Equívocos típicos no meio espirita

 

Por Paulo Artur Gonçalves.

 

 

  1. 1.    INTRODUÇÃO

A mania de grandeza é resultante da “modéstia” que nos leva a querer que nossas coisas sejam melhores que a dos outros e nisto muitos de nós espiritas também não escapamos.

Este trabalho visa a assuntar algumas falhas que cometemos em dois extremos.

Um deles é o de achar que toda a comunicação mediúnica que temos acesso é verdade por ser mediúnica e, o outro é o contrario disto, é achar que tudo que não está na mais absoluta conformidade com a codificação está errado e logo não é espirita.

São dois extremos que devemos evitar e para tal vamos exemplificar comportamentos de um e outro.

 

  1. 2.    ENCARNAÇÃO PASSADA DE UM ESPIRITO OU MEDIUM

No meio espirita é corrente vários tipos de comportamentos sempre tentando endeusar ou o médium ou o espírito comunicante.

Tão somente a título ilustrativo passo a comentar dois casos muito falados e que alguns espiritas aceitam e passam a frente sem verificar nada.

Isto vai passando de boca em boca, sem comprovação e virando verdade.

 

  • André Luiz foi Oswaldo Cruz.

Um caso típico é o de dizer no meio espirita que André Luiz foi Oswaldo Cruz, e isto vai passando de boca em boca, sem comprovação e virando verdade.

A seguir está um estudo que Antônio Carlos Torres Teixeira, graduado em física e mestre em Inteligência Artificial, professor do curso de Engenharia de Controle e Automação, do CEFET-MG-Leopoldina  fez a respeito.

Ele tomou por base a obra “Nosso Lar”, de André Luiz, psicografada por Francisco C. Xavier, FEB, 41a. Edição.

André Luiz, em estágio de recuperação em Nosso Lar, recebe, em sonho, a visita de sua mãe que lhe traz notícias do pai: “doze anos que está numa zona de trevas compactas, no Umbral”. (cap. 16, p. 91).

Dias depois, André Luiz segue com Lísias para a casa deste onde ficará hospedado e fica conhecendo Da. Laura, a mãe de Lísias. (cap. 17).

Após ser apresentado, André Luiz permanece em conversa com Da. Laura, enquanto Lísias sai a passeio com dois amigos (cap. 18, p. 103) e só retorna no cap. 23, p. 126.

A seguir, passam a ouvir um aparelho semelhante ao rádio que traz notícias do início da Segunda Guerra Mundial citando: “estamos em agosto de 1939”. (cap. 24, p. 132).

Como o interregno entre a comunicação em sonho da mãe de André Luiz e a notícia da Guerra foi de poucos dias, deduz-se que o pai de André Luiz faleceu em 1927 (1939 -12=1927).

No capítulo 7, p. 47, André Luiz comenta com Lísias: “Meu pai, igualmente, fez a grande viagem, três anos antes de meu trespasse”.

Fazendo as contas, fica absolutamente claro que André Luiz faleceu em 1930 (1927 + 3 =1930).

Algumas outras informações de relevo sobre André Luiz:

  • Clinicou durante 15 anos (cap. 13, p. 74 e cap. 14, p. 84).
  • Deixou esposa e três filhos. (cap.  2, p. 22), sendo o mais velho homem e os outros mulheres. (cap.6, p. 42).
  • Causa mortis: André Luiz foi operado duas vezes devido a oclusão intestinal, derivada de elementos cancerígenos, por sua vez decorrentes da sífilis, a ponto de ser classificado como suicida indireto. (cap. 4, p. 32, 33)
  • Comportamento: falta de fraternidade e temperança; exasperado, sombrio, colérico, sem auto-domínio, ofendia aos semelhantes, excesso de alimentação e bebidas alcoólicas.  (cap. 4, p. 32,33).
  • Seu pai foi comerciante na Terra. (cap. 16, p. 91)
  • Seu pai era fraco (moralmente) e tinha ligações (amorosas) clandestinas. (cap. 16, p. 91).

 

Façamos agora a comparação com Oswaldo Cruz.

ANDRÉ LUIZ

OSWALDO CRUZ

Faleceu em 1930

Faleceu em 1917

Causa mortis: oclusão no intestino devida a elementos cancerígenos

Causa mortis: insuficiência renal.

Clinicou durante 15 anos

Foi médico durante 25 anos

O filho mais velho é homem

O mais velho é do sexo feminino

Deixou esposa e três filhos

Deixou esposa e cinco filhos.

Seu pai foi comerciante

Seu pai foi médico

O pai falece em 1927

O pai falece em 1872

Seu pai foi moralmente fraco

Seu pai foi de moral ilibada

André Luiz não se destacou positivamente

Oswaldo Cruz foi um benfeitor da humanidade

 

  • Chico Xavier foi reencarnação de Allan Kardec.

Outro exemplo é afirmação crescente de que Chico Xavier foi Allan Kardec. Basta fazer uma comparação entre as principais características de um e de outro para ver que tal afirmação não procede.

Para demonstrar isto transcrevo a seguir algumas frases de um artigo de Dori Incontri publicado em O Consolador:

... Um dos pontos fundamentais demonstrados pelo Espiritismo, que, aliás, se insere plenamente na tradição socrático-platônica-cristã, é a ideia de uma identidade individual, permanente, que está em progresso e mutação, mas guarda um eu reconhecível, com características próprias de personalidade, com memórias e potencialidades particulares... 
...Kardec desafiou a Ciência oficial, a religião tradicional e todo o sistema acadêmico estabelecido, fundando um novo paradigma para o conhecimento humano, numa síntese genial. Quando estudamos sua vida e sua personalidade, vemo-lo mover-se com absoluta segurança de si, com total equilíbrio, desde os primeiros textos pedagógicos aos 24 anos, até a redação da última Revista Espírita, que deixou pronta antes de morrer...
... Agora, analisemos a pessoa Chico Xavier, que conheci desde a minha primeira infância. Trata-se de uma personalidade doce, amorosa, bastante feminina, emocional, mística, com forte vocação literária e poética (ao contrário de Kardec), mas uma personalidade fraca. Basta ver sua relação com Emmanuel. Seu guia espiritual, aliás, forte e altivo, sempre manteve com Chico uma postura disciplinar, rígida, admoestando-o se o via fraquejar...
... Basta lembrar de Chico, gritando em pânico, porque o avião em que estava ameaçava cair e Emmanuel, diante dele, dizendo: “Dá testemunho da tua fé, da tua confiança na imortalidade! (...) Morra com educação!”...

Por outro lado, se algum espirito desencarnado ou médium vem afirmando isto não merece o menor crédito pelas outras coisas que fala.

 

  1. 3.    O ESPIRITO COMUNICANTE É SUPERIOR.

A palavra “superior”, utilizada no espiritismo, a meu ver tem duplo sentido pelo fato de significar duas coisas diferentes dentro da escala de classificação dos espíritos apresentada por Kardec em função do progresso alcançado.

Esses dois significados são:

  • Superior relativo quando usada para designar uma alma (espirito encarnado) ou espirito superior a nós no que diz respeito ao seu progresso moral e cientifico. 
  • Superior absoluto quando utilizada para se referir a um espirito de classe Superior pertencente à segunda ordem (espíritos bons), segundo a escala espirita, apresentada no Livro dos Espíritos nas questões de 101 a 113.

Usamos muito o termo “espírito superior” sem quase nenhum critério, como se “superior absoluto” ele fosse e isto não é verdade, visto que a maioria dos espíritos com quem nos comunicamos de maneira séria e controlada é de “superior relativo”.

Nada impede que nos comuniquemos com “espirito inferior relativo” que pode até mistificar dando mensagens “lindas” entre instruções e recomendações pouco confiáveis.

Neste caso cabe a nós fazer a seleção pelo conteúdo usando o ensinamento de Sócrates, reeditado por Jesus, “é pelo fruto que se conhece a árvore”.

A seguir as fontes de referencias que utilizei e as analises que fiz para chegar a tais conclusões:

3.1. CLASSIFICAÇÃO DOS ESPIRITOS SEGUNDO O LIVRO DOS ESPIRITOS

O Livro dos Espíritos (LE), questões 101 a 113 mostra que os espíritos estão divididos em 10 classes.

Estas 10 classes por sua vez estão agrupados em 3 categorias que Kardec chamou de 3 Ordens, sendo:

Primeira Ordem - Espíritos Puros que pertencem a uma classe única.

Segunda Ordem – Espíritos bons subdivididos em 4 classes.

Terceira Ordem – Espíritos imperfeitos subdivididos em 5 classes.

Estas classes não podem ser vistas como degraus de uma escada visto que existem espíritos que tem características de mais de uma classe.

Sobre as classes dos espíritos Kardec diz:

Faremos, todavia, notar que estes não ficam pertencendo, exclusivamente, a tal ou tal classe. Sendo sempre gradual o progresso deles e muitas vezes mais acentuado num sentido do que em outro, pode acontecer que muitos reúnam em si os caracteres de várias categorias...

...“Eles formam uma série ininterrupta, desde o mais ínfimo grau até o grau superior. A classificação é, pois, arbitrária. Um, grupá-los-á em três classes, outro em cinco, dez ou vinte, à vontade, sem que nenhum esteja em erro”...

 

3.2 . TIPOS DE MUNDOS - EVANGELHO  SEGUNDO O ESPIRITISMO

O Evangelho Segundo o Espiritismo – ESE no Capitulo 3 itens 3 a 19 há uma classificação dos mundos habitados do universo em 5 tipos, segundo as classes dos espíritos que os habitam, sendo: 1- Divinos, 2- Felizes, 3-Regeneração, 4- Prova e expiação e 5- Primitivos.

Aqui também não se pode olhar como uma escada visto que há mundos em processo de transição, mais ou menos avançada.

Há também mundos em formação que ainda não estão em condições de receber a humanidade, recebendo porem outras formas de vida em formação. Há também os mundos em dissolução retornando ao elemento primitivo universal para depois voltarem a se reagruparem em outros novos mundos em formação, num processo eterno que o Budismo chama de Gênese continuada.

Isto é que o espiritismo chama de Trindade Universal – Deus – Espirito – Matéria.

Deus - Inteligência Suprema do Universo, causa primaria de todas as coisas e o que Einstein chama de Deus – Lei e legislador do universo.

Como este processo ocorre só Deus o sabe e nós entenderemos quando chegarmos a espíritos puros.

A Terra é um mundo de prova e expiação já em transição para mundo de regeneração e no passado já foi um mundo primitivo (idade da pedra).

À medida que o espirito progride diminui sua necessidade do contado direto com a matéria (inclui energia que, segundo Einstein, é matéria condensada) nas suas encarnações, visto ter sido criado “principio inteligente do universo” simples e ignorante e evolui pelo conhecimento cientifico e formação moral em direção a Deus.

Repetindo: só vamos entender quando chegarmos à condição de espirito “puro”, por não mais precisar encarnar em corpo material, por mais sutil que seja.

Os corpos matérias, ao longo do caminho, variam segundo a sutileza da matéria dos mundos que ele habita e corpos que utiliza.

 

3.3. DISTRIBUIÇÃO DOS ESPIRITOS NOS MUNDOS HABITADOS

Considerando então que espíritos habitam mundos e fazendo um resumo bem sintético da distribuição dos espíritos, segundo sua classe, nos mundos em que habitam, segundo seu tipo, temos:

No quadro 1 colocamos como primeira coluna os tipos de mundos habitados. segundo o Capitulo 3 do Evangelho Segundo o Espiritismo (ESE) itens 3 a 19.

Na coluna 2 usamos o termo classe predominante no tipo de mundo habitado. Diz-se predominante porque tal distribuição não é absoluta.

Na coluna 3 colocamos as classes dos espíritos dentro de suas respectivas ordens também constante das questões de 101 a 113 do LE, que estão bem resumidas no quadro 2.

Nos mundos de provas e expiação predomina espíritos de terceira ordem, porem espíritos de segunda ordem aqui também encarnam em missão.

À medida que um mundo se aproxima ou entra numa transição (ex. mundo de prova e expiação para mundo de regeneração = nosso caso) maior numero de espíritos de uma classe superior relativa nele se encarna para ajudar e orientar na transição e, depois aqui pode permanecer junto com os que subiram de ordem.

Além disso, existe também migração de espíritos entre mundos.

No primeiro caso é uma migração descendente quando o mundo em que o espirito habita se eleva para um mundo do tipo superior e ele, por não ter acompanhado o progresso, pode precisar migrar a um mundo inferior onde prevalecem espíritos da sua classe.

No mundo de destino de tipo inferior ele ajuda no progresso sendo um agente de “up grade” do conhecimento cientifico e desenvolvimento moral.

Estas migrações podem ocorrer de forma coletiva e, nestes casos estes  espíritos podem ser, por exemplo, uma “raça adâmica” no mundo de destino, levando consigo o sentimento de “paraíso perdido” e a ele querendo retornar, o que impulsiona seu próprio progresso.

Esta migração pode não ser requerida de imediato caso o espirito em questão esteja “maduro” para progredir e não representa “estorvo” para a nova situação. Pode ser dada a ele uma chance.  

Um segundo caso de migração ocorre quando o espirito se eleva de classe e seu mundo não se eleva de tipo.

Este tipo de migração não necessita ser imediata podendo o espirito, que se elevou permanecer a seu pedido e se aceito, um pouco mais no meio em que isto ocorreu visando a missões especificas entre outras, a favor dos demais que ama e não se elevaram.

Estas migrações não são objeto de estudo deste resumo.

 (Quadro 1)

Tipo de Mundo habitado (ESE)

(LE) Ordem predominante

Classe de espirito (LE)

Divinos

Primeira

1-Puros

Felizes

Segunda               (Bons espíritos)

2- Superiores  3- de Sabedoria;  

4-Sábios;         5- Benevolentes.

Regeneração

Prova e

expiação

Terceira          (Espíritos Imperfeitos)

6- Batedores e Perturbadores;    

7- Neutros;      8- Pseudo Sábios.

9- Levianos;   10- Impuros

Primitivos

 

OBS:

O resumo mostrado neste quando 1 é bem sintético e mais detalhes devem ser buscados com a leitura e estudo do capitulo 3 dos itens de 3 a 19 do ESE.

O mesmo ocorre com as classes dos espíritos do quadro 2 que pode ser mais bem estudado nas questões de 104 a 113 do LE.

 

(Quadro 2)

 

Classes dos Espíritos         (LE 101 a 113)

Principais características de cada classe.

1

Puros

Não sofrem influencia da matéria. Mensageiros e ministros de Deus. Anjos, arcanjos, serafins, etc. Cuidam da harmonia universal.

2

Superiores

Reúnem ciência sabedoria e bondade. Raramente encarnam e quando o fazem é em missão de progresso e exemplo muito nobre.

Comunicam-se complacentemente com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para compreendê-la.

3

De Sabedoria

Sábios ainda com limitações de conhecimento e com a moral bem desenvolvida. Sem possuírem ilimitados conhecimentos, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes faculta juízo reto sobre os homens e as coisas.

4

Sábios

Progresso cientifico maior que o moral. Mais dedicados a ciência e não se deixam levar por paixões.

5

Benevolentes

Progresso moral maior que o cientifico. Predomina a bondade e disposição em prestar serviço.

6

Batedores e Perturbadores

Produzem efeitos físicos. Não formam uma classe especifica. Alguns das classes inferiores agregam estas caraterísticas.

7

Neutros

Conhecimento e moral em condição vulgar. Nem maus nem bons. Apego as coisas materiais mesmo como desencarnados.

8

Pseuso Sabios

Bons conhecimentos específicos e acham que tudo sabem. São orgulhosos, obstinados, invejosos e presunçosos. Misturam acertos com erros absurdos.

9

Levianos

Ignorantes e cheios de paixões, etc. Desencarnados, mistificam, brincam e as vezes se apresentam como gnomos, duendes, diabretes, etc.

10

Impuros

Inclinados ao mal. Encarnados são flagelos para a humanidade. Desencarnados são demônios, gênios maus, etc.. Fazem o mal por prazer;

 

3.4. ANALISE DA DISTRIBUIÇÃO DOS ESPIRITOS NOS MUNDOS HABITADOS.

Do conteúdo destes quadros pode-se concluir que:

“Espirito superior absoluto” não se apresenta diretamente na maioria das comunicações.

Kardec diz na Q 111: Comunicam-se complacentemente com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para compreendê-la”. Isto quer dizer que eles só dão comunicação voluntária a almas e espíritos bons.

Em sendo nós majoritariamente espíritos imperfeitos os espíritos “superiores absolutos” não estão diretamente presentes nos nossos trabalhos visto que se apresentam, voluntariamente, através de médiuns que são espíritos bons (segunda ordem) que aqui estão em missão.

Prefiro, além do próprio Kardec e Chico, não tentar enquadrar o nome de nenhum outro missionário nesta situação, isto porque um foi o codificador e outro o maior divulgador do espiritismo, principalmente pelo seu exemplo de vida.

O fato de um médium ser um espirito bom isto absolutamente não quer dizer que todos os espíritos que se comunicam através dele são “superiores absolutos”.

Espíritos “superiores relativos”, “iguais” e “inferiores relativos” também o fazem.

Um espirito “superior relativo” não detém conhecimento em todas as áreas. Assim quando ele fala do que conhece temos uma mensagem confiável e quando ele fala de uma área que não domina está dando um palpite que pode estar correto ou não.

Não se passa exatamente o mesmo conosco encarnados?

Também haverá casos que a informação é nele intuída por um “espirito superior absoluto”.

No caso de livros é mais provável que o espirito que os dita seja um “superior relativo” do médium em questão ou até mesmo um igual ou inferior a ele.

Como diferir isto?

Na Q 111 Kardec nos diz sobre os “espíritos superiores absoluto”: “Quando, por exceção, encarnam na Terra, é para cumprir missão de progresso e então nos oferecem o tipo da perfeição a que a Humanidade pode aspirar neste mundo”.

Isto significa que se dedicam a causas nobres ou exemplos de perfeição que nos é possível atingir.

Pergunto:

Qual é a causa nobre ou exemplo de perfeição que a maioria absoluta dos livros psicografados nos apresenta?

Alguns deles não lançam teorias duvidosas e contam histórias que só são interessantes e às vezes até mirabolantes?

Entretanto há casos em que tais obras podem ter sido inspiradas ou determinadas por espíritos “superiores absolutos”.

Assim, cabe a nós analisa-las aceitando ou rejeitando na integra ou parcialmente ou só certas informações que contém.

Difícil? Certamente o é.

Na introdução do LE Kardec nos diz:

Mas, ponderam, como se explica que os tidos por Espíritos de ordem superior nem sempre estejam de acordo? Diremos, em primeiro lugar, que, independentemente da causa que vimos de assinalar, outras há de molde a exercerem certa influência sobre a natureza das respostas, abstração feita da probidade dos Espíritos. Este é um ponto capital, cuja explicação alcançaremos pelo estudo. Por isso é que dizemos que estes estudos requerem atenção demorada, observação profunda e, sobretudo, como aliás o exigem todas as ciências humanas, continuidade e perseverança.

 

  1. 4.    RESPONSABILIDADE EM ANALISAR OBRAS PSICOGRAFADAS.

Alguns espiritas querem atribuir aos médiuns a responsabilidade de fazer a triagem das comunicações que recebem, tendo como exemplo o próprio Kardec e sua metodologia de trabalho.

Isto é um erro visto que o próprio Kardec nos diz na introdução do LE:

Contudo, uma observação cuidadosa e prolongada mostra grande cópia de fatos em que a intervenção do médium, a não ser como instrumento passivo, é materialmente impossível.

Não se pode querer exigir que nenhum médium tenha o comportamento analítico e racional de Kardec.

Kardec, na codificação não atuou como médium e sim se utilizou deles como instrumentos passivos.

Foi Kardec quem fez a analise de conteúdo da comunicação e a seleção dos espíritos comunicantes com sua inteligência analítica e racional e, certamente contou com a intuição vinda de bons espíritos.

Temos que nos espelhar em Kardec e fazer nós mesmos a analise do conteúdo de obras mediúnicas usando tão somente nossa capacidade de analise e conhecimento.

Para tal temos que nos instruir na doutrina espirita, nos ensinamentos de Jesus e na ciência, se possível e aplicável.

Espelhar em Kardec não é utilizar o mesmo método que ele utilizou, pois estaremos lendo e não compondo obras.

Debates também ajudam e isto pode ser feito nos grupos de estudos dos centros espiritas ou em sites especializados.

Em qualquer dos casos a razão sempre deve prevalecer sobre a emoção e sentimento.

O fato de um médium ou espirito “superior relativo”, que demonstre ser superior a nós, ter se enganado num assunto que ele não domina absolutamente não invalida o restante de sua obra, a menos que tal engano seja de cunho moral (neste caso ele pode ser inferior relativo).

Isto muito menos nos qualifica a querer julga-lo enquadrando-o numa classe de espirito de terceira ordem, como a maioria de nós o somos.

Entendo que a classificação dos espíritos foi incluída na codificação para nossa orientação e auto avaliação e não para enquadrar terceiros.

OBS:

Alguns espiritas, que se apegam “ao pé da letra” dos textos dos livros da codificação.

Eles não negam que se possa alterar a DE porem postulam é que para isto será necessário utilizar o mesmo método que Kardec usou.

Por outro lado, hoje é praticamente impossível aplicar aquele método da mesma forma, então ficamos apenas com a possibilidade de mudanças trazidas pelo conhecimento científico.

Será mesmo?

Quem terá a autoridade para validar as mudanças?

O médium como querem eles?

O médium, como vimos neste item, o próprio Kardec excluiu.

Assim se cria um beco sem saída e se engessa a codificação.

 

  1. 5.    DA CODIFICAÇÃO SÓ PARTICIPARAM ESPIRITOS SUPERIORES.

Alguns colegas espiritas defendem que todos os espíritos que se comunicaram com Kardec no LE e ESE e outros são espíritos “superiores absolutos”.

Bons espíritos eles certamente o eram porem de outra classe da segunda ordem da classificação dos espíritos sendo, portanto, “superiores relativos”.

Para verificar tal afirmação vamos voltar ao próprio Kardec na definição de “superior absoluto” (Q 111) onde está dito:

“Esses em si reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade”...

Se eles detêm a ciência e a sabedoria não poderiam cometer equívocos e cometeram.

Se há equivoco ou engano trata-se de um “superior relativo” e não “absoluto’.

Para exemplificar  tal afirmação vamos tomar casos (Q 42 e Q 46 do LE) em que foi o próprio Kardec que encontrou o corrigiu equívocos na obra dele mesmo.

Para esses exemplos estou me referenciando a um texto pesquisa de autoria do também espirita Antônio Carlos Torres Teixeira, já citado anteriormente.

Sobre a Q 42 ele diz:

Um exemplo característico é a questão 42 do Livro dos Espíritos:

"Podemos conhecer a duração da formação dos mundos; da Terra, por exemplo?

- Nada te posso dizer, porque somente o Criador o sabe; e bem louco seria quem pretendesse sabê-lo, ou conhecer o número de séculos dessa formação".

Onze anos depois, o próprio Kardec retoma o assunto na Gênese e, apoiando-se na Ciência de sua época, estima esse acontecimento em milhões de anos (Cap VI, item 16, Cap VIII, item 2).

Atualmente, pelo processo de datação radioativa, estipula-se a idade da Terra em 4,6 bilhões de anos.

Sobre a Q 46 ele diz:

Outro exemplo é a questão da geração espontânea.

Na época de Kardec havia uma vigorosa polêmica científica a respeito da origem dos seres vivos. Havia duas correntes que se digladiavam:

• Os partidários da biogênese proclamavam que todo ser vivo provém de outro ser vivo.

• Os ligados à abiogênese defendiam que seres vivos poderiam nascer espontaneamente a partir de certas condições, sem necessariamente provir de outro ser vivo.

Kardec, na questão 46 de “O Livro dos Espíritos”, publicado em 1860, (data da publicação da 2ª edição do LE – 18/03/1860) indaga se “Há seres que ainda nascem espontaneamente”, recebendo afirmativa.

Obs.: na 1ª edição de 1857 a questão é a de número 20

20 — Houve um tempo em que a Terra estava desabitada?

«Sim, quando em fusão.»

— De onde vieram os seres vivos para a Terra?

«A Terra encerrava-lhes os germes que esperavam o momento favorável para se desenvolver.»

— Há ainda seres na Terra que nascem espontaneamente?

«Sim, mas o germe primitivo já existia em estado latente. Vós sois todos os dias testemunhas desse fenômeno.»

«Os tecidos do Homem e os dos animais não encerram porventura os germes duma infinidade de larvas que esperam para eclodir a fermentação pútrida necessária à sua existência? É um micro mundo adormecido que desperta.»

Em 1864, entretanto, Pasteur dá o golpe definitivo na abiogênese, através da publicação e consequente universalização de seus experimentos.

Em 1868, na “Gênese”, Cap X, Kardec aborda novamente o assunto, não colocando a abiogênese como verdade absoluta, mas como assunto a ser resolvido pela Ciência.

Interessante notar que nenhum dos espíritos envolvidos que deram tais mensagens pode ser classificado como “superior absoluto” por demonstrar falta de conhecimento no campo da ciência.

Espirito “superior absoluto” reúne ciência sabedoria e bondade, e este não é o caso no tocante a ciência.

Antônio Carlos Torres Teixeira em seu artigo pesquisa continua:

Além disso, o espirito de Galileu, no Cap. VI, item 6, da Gênese, nos esclarece:

"Há questões como essas (origem da matéria), as quais nós mesmos, Espíritos amorosos da Ciência, não podemos aprofundar, e sobre as quais não poderíamos emitir senão opiniões pessoais, mais ou menos conjecturas; sobre tais questões, ou me calarei, ou justificarei minha maneira de encará-las; porém, esta não pertence a tal número".

No item 9, continua Galileu, usando até sua característica dose terrena de sutil ironia:

"Uma vez que venho aqui tratar da questão das leis e das forças que regem o Universo, eu que não sou senão um ser relativamente ignorante frente à Ciência verdadeira apesar da aparência de superioridade que me dá sobre meus irmãos da Terra a possibilidade de estudar as questões naturais que lhes são interditas em vossa posição,..."

Neste caso o espirito que se intitula Galileu se declara estudioso da ciência e relativamente ignorante.

Trata-se de um bom espirito, de segunda ordem, que não é “superior absoluto” por ter limitações de conhecimento no campo da ciência. Trata-se portanto de um “superior relativo”, bem superior a nós, isto é verdade.

 

No LE há outros enganos, que prefiro não citar me detendo tão somente nos que o próprio Kardec o fez.

Eles ocorrem em questões menores quando é tradado da bíblia e assuntos ligados a leis da física, incipientes no tempo de Kardec.

 

 

  1. 6.    PARA FINALIZAR.

Para finalizar vou tomar um exemplo muito marcante em que a mania de superestimar um “espirito superior relativo” é milenar e transcende a própria mania de nós espiritas em confundi-los com “espíritos superiores absolutos” e no caso não é nada menos que confundido com Deus.

Trata-se de tomar Iahweh, o espirito guia do povo de Israel que se comunicou com Moises e outros, inspirando parte dos escritos do antigo testamento da Bíblia.

Ele se apresentava como um deus e foi confundido com Deus, confusão esta que persiste até hoje.

Ele era “superior relativo” a Moises e outros profetas (médiuns) da sua época e hoje, grande parte de nós, já alcançamos um nível de evolução superior a ele naquela época.

Isto me fez estudar e pesquisar.

Minha referencia neste caso é o Livro dos Mortos do Antigo Egito do Dr. Ramses Seleem da Madras Editora , segunda edição de 2005, traduzido por Ligia Capobianco.

O Livro dos Mortos, com 189 capítulos, é parte dos livros escritos por Tehuty (Hermes para os Gregos) e as copias que chegaram aos nossos tempos encontram-se dos Papiros de Hunefer, o de Ani, chefe dos escribas do Faraó Seti I e outros.

Todos estão no Museu Britânico e foram eles que o autor se utilizou para escrever o livro citado.

Este livro lançou nova luz sobre o Antigo Egito e corrigiu interpretações equivocadas de arqueólogos mais antigos que afirmaram equivocadamente, por exemplo, que os Egípcios eram politeístas e que Neter (lei natural masculina – Yin) e Netrit (lei natural feminina – Yang) eram deuses, conhecimento este vigente na era de Kardec.

Assim, é natural que algumas informações encontradas a seguir difiram de muita informação anterior, e, como isto é recente Kardec não o conhecia e por isto nada poderia arguir a respeito.

Os antigos egípcios acreditavam que a vida na terra começou a cerca de 50.000 anos num lugar chamado Etelenty (terra que foi dividida e submergida pelas águas) e que os Gregos passaram a chamar de Atlântida.

Nesta ilha o Poder Supremo criou a humanidade.

Este Poder Supremo (hoje chamamos de Deus), que criou o céu, a terra, os mares, os homens, as mulheres, os animais, os pássaros e tudo o mais que existe e existirá eles O chamavam de Emen-Rá (a luz oculta), Atum-Rá ( o começo e o fim de toda a luz) e Eaau (poder que foi polarizado e expandido criando o universo).

Tehuty diz: “Nenhum dos seus pensamentos podem concebê-Lo, nenhuma linguagem pode defini-Lo: O que é incorpóreo, sem forma, invisível e não pode ser apreendido pelos nossos sentidos; O que é eterno e não pode ser mensurado pelos critérios limitados do tempo. Ele é inefável (algo que não pode ser expresso com palavras)”

Além do Poder Supremo existiam os deuses que tinham funções especificas.

O primeiro rei do Egito foi Osíris que é um dos deuses.

Ele foi e é o emblema do bem, da paz e da persuasão.

Osíris foi o primeiro rei do Egito e, também era um gigante com estatura muito superior as pessoas da época.

Além de Osíris os antigos Egípcios cultuavam vários deuses tais como Isis (irmã de Osíris), Maat, Anúbis e outros.

Estes deuses eram intermediários entre o Poder Supremo e os homens.

Algo como os deuses da antiguidade incluindo ai Iahweh, o deus bíblico.

O conhecimento e culto ao Poder Supremo eram reservados aos iniciados, tais como sacerdotes, governantes, escribas e outros que tinham o conhecimento da escrita.

Já o culto aos deuses era reservado ao povo, não iniciado e sem muita cultura.

Era mais fácil entender e cultuar os deuses que o Poder Supremo.

Não é mesmo que se passa hoje com os santos, orixás etc.?

O fato de Iahweh se apresentar como o deus único do povo de Israel levou a confusão de ser ele o Deus (Ser Supremo) único.

Confusão esta que persiste até hoje.

No livro Sentido da Vida, Dalai Lama chama os espíritos puros de deuses, dizendo:

“O setor bem ao alto abrange os deuses. Estes deuses levam vidas longas e

agradáveis, mas, quando a força das ações virtuosas que ocasionaram o nascimento neste estado está esgotada, eles sofrem por renascerem em estados inferiores....”

Jesus disse “vois sois deuses”.

Iahweh se apresenta como um deus dentre muitos (Primeiro mandamento do decálogo “... não terás outros deuses estrangeiros...”).

OBS: Em sendo este costume de usar a palavra deus para designar um espirito elevado e sendo Jesus um espirito puro é mais que natural que o chamem de deus, sendo porem um deus e não Deus.

Creio eu ser este o motivo de Jesus se referir a Deus como Pai.

Também Einstein preferiu em muitos casos usar o termo Senhor.

 

Voltando ao caso da Bíblia. O cristianismo foi desfigurado com as adições de textos do antigo testamento e criando um tanto de dogmas (fé burra) para explicar muita coisa, nascendo dai o catolicismo.

 A história nos mostra que houve e ainda há cisões do catolicismo, por questões de interpretações.

Está ai o grande numero de religiões Abraâmicas para confirmar isto.

O espiritismo volta ao cristianismo puro com Kardec trazendo para o Evangelho Segundo o Espiritismo só os ensinamentos essenciais contidos nos quatro evangelhos atuais.

Destes quatro evangelhos preferiu-se não trazer citações que induzem a formação de dogmas.

Devemos tomar o exemplo da Bíblia onde parte dos ensinamentos de Iahweh está superada e houve cisões pela cristalização de formas de pensar e interpretar.

O fato de parte dos ensinamentos de Iahweh estarem superados agora, não os qualifica como desnecessários para a sua época onde nós éramos bem mais primitivos e aquilo era o que poderíamos entender.

Não permitamos que o espiritismo se engesse rejeitando informações não ao “pé da letra” com a Doutrina Espirita – DE por serem erroneamente atribuídas a “espíritos superiores absolutos”.

Se elas estiverem “no espirito” da doutrina e assarem pelo crivo da razão apontando para uma evolução do originalmente exposto temos e devemos considera-las.

Caso tais informações venham pelas mãos da ciência fica muito mais simples fazer tal analise.

 

  1. 7.    CONCLUSÃO

A humanidade progride com quebras de paradigmas e foi isto que Kardec fez.

Foi também quebrando paradigmas que muitos cientistas deram impulso no nosso conhecimento.

Eles foram combatidos por mentes cristalizadas como os inquisidores da idade média, por exemplo.

As ideias destes cientistas que quebraram paradigmas não ficaram estacionadas.

Elas foram estudadas, ampliadas e modificadas por seguidores e ai esta o progresso da humanidade.

Um exemplo disso é a cosmologia que quebrou paradigmas das diferentes gêneses contidas nos ensinamentos das diversas religiões.

Kardec quebrou paradigmas e criou a DE da qual somos seguidores e, como tal, nos cabe estudar, ampliar e até modificar se necessário.

Isto é decorrência de uma das leis naturais que Kardec postulou – Lei do Progresso.

Para isto não podemos sair dizendo que isto ou aquilo é verdade por ter sido dito por um espirito, que achamos ser “superior absoluto” ou ainda sair inventando encarnações passadas dignificantes para aumentar a credibilidade de um espirito ou de alma, cuja obra só deve ser analisada com a luz da razão.

Destas obras, se na sua maioria é edificante temos que aprender a suprimir e corrigir eventuais equívocos como o próprio Kardec exemplificou nas Q 42 e 46 do LE.

Da mesma forma não podemos nem devemos querer julgar e desqualificar nenhum “espirito superior relativo” (atuais ou participantes da Codificação) por ter cometido um equívoco não essencial, pois isto implicaria em querer desqualificar, por semelhança, o próprio Kardec.

Fazer tais criticas e acusações mais se assemelha a uma calunia ou algo equivalente, que coloca quem faz isto, como dono da verdade tal como um espirito pseudo sábio e na contra mão do evangelho do Mestre Jesus.

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Respostas a este tópico

Com certeza não guardei tanta explicação. Valeu reler e ler o que não conhecia. Muito obrigada.

O ESPÍRITA PARA SER ESPIRITA TEM MUITO QUE LER E ESTUDAR LESE E O LIVRO DOS ESPÍRITOS, POR

SER UM  PILAR DO ESPIRITISMO, ALÉM CÉU E INFERNO E A GÊNESE,ESTUDAR CONHECENDO CADA

PROFESSOR DA UM ENFOQUE QUE O QUE ESTUDA DEIXOU PASSAR. MUITO IMPORTANTE CONHECER, SE

TIVER OPORTUNIDADE DE VER COM CARLOS ALBERTO BRAGA. CONFIRA OS HORÁRIOS.

Parabéns pelo artigo, muito elucidativo. Noto que, com certeza, o senhor é um grande estudioso da doutrina espírita e, assim, gostaria de utilizar de seu conhecimento para tirar uma dúvida. Levando em conta que alguns falam a favor e outros no meio espírita vão na contramão e considerando o escrito no início do seu artigo ".....o contrario disto, é achar que tudo que não está na mais absoluta conformidade com a codificação está errado e logo não é espírita.", pergunto: Apometria faz parte dos ensinamentos espíritas ou não?

Roberson

Apometria não faz parte dos ensinamentos da Doutrina Espirita.

Muito bom este texto, vale o lembrete desmitificando médiuns e obras, nos guiando a racionalidade sempre necessária na doutrina. obrigado por proporcionar esta boa leitura.

Muito bom o artigo, o Espírita tem que ter a consciência que o estudo é uma das peças fundamentais da Doutrina.

O Espírito de Verdade adverte:"Espíritas; amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo".

Um Abraço Fraternal a todos, fiquem com Deus.

E-mail:alessandropatrociniosilva@gmail.com

Gostei muito do texto muito bom, isso é Doutrina espirita.

Gosto muito das obras de Herculano Pires, ele coloca uma visão racional sobre Espiritismo.

Eu vejo muito misticismo religioso e catolicista no Espiritismo no Brasil e as mensagens mediunicas são aceitas com muita facilidade.

Todos os ensinamentos e mensagens que venha dos espíritos desencarnados, tem que ser analisados com muito cuidado e critério, por que, existe no mundo espiritual ou plano astral, muitos espíritos mentirosos, hipócritas, embusteiros, sedutores e mistificadores, que usam nomes falsos, pomposos e importantes para enganar as pessoas, eles também usam uma LINGUAGEM melosa, suave e doce para seduzir e mistificar, eles falam macio, são lobos em pele de ovelhas, temos que ter muito cuidado. O Mestre Jesus disse, cuidado com os falsos profetas, esses falsos profetas também existem no plano astral, são os mistificadores desencarnados, tudo fazem para iludir, enganar as pessoas.

Como evitar isso?

Não devemos aceitar nada cegamente e passivamente, todos os ensinamentos e mensagens que venha dos espíritos desencarnados têm que passar pelo crivo severo da Razão e da Lógica, para poder ser aceiro, qualquer ofensa a Razão, a lógica e a Moral, denuncia um espírito embusteiro e mal intencionado. Portanto, a regra é essa, passar tudo pelo crivo rigoroso da razão e da lógica, a nossa fé tem que ser raciocinada e não cega. Os maus espíritos não suportam o exame rigoroso e racional das suas mensagens e comunicações, é por isso, que eles evitam a critica, e tentam colocar na mente das pessoas que criticar é algo ruim, eles querem levar as pessoas para um estado de aceitação passiva, ninguém critica, ninguém analisa, ninguém raciocina, ninguém questiona, ninguém pensa, somos robôs em suas mãos.

Os espíritos mistificadores e obsessores, usam nomes falsos e pomposos e também usam uma LINGUAGEM melosa, suave, doce, para seduzir e enganar as pessoas, tudo isso ocorre, por que, as pessoas não usam o crivo severo da Razão e da lógica, para analisar as comunicações mediúnicas.

Esses espíritos desencarnados que se apresentam nesses centros de macumbas, pedindo, charutos, cachaça, sacrifícios de animais e despachos, são espíritos apegados a matéria e aos vícios terrenos, muitos deles são maldosos, vingativos, embusteiros, sedutores e obsessores, são os espíritos imundos relatados nos Evangelhos, que as religiões chamam de demônios. Devemos evitar esses ambientes de baixa espiritualidade, são lugares perigosos.

 

Amuletos, talismã e superstições o Espiritismo explica essas questões.

Revista espírita ano 1 – setembro 1858 – nº. 9

1)O senhor M… havia comprado de um quinquilheiro uma medalha que lhe pareceu notável pela sua singularidade. Ela é do tamanho de uma moeda de cinco libras. Seu aspecto é argênteo, embora um pouco cor de chumbo. Nas duas faces estão gravados uma multidão de sinais, entre os quais se notam os dos planetas, círculos entrelaçados, um triângulo, palavras ininteligíveis e iniciais em caracteres vulgares; além de outros caracteres bizarros tendo qualquer coisa de árabe, tudo disposto de um modo cabalístico no gênero dos livros de mágicos.

O senhor M…, tendo interrogado a senhorita J…, médium sonâmbula, quanto a essa medalha, respondeu-lhe que era composta de sete metais, que pertenceram a Cazotte, e tinha um poder particular para atrair os Espíritos e facilitar as evocações. O senhor de Caudenberg, autor de uma relação de comunicações que teve, disse ele, como médium, com a Virgem Maria, disse-lhe que era uma coisa má, própria para atrair os demônios. A senhorita de Guldenstube, médium, irmã do barão de Guldenstube, autor de uma obra sobre a Pneumatografia ou escrita direta, disse-lhe que ela tinha uma virtude magnética e poderia provocar o sonambulismo.

Pouco satisfeito com essas respostas contraditórias, o senhor de M… apresentou-nos essa medalha, pedindo a nossa opinião pessoal a respeito, e nos rogando igualmente interrogarmos um Espírito superior sobre seu valor real, do ponto de vista da influência que pode ter. Eis nossa resposta:

OS ESPÍRITOS SÃO ATRAÍDOS OU REPELIDOS PELO PENSAMENTO, E NÃO POR OBJETOS MATERIAIS QUE NÃO TÊM NENHUM PODER SOBRE ELES.

 OS ESPÍRITOS SUPERIORES, EM TODOS OS TEMPOS, CONDENARAM O EMPREGO DE SINAIS E DE FORMAS CABALÍSTICAS, E TODO ESPÍRITO QUE LHES ATRIBUI UMA VIRTUDE QUALQUER, OU QUE PRETENDA DAR TALISMÃS QUE APARENTEM A MAGIA, REVELA, COM ISSO, SUA INFERIORIDADE, ESTEJA AGINDO DE BOA FÉ OU POR IGNORÂNCIA, EM CONSEQÜÊNCIA DE ANTIGOS PRECONCEITOS TERRESTRES DOS QUAIS ESTEJAM IMBUÍDOS, SEJA PORQUE QUEIRA CONSCIENTEMENTE DIVERTIR-SE COM A CREDULIDADE, COMO ESPÍRITO ZOMBETEIRO.

Os sinais cabalísticos, quando não são pura fantasia, são símbolos que lembram as crenças supersticiosas quanto à virtude de certas coisas, como os números, os planetas, e sua concordância com os metais, crenças nascidas nos tempos da ignorância, e que repousam sobre erros manifestos, dos quais a ciência fez justiça mostrando o que eram os pretensos sete planetas, sete metais, etc. A forma mística e ininteligível desses emblemas tinha por objetivo impor ao vulgo ver o maravilhoso naquilo que não compreendia. Quem estudou a natureza dos Espíritos, não pode admitir racionalmente, sobre eles, a influência de formas convencionais, nem de substâncias misturadas em certas proporções; isso seria renovar as práticas da caldeira dos feiticeiros, de gato preto, de galinha preta e outros feitiços. Não ocorre o mesmo com um objeto magnetizado que, como se sabe, tem o poder de provocar o sonambulismo ou certos fenômenos nervosos sobre a economia; mas, então, a virtude desse objeto reside unicamente no fluido do qual está momentaneamente impregnado e que se transmite, assim, por via mediata, e não em sua forma, em sua cor, nem sobretudo nos sinais com os quais pode estar sobrecarregado.

Um Espírito pode dizer: Traçai tal sinal, e a esse sinal reconhecerei que chamais e virei; mas nesse caso o sinal traçado não é senão a expressão do pensamento; é uma evocação traduzida de um modo material; ora, os Espíritos, qualquer que seja sua natureza, não têm necessidade de semelhantes meios para se comunicarem; os Espíritos superiores não os empregam nunca; os Espíritos inferiores podem fazê-lo tendo em vista fascinar a imaginação de pessoas crédulas, que querem ter sob sua dependência. REGRA GERAL: TODO ESPÍRITO QUE LIGA MAIS IMPORTÂNCIA À FORMA DO QUE AO FUNDO É INFERIOR, E NÃO MERECE NENHUMA CONFIANÇA, AINDA MESMO SE, DE TEMPO EM TEMPO, DISSER ALGUMAS COISAS BOAS; PORQUE ESSAS BOAS COISAS PODEM SER UM MEIO DE SEDUÇÃO.

Tal era o nosso pensamento a respeito dos talismãs em geral, como meio de relações com os Espíritos. Vale dizer que ele se aplica igualmente àqueles que a superstição emprega como preservativos de doenças ou de acidentes.

Contudo, para a edificação do possuidor da medalha, e para melhor aprofundar a questão, na sessão da Sociedade, do dia 17 de julho de 1858, pedimos ao Espírito de São Luís, que consente comunicar conosco todas as vezes que se trata de nossa instrução, que nos desse a sua opinião a respeito. Interrogado sobre o valor dessa medalha, eis a sua resposta:

“Fizestes bem em não admitir que os objetos materiais possam ter uma virtude qualquer sobre as manifestações, seja para provocá-las, seja para impedi-las. Bem freqüentemente, dissemos que as manifestações eram espontâneas, e que finalmente, jamais nos recusamos em responder à vossa chamada. Por que pensais que possamos ser obrigados a obedecer a uma coisa fabricada por humanos?

P. – Com qual objetivo essa medalha foi feita?
- R. Foi feita com o objetivo de chamar a atenção das pessoas que nela quisessem crer; mas não foi senão pelos magnetizadores que ela pôde ser feita com a intenção de magnetizar para adormecer uma pessoa. Os sinais não são senão coisas de fantasia.

P. – Diz-se que ela pertenceu a Cazotte; poderíamos evocá-lo, a fim de termos algumas informações dele a esse respeito?
- R. Não é necessário; preferivelmente, ocupai-vos de coisas mais sérias.”

REVISTA ESPÍRITA ANO 1 – SETEMBRO 1858 – Nº. 9

 

2)No Espiritismo não se adota a prática de atos, uso de objetos e cultos exteriores, tais como:

  • Exorcismos;
  • Sacrifícios de animais e muito menos de seres humanos;
  • Rituais de iniciação de qualquer espécie ou natureza;
  • Promessas, despachos, riscaduras de cruzes, pontos ou hábitos materiais oriundos de quaisquer concepções religiosas ou filosóficas;
  • Rituais e encenações extravagantes de modo a impressionar o público;
  • Talismãs, amuletos, orações miraculosas, bentinhos, escapulários, breves ou quaisquer objetos semelhantes;
  • Confecções de horóscopos, exercícios de cartomancia e astrologia, jogo de búzios ou práticas similares;
  • Administrações de sacramentos como batizados e casamentos, concessões de indulgências, sessões fúnebres ou reuniões especiais para preces particulares, seja a encarnados ou desencarnados, nas chamadas reuniões da saudade; (A Doutrina não se coaduna a nenhum tipo de exclusividade, nem comporta atavismos);
  • Pagamentos e ou contribuições de quaisquer naturezas por benefícios prestados;
  • Atendimentos de interesses materiais para “abrir caminhos”;
  • Danças, procissões e atos análogos;
  • Hinos ou cantos em línguas mortas ou exóticas;
  • Atribuições de Títulos Convencionais, como Presidente de Honra ou Honorário, assim também cargos vitalícios;
  • Paramentos, uniformes, ou roupas especiais;
  • Altares, imagens, andores, ou objetos materiais;
  • Incenso, mirra, fumo, velas, bebidas ou substâncias alucinógenas;
  • Terapias alternativas ou convencionais, desde que descaracterizem o aspecto doutrinário das atividades dos Centros Espíritas, posto que os Centros Espíritas são os locais de divulgação e prática do Espiritismo, do Conhecimento Espírita, da Cultura Espírita e da Terapia Espírita, consagrada pelo Estudo Doutrinário, pelo Atendimento Fraterno Através do Diálogo, do Passe Espírita, da Água Fluidificada, da Prece e das Atividades de Desobsessão.

O Espiritismo não aceita e nem preconiza nenhuma forma de crendices, charlatanismos, embustes, superstições, simpatias, fórmulas mágicas, sinais cabalísticos, símbolos, objetos sagrados, cerimônias, uso de imagens, culto devocional a santos ou patronos, personalismos, formalismos, ou sobrenatural.

3) Uma outra questão importante colocada pelo Mestre Allan Kardec é ineficácia do uso de objetos matérias para afastar os espíritos inferiores e obsessores, o uso de amuletos, talismã, roupas brancas, imagens de santos, velas, despachos, exorcismos, palavras sacramentais, sinais cabalísticos, são praticas sem nenhum valor espiritual.

Vejamos as colocações doutrinarias do Mestre Kardec.

 

OUTRA VERDADE, IGUALMENTE VERIFICADA PELA EXPERIÊNCIA, E QUE A LÓGICA COMPROVA, É A COMPLETA INEFICÁCIA DE EXORCISMOS, FÓRMULAS, PALAVRAS SACRAMENTAIS, AMULETOS, TALISMÃS, PRÁTICAS EXTERIORES OU QUAISQUER SÍMBOLOS MATERIAIS.

 

Vejamos outras observações doutrinarias.

 

A questão 554 de “O Livro dos Espíritos” corrobora essa posição. Confiramos:

P.: “Que efeito pode produzir fórmulas e práticas mediante as quais pessoas há que pretendam dispor do concurso dos Espíritos?”

 

R.: “(…) Todas as fórmulas são mera charlatanaria. Não há palavra sacramental nenhuma, nenhum sinal cabalístico, nem talismã, que tenha qualquer ação sobre os Espíritos, porquanto estes são só atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais”. E continua mais adiante: “Ora, muito raramente aquele que seja bastante simplório para acreditar na virtude de um talismã deixará de colimar um fim mais material do que moral. Qualquer, porém, que seja o caso, essa crença denuncia uma inferioridade e uma fraqueza de ideias que favorecem a ação dos espíritos imperfeitos e escarninhos”.

 

Em “O Livro dos Médiuns”, é perguntado aos Espíritos Superiores:

“Certos objetos, como medalhas e talismãs, têm a propriedade de atrair ou repelir os Espíritos conforme pretendem alguns”?

 

R.: “ESTA PERGUNTA ERA ESCUSADA, PORQUANTO BEM SABES QUE A MATÉRIA NENHUMA AÇÃO EXERCE SOBRE OS ESPÍRITOS. FICA BEM CERTO DE QUE NUNCA UM BOM ESPÍRITO ACONSELHARÁ SEMELHANTES ABSURDIDADES. A VIRTUDE DOS TALISMÃS, DE QUALQUER NATUREZA QUE SEJAM, JAMAIS EXISTIU, SENÃO, NA IMAGINAÇÃO DAS PESSOAS CRÉDULAS”.

 

O Codificador Allan Kardec comentou, concluindo e reiterando a total desvinculação do Espiritismo com o pensamento mágico propalado pelas religiões e crenças fetichistas:

 

“OS ESPÍRITOS SÃO ATRAÍDOS OU REPELIDOS PELO PENSAMENTO E NÃO POR OBJETOS MATERIAIS (…). Em todos os tempos os Espíritos superiores condenaram o emprego de signos e de formas cabalísticas; e todo Espírito que lhes atribui uma virtude qualquer ou que pretende dar talismãs que denotam magia, por aí revela a própria inferioridade, quer quando age de boa-fé e por ignorância, (…) quer quando conscientemente (…). Os sinais cabalísticos, quando não são mera fantasia, são símbolos que lembram crenças supersticiosas na virtude de certas coisas, como os números, os planetas e sua correspondência com os metais, crenças nascidas no tempo da ignorância e que repousam sobre erros manifestos, aos quais a ciência fez justiça, mostrando o que há sobre os pretensos sete planetas, os sete metais, etc. A forma mística e ininteligível de tais emblemas tem o objetivo de os impor ao vulgo (…), aquilo que não compreende.”

 

Vejamos uma observação muito importante do Professor J. Herculano Pires sobre essa questão.

Que se encontra no livro  A Obsessão o Passe e a Doutrinação de autoria de Herculano Pires.

 

Não se deixe atrair por macumbas e as diversas formas de mistura de religiões africanas com as nossas crendices nacionais.

 Não pense que alguém lhe pode tirar a obsessão com as mãos. Os passes têm por finalidade a transmissão de fluidos, de energias vitais e espirituais para fortificar a sua resistência.

 Não confie em passes de gesticulação excessiva e outras fantasias. O passe é simplesmente a imposição das mãos, ensinada por Jesus e praticada por Ele. É uma doação humilde e não uma encenação, dança ou ginástica.

NÃO CARREGUE AMULETOS NEM PATUÁS OU COLARES MILAGROSOS. TUDO ISSO NÃO PASSA DE SUPERSTIÇÕES PROVINDAS DE RELIGIÕES DAS SELVAS. VOCÊ NÃO É SELVAGEM, É UMA CRIATURA CIVILIZADA CAPAZ DE RACIOCINAR E SÓ ADMITIR A FÉ RACIONAL.

 ESTUDE O ESPIRITISMO E NÃO SE DEIXE LEVAR POR TOLICES.

Dedique-se ao estudo, mas não queira saltar de aprendiz a mestre, pois o mestrado em espiritismo só se realiza no plano espiritual. Na Terra somos todos aprendizes, com maior ou menor grau de conhecimento e experiência.

 

Como disse Herculano Pires: NÃO CARREGUE AMULETOS NEM PATUÁS OU COLARES MILAGROSOS. TUDO ISSO NÃO PASSA DE SUPERSTIÇÕES PROVINDAS DE RELIGIÕES DAS SELVAS. VOCÊ NÃO É SELVAGEM, É UMA CRIATURA CIVILIZADA CAPAZ DE RACIOCINAR E SÓ ADMITIR A FÉ RACIONAL.

 

Herculano Pires completa.

PALAVRAS, AMULETOS, MEDALHAS, IMAGENS E OUTROS INSTRUMENTOS DO CULTO RELIGIOSO OU DE PRÁTICAS MÁGICAS NADA INFLUEM SOBRE OS ESPÍRITOS PERVERSOS, SE AQUELE QUE OS EMPREGA NÃO POSSUIR VIRTUDES MORAIS E NÃO AGIR COM AMOR, HUMILDADE E COMPREENSÃO. AGINDO ASSIM, TODOS OS INSTRUMENTOS E ARTIFÍCIOS SÃO DISPENSÁVEIS.

 

Vamos concluir que é pela Elevação Moral e pelos Pensamentos puros e nobres e pela pratica do Bem e das Virtudes que esta a única Defesa psíquica contra os maus espíritos.

 

Na Obra O Livro dos Espiritos questão 477, encontramos o seguinte.

477. As fórmulas de exorcismo têm qualquer eficácia contra os maus  Espíritos?

      —Não; quando esses Espíritos vêem alguém toma-las a sério, riem e se obstinam.

 

OS MAUS ESPÍRITOS FICAM RINDO DAS PESSOAS QUE ACREDITAM EM EXORCISMOS.

 

Vejamos outras observações do Mestre Kardec.

 

a) Astrologia, feitiçaria, magia são chamadas de  crenças ridículas: 

 

“mesmo se dá com o Espiritismo, relativamente à magia e à  feitiçaria, que se apoiavam tb na manifestação dos espíritos, como a astrologia no movimento dos astros;mas, ignorantes das leis que regem o mundo espiritual, misturavam, com essas relações, práticas e CRENÇAS RIDÍCULAS, com as quais o moderno espiritismo, fruto da experiência e da observação, acabou. Certamente, a distancia que separa o Espiritismo da magia e da feitiçaria é maior do que a que existe entre a Astronomia e a Astrologia. Confundi-las é provar que de nenhuma se sabe patavina.”  (A GÊNESE, Cap1, item 19,FEB, grifo nosso)

 

b) Espiritismo diz que condena a magia:

 

“Nós perguntamos: que há de comum entre as operações da magia e as evocações espíritas?”  

 

“Houve tempo em que tais operações faziam fé e acreditava-se na sua eficácia, mas hoje SÃO SIMPLESMENTE RIDÍCULAS. Ninguém as toma a sério, e O ESPIRITISMO CONDENA-AS. Na época em que florecera a magia, era imperfeita a noção sobre a natureza dos Espíritos, geralmente havidos por seres dotados de pode sobre-humano.” (O Céu e o Inferno, Cap 10, item 9, FEB, grifo nosso).

 

 

c) Talismãs  são absurdos:

 

“A VIRTUDE DOS TALISMÃS SÓ EXISTEM NA MENTE DE PESSOAS SIMPLÓRIAS, NUNCA UM BOM ESPÍRITO ACONSELHA ESSES ABSURDOS.” (O CÉU E O INFERNO, CAP 10, ITEM 9, FEB, GRIFO NOSSO).

 

Vou realçar as observações do Mestre Kardec.

Nós perguntamos: que há de comum entre as operações da magia e as evocações espíritas?”  

“HOUVE TEMPO EM QUE TAIS OPERAÇÕES FAZIAM FÉ E ACREDITAVA-SE NA SUA EFICÁCIA, MAS HOJE SÃO SIMPLESMENTE RIDÍCULAS. NINGUÉM AS TOMA A SÉRIO, E O ESPIRITISMO CONDENA-AS.

 

4) Os maus espíritos não têm nenhum poder sobre as pessoas de Bem, os bons pensamentos, os sentimentos elevados e as atitudes corretas e honestas, vão sempre repelir as influências espirituais negativas, o Bem é mais forte que o mal, são as nossas imperfeições morais que atraem os espíritos inferiores, perturbadores e obsessores, portanto, a nossa luta é contra as nossas imperfeições morais, combatendo elas os maus espíritos se afastam gradualmente. Assim como as moscas farejam as chagas do corpo, os maus espíritos farejam as chagas morais da alma, para afastar as moscas basta limpar o corpo das suas impurezas físicas, da mesma forma, a pessoa se depurando das suas impurezas morais, ela consegue repelir os espíritos perturbadores e obsessores.
É na elevação moral dos pensamentos e sentimentos e na prática sincera do Bem e das Virtudes, que está a Defesa psíquica contra os maus espíritos.
Não adianta usar amuletos, talismã, velas, roupas brancas, imagens de santos, palavras sacramentais, sinais cabalísticos, nada disso funciona, tudo reside em nossos pensamentos e sentimentos.

Estudar as obras de Allan Kardec para discernir essas questões, mais muitos espíritas pelo conceito errado de interpretar a caridade e a tolerância deixam de elucidar esses assuntos, falam que é falta de caridade julgar e dessa forma se mistura muitas idéias e conceitos errados na Doutrina Espirita.

Fraternidade sim, sincretismo não, o Espiritismo esta muito bem definido em suas bases doutrinarias.

 

Wilson Moreno na busca da Verdade.

 

 

Voltando ao título do tópico, "Equívocos típicos no meio espírita", agora mesmo, há alguns minutos atrás, um amigo trouxe um exemplo: diz-se que "Deus não dá o frio, maior que o cobertor"; no entanto isso é um equívoco, pois não é uma verdade, pois o que vemos no mundo, ao nosso redor, são cerca de 10.000.000 a 20.000.000 de filhos de Deus a quem Deus dá o frio maior que o cobertor. Esses milhões escolhem se suicidar justamente devido ao fato de não suportarem o "frio" que Deus lhes dá!

oi luis, essa comparação as vezes nos levam a interpretações equivocadas. como você mesmo colocou esses milhões " escolhem" se suicidar, não tem nada a ver com Deus dar, espíritos superiores ou o próprio espirito escolheu o tamanho de "cobertor", se não suportou e quis fugir pela porta do suicídio. Deus ai sim em sua mesericordia, dará outra chance dele reparar seu erro. erro é do espirito imperfeito, não da inteligência suprema que é justo e bom. reflitamos amigo, muita paz.
 
luis conforti junior disse:

Voltando ao título do tópico, "Equívocos típicos no meio espírita", agora mesmo, há alguns minutos atrás, um amigo trouxe um exemplo: diz-se que "Deus não dá o frio, maior que o cobertor"; no entanto isso é um equívoco, pois não é uma verdade, pois o que vemos no mundo, ao nosso redor, são cerca de 10.000.000 a 20.000.000 de filhos de Deus a quem Deus dá o frio maior que o cobertor. Esses milhões escolhem se suicidar justamente devido ao fato de não suportarem o "frio" que Deus lhes dá!

Paulo Cezar de Souza

Meu amigo Paulo Cezar, esses milhões “escolhem” - no caso de nossa conversa - se suicidar (“escolher” é apenas um modo de dizer pois, na verdade, ninguém escolhe, a escolha não é nossa!) porq o aprendizado adquirido na escola do bem e do mal, que é a vida que Deus nos deu, os leva a “escolher” se suicidar; melhor ainda, os obriga, os “convence” a “escolher” se suicidar. Absolutamente tudo que fazemos, pensamos, sentimos, amamos, odiamos, desejamos, decidimos, escolhemos, vêm do que na vida aprendemos, com as experiências/lições que nela passamos; e é esse aprendizado que nos mostra (nos convence) que, nas circunstâncias em que estivermos vivendo, sobre o que é o mais conveniente a ser feito (no caso, se suicidar).

Podemos, portanto, dizer que é "a vida que escolhe por nós". A liberdade de escolher, o livre-arbítrio nada mais é do que uma ilusão, o resultado equivocado do estudo das doutrinas e suas filosofias, de teólogos, filósofos etc, na tentativa de explicarem os, para eles inexplicáveis, sofrimentos dos homens.

Pois se, realmente, existisse a liberdade de escolher, porq, ou qual é a causa que faria que os homens, podendo escolher fazer o que é o correto, fazer o bem e com isso fazer os outros felizes e ser mais felizes eles mesmos, escolheriam fazer o que é incorreto, o mal, com isso fazendo q outros sofram e trazendo sofrimentos para si mesmos? 

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