Antes de prosseguirmos, gostaríamos de revisar alguns conceitos e visão acerca de determinados pontos e questões pertinentes.

Primeiramente, não temos o objetivo de debater, discutir ou polemizar qualquer um dos temas aqui tratados. Todos nós, sem exceção, temos o direito e a liberdade de pensar ou considerar como queira qualquer assunto, ideia, pensamentos, crença e etc., obviamente, dentro de nosso relativismo; ou seja, na conformidade com os nossos parâmetros, circunstâncias, condições... Ou, numa palavra, de acordo com o nosso patamar evolutivo. E isto não poderia ser de outro modo!

Portanto, devemos respeito a todos, mesmo que suas ideias, sua visão, suas crenças e seus pensamentos sejam esdrúxulos, equivocados e notadamente fora de foco.

O Codificador da Doutrina Espírita trabalha, junto à Espiritualidade Superior (ou, mais acertadamente, o contrário), magistralmente toda esta questão (1) e a problemática envolvida, em O Livro dos Espíritos, na Parte Terceira, Das Leis Morais, em seu capítulo X – Lei de Liberdade, onde foi abordado as questões relativas à Liberdade de Pensar, Liberdade de Consciência, Livre-arbítrio, Liberdade Natural (1) e outras.

Obviamente, conforme depreendemos, com tranquilidade, tudo tem sua consequência no tempo e no espaço, como bem o define André Luiz (vide na Introdução). Ou, como diz Paulo: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm.” (I Co. 6:12.) Então, temos a liberdade de agir e pensar, porém, temos – igualmente – a responsabilidade de arcamos com as consequências de nossos atos, atitudes, pensamentos etc.
 
Sem perdemos este foco, e cônscios destes parâmetros, é que trazemos tranquilamente os apontamentos destes textos. Assim, sem nos esquecermos da questão 841 de O Livro dos Espíritos (1), contrapomos uma visão novideira, por ser pouco conhecida, acerca do Divino Amigo e sua mãe. Em decorrência, caberá a cada um, sopesar e medir todos os ângulos do assunto e retirar, a partir daí, as suas conclusões, ficando com o que venha a considerar o melhor.

Finalizando, repetimos, concordes com que dissemos na Introdução, objetivamos trazer novos elementos, novos ângulos, não necessariamente nossos, mas da Espiritualidade Amiga, para, quem queira e se prontifique, possa ter condições e elementos para fazer uma reavaliação mais circunstanciada acerca de como “vê” os temas aqui abordados, e também possa fazer uma contraposição com a abordagem de quaisquer outros autores.

São com estes votos, com este convite, solicitando não se perder estas perspectivas de vista que adentraremos nos temas propostos, no próximo capítulo. E dando um fecho a este passo, relembramos – novamente – o convite de André Luiz, encontrado, igualmente, na Introdução.

Sem mais...

________________________________

(1) Q. 838. Será respeitável toda e qualquer crença, ainda quando notoriamente falsa? – “Toda crença é respeitável, quando sincera e conducente à prática do bem. Condenáveis são as crenças que conduzam ao mal.”

Q. 839. Será repreensível aquele que escandalize com a sua crença um outro que não pensa como ele? – “Isso é faltar com a caridade e atentar contra a liberdade de pensamento.”

Q. 841. Para respeitar a liberdade de consciência, dever-se-á deixar que se propaguem doutrinas perniciosas, ou poder-se-á, sem atentar contra aquela liberdade, procurar trazer ao caminho da verdade os que se transviaram obedecendo a falsos princípios? – “Certamente que podeis e até deveis; mas, ensinai, a exemplo de Jesus, servindo-vos da brandura e da persuasão e não da força, o que seria pior do que a crença daquele a quem desejaríeis convencer. Se alguma coisa se pode impor, é o bem e a fraternidade. Mas não cremos que o melhor meio de fazê-los admitidos seja obrar com violência. A convicção não se impõe.”

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