Eu não acredito em Deus, você acredita?

 

Mas para aí Décio, já até assisti algumas preleções suas aqui na Rede Amigo Espírita, falando sobre Deus, Jesus e muitas vezes no final de suas falas costuma dizer, entre outras coisas: Que O criador, a boa espiritualidade nos direcione sempre ao propósito do bem servir, estou a matutar...

 

Sim, eu afirmo de forma peremptória que não acredito em Deus segundo os homens O idealizaram, mas em um Deus que fizeram os homens. Acreditar significa crer, ter ciência de, convencer; contudo quem crê, pode um dia desacreditar. Então, tenho certeza, plena convicção de Sua existência; não como um dogma ou um mistério que não podemos questionar ou dialogar sobre, mas uma verdade lógica pela evidência das coisas. Diria que um percentual muito grande das pessoas acredita na existência de Deus. Pode ser até difícil apresentar tese sobre Sua inexistência; usando evidências científicas, filosóficas e culturais podemos até atingir “um voo curto de galinha”. Todavia, seja qual for sua tese defendida é de bom alvitre sempre respeitar e ouvir a pessoa com quem você dialoga, é uma questão de boa educação.

 

Ora, como há muitas doenças, seres humanos de vários tipos, posicionamentos sociais, dores e sofrimentos dos mais variáveis, com Deus sendo justo e bom, não poderia ter isso evitado? Pois os mesmos sendo seus filhos, deveria criá-los todos iguais em termos de belezas, riquezas, felicidades, etc., e não uns sofrendo ou mesmo serem tão diferentemente quanto os outros. Há uma injustiça nesse caso. Essa é uma entre tantas argumentações dentro da ciência mecanicista que poderia ser usada. Outra, em uma guerra, um tsunami, ou hecatombe qualquer, por que morre tantas crianças, idosos e/ou pessoa boas que, aparentemente nunca foram voltadas ao mal? A doutrina reencarnacionista espírita, que propugna a evolução constante e que nada ocorre por acaso, explica de forma objetiva, direta e cristalina o questionamento filosófico sobre de onde viemos, o que estamos aqui fazendo e em função do que aqui fizermos, para onde vamos. E mais, a razão da dor, do sofrimento, do por que da tudo certo para uns e a outros sempre em provações e expiações enormes?

 

Faço aqui minhas, as palavras de Einstein que, quando perguntado sobre se acreditava em Deus o mesmo disse que acreditava segundo o Deus de Spinoza: um Deus que se revela em si Mesmo na harmonia de tudo que existe e não em Deus que se interessa pelas ações e sorte dos homens. Ademais, devo admitir que sorte é o aproveitar de uma oportunidade, é você estar preparado naquele momento. Não ficar nesses templos lúgubres, rezando, orando sempre e só pedindo e nada doando. Vá em frente, desfrute a vida, Deus o criou para ser feliz. Deus está, além de  nós, na beleza da vida, no som da cachoeira, no voar de um colibri, na harmonia das coisas. Esse Mesmo Deus não precisa perdoar, castigar ou punir. Por Ele ser perfeito em todas as coisas, não sente raiva, mágoa, paixão, malefícios de nós, os humanos. Então, por tudo isso eu não acredito nesse Deus antropomórfico que as pessoas conceberam: um Deus julgador, mosaico, olho por olho, dente por dente, um Deus segundo o meu julgamento. E como Deus sendo causa primária e inteligência suprema criadoras de todas as outras coisas, não posso ou devo julgá-lo ou concebê-lo segundo os meus parâmetros. Bjs em vossos corações e que Deus esteja conosco agora, hoje e sempre!

Décio Naves 

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Respostas a este tópico

Oi, Paulo, se não é Deus que pune, quem é o punidor?

PAULO ROBERTO GOMES disse:

Totalmente adequada Luiz. A religião formatada para um propósito e condenadora é que criou o Deus punidor, que nunca existiu e nunca existirá.



Luiz Brito disse:

A percepção de Deus na visão espírita: criador, inteligência suprema, amor incondicional (até com os pecadores), é para mim adequada e lógica. A imagem de Deus antropomórfico e condenador afasta as pessoas.

O espirito nasce para desenvolver sua consciência. Ele por sua livre vontade se lança ao conhecimento da matéria. As energias divinas alimentam sua jornada. No caminho ele se depara com seus irmãos de aprendizado seguindo livres vontades, estas vontades navegam nas vidas materiais. O que ele pratica serve de base e então ele exerce estes conhecimento o que ele pode conscientizar como culpa ou não, os espiritos só precisam seguir a diante, seus sofrimentos não são erros, as dores na matéria são somente do estado da matéria, são experiências que os espiritos vão entender conforme vivem que é só uma pequena parte do caminho. Seu futuro serão as formas divinas de energia para se aproximar do criador, portanto não existe punição de ninguém, muito menos do criador. O que nunca vai deixar de existir é a lei de causa e efeito que são imutáveis.

Paulo Roberto, 

Se o espírito nasce para desenvolver sua consciência, porq tem de sofrer tanto eqto não a desenvolve? Porq tantos não se dedicam a desenvolvê-la? E, se existe a lei de causa e efeito, fato que pressupõe a existência do livre-arbítrio, porq, se temos livre-arbítrio, tantos irmãos nossos, e nós mesmos, fazemos tantas escolhas erradas?

PAULO ROBERTO GOMES disse:

O espirito nasce para desenvolver sua consciência. Ele por sua livre vontade se lança ao conhecimento da matéria. As energias divinas alimentam sua jornada. No caminho ele se depara com seus irmãos de aprendizado seguindo livres vontades, estas vontades navegam nas vidas materiais. O que ele pratica serve de base e então ele exerce estes conhecimento o que ele pode conscientizar como culpa ou não, os espiritos só precisam seguir a diante, seus sofrimentos não são erros, as dores na matéria são somente do estado da matéria, são experiências que os espiritos vão entender conforme vivem que é só uma pequena parte do caminho. Seu futuro serão as formas divinas de energia para se aproximar do criador, portanto não existe punição de ninguém, muito menos do criador. O que nunca vai deixar de existir é a lei de causa e efeito que são imutáveis.

Luis a causa e efeito é o livro arbítrio puro, compreende?, você é livre para fazer tudo mas tudo terá um efeito é só isto. O espirito sabe porque isto faz parte do seu principio. Nenhuma escolha é errada não existe erro na caminhada, só existe progredir. Para entender que não existe sofrimento algum você precisa pular este passo do entendimento, enquanto não tiver a compreensão você sempre achará que é sofrimento.

Paulo Roberto, 

E porq, ou qual é a causa de, se temos liberdade de fazer o tudo que queremos, tantas vezes queremos fazer o mal, se podemos sempre fazer o bem? E mais um ponto: se não existe erro na caminhada, não são erros esses absurdos que vemos no mundo: egoísmos que provocam perversidades sem conta, os assassinatos, as corrupções, violências, guerras, exploração dos homens pelos homens? E se, como vc diz, o espírito "sabe", porq mesmo sabendo ele comete esses horrores que vemos no mundo? Afinal, quem criou o espirito assim tão imensamente incoerente? E tão assombrosamente ignorante ao ponto de ele mesmo escolhe sofrer, ser infeliz, em vez de escolher ser feliz?

Tudo é compreensão somente, estar infeliz é uma forma de energia vibrando num sentido desassociado do quem vem da criação, que com o tempo ele se equaliza. Este sofrimento e uma forma de visão incompleta. Por aprendizado ele vai conseguindo ver que as estas vibrações da matéria vão se alinhando, mas como ele precisa entender a matéria precisa senti-la, mas em nada tem sofrimento é só uma forma de ele entender assim. O que é um horror para a eternidade? não é nada, os corpos que morrem são matéria usada e compreendida naquele instante. O estado feliz e infeliz é tudo de compreensão do atual momento que não quer dizer certo e errado. Entender energicamente/vibracionalmente o criador é o grande mistério a ser alcançado. O que posso te dizer para finalizar meu entendimento, é que precisamos mudar a forma de ver a vida material, se você ficar no sofrimento puro você se grudará na matéria e vai sofrer sempre pela forma de entender assim.

Se, como diz o amigo Paulo Roberto Gomes, "tudo é compreensão somente", quem foi que tornou os homens possuidores de compreensão tão gigantescamente desigual entre eles?!!! Os homens mesmos escolheram ter compreensão diferente uns dos outros? Ou Deus, com a vida que lhes deu, os fez possuidores de compreensão desigual?

O ego é a resposta.

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