Equívocos típicos no meio espirita

 

Por Paulo Artur Gonçalves.

 

 

  1. 1.    INTRODUÇÃO

A mania de grandeza é resultante da “modéstia” que nos leva a querer que nossas coisas sejam melhores que a dos outros e nisto muitos de nós espiritas também não escapamos.

Este trabalho visa a assuntar algumas falhas que cometemos em dois extremos.

Um deles é o de achar que toda a comunicação mediúnica que temos acesso é verdade por ser mediúnica e, o outro é o contrario disto, é achar que tudo que não está na mais absoluta conformidade com a codificação está errado e logo não é espirita.

São dois extremos que devemos evitar e para tal vamos exemplificar comportamentos de um e outro.

 

  1. 2.    ENCARNAÇÃO PASSADA DE UM ESPIRITO OU MEDIUM

No meio espirita é corrente vários tipos de comportamentos sempre tentando endeusar ou o médium ou o espírito comunicante.

Tão somente a título ilustrativo passo a comentar dois casos muito falados e que alguns espiritas aceitam e passam a frente sem verificar nada.

Isto vai passando de boca em boca, sem comprovação e virando verdade.

 

  • André Luiz foi Oswaldo Cruz.

Um caso típico é o de dizer no meio espirita que André Luiz foi Oswaldo Cruz, e isto vai passando de boca em boca, sem comprovação e virando verdade.

A seguir está um estudo que Antônio Carlos Torres Teixeira, graduado em física e mestre em Inteligência Artificial, professor do curso de Engenharia de Controle e Automação, do CEFET-MG-Leopoldina  fez a respeito.

Ele tomou por base a obra “Nosso Lar”, de André Luiz, psicografada por Francisco C. Xavier, FEB, 41a. Edição.

André Luiz, em estágio de recuperação em Nosso Lar, recebe, em sonho, a visita de sua mãe que lhe traz notícias do pai: “doze anos que está numa zona de trevas compactas, no Umbral”. (cap. 16, p. 91).

Dias depois, André Luiz segue com Lísias para a casa deste onde ficará hospedado e fica conhecendo Da. Laura, a mãe de Lísias. (cap. 17).

Após ser apresentado, André Luiz permanece em conversa com Da. Laura, enquanto Lísias sai a passeio com dois amigos (cap. 18, p. 103) e só retorna no cap. 23, p. 126.

A seguir, passam a ouvir um aparelho semelhante ao rádio que traz notícias do início da Segunda Guerra Mundial citando: “estamos em agosto de 1939”. (cap. 24, p. 132).

Como o interregno entre a comunicação em sonho da mãe de André Luiz e a notícia da Guerra foi de poucos dias, deduz-se que o pai de André Luiz faleceu em 1927 (1939 -12=1927).

No capítulo 7, p. 47, André Luiz comenta com Lísias: “Meu pai, igualmente, fez a grande viagem, três anos antes de meu trespasse”.

Fazendo as contas, fica absolutamente claro que André Luiz faleceu em 1930 (1927 + 3 =1930).

Algumas outras informações de relevo sobre André Luiz:

  • Clinicou durante 15 anos (cap. 13, p. 74 e cap. 14, p. 84).
  • Deixou esposa e três filhos. (cap.  2, p. 22), sendo o mais velho homem e os outros mulheres. (cap.6, p. 42).
  • Causa mortis: André Luiz foi operado duas vezes devido a oclusão intestinal, derivada de elementos cancerígenos, por sua vez decorrentes da sífilis, a ponto de ser classificado como suicida indireto. (cap. 4, p. 32, 33)
  • Comportamento: falta de fraternidade e temperança; exasperado, sombrio, colérico, sem auto-domínio, ofendia aos semelhantes, excesso de alimentação e bebidas alcoólicas.  (cap. 4, p. 32,33).
  • Seu pai foi comerciante na Terra. (cap. 16, p. 91)
  • Seu pai era fraco (moralmente) e tinha ligações (amorosas) clandestinas. (cap. 16, p. 91).

 

Façamos agora a comparação com Oswaldo Cruz.

ANDRÉ LUIZ

OSWALDO CRUZ

Faleceu em 1930

Faleceu em 1917

Causa mortis: oclusão no intestino devida a elementos cancerígenos

Causa mortis: insuficiência renal.

Clinicou durante 15 anos

Foi médico durante 25 anos

O filho mais velho é homem

O mais velho é do sexo feminino

Deixou esposa e três filhos

Deixou esposa e cinco filhos.

Seu pai foi comerciante

Seu pai foi médico

O pai falece em 1927

O pai falece em 1872

Seu pai foi moralmente fraco

Seu pai foi de moral ilibada

André Luiz não se destacou positivamente

Oswaldo Cruz foi um benfeitor da humanidade

 

  • Chico Xavier foi reencarnação de Allan Kardec.

Outro exemplo é afirmação crescente de que Chico Xavier foi Allan Kardec. Basta fazer uma comparação entre as principais características de um e de outro para ver que tal afirmação não procede.

Para demonstrar isto transcrevo a seguir algumas frases de um artigo de Dori Incontri publicado em O Consolador:

... Um dos pontos fundamentais demonstrados pelo Espiritismo, que, aliás, se insere plenamente na tradição socrático-platônica-cristã, é a ideia de uma identidade individual, permanente, que está em progresso e mutação, mas guarda um eu reconhecível, com características próprias de personalidade, com memórias e potencialidades particulares... 
...Kardec desafiou a Ciência oficial, a religião tradicional e todo o sistema acadêmico estabelecido, fundando um novo paradigma para o conhecimento humano, numa síntese genial. Quando estudamos sua vida e sua personalidade, vemo-lo mover-se com absoluta segurança de si, com total equilíbrio, desde os primeiros textos pedagógicos aos 24 anos, até a redação da última Revista Espírita, que deixou pronta antes de morrer...
... Agora, analisemos a pessoa Chico Xavier, que conheci desde a minha primeira infância. Trata-se de uma personalidade doce, amorosa, bastante feminina, emocional, mística, com forte vocação literária e poética (ao contrário de Kardec), mas uma personalidade fraca. Basta ver sua relação com Emmanuel. Seu guia espiritual, aliás, forte e altivo, sempre manteve com Chico uma postura disciplinar, rígida, admoestando-o se o via fraquejar...
... Basta lembrar de Chico, gritando em pânico, porque o avião em que estava ameaçava cair e Emmanuel, diante dele, dizendo: “Dá testemunho da tua fé, da tua confiança na imortalidade! (...) Morra com educação!”...

Por outro lado, se algum espirito desencarnado ou médium vem afirmando isto não merece o menor crédito pelas outras coisas que fala.

 

  1. 3.    O ESPIRITO COMUNICANTE É SUPERIOR.

A palavra “superior”, utilizada no espiritismo, a meu ver tem duplo sentido pelo fato de significar duas coisas diferentes dentro da escala de classificação dos espíritos apresentada por Kardec em função do progresso alcançado.

Esses dois significados são:

  • Superior relativo quando usada para designar uma alma (espirito encarnado) ou espirito superior a nós no que diz respeito ao seu progresso moral e cientifico. 
  • Superior absoluto quando utilizada para se referir a um espirito de classe Superior pertencente à segunda ordem (espíritos bons), segundo a escala espirita, apresentada no Livro dos Espíritos nas questões de 101 a 113.

Usamos muito o termo “espírito superior” sem quase nenhum critério, como se “superior absoluto” ele fosse e isto não é verdade, visto que a maioria dos espíritos com quem nos comunicamos de maneira séria e controlada é de “superior relativo”.

Nada impede que nos comuniquemos com “espirito inferior relativo” que pode até mistificar dando mensagens “lindas” entre instruções e recomendações pouco confiáveis.

Neste caso cabe a nós fazer a seleção pelo conteúdo usando o ensinamento de Sócrates, reeditado por Jesus, “é pelo fruto que se conhece a árvore”.

A seguir as fontes de referencias que utilizei e as analises que fiz para chegar a tais conclusões:

3.1. CLASSIFICAÇÃO DOS ESPIRITOS SEGUNDO O LIVRO DOS ESPIRITOS

O Livro dos Espíritos (LE), questões 101 a 113 mostra que os espíritos estão divididos em 10 classes.

Estas 10 classes por sua vez estão agrupados em 3 categorias que Kardec chamou de 3 Ordens, sendo:

Primeira Ordem - Espíritos Puros que pertencem a uma classe única.

Segunda Ordem – Espíritos bons subdivididos em 4 classes.

Terceira Ordem – Espíritos imperfeitos subdivididos em 5 classes.

Estas classes não podem ser vistas como degraus de uma escada visto que existem espíritos que tem características de mais de uma classe.

Sobre as classes dos espíritos Kardec diz:

Faremos, todavia, notar que estes não ficam pertencendo, exclusivamente, a tal ou tal classe. Sendo sempre gradual o progresso deles e muitas vezes mais acentuado num sentido do que em outro, pode acontecer que muitos reúnam em si os caracteres de várias categorias...

...“Eles formam uma série ininterrupta, desde o mais ínfimo grau até o grau superior. A classificação é, pois, arbitrária. Um, grupá-los-á em três classes, outro em cinco, dez ou vinte, à vontade, sem que nenhum esteja em erro”...

 

3.2 . TIPOS DE MUNDOS - EVANGELHO  SEGUNDO O ESPIRITISMO

O Evangelho Segundo o Espiritismo – ESE no Capitulo 3 itens 3 a 19 há uma classificação dos mundos habitados do universo em 5 tipos, segundo as classes dos espíritos que os habitam, sendo: 1- Divinos, 2- Felizes, 3-Regeneração, 4- Prova e expiação e 5- Primitivos.

Aqui também não se pode olhar como uma escada visto que há mundos em processo de transição, mais ou menos avançada.

Há também mundos em formação que ainda não estão em condições de receber a humanidade, recebendo porem outras formas de vida em formação. Há também os mundos em dissolução retornando ao elemento primitivo universal para depois voltarem a se reagruparem em outros novos mundos em formação, num processo eterno que o Budismo chama de Gênese continuada.

Isto é que o espiritismo chama de Trindade Universal – Deus – Espirito – Matéria.

Deus - Inteligência Suprema do Universo, causa primaria de todas as coisas e o que Einstein chama de Deus – Lei e legislador do universo.

Como este processo ocorre só Deus o sabe e nós entenderemos quando chegarmos a espíritos puros.

A Terra é um mundo de prova e expiação já em transição para mundo de regeneração e no passado já foi um mundo primitivo (idade da pedra).

À medida que o espirito progride diminui sua necessidade do contado direto com a matéria (inclui energia que, segundo Einstein, é matéria condensada) nas suas encarnações, visto ter sido criado “principio inteligente do universo” simples e ignorante e evolui pelo conhecimento cientifico e formação moral em direção a Deus.

Repetindo: só vamos entender quando chegarmos à condição de espirito “puro”, por não mais precisar encarnar em corpo material, por mais sutil que seja.

Os corpos matérias, ao longo do caminho, variam segundo a sutileza da matéria dos mundos que ele habita e corpos que utiliza.

 

3.3. DISTRIBUIÇÃO DOS ESPIRITOS NOS MUNDOS HABITADOS

Considerando então que espíritos habitam mundos e fazendo um resumo bem sintético da distribuição dos espíritos, segundo sua classe, nos mundos em que habitam, segundo seu tipo, temos:

No quadro 1 colocamos como primeira coluna os tipos de mundos habitados. segundo o Capitulo 3 do Evangelho Segundo o Espiritismo (ESE) itens 3 a 19.

Na coluna 2 usamos o termo classe predominante no tipo de mundo habitado. Diz-se predominante porque tal distribuição não é absoluta.

Na coluna 3 colocamos as classes dos espíritos dentro de suas respectivas ordens também constante das questões de 101 a 113 do LE, que estão bem resumidas no quadro 2.

Nos mundos de provas e expiação predomina espíritos de terceira ordem, porem espíritos de segunda ordem aqui também encarnam em missão.

À medida que um mundo se aproxima ou entra numa transição (ex. mundo de prova e expiação para mundo de regeneração = nosso caso) maior numero de espíritos de uma classe superior relativa nele se encarna para ajudar e orientar na transição e, depois aqui pode permanecer junto com os que subiram de ordem.

Além disso, existe também migração de espíritos entre mundos.

No primeiro caso é uma migração descendente quando o mundo em que o espirito habita se eleva para um mundo do tipo superior e ele, por não ter acompanhado o progresso, pode precisar migrar a um mundo inferior onde prevalecem espíritos da sua classe.

No mundo de destino de tipo inferior ele ajuda no progresso sendo um agente de “up grade” do conhecimento cientifico e desenvolvimento moral.

Estas migrações podem ocorrer de forma coletiva e, nestes casos estes  espíritos podem ser, por exemplo, uma “raça adâmica” no mundo de destino, levando consigo o sentimento de “paraíso perdido” e a ele querendo retornar, o que impulsiona seu próprio progresso.

Esta migração pode não ser requerida de imediato caso o espirito em questão esteja “maduro” para progredir e não representa “estorvo” para a nova situação. Pode ser dada a ele uma chance.  

Um segundo caso de migração ocorre quando o espirito se eleva de classe e seu mundo não se eleva de tipo.

Este tipo de migração não necessita ser imediata podendo o espirito, que se elevou permanecer a seu pedido e se aceito, um pouco mais no meio em que isto ocorreu visando a missões especificas entre outras, a favor dos demais que ama e não se elevaram.

Estas migrações não são objeto de estudo deste resumo.

 (Quadro 1)

Tipo de Mundo habitado (ESE)

(LE) Ordem predominante

Classe de espirito (LE)

Divinos

Primeira

1-Puros

Felizes

Segunda               (Bons espíritos)

2- Superiores  3- de Sabedoria;  

4-Sábios;         5- Benevolentes.

Regeneração

Prova e

expiação

Terceira          (Espíritos Imperfeitos)

6- Batedores e Perturbadores;    

7- Neutros;      8- Pseudo Sábios.

9- Levianos;   10- Impuros

Primitivos

 

OBS:

O resumo mostrado neste quando 1 é bem sintético e mais detalhes devem ser buscados com a leitura e estudo do capitulo 3 dos itens de 3 a 19 do ESE.

O mesmo ocorre com as classes dos espíritos do quadro 2 que pode ser mais bem estudado nas questões de 104 a 113 do LE.

 

(Quadro 2)

 

Classes dos Espíritos         (LE 101 a 113)

Principais características de cada classe.

1

Puros

Não sofrem influencia da matéria. Mensageiros e ministros de Deus. Anjos, arcanjos, serafins, etc. Cuidam da harmonia universal.

2

Superiores

Reúnem ciência sabedoria e bondade. Raramente encarnam e quando o fazem é em missão de progresso e exemplo muito nobre.

Comunicam-se complacentemente com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para compreendê-la.

3

De Sabedoria

Sábios ainda com limitações de conhecimento e com a moral bem desenvolvida. Sem possuírem ilimitados conhecimentos, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes faculta juízo reto sobre os homens e as coisas.

4

Sábios

Progresso cientifico maior que o moral. Mais dedicados a ciência e não se deixam levar por paixões.

5

Benevolentes

Progresso moral maior que o cientifico. Predomina a bondade e disposição em prestar serviço.

6

Batedores e Perturbadores

Produzem efeitos físicos. Não formam uma classe especifica. Alguns das classes inferiores agregam estas caraterísticas.

7

Neutros

Conhecimento e moral em condição vulgar. Nem maus nem bons. Apego as coisas materiais mesmo como desencarnados.

8

Pseuso Sabios

Bons conhecimentos específicos e acham que tudo sabem. São orgulhosos, obstinados, invejosos e presunçosos. Misturam acertos com erros absurdos.

9

Levianos

Ignorantes e cheios de paixões, etc. Desencarnados, mistificam, brincam e as vezes se apresentam como gnomos, duendes, diabretes, etc.

10

Impuros

Inclinados ao mal. Encarnados são flagelos para a humanidade. Desencarnados são demônios, gênios maus, etc.. Fazem o mal por prazer;

 

3.4. ANALISE DA DISTRIBUIÇÃO DOS ESPIRITOS NOS MUNDOS HABITADOS.

Do conteúdo destes quadros pode-se concluir que:

“Espirito superior absoluto” não se apresenta diretamente na maioria das comunicações.

Kardec diz na Q 111: Comunicam-se complacentemente com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para compreendê-la”. Isto quer dizer que eles só dão comunicação voluntária a almas e espíritos bons.

Em sendo nós majoritariamente espíritos imperfeitos os espíritos “superiores absolutos” não estão diretamente presentes nos nossos trabalhos visto que se apresentam, voluntariamente, através de médiuns que são espíritos bons (segunda ordem) que aqui estão em missão.

Prefiro, além do próprio Kardec e Chico, não tentar enquadrar o nome de nenhum outro missionário nesta situação, isto porque um foi o codificador e outro o maior divulgador do espiritismo, principalmente pelo seu exemplo de vida.

O fato de um médium ser um espirito bom isto absolutamente não quer dizer que todos os espíritos que se comunicam através dele são “superiores absolutos”.

Espíritos “superiores relativos”, “iguais” e “inferiores relativos” também o fazem.

Um espirito “superior relativo” não detém conhecimento em todas as áreas. Assim quando ele fala do que conhece temos uma mensagem confiável e quando ele fala de uma área que não domina está dando um palpite que pode estar correto ou não.

Não se passa exatamente o mesmo conosco encarnados?

Também haverá casos que a informação é nele intuída por um “espirito superior absoluto”.

No caso de livros é mais provável que o espirito que os dita seja um “superior relativo” do médium em questão ou até mesmo um igual ou inferior a ele.

Como diferir isto?

Na Q 111 Kardec nos diz sobre os “espíritos superiores absoluto”: “Quando, por exceção, encarnam na Terra, é para cumprir missão de progresso e então nos oferecem o tipo da perfeição a que a Humanidade pode aspirar neste mundo”.

Isto significa que se dedicam a causas nobres ou exemplos de perfeição que nos é possível atingir.

Pergunto:

Qual é a causa nobre ou exemplo de perfeição que a maioria absoluta dos livros psicografados nos apresenta?

Alguns deles não lançam teorias duvidosas e contam histórias que só são interessantes e às vezes até mirabolantes?

Entretanto há casos em que tais obras podem ter sido inspiradas ou determinadas por espíritos “superiores absolutos”.

Assim, cabe a nós analisa-las aceitando ou rejeitando na integra ou parcialmente ou só certas informações que contém.

Difícil? Certamente o é.

Na introdução do LE Kardec nos diz:

Mas, ponderam, como se explica que os tidos por Espíritos de ordem superior nem sempre estejam de acordo? Diremos, em primeiro lugar, que, independentemente da causa que vimos de assinalar, outras há de molde a exercerem certa influência sobre a natureza das respostas, abstração feita da probidade dos Espíritos. Este é um ponto capital, cuja explicação alcançaremos pelo estudo. Por isso é que dizemos que estes estudos requerem atenção demorada, observação profunda e, sobretudo, como aliás o exigem todas as ciências humanas, continuidade e perseverança.

 

  1. 4.    RESPONSABILIDADE EM ANALISAR OBRAS PSICOGRAFADAS.

Alguns espiritas querem atribuir aos médiuns a responsabilidade de fazer a triagem das comunicações que recebem, tendo como exemplo o próprio Kardec e sua metodologia de trabalho.

Isto é um erro visto que o próprio Kardec nos diz na introdução do LE:

Contudo, uma observação cuidadosa e prolongada mostra grande cópia de fatos em que a intervenção do médium, a não ser como instrumento passivo, é materialmente impossível.

Não se pode querer exigir que nenhum médium tenha o comportamento analítico e racional de Kardec.

Kardec, na codificação não atuou como médium e sim se utilizou deles como instrumentos passivos.

Foi Kardec quem fez a analise de conteúdo da comunicação e a seleção dos espíritos comunicantes com sua inteligência analítica e racional e, certamente contou com a intuição vinda de bons espíritos.

Temos que nos espelhar em Kardec e fazer nós mesmos a analise do conteúdo de obras mediúnicas usando tão somente nossa capacidade de analise e conhecimento.

Para tal temos que nos instruir na doutrina espirita, nos ensinamentos de Jesus e na ciência, se possível e aplicável.

Espelhar em Kardec não é utilizar o mesmo método que ele utilizou, pois estaremos lendo e não compondo obras.

Debates também ajudam e isto pode ser feito nos grupos de estudos dos centros espiritas ou em sites especializados.

Em qualquer dos casos a razão sempre deve prevalecer sobre a emoção e sentimento.

O fato de um médium ou espirito “superior relativo”, que demonstre ser superior a nós, ter se enganado num assunto que ele não domina absolutamente não invalida o restante de sua obra, a menos que tal engano seja de cunho moral (neste caso ele pode ser inferior relativo).

Isto muito menos nos qualifica a querer julga-lo enquadrando-o numa classe de espirito de terceira ordem, como a maioria de nós o somos.

Entendo que a classificação dos espíritos foi incluída na codificação para nossa orientação e auto avaliação e não para enquadrar terceiros.

OBS:

Alguns espiritas, que se apegam “ao pé da letra” dos textos dos livros da codificação.

Eles não negam que se possa alterar a DE porem postulam é que para isto será necessário utilizar o mesmo método que Kardec usou.

Por outro lado, hoje é praticamente impossível aplicar aquele método da mesma forma, então ficamos apenas com a possibilidade de mudanças trazidas pelo conhecimento científico.

Será mesmo?

Quem terá a autoridade para validar as mudanças?

O médium como querem eles?

O médium, como vimos neste item, o próprio Kardec excluiu.

Assim se cria um beco sem saída e se engessa a codificação.

 

  1. 5.    DA CODIFICAÇÃO SÓ PARTICIPARAM ESPIRITOS SUPERIORES.

Alguns colegas espiritas defendem que todos os espíritos que se comunicaram com Kardec no LE e ESE e outros são espíritos “superiores absolutos”.

Bons espíritos eles certamente o eram porem de outra classe da segunda ordem da classificação dos espíritos sendo, portanto, “superiores relativos”.

Para verificar tal afirmação vamos voltar ao próprio Kardec na definição de “superior absoluto” (Q 111) onde está dito:

“Esses em si reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade”...

Se eles detêm a ciência e a sabedoria não poderiam cometer equívocos e cometeram.

Se há equivoco ou engano trata-se de um “superior relativo” e não “absoluto’.

Para exemplificar  tal afirmação vamos tomar casos (Q 42 e Q 46 do LE) em que foi o próprio Kardec que encontrou o corrigiu equívocos na obra dele mesmo.

Para esses exemplos estou me referenciando a um texto pesquisa de autoria do também espirita Antônio Carlos Torres Teixeira, já citado anteriormente.

Sobre a Q 42 ele diz:

Um exemplo característico é a questão 42 do Livro dos Espíritos:

"Podemos conhecer a duração da formação dos mundos; da Terra, por exemplo?

- Nada te posso dizer, porque somente o Criador o sabe; e bem louco seria quem pretendesse sabê-lo, ou conhecer o número de séculos dessa formação".

Onze anos depois, o próprio Kardec retoma o assunto na Gênese e, apoiando-se na Ciência de sua época, estima esse acontecimento em milhões de anos (Cap VI, item 16, Cap VIII, item 2).

Atualmente, pelo processo de datação radioativa, estipula-se a idade da Terra em 4,6 bilhões de anos.

Sobre a Q 46 ele diz:

Outro exemplo é a questão da geração espontânea.

Na época de Kardec havia uma vigorosa polêmica científica a respeito da origem dos seres vivos. Havia duas correntes que se digladiavam:

• Os partidários da biogênese proclamavam que todo ser vivo provém de outro ser vivo.

• Os ligados à abiogênese defendiam que seres vivos poderiam nascer espontaneamente a partir de certas condições, sem necessariamente provir de outro ser vivo.

Kardec, na questão 46 de “O Livro dos Espíritos”, publicado em 1860, (data da publicação da 2ª edição do LE – 18/03/1860) indaga se “Há seres que ainda nascem espontaneamente”, recebendo afirmativa.

Obs.: na 1ª edição de 1857 a questão é a de número 20

20 — Houve um tempo em que a Terra estava desabitada?

«Sim, quando em fusão.»

— De onde vieram os seres vivos para a Terra?

«A Terra encerrava-lhes os germes que esperavam o momento favorável para se desenvolver.»

— Há ainda seres na Terra que nascem espontaneamente?

«Sim, mas o germe primitivo já existia em estado latente. Vós sois todos os dias testemunhas desse fenômeno.»

«Os tecidos do Homem e os dos animais não encerram porventura os germes duma infinidade de larvas que esperam para eclodir a fermentação pútrida necessária à sua existência? É um micro mundo adormecido que desperta.»

Em 1864, entretanto, Pasteur dá o golpe definitivo na abiogênese, através da publicação e consequente universalização de seus experimentos.

Em 1868, na “Gênese”, Cap X, Kardec aborda novamente o assunto, não colocando a abiogênese como verdade absoluta, mas como assunto a ser resolvido pela Ciência.

Interessante notar que nenhum dos espíritos envolvidos que deram tais mensagens pode ser classificado como “superior absoluto” por demonstrar falta de conhecimento no campo da ciência.

Espirito “superior absoluto” reúne ciência sabedoria e bondade, e este não é o caso no tocante a ciência.

Antônio Carlos Torres Teixeira em seu artigo pesquisa continua:

Além disso, o espirito de Galileu, no Cap. VI, item 6, da Gênese, nos esclarece:

"Há questões como essas (origem da matéria), as quais nós mesmos, Espíritos amorosos da Ciência, não podemos aprofundar, e sobre as quais não poderíamos emitir senão opiniões pessoais, mais ou menos conjecturas; sobre tais questões, ou me calarei, ou justificarei minha maneira de encará-las; porém, esta não pertence a tal número".

No item 9, continua Galileu, usando até sua característica dose terrena de sutil ironia:

"Uma vez que venho aqui tratar da questão das leis e das forças que regem o Universo, eu que não sou senão um ser relativamente ignorante frente à Ciência verdadeira apesar da aparência de superioridade que me dá sobre meus irmãos da Terra a possibilidade de estudar as questões naturais que lhes são interditas em vossa posição,..."

Neste caso o espirito que se intitula Galileu se declara estudioso da ciência e relativamente ignorante.

Trata-se de um bom espirito, de segunda ordem, que não é “superior absoluto” por ter limitações de conhecimento no campo da ciência. Trata-se portanto de um “superior relativo”, bem superior a nós, isto é verdade.

 

No LE há outros enganos, que prefiro não citar me detendo tão somente nos que o próprio Kardec o fez.

Eles ocorrem em questões menores quando é tradado da bíblia e assuntos ligados a leis da física, incipientes no tempo de Kardec.

 

 

  1. 6.    PARA FINALIZAR.

Para finalizar vou tomar um exemplo muito marcante em que a mania de superestimar um “espirito superior relativo” é milenar e transcende a própria mania de nós espiritas em confundi-los com “espíritos superiores absolutos” e no caso não é nada menos que confundido com Deus.

Trata-se de tomar Iahweh, o espirito guia do povo de Israel que se comunicou com Moises e outros, inspirando parte dos escritos do antigo testamento da Bíblia.

Ele se apresentava como um deus e foi confundido com Deus, confusão esta que persiste até hoje.

Ele era “superior relativo” a Moises e outros profetas (médiuns) da sua época e hoje, grande parte de nós, já alcançamos um nível de evolução superior a ele naquela época.

Isto me fez estudar e pesquisar.

Minha referencia neste caso é o Livro dos Mortos do Antigo Egito do Dr. Ramses Seleem da Madras Editora , segunda edição de 2005, traduzido por Ligia Capobianco.

O Livro dos Mortos, com 189 capítulos, é parte dos livros escritos por Tehuty (Hermes para os Gregos) e as copias que chegaram aos nossos tempos encontram-se dos Papiros de Hunefer, o de Ani, chefe dos escribas do Faraó Seti I e outros.

Todos estão no Museu Britânico e foram eles que o autor se utilizou para escrever o livro citado.

Este livro lançou nova luz sobre o Antigo Egito e corrigiu interpretações equivocadas de arqueólogos mais antigos que afirmaram equivocadamente, por exemplo, que os Egípcios eram politeístas e que Neter (lei natural masculina – Yin) e Netrit (lei natural feminina – Yang) eram deuses, conhecimento este vigente na era de Kardec.

Assim, é natural que algumas informações encontradas a seguir difiram de muita informação anterior, e, como isto é recente Kardec não o conhecia e por isto nada poderia arguir a respeito.

Os antigos egípcios acreditavam que a vida na terra começou a cerca de 50.000 anos num lugar chamado Etelenty (terra que foi dividida e submergida pelas águas) e que os Gregos passaram a chamar de Atlântida.

Nesta ilha o Poder Supremo criou a humanidade.

Este Poder Supremo (hoje chamamos de Deus), que criou o céu, a terra, os mares, os homens, as mulheres, os animais, os pássaros e tudo o mais que existe e existirá eles O chamavam de Emen-Rá (a luz oculta), Atum-Rá ( o começo e o fim de toda a luz) e Eaau (poder que foi polarizado e expandido criando o universo).

Tehuty diz: “Nenhum dos seus pensamentos podem concebê-Lo, nenhuma linguagem pode defini-Lo: O que é incorpóreo, sem forma, invisível e não pode ser apreendido pelos nossos sentidos; O que é eterno e não pode ser mensurado pelos critérios limitados do tempo. Ele é inefável (algo que não pode ser expresso com palavras)”

Além do Poder Supremo existiam os deuses que tinham funções especificas.

O primeiro rei do Egito foi Osíris que é um dos deuses.

Ele foi e é o emblema do bem, da paz e da persuasão.

Osíris foi o primeiro rei do Egito e, também era um gigante com estatura muito superior as pessoas da época.

Além de Osíris os antigos Egípcios cultuavam vários deuses tais como Isis (irmã de Osíris), Maat, Anúbis e outros.

Estes deuses eram intermediários entre o Poder Supremo e os homens.

Algo como os deuses da antiguidade incluindo ai Iahweh, o deus bíblico.

O conhecimento e culto ao Poder Supremo eram reservados aos iniciados, tais como sacerdotes, governantes, escribas e outros que tinham o conhecimento da escrita.

Já o culto aos deuses era reservado ao povo, não iniciado e sem muita cultura.

Era mais fácil entender e cultuar os deuses que o Poder Supremo.

Não é mesmo que se passa hoje com os santos, orixás etc.?

O fato de Iahweh se apresentar como o deus único do povo de Israel levou a confusão de ser ele o Deus (Ser Supremo) único.

Confusão esta que persiste até hoje.

No livro Sentido da Vida, Dalai Lama chama os espíritos puros de deuses, dizendo:

“O setor bem ao alto abrange os deuses. Estes deuses levam vidas longas e

agradáveis, mas, quando a força das ações virtuosas que ocasionaram o nascimento neste estado está esgotada, eles sofrem por renascerem em estados inferiores....”

Jesus disse “vois sois deuses”.

Iahweh se apresenta como um deus dentre muitos (Primeiro mandamento do decálogo “... não terás outros deuses estrangeiros...”).

OBS: Em sendo este costume de usar a palavra deus para designar um espirito elevado e sendo Jesus um espirito puro é mais que natural que o chamem de deus, sendo porem um deus e não Deus.

Creio eu ser este o motivo de Jesus se referir a Deus como Pai.

Também Einstein preferiu em muitos casos usar o termo Senhor.

 

Voltando ao caso da Bíblia. O cristianismo foi desfigurado com as adições de textos do antigo testamento e criando um tanto de dogmas (fé burra) para explicar muita coisa, nascendo dai o catolicismo.

 A história nos mostra que houve e ainda há cisões do catolicismo, por questões de interpretações.

Está ai o grande numero de religiões Abraâmicas para confirmar isto.

O espiritismo volta ao cristianismo puro com Kardec trazendo para o Evangelho Segundo o Espiritismo só os ensinamentos essenciais contidos nos quatro evangelhos atuais.

Destes quatro evangelhos preferiu-se não trazer citações que induzem a formação de dogmas.

Devemos tomar o exemplo da Bíblia onde parte dos ensinamentos de Iahweh está superada e houve cisões pela cristalização de formas de pensar e interpretar.

O fato de parte dos ensinamentos de Iahweh estarem superados agora, não os qualifica como desnecessários para a sua época onde nós éramos bem mais primitivos e aquilo era o que poderíamos entender.

Não permitamos que o espiritismo se engesse rejeitando informações não ao “pé da letra” com a Doutrina Espirita – DE por serem erroneamente atribuídas a “espíritos superiores absolutos”.

Se elas estiverem “no espirito” da doutrina e assarem pelo crivo da razão apontando para uma evolução do originalmente exposto temos e devemos considera-las.

Caso tais informações venham pelas mãos da ciência fica muito mais simples fazer tal analise.

 

  1. 7.    CONCLUSÃO

A humanidade progride com quebras de paradigmas e foi isto que Kardec fez.

Foi também quebrando paradigmas que muitos cientistas deram impulso no nosso conhecimento.

Eles foram combatidos por mentes cristalizadas como os inquisidores da idade média, por exemplo.

As ideias destes cientistas que quebraram paradigmas não ficaram estacionadas.

Elas foram estudadas, ampliadas e modificadas por seguidores e ai esta o progresso da humanidade.

Um exemplo disso é a cosmologia que quebrou paradigmas das diferentes gêneses contidas nos ensinamentos das diversas religiões.

Kardec quebrou paradigmas e criou a DE da qual somos seguidores e, como tal, nos cabe estudar, ampliar e até modificar se necessário.

Isto é decorrência de uma das leis naturais que Kardec postulou – Lei do Progresso.

Para isto não podemos sair dizendo que isto ou aquilo é verdade por ter sido dito por um espirito, que achamos ser “superior absoluto” ou ainda sair inventando encarnações passadas dignificantes para aumentar a credibilidade de um espirito ou de alma, cuja obra só deve ser analisada com a luz da razão.

Destas obras, se na sua maioria é edificante temos que aprender a suprimir e corrigir eventuais equívocos como o próprio Kardec exemplificou nas Q 42 e 46 do LE.

Da mesma forma não podemos nem devemos querer julgar e desqualificar nenhum “espirito superior relativo” (atuais ou participantes da Codificação) por ter cometido um equívoco não essencial, pois isto implicaria em querer desqualificar, por semelhança, o próprio Kardec.

Fazer tais criticas e acusações mais se assemelha a uma calunia ou algo equivalente, que coloca quem faz isto, como dono da verdade tal como um espirito pseudo sábio e na contra mão do evangelho do Mestre Jesus.

Exibições: 1762

Responder esta

Respostas a este tópico

desculpe amigo Luis, mas teu ponto de vista não é baseado na doutrina espirita, com estudos aprofundado vc teria essas respostas bem clara, logica e racional. bons estudos, abç


Paulo Cezar de Souza

Oi, amigo, sinceramente, não entendi! Vc quer dizer q meu "ponto de vista" (que não é um ponto de vista, pois ponto de vista é suposição, crença, que pode amanhá se revelar ser uma inverdade) pode estar errado devido a não estar baseado na DE? Sinceramente mesmo, não entendi! Pode explicar melhor?

Responder à discussão

RSS

ASSOCIE-SE E COLABORE

Últimas atividades

MARIO FONTES respondeu à discussão FACULDADE DE FILOSOFIA ESPÍRITA de MARIO FONTES
23 minutos atrás
Ícone do perfil via Twitter
"Jesus em sua casa" : https://t.co/YIKcETJ3Q8
Twitter1 hora atrás · Responder · Retweet
Posts no blog por ANA MARIA TEODORO MASSUCI
1 hora atrás
Ícone do perfil via Twitter
"TERAPIA DA ORAÇÃO" : https://t.co/Y51cJEcvEb
Twitter1 hora atrás · Responder · Retweet
Marcos Paterra curtiu a postagem no blog DIABETES – “Quando o doce amarga a vida” de Marcos Paterra
1 hora atrás
Ícone do perfil via Twitter
"DIABETES – “Quando o doce amarga a vida”: https://t.co/ZTBJxwKB34
Twitter1 hora atrás · Responder · Retweet
Posts no blog por Marcos Paterra
1 hora atrás
Euclides comentou a postagem no blog Amadurecimento Emocional de ANA MARIA TEODORO MASSUCI
1 hora atrás
Euclides curtiu a postagem no blog Amadurecimento Emocional de ANA MARIA TEODORO MASSUCI
1 hora atrás
Euclides comentou a postagem no blog RELIGIÃO E POLÍTICA de Grupo de Est. Esp. Chico Xavier
1 hora atrás
Euclides curtiu a postagem no blog RELIGIÃO E POLÍTICA de Grupo de Est. Esp. Chico Xavier
2 horas atrás
Ícone do perfil via Twitter
Comecei uma transmissão ao vivo em @YouTube: https://t.co/WxlCgfqQUA
Twitter2 horas atrás · Responder · Retweet
Gilberto Gonzaga Pereira curtiu o vídeo de Amigo Espírita
2 horas atrás
Ícone do perfil via Twitter
"RELIGIÃO E POLÍTICA" : https://t.co/HS8bIp6jeV
Twitter3 horas atrás · Responder · Retweet
Posts no blog por Grupo de Est. Esp. Chico Xavier
3 horas atrás
Ícone do perfilAna Thereza Campos, Stéfani Vieira, dalvo francomano e mais 3 pessoas entraram em REDE AMIGO ESPÍRITA
3 horas atrás
Rita Maria de Souza Barbosa do C curtiram o perfil de Rita Maria de Souza Barbosa do C
3 horas atrás
Ícone do perfil via Twitter
"Mais um caso em que foi aplicada a ideia do Grupo Curador de Marmande" : https://t.co/s8irtyIFKu
Twitter6 horas atrás · Responder · Retweet
Ícone do perfil via Twitter
Adicionei um vídeo a uma playlist @YouTube https://t.co/Gl8crHwQgO papel da fraternidade na transição planetária - Divaldo Franco
Twitter9 horas atrás · Responder · Retweet
Ícone do perfil via Twitter
"Karma, Lei de Causa e Efeito" - Evangelho na Rede com Fernanda Temple: https://t.co/ueIr9Ei4Cy via @YouTube
Twitter18 horas atrás · Responder · Retweet

Regras de uso e de publicação

 

 

© 2018   Criado por Amigo Espírita.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço