do perdão, o Senhor deixa à mostra o sentimento de compaixão que lhe inundava o espírito, se sobrepondo ao sofrimento do momento, uma vez que já se encontrava na cruz. A lucidez, portanto, é possível em qualquer circunstância.

Pedindo, Ele o faz em função da ignorância por parte dos envolvidos, em relação às conseqüências da ação perpetrada, ou seja, o desconhecimento da Lei de Ação e Reação, que o próprio Mestre já havia nos apresentado, e que vincula os resultados ao nosso futuro, que apresentará, em tempo oportuno, o ensejo da corrigenda.

A ação, de forma inconsciente com relação às conseqüências, mas segundo os valores de juízo pessoais, atesta a condução por inteligências outras, encarnadas e desencarnadas, a despeito de nossa responsabilidade pessoal. Autoriza-se, pelo não raciocínio, e pela sintonia de interesses a ascendência sobre nós outros, individualizando a responsabilidade segundo a intenção de cada um.

A solicitação do Mestre mostra também que Ele não levou a ação alheia para o seu campo pessoal, a não ser para praticar a caridade possível naquele instante. É possível então, manter-se íntegro diante da agressão, qualquer que seja ela.

Isto posto, raciocinemos, se alguém erra contra a nossa individualidade, desta ou daquela maneira, estará amealhando para si mesmo a necessidade de corrigir-se diante da Lei Maior, independente de ser, para nós, uma situação de prova ou expiação. Temos aí a oportunidade de agir de acordo com o exemplo do Mestre, absorvendo a ação no campo da consciência de espírito em evolução, que ainda somos, e que necessita passar por determinadas situações desgostosas, sempre no sentido de aprimoramento, e sem acrescentar novas necessidades espirituais para o amanhã.

Já possuímos, como Mestre, o sentimento de compaixão dentro de nós, evidentemente não no mesmo nível, mas com possibilidades de utilização segundo nossa dedicação pessoal, e vez ou outra o extravasamos em relação a alguém que muito sofre, e o fazemos sem levar em conta a causa daquele sofrimento, e esta sempre existe. É o primeiro estágio.

O segundo estágio será desenvolvermos esse sentimento em relação ao nosso algoz, entendendo que se trata sempre de ignorância espiritual, portanto, motivo de sofrimento para ele mesmo, e oportunidade de redenção para nós, sempre vinculados às necessidades de provas e expiações. E se somarmos à nossa compaixão o pedido de intercessão para quem nos atinge, como Jesus, aí então teremos atingido o terceiro e último estágio, que será o da prática do perdão em sua prática mais verdadeira concepção.

O Guia da humanidade em marcha orienta, e em sendo o Modelo mostra que é possível, e sacramenta, quando indica que poderemos fazer mais ainda do que Ele fez, mas se realmente quisermos fazê-lo.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

17/11/2013

* O Novo Testamento, tradução de Haroldo Dutra Dia, Primeira Edição, 2010.

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Respostas a este tópico

Essa frase dita por Jesus, há 2 mil anos, na cruz, teve o mesmo significado lá que tem hoje aqui: os homens não sabem o que fazem pois, se soubessem, não fariam, é evidente! Se fôssemos sábios nada faríamos de errado e, em consequência, nenhum sofrimento nos alcançaria! E porq é que sofremos se não sabemos o que fazemos? Estou errado?

A omissão favorece o mal, quem cala consente.

Muitas vezes o julgamento correto e honesto e a critica limpa é a melhor forma de combater o mal.
Não podemos ficar calados e de braços cruzados vendo as coisas negativas acontecerem.
Não condenar e nem criticar as coisas negativas e falsas é ajudar o mal a se espalhar.
Devemos usar sempre o bom senso, a lógica e a fé raciocinada com o julgamento e a critica racional para combater as maldades, injustiças, covardias, corrupções e crimes.
O mal só quer uma coisa, pessoas fracas, passivas e omissas.
Quem se cala diante de uma injustiça, de uma mistificação, de uma maldade, de uma covardia esta CONTRIBUINDO para o mal crescer e se fortalecer.
E a critica limpa e correta é uma forma racional de combater o mal.
Não seja passivo e nem omisso.
Não seja uma ovelha e nem um cordeiro.
Quem se cala diante do mal esta ajudando o mal a crescer e a espalhar as suas mistificações.

Wilson Moreno

Não seja omisso.

Ser do bem, ser correto, honesto, caridoso, cultivar pensamentos elevados e sentimentos nobres não deve ser interpretado como ser OMISSO E PASSIVO diante das maldades, crimes, covardias, racismo, estrupos etc...
O mal existe para ser combatido e não para vc aceitar ele como algo normal da vida.
Nossa omissão muitas vezes favorece as forças do mal.
QUEM CALA CONSENTE
Não podemos ser fracos, ficar de braços cruzados e parados so rezando.
Temos que ter mais atitudes positivas e corretas a favor do bem e da JUSTIÇA

Quando o mal e a desgraça é com outras pessoas é fácil falar no perdão e na caridade, mais perguntamos, onde fica a dor e o sofrimento da vitima????
Onde fica a justiça???
Muitas vezes o nosso silencio e a nossa omissão favorece as forças do mal, ficar de braços cruzados esperando que Deus faça justiça é um grave erro, dessa forma vamos criar um campo favorável para o crescimento do mal.

Vejamos essa questão.
Os políticos corruptos querem exatamente que vc fique calado e de braços cruzados, por que, isso vai favorecer eles.

A Omissão favorece o crescimento das mistificações, dos erros, da mentira, dos crimes, dos embustes, das corrupções, muitos espíritas com essa postura de não criticar e nem julgar estão de forma indireta incentivando o mal.
Quem cala consente.
Ficar calado e de braços cruzados favorece as pessoas que praticam maldades, erros e faltas, esse é o grave erro dos espíritas kardecistas no Brasil, essa postura de omissão.
Erradamente os espíritas místicos falam que criticar é faltar com a caridade dessa forma as pessoas vão tomando sem perceber uma postura a favor das coisas erradas e falsas, temos que ter uma postura sempre ativa a favor do Bem, das Virtudes e da Verdade.
Quem pratica crimes, maldades contra animais, corrupções e embustes políticos tem que serem condenados, julgados e criticados, sem uma Lei justa e enérgica para punir os criminosos, principalmente os crimes hediondos o mal ficaria a vontade e iria se espalhar fácil.

O que mais agrada as pessoas que praticam crimes e maldades é a OMISSÃO e a impunidade.
E os espíritas místicos contribui para isso com essa postura ridícula de não criticar e nem julgar, despertem deixem de serem ridículos, as forças do mal querem exatamente isso, pessoas fracas, passivas e omissas, dessa forma o campo ficara fértil para o crescimento do mal.

 

Wilson Moreno

 

Ref resp de Wilson Moreno

      Oi, amigo Wilson, com a intenção de ter uma “fé raciocinada”, tenho de lhe perguntar: se todos somos criado por Deus perfeitamente iguais, inclusive portanto em todos os aspectos necessários à evolução, porq é que existem pessoas fracas, passivas e omissas? Porq há quem faça o mal crescer e mesmo se fortalecer, devido a se calar covardemente frente às injustiças, eqto outros não se omitem, não se calam, nem se acovardam?


Luis tu respondeu tua própria pergunta. Não somos maus. Somos ignorantes. Por isto erramos e acreditamos que não estamos errando. Uma mãe que bate em seu filho não o faz por maldade. Ela bate por achar que apanhando dela não vai apanhar da polícia, por exemplo. Agora! Aquele que bate por prazer. Este é doente e não mau. E Jesus veio para nos dizer "Não façais ao outro aquilo que não quereis que faça a ti". Partindo deste principio ele não judiará do outro por propósito.Mas se cair em tentação desta maldade um dia se dará conta do que fez aí então virá o remorso e a perseguição daqueles espíritos que ele maltratou e que não entenderam que ele estava doente...
luis conforti junior disse:

Essa frase dita por Jesus, há 2 mil anos, na cruz, teve o mesmo significado lá que tem hoje aqui: os homens não sabem o que fazem pois, se soubessem, não fariam, é evidente! Se fôssemos sábios nada faríamos de errado e, em consequência, nenhum sofrimento nos alcançaria! E porq é que sofremos se não sabemos o que fazemos? Estou errado?

Ref resp de Rosangela Araujo

      Exato minha querida, somos ignorantes e, justamente por isso, cometemos tantos erros e consequentemente fazemos o mal para nossos semelhantes, como vc concordou, certo? Foi essa a minha intenção ao colocar aquela resposta: que alguém visse que erramos exatamente devido a sermos ignorantes.  

      Mas, se erramos devido a sermos ignorantes, qual é a causa de nossos sofrimentos?! Deus pune os que erram por serem ignorantes?! Se nos pune por sermos ignorantes onde estão seu amor, sua sabedoria e sua justiça que a doutrina afirma serem infinitos?

     E veja que, mais abaixo, vc mesma se contradiz com o que disse: “... Mas se cair em tentação desta maldade um dia se dará conta do que fez aí então virá o remorso e a perseguição daqueles espíritos que ele maltratou e que não entenderam que ele estava doente...”. Percebeu?

      Vc diz que erramos porq sermos ignorantes e sem dúvida será uma tremenda injustiça alguém sofrer por ser ignorante! Porém vc mesma está dizendo que esse que que comete maldades sofrerá as consequências do que fez, certo? Mas, se ele cometeu maldades não foi exatamente por ser ignorante? Todos os erros nossos não vêm do fato de sermos ignorantes?! Sendo assim, o que justifica os sofrimentos que nos atingem?

      A própria doutrina afirma que todos os sofrimentos são impostos de conformidade com a perfeita justiça de Deus e, portanto, somente àqueles que escolhem (de propósito, portanto), transgredir as leis de Deus!

 

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