REDE AMIGO ESPÍRITA

Divulgando, Instruindo e Unificando!!!

Quanto ao aspecto evolutivo da Doutrina Espírita, acho que o que está fazendo falta é a FACULDADE DE FILOSOFIA ESPÍRITA, que trará:

  • Uniformidade na divulgação da doutrina.

  • Menos palestrantes despreparados.

  • Menos divisões internas.

  • Um critério cientifico de progresso dos livros de Kardec através de teses de Mestrado e Doutorado.

  • Um ambiente fechado para debater novos progressos, antes de vir a público.

  • Diminui as relações pessoais e torna mais logico e cientifico a escolha de ideia ou palestrante.

  • Hoje há muitos argumentos baseados apenas na autoridade de determinado médium ou espirito.



Assim após um curso regular, reconhecido pelo MEC, de 5 anos, onde o aluno toma contato com todas as Doutrinas Filosóficas fará:

  • 3 anos de pós graduação

  • 3 anos de Mestrado

  • 3 anos de Doutorado. ( nesta fase é que está apto a agregar novos descobrimentos numa especialidade que escolheu, porem muitos deixam isto para o pós-doutorado, até aqui apenas reproduzem o que já foi descoberto)



Hoje, na Ciência, somente após  estes 11 anos de especialização, geralmente de tempo integral, é que o pesquisador tem condições de de agregar novos conhecimentos sobre uma área, muito especifica, e geralmente não o faz sozinho sempre é acompanhado por uma equipe multidisciplinar. A maioria apenas repete experiencias já feitas para agregar uma novidade no pós-doutorado.

Nós espiritas nos ufanamos de repetir :

"É preferível rejeitar dez verdades que aceitar uma mentira."

Porém, a Ciência é muito mais restritiva. Caso você apresente, nestes 11 anos de dedicação integral, uma única frase ou formula, na sua monografia, que não está em acordo com o edifício teórico experimental , você será reprovado e não terá condições de agregar uma inovação.

Um médico que cursar a faculdade de filosofia espírita poderá defender tese sobre questões de fronteira a nível de mestrado dentro apenas de sua especialidade como:

  • Engenharia Genética e o espírito.

  • Pacientes em coma.

  • Doenças e Carma.

  • Transplante



Mario Fontes

Reconhece-se o verdadeiro Espírita
pela sua transformação moral,
e pelos esforços que faz para
domar suas más inclinações.
 
(Allan Kardec, ESE., XVII, 4)

  • A Faculdade de Medicina não faz o bom profissional de Medicina.

  • A Faculdade de Engenharia não faz o verdadeiro bom Engenheiro.

  • A Faculdade de Direito não faz o bom profissional de Direito.

  • A roupa, melhor, o hábito não faz o monge.

Analogamente:

A Faculdade de Filosofia Espírita não fará o verdadeiro Espírita.

Muitos, diria cerca de 80% optam por uma faculdade ou profissão por diferentes razões:

  • Os pais ou outro familiar queriam e influenciaram.

  • Ouviu dizer que era facil arrumar emprego nesta area, e que pagavam bem.

  • É o curso da moda e dá Status, sendo facil impressionar o sexo oposto.

  • Resolver algum problema pessoal.

  • Não conseguiu arrumar nada melhor e não aguentava mais fazer cursinho.

  • Curiosidade ( uma vez satisfeita abandonam).

  • O Brasil se sobressaiu no setor e tem mais chances.

Conheço muitos médicos, advogados e engenheiros que se tornaram empresarios da alimentação ou se tornaram políticos e ganham muita mais desta forma, e não conseguem mais retornar a sua profissão que se formaram.

Afirmo que após 30 anos de formado, pouquissimos dos meus colegas continuam trabalhando na area, por diversos motivos, sem contudo terem deixado de serem influenciados para sempre, pela sua titulação de Engenharia, no seu modo de pensar e agir.

Assim vale mesmo vale a pena a Faculdade de Filosofia Espírita, pelas mesmas razões que valem para qualquer outra Faculdade.

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Respostas a este tópico

Amigo Mario, 

Peço-lhe que observe com atenção o que coloco abaixo. Talvez dali vc possa tirar alguma lição para sua Faculdade de Filosofia Espírita: 

"Somos todos nós o resultado exato da soma das consequências da nossa genética e do meio em que vivemos. Isso é exatamente o que somos em exatamente cada um dos instantes de nossa existência, seja ela constituída por uma única vida, ou por milhões de vidas: somos as consequências da soma das influências que sobre cada um de nós exercem esses dois imponderáveis: a genética e o meio. 

"E como nem a genética, nem o meio é responsabilidade nossa (pois a genética depende de nossos antepassados e o efeito do meio depende de o que a vida é para cada um de nós), obviamente não são responsabilidades nossas nem os acertos, nem os erros que fazemos>>. 

"Daí se conclui que não há culpas, nem há culpados>>; que não há méritos, nem deméritos; ninguém é merecedor de elogios, nem de ser punido; que absolutamente todos, sem exceção, somos inocentes>>; que absolutamente todas>> as doutrinas e filosofias religiosas do mundo, e que absolutamente todos>> os códigos de justiça dos homens estão equivocados>>, pois todos eles se apoiam sobre uma base que não existe>>: no livre-arbítrio!"

"Qto a "o que somos" e "quem somos" nas "profundezas", isto é, qto ao que somos após a morte física, qto ao "desconhecido" e ao "atemporal", para nós (até que tenhamos as experiências comprobatórias convenientes), são nada mais do que suposições, crenças, esperanças sobre as quais lemos ou ouvimos falar, resultantes dos condicionamentos a nós impostos, desde que para a vida abrimos os olhos, pelas tradições, costumes, culturas, religiões, sociedades, suposições!". 
"Veja, quem tem olhos de ver! Ouça quem tem ouvidos de ouvir!", ou "Compreenda quem puder compreender!".
.
CARO LUIS RESPONDO COMENTANDO EM LETRAS MAIÚSCULAS DEVIDO DIFICULDADES DO EDITOR DE TEXTO:
Amigo Mario,
Peço-lhe que observe com atenção o que coloco abaixo. Talvez dali vc possa tirar alguma lição para sua Faculdade de Filosofia Espírita:

"Somos todos nós o resultado exato da soma das consequências da nossa genética e do meio em que vivemos. Isso é exatamente o que somos em exatamente cada um dos instantes de nossa existência, seja ela constituída por uma única vida, ou por milhões de vidas: somos as consequências da soma das influências que sobre cada um de nós exercem esses dois imponderáveis: a genética e o meio.

SIM PARA A VIDA ANIMAL. POREM NA FASE HUMANA NÃO É EXATAMENTE ISSO QUE TENTEI COMUNICAR. A GENÉTICA E O MEIO SÃO MODULADOS PELO NOSSO LIVRE ARBITRIO NA FASE HUMANA, PORTANTO SOMOS O FRUTO DE NOSSAS ESCOLHAS QUE POR REPETIÇÃO ALTERAM O NOSSO PROPRIA GENETICA.


"E como nem a genética, nem o meio é responsabilidade nossa (pois a genética depende de nossos antepassados e o efeito do meio depende de o que a vida é para cada um de nós), obviamente não são responsabilidades nossas nem os acertos, nem os erros que fazemos>>.
ESTE ARGUMENTO FOI MOSTRADO COMO FALSO PELA EPIGENETICA, NIMGUEM MAIS NO MUNDO CIENTIFICO AFIRMA O QUE VOCÊ FALOU ACIMA.
TANTO O MEIO AMBIENTE COMO NOSSA GENETICA SÃO TRANSFORMADOS POR NOSSAS DECISÕES PARA O NOSSO PROPRIO BEM OU MAL.
SE CRIAMOS UM MEIO AMBIENTE ASPERO E DESOLADO GERAMOS SERES IGUALMENTE ADAPTADOS, CHEIOS DE ESPINHOS. UM CACTO TRAZIDO POR NOSSA VONTADE PARA UM AMBIENTE MENOS ARIDO NASCERÁ SEM ESPINHOS EM POUCAS GERAÇÕES, ISTO PODE SER COMPROVADO RAPIDAMENTE POR QUALQUER UM.

"Daí se conclui que não há culpas, nem há culpados>>; que não há méritos, nem deméritos; ninguém é merecedor de elogios, nem de ser punido; que absolutamente todos, sem exceção, somos inocentes>>; que absolutamente todas>> as doutrinas e filosofias religiosas do mundo, e que absolutamente todos>> os códigos de justiça dos homens estão equivocados>>, pois todos eles se apoiam sobre uma base que não existe>>: no livre-arbítrio!"

"Qto a "o que somos" e "quem somos" nas "profundezas", isto é, qto ao que somos após a morte física, qto ao "desconhecido" e ao "atemporal", para nós (até que tenhamos as experiências comprobatórias convenientes), são nada mais do que suposições, crenças, esperanças sobre as quais lemos ou ouvimos falar, resultantes dos condicionamentos a nós impostos, desde que para a vida abrimos os olhos, pelas tradições, costumes, culturas, religiões, sociedades, suposições!".
"Veja, quem tem olhos de ver! Ouça quem tem ouvidos de ouvir!", ou "Compreenda quem puder compreender!".

DEUS É EQUIDADE SOBERANA, NÃO CASTIGA E NEM PERDOA, MAS O SER CONSCIENTE PROFERE PARA SI AS SENTENÇAS DE ABSOLVIÇÃO OU CULPA ANTE AS LEIS DIVINAS.

ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 5 do CAP. V do ESE


O espírita encontra na própria fé – o Cristianismo Redivivo – estímulos novos para viver com alegria, pois, com ele, os conceitos fundamentais da existência recebem sopros poderosos de renovação.
A Terra não é prisão de sofrimento eterno.
É escola abençoada das almas.
A felicidade não é miragem do porvir.
É realidade de hoje.
A dor não é forjada por outrem.
É criação do próprio espírito.
A virtude não é contentamento futuro.
É júbilo que já existe.
A morte não é santificação automática.
É mudança de trabalho e de clima.
O futuro não é surpresa atordoante.
É conseqüência dos atos presentes.
O bem não é o conforto do próximo, apenas.
É ajuda a nós mesmos.
Deus é Equidade Soberana, não castiga e nem perdoa, mas o ser consciente profere para si as sentenças de absolvição ou culpa ante as Leis Divinas.
Nossa conduta é o processo, nossa consciência, o tribunal.
Não nos esqueçamos, portanto, de que, se a Doutrina Espírita dilata o entendimento da vida, amplia a responsabilidade da criatura.
As raízes das grandes provas irrompem do passado – subsolo da nossa existência – e, na estrada da evolução, quem sai de uma vida e entra em outra, porque berço e túmulo são, simultaneamente, entradas e saídas em planos da Vida Eterna.
.

Coríntios 6:12-13 Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam” Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém aniquilará, tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo. (Paulo, I Coríntios, X, 23) Retroalimentação e a dor Muitos de nossas mazelas provem de uma retroalimentação positiva exagerada a um estímulo externo. Suponhamos a Gula: Deparamos com um prato agradável então repetimos o prato, devido ao estímulo prazeroso do paladar, que nos dá retroalimentação positiva, até que ultrapassamos o ponto do ideal para nossa saúde e sentimos mal estar, a ponto de recorrermos a digestivos e antiácidos. Porem tudo isto teve no passado uma função importante em nossa escalada evolutiva. Os mamíferos em geral tiveram grandes períodos de fome e precisavam carregar alimentos para a prole quando encontravam algo agradável, então ficou registrados em nossos automatismos primitivos carregar a comida no estômago daquilo não somente o que podiam carregar na mão e regurgitar para os filhotes. O pecado que as Religiões comentam tanto não deriva necessariamente de seres malignos que nos influenciam, mas da repetição de algo que sempre fizemos em nossas vidas anteriores sem agregar novos hábitos pela repetição e os mecanismos da Epigenética que nos fazem ascender geneticamente como espécie e espiritualmente através da histolise espiritual onde carregamos o fruto de nossas decisões como marcas da alma. Devemos sempre procurar sermos estáveis em nossa vida, em nossa trajetória evolutiva, mas o que exatamente isto significa Definindo Estabilidade • A condição para estabilidade pode também ser expressa da seguinte maneira: se um sistema é estável quando sujeito a um impulso, a saída retoma a zero. •Em termos mecânicos podemos dizer que um objeto está em equilíbrio estável se, quando empurrado, ele retoma a sua posição original depois de cessado o impulso. • Um sistema pode ser dito estável se para entradas limitadas, isto é, finitas, geram saídas limitadas. No caso a-) retroalimentação negativa provem da força da gravidade que mantém os sistemas estáveis. No caso b-) a mesma força atua com retroalimentação positiva tornando o sistema instável.

Figura abaixo mostra em a-) sistema estável e b-) sistema instável RESPOSTA NO TEMPO DE SISTEMAS RETROALIMENTADOS NEGATIVAMENTE COM AMORTECIMENTO

Evidentemente a reposta do tipo 1 é a que mais rápido atingiu seu resultado de aprendizagem resposta e estabilidade a uma excitação externa. A analogamente a dor força a estabilidade mas poucos tem repostas do tipo 1 que são as que conduzem mais rapidamente a resultados de aprendizagem estáveis. O estudo da FFE poderá criar pessoas com o perfil do tipo 1.

Recomendo este link para os que querem debater sobre o tema:

http://www.espiritbook.com.br/forum/topics/faculdade-de-filosofia-e...

Gente livros do grande orador Rossandro Klinjey em promoção CLIQUE NO LINK: www.livrariadoespirita.com.br/rossandro+klinjey - dia abençoado a todos....

A Epigenetica aplicada a agricultura está evoluindo:

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=c...




MARIO FONTES disse:
CARO LUIS RESPONDO COMENTANDO EM LETRAS MAIÚSCULAS DEVIDO DIFICULDADES DO EDITOR DE TEXTO:
Amigo Mario,
Peço-lhe que observe com atenção o que coloco abaixo. Talvez dali vc possa tirar alguma lição para sua Faculdade de Filosofia Espírita:

"Somos todos nós o resultado exato da soma das consequências da nossa genética e do meio em que vivemos. Isso é exatamente o que somos em exatamente cada um dos instantes de nossa existência, seja ela constituída por uma única vida, ou por milhões de vidas: somos as consequências da soma das influências que sobre cada um de nós exercem esses dois imponderáveis: a genética e o meio.

SIM PARA A VIDA ANIMAL. POREM NA FASE HUMANA NÃO É EXATAMENTE ISSO QUE TENTEI COMUNICAR. A GENÉTICA E O MEIO SÃO MODULADOS PELO NOSSO LIVRE ARBITRIO NA FASE HUMANA, PORTANTO SOMOS O FRUTO DE NOSSAS ESCOLHAS QUE POR REPETIÇÃO ALTERAM O NOSSO PROPRIA GENETICA.


"E como nem a genética, nem o meio é responsabilidade nossa (pois a genética depende de nossos antepassados e o efeito do meio depende de o que a vida é para cada um de nós), obviamente não são responsabilidades nossas nem os acertos, nem os erros que fazemos>>.
ESTE ARGUMENTO FOI MOSTRADO COMO FALSO PELA EPIGENETICA, NIMGUEM MAIS NO MUNDO CIENTIFICO AFIRMA O QUE VOCÊ FALOU ACIMA.
TANTO O MEIO AMBIENTE COMO NOSSA GENETICA SÃO TRANSFORMADOS POR NOSSAS DECISÕES PARA O NOSSO PROPRIO BEM OU MAL.
SE CRIAMOS UM MEIO AMBIENTE ASPERO E DESOLADO GERAMOS SERES IGUALMENTE ADAPTADOS, CHEIOS DE ESPINHOS. UM CACTO TRAZIDO POR NOSSA VONTADE PARA UM AMBIENTE MENOS ARIDO NASCERÁ SEM ESPINHOS EM POUCAS GERAÇÕES, ISTO PODE SER COMPROVADO RAPIDAMENTE POR QUALQUER UM.

"Daí se conclui que não há culpas, nem há culpados>>; que não há méritos, nem deméritos; ninguém é merecedor de elogios, nem de ser punido; que absolutamente todos, sem exceção, somos inocentes>>; que absolutamente todas>> as doutrinas e filosofias religiosas do mundo, e que absolutamente todos>> os códigos de justiça dos homens estão equivocados>>, pois todos eles se apoiam sobre uma base que não existe>>: no livre-arbítrio!"

"Qto a "o que somos" e "quem somos" nas "profundezas", isto é, qto ao que somos após a morte física, qto ao "desconhecido" e ao "atemporal", para nós (até que tenhamos as experiências comprobatórias convenientes), são nada mais do que suposições, crenças, esperanças sobre as quais lemos ou ouvimos falar, resultantes dos condicionamentos a nós impostos, desde que para a vida abrimos os olhos, pelas tradições, costumes, culturas, religiões, sociedades, suposições!".
"Veja, quem tem olhos de ver! Ouça quem tem ouvidos de ouvir!", ou "Compreenda quem puder compreender!".

DEUS É EQUIDADE SOBERANA, NÃO CASTIGA E NEM PERDOA, MAS O SER CONSCIENTE PROFERE PARA SI AS SENTENÇAS DE ABSOLVIÇÃO OU CULPA ANTE AS LEIS DIVINAS.

ANDRÉ LUIZ
Psicografada por WALDO VIEIRA
Sobre o Item 5 do CAP. V do ESE


O espírita encontra na própria fé – o Cristianismo Redivivo – estímulos novos para viver com alegria, pois, com ele, os conceitos fundamentais da existência recebem sopros poderosos de renovação.
A Terra não é prisão de sofrimento eterno.
É escola abençoada das almas.
A felicidade não é miragem do porvir.
É realidade de hoje.
A dor não é forjada por outrem.
É criação do próprio espírito.
A virtude não é contentamento futuro.
É júbilo que já existe.
A morte não é santificação automática.
É mudança de trabalho e de clima.
O futuro não é surpresa atordoante.
É conseqüência dos atos presentes.
O bem não é o conforto do próximo, apenas.
É ajuda a nós mesmos.
Deus é Equidade Soberana, não castiga e nem perdoa, mas o ser consciente profere para si as sentenças de absolvição ou culpa ante as Leis Divinas.
Nossa conduta é o processo, nossa consciência, o tribunal.
Não nos esqueçamos, portanto, de que, se a Doutrina Espírita dilata o entendimento da vida, amplia a responsabilidade da criatura.
As raízes das grandes provas irrompem do passado – subsolo da nossa existência – e, na estrada da evolução, quem sai de uma vida e entra em outra, porque berço e túmulo são, simultaneamente, entradas e saídas em planos da Vida Eterna.
.

MARIO FONTES:

 

Luis: Olá, amigo Mario Fontes, vamos responder por partes:

 

- primeiro: se vc bem raciocinar poderá constatar que o chamado “livre-arbítrio” (nome inadequado para essa faculdade, pois não existe nenhum arbítrio, julgamento, decisão ou escolha que seja “livre”; todas as decisões estão total e absolutamente “presas” ao aprendizado, seja bom ou mau, que recebemos da escola da vida), é apenas um (vamos dizer) "artifício" elaborado pelas religiões e suas filosofias para tentarem explicar os, para elas inexplicáveis, sofrimentos dos homens..

Sendo assim todas as escolhas são consequências do meio em que vivemos (do qual nos vem a educação, a cultura, as suposições, o conhecimento, os preconceitos, as ilusões), e da genética (da qual nos vem os canais de comunicação com o mundo, os sentidos objetivos, e a paranormalidade, para quem a tiver desenvolvida; e os sentidos subjetivos, como inteligência, facilidade ou dificuldade de entender, compreender, raciocinar, memorizar, imaginar, pensar etc), sendo que os objetivos exercem influências sobre muitos aspectos dos subjetivos e vice-versa.

 

Assim, amigo Mario, é exatamente o contrário do que vc disse: é a faculdade de escolher que é moldada pela genética e pelo meio; exatamente o oposto do que vc disse.

 

Luis (m ant): “E como nem a genética, nem o meio é responsabilidade nossa (pois a genética depende de nossos antepassados e o efeito do meio depende de o que a vida é para cada um de nós), obviamente não são responsabilidades nossas nem os acertos, nem os erros que fazemos”.

 

Luis: meu jovem, se esse argumento que apresentei foi mostrado como falso, lhe pergunto: onde está essa demonstração e quem mostrou que é falso? É verdade que tanto o meio ambiente como a genética de nossos descendentes (!!!) podem sofrer transformações devido a nossas decisões; mas de onde vêm nossas decisões, de onde nascem elas, senão de nossa genética e da cultura que adquirimos do meio? Todas as decisões são resultantes da genética e do meio em que vivemos. Ou, para vc, de onde resultam elas? Qual é a origem delas?

 

Logo, continuamos a ter sobre nós, em todas as fases da vida animal ou humana, dando força às nossas ações, as influências ou consequências desses dois imponderáveis, da genética e do meio. Vc terá alguma alternativa para isto que estou dizendo?

 

Luis (msg ant): “Daí se conclui que não há culpas, nem há culpados; que não há méritos, nem deméritos; ninguém é merecedor de elogios, nem de penalidades; que absolutamente todos, sem exceção, somos inocentes; que absolutamente todas as doutrinas e filosofias religiosas do mundo, e que absolutamente todos os códigos de justiça dos homens estão equivocados, pois todos eles se apoiam sobre uma base que não existe: no livre-arbítrio!”

 

Luis (msg ant): "Qto a "o que somos" e "quem somos" nas "profundezas", isto é, qto ao que somos após a morte física, qto ao "desconhecido" e ao "atemporal", para nós (até que tenhamos as experiências comprobatórias convenientes), são nada mais do que suposições, crenças, esperanças sobre as quais lemos ou ouvimos falar, resultantes dos condicionamentos a nós impostos, desde que para a vida abrimos os olhos, pelas tradições, costumes, culturas, religiões, sociedades, suposições!". 

Como disse Jesus, "Veja, quem tem olhos de ver! Ouça quem tem ouvidos de ouvir!", ou "Compreenda quem puder compreender!".

 

Luis: meu querido, e qdo vc afirma que Deus é a equidade soberana, e nem castiga, nem perdoa, vc está indo frontalmente contra conceitos contidos na própria DE, que afirmam o contrário.

E a que Deus vc está se referindo? Ao Deus do cristianismo, ao do Antigo ou ao do Novo Testamento? Ao Deus de qual doutrina ou filosofia religiosa, pois nelas há entendimentos totalmente opostos sobre Deus!

Se é ao Deus considerado pelos espíritas, pergunto: e não foi exatamente esse Deus que, conforme a DE, elaborou o código de justiça aplicável aos espíritos, no qual estão cominadas sentenças que “podem se estender por multiplicadas encarnações e por milhões de anos”, e que aos que as sofrem “podem se assemelhar às penas eternas com que outras doutrinas ameaçam os homens”? Sentenças que, conforme a DE, torturam e levam a sofrimentos tão desesperadores e insuportáveis aos filhos bem-amados de Deus que, anualmente, fazem com que de 10 milhões a 20 milhões de criaturas criadas pelo “amor divino” escolham se suicidar devido a não suportá-los!

 

Luis: e como confiar no que escreveu Waldo Vieira, se ele foi estigmatizado pelos espíritas ao propor e ensinar a Projeciologia e a Conscienciologia?

 

Luis: porq, ou, como dizer que a Terra é “escola abençoada das almas” se é exatamente nela que aprendemos a ser maus, egoístas, orgulhosos, vaidosos, invejosos, corruptos, pervertidos, pedófilos, estupradores, perversos, criminosos, ladrões e assassinos, injustos, ambiciosos, cobiçosos, imorais, arrogantes, cheios de vícios os mais detestáveis, cheios de pensamentos baixos, desejos de vingança? Se é exatamente nessa escola que “conquistamos” e “incorporamos” em nós mesmos aquilo que, nas demais doutrinas cristãs, são considerados “pecados capitais”, a ira, luxuria, inveja, avareza, soberba, gula, preguiça! Se é nessa escola que aprendemos a ser orgulhosos, arrogantes, presunçosos, exagerados na bebida, na gula, nos vícios, etc etc? Se é exatamente nela que adquirimos as mais monstruosas imperfeições?

 

E se, como vc citou (de André Luis), a felicidade não é miragem do porvir, é a realidade de hoje, posso lhe dizer que se vc bem observar poderá constatar que a felicidade não é realidade nem de hoje; e nem mesmo no porvir poderá existir uma felicidade plena. Uma felicidade plena não é nada mais do que uma fantasia, uma utopia, uma inverdade propalada pelas doutrinas e filosofias religiosas. 

s: Olá, amigo Mario Fontes, vamos responder por partes:

 

- primeiro: se vc bem raciocinar poderá constatar que o chamado “livre-arbítrio” (nome inadequado para essa faculdade, pois não existe nenhum arbítrio, julgamento, decisão ou escolha que seja “livre”; todas as decisões estão total e absolutamente “presas” ao aprendizado, seja bom ou mau, que recebemos da escola da vida), é apenas um (vamos dizer) "artifício" elaborado pelas religiões e suas filosofias para tentarem explicar os, para elas inexplicáveis, sofrimentos dos homens..

 

Todas as faculdades humanas são limitadas, não são absolutas, inclusive o Livre Arbítrio. Portanto quando se fala em Livre Arbítrio ele está limitado ao nosso estado evolutivo.

 

Sendo assim todas as escolhas são consequências do meio em que vivemos (do qual nos vem a educação, a cultura, as suposições, o conhecimento, os preconceitos, as ilusões), e da genética (da qual nos vem os canais de comunicação com o mundo, os sentidos objetivos, e a paranormalidade, para quem a tiver desenvolvida; e os sentidos subjetivos, como inteligência, facilidade ou dificuldade de entender, compreender, raciocinar, memorizar, imaginar, pensar etc), sendo que os objetivos exercem influências sobre muitos aspectos dos subjetivos e vice-versa.

Concordo porem o Livre Arbítrio é isto mesmo por exemplo: Caso estudemos Inglês teremos o Livre Arbítrio de trabalhar em outro pais isto é óbvio.

Assim, amigo Mario, é exatamente o contrário do que vc disse: é a faculdade de escolher que é moldada pela genética e pelo meio; exatamente o oposto do que vc disse.

 Luis há um realimentação um circuito fechado :

Nossas escolhas afetam nossa Genética através dos mecanismos da Epigenética  e portanto do Livre Arbítrio para maior ou menor grau de liberdade. Entretanto nossa Genética limita ou expande nossas opções de Livre Arbitrio de acordo com nosso Carma onde podemos ter nosso grau de liberdade bastante restrito devido ao mau uso de nosso Livre Arbitrio.

 

Luis (m ant): “E como nem a genética, nem o meio é responsabilidade nossa (pois a genética depende de nossos antepassados e o efeito do meio depende de o que a vida é para cada um de nós), obviamente não são responsabilidades nossas nem os acertos, nem os erros que fazemos”.

 

Isto contradiz todos os princípios Espíritas. Discordo totalmente, a Ciência já mostrou que somente serão ativados os gens que você escolheu pelo seu livre arbítrio através da Epigenética. Assim por exemplo seu Genoma pode ser mapeado e detectado que você tem predisposição genética para o Câncer de Pulmão, porem este Gen só será ativado por mutação pela exposição a Nicotina neste caso

https://pulmaosarss.wordpress.com/2010/05/17/cancer-de-pulmao-e-alt...

“Uma das mais precoces e consistentes anormalidades no câncer de pulmão é a perda ou inativação do material genético no braço curto do cromossomo 3 (3p).3,4 A perda do alelo no cromossomo 3p é  um evento frequentemente detectado em displasias bronquicas ou até mesmo em epitelios histologicos normais”

 

Luis: meu jovem, se esse argumento que apresentei foi mostrado como falso, lhe pergunto: onde está essa demonstração e quem mostrou que é falso? É verdade que tanto o meio ambiente como a genética de nossos descendentes (!!!) podem sofrer transformações devido a nossas decisões; mas de onde vêm nossas decisões, de onde nascem elas, senão de nossa genética e da cultura que adquirimos do meio? Todas as decisões são resultantes da genética e do meio em que vivemos. Ou, para vc, de onde resultam elas? Qual é a origem delas?

 

Logo, continuamos a ter sobre nós, em todas as fases da vida animal ou humana, dando força às nossas ações, as influências ou consequências desses dois imponderáveis, da genética e do meio. Vc terá alguma alternativa para isto que estou dizendo?

 

Luis (msg ant): “Daí se conclui que não há culpas, nem há culpados; que não há méritos, nem deméritos; ninguém é merecedor de elogios, nem de penalidades; que absolutamente todos, sem exceção, somos inocentes; que absolutamente todas as doutrinas e filosofias religiosas do mundo, e que absolutamente todos os códigos de justiça dos homens estão equivocados, pois todos eles se apoiam sobre uma base que não existe: no livre-arbítrio!”

 

Luis (msg ant): "Qto a "o que somos" e "quem somos" nas "profundezas", isto é, qto ao que somos após a morte física, qto ao "desconhecido" e ao "atemporal", para nós (até que tenhamos as experiências comprobatórias convenientes), são nada mais do que suposições, crenças, esperanças sobre as quais lemos ou ouvimos falar, resultantes dos condicionamentos a nós impostos, desde que para a vida abrimos os olhos, pelas tradições, costumes, culturas, religiões, sociedades, suposições!". 

Como disse Jesus, "Veja, quem tem olhos de ver! Ouça quem tem ouvidos de ouvir!", ou "Compreenda quem puder compreender!".

 

Luis: meu querido, e qdo vc afirma que Deus é a equidade soberana, e nem castiga, nem perdoa, vc está indo frontalmente contra conceitos contidos na própria DE, que afirmam o contrário.

Não sou eu que afirmei isto foi André Luis através de Chico.

E a que Deus vc está se referindo? Ao Deus do cristianismo, ao do Antigo ou ao do Novo Testamento? Ao Deus de qual doutrina ou filosofia religiosa, pois nelas há entendimentos totalmente opostos sobre Deus!

Se é ao Deus considerado pelos espíritas, pergunto: e não foi exatamente esse Deus que, conforme a DE, elaborou o código de justiça aplicável aos espíritos, no qual estão cominadas sentenças que “podem se estender por multiplicadas encarnações e por milhões de anos”, e que aos que as sofrem “podem se assemelhar às penas eternas com que outras doutrinas ameaçam os homens”? Sentenças que, conforme a DE, torturam e levam a sofrimentos tão desesperadores e insuportáveis aos filhos bem-amados de Deus que, anualmente, fazem com que de 10 milhões a 20 milhões de criaturas criadas pelo “amor divino” escolham se suicidar devido a não suportá-los!

 

Luis: e como confiar no que escreveu Waldo Vieira, se ele foi estigmatizado pelos espíritas ao propor e ensinar a Projeciologia e a Conscienciologia?

 

Luis: porq, ou, como dizer que a Terra é “escola abençoada das almas” se é exatamente nela que aprendemos a ser maus, egoístas, orgulhosos, vaidosos, invejosos, corruptos, pervertidos, pedófilos, estupradores, perversos, criminosos, ladrões e assassinos, injustos, ambiciosos, cobiçosos, imorais, arrogantes, cheios de vícios os mais detestáveis, cheios de pensamentos baixos, desejos de vingança? Se é exatamente nessa escola que “conquistamos” e “incorporamos” em nós mesmos aquilo que, nas demais doutrinas cristãs, são considerados “pecados capitais”, a ira, luxuria, inveja, avareza, soberba, gula, preguiça! Se é nessa escola que aprendemos a ser orgulhosos, arrogantes, presunçosos, exagerados na bebida, na gula, nos vícios, etc etc? Se é exatamente nela que adquirimos as mais monstruosas imperfeições?

 Luis não aprendemos nada disso estas mazelas já estão gravadas em nosso períspirito e faz parte do caminho evolutivo na fase animal, elas estão armazenadas em nosso cérebro reptiliano (Cerebelo) e Mamífero recentemente na evolução passamos a exercer o Livre Arbítrio com o uso dos lóbulos frontais e Neocortex..

E se, como vc citou (de André Luis), a felicidade não é miragem do porvir, é a realidade de hoje, posso lhe dizer que se vc bem observar poderá constatar que a felicidade não é realidade nem de hoje; e nem mesmo no porvir poderá existir uma felicidade plena. Uma felicidade plena não é nada mais do que uma fantasia, uma utopia, uma inverdade propalada pelas doutrinas e filosofias religiosas. 

Ao MARIO FONTES



Luis: Olá, amigo Mario, só para lembrar repito aqui o que coloquei no primeiro parágrafo de minha msg anterior: “se vc bem raciocinar poderá constatar que o chamado “livre-arbítrio” (nome inadequado para essa faculdade, pois não existe nenhum arbítrio, julgamento, decisão ou escolha que seja “livre”, já que todas as decisões, quaisquer que sejam elas, estão total e absolutamente “presas” ao aprendizado, seja bom ou mau, que recebemos da escola da vida), é apenas um (vamos dizer) "artifício" elaborado pelas religiões e suas filosofias para tentarem explicar os, para elas inexplicáveis, sofrimentos dos homens.



Mario (atual msg): Todas as faculdades humanas são limitadas, não são absolutas, inclusive o Livre Arbítrio. Portanto quando se fala em Livre Arbítrio ele está limitado ao nosso estado evolutivo.



Luis: certo, são limitadas; mas, aqui, temos de fazer uma pergunta: se todas elas são limitadas, porq é que sofremos devido aos erros que cometemos devido a essas limitações?


E vamos considerar que exista o livre-arbítrio. Se existe e se ele tb é limitado, qual é a causa de nossos sofrimentos devidos às escolhas erradas que fazemos? E se Deus nos deu a todos a capacidade de escolher entre o bem e o mal, porq é que tantas vezes escolhemos o mal, se podemos escolher o bem? Conforme a doutrina, Deus nos criou apenas “simples e ignorantes”, mas não desequilibrados mentais ao ponto de, como sádicos, escolhermos fazer outros sofrerem.


E lhe peço: tente, meu amigo, se recordar de alguma escolha que vc tenha feito, em algum momento de sua vida, que tenha tido origem em vc mesmo, ou em sua mente, isto é, que vc tenha feito por “iniciativa” sua! Cite-a aqui para que raciocinemos a respeito e, talvez, vc poderá verificar que nenhuma escolha que vc faz, a faz por vc mesmo. Sempre é a vida, o que dela vc aprende, que escolhe por vc; e vc, como todos nós, faz exatamente o que a vida determina que vc faça, pois que ela o convence de que o que vc faz, em todas as situações em que estiver vivendo, é o mais conveniente a ser feito.
Como já dissemos, todas as escolhas são consequências do meio em que vivemos, e da herança genética que de nossos antepassados recebemos. Nada, nenhuma escolha, está fora disso. Logo, podemos afirmar que as escolhas não são nossas, que tudo que pensamos, fazemos, sentimos, todas os nossos desejos e vontades, todas as nossas decisões e escolhas, e, consequentemente, todas as nossas ações, sejam no âmbito do bem ou do mal, são determinadas pelo que aprendemos nesta escola do bem e do mal, que é a vida que, como ensina a doutrina, Deus nos deu para nosso aperfeiçoamento espiritual.




Mario atual: Concordo porem o Livre Arbítrio é isto mesmo por exemplo: Caso estudemos Inglês teremos o Livre Arbítrio de trabalhar em outro pais isto é óbvio.




Luis: meu querido, é claro que se vc estudar inglês poderá ter mais facilidade de trabalhar em outro país; mas isso não vem de “seu livre-arbítrio” (que não existe); vem do aprendizado que a vida lhe proporciona, que a vida mostra ser mais conveniente, mais necessário, ou “melhor” para vc que pode não ser o “melhor”, e até mesmo pode ser o “pior”). Sempre é o aprendizado que da vida recebemos que nos mostra o que é “melhor” a ser feito, e nós, como escravos fiéis, obedecemos fielmente as determinações da vida.


Assim, amigo Mario, aqui tb repito o que já foi dito anteriormente: é a faculdade de escolher que é moldada pela genética e pelo meio; exatamente o oposto do que vc havia dito.



Mario: ... Nossas escolhas afetam nossa Genética através dos mecanismos da Epigenética e portanto do Livre Arbítrio para maior ou menor grau de liberdade. Entretanto nossa Genética limita ou expande nossas opções de Livre Arbitrio de acordo com nosso Carma onde podemos ter nosso grau de liberdade bastante restrito devido ao mau uso de nosso Livre Arbitrio.




Luis; já vimos, acima, que é o oposto disso: são a genética e o meio que afetam “nossas” escolhas.
E para lembrar: “E como nem a genética, nem o meio é responsabilidade nossa (pois a genética depende de nossos antepassados e o efeito do meio depende de o que a vida é para cada um de nós), obviamente não são responsabilidades nossas nem os acertos, nem os erros que fazemos”.




Mario: Isto contradiz todos os princípios Espíritas. Discordo totalmente...



Luis: meu querido, a doutrina espírita, como todas as demais doutrinas, possui questões obscuras, incoerentes, equivocadas e até mesmo contraditórias.



Luis: meu jovem, na msg anterior lhe solicitei que indicasse onde está a demonstração de que esse argumento que apresentei foi mostrado como falso; pode me dar essa informação?


Tb lembrando: é verdade que tanto o meio ambiente como a genética de nossos descendentes (!!!) podem sofrer transformações devido a nossas decisões; mas de onde vêm nossas decisões, de onde nascem elas, senão de nossa genética e da cultura que adquirimos do meio? Todas as decisões são resultantes da genética e do meio em que vivemos. Ou, para vc, de onde resultam elas? Qual é a origem delas?


Logo, continuamos a ter sobre nós, em todas as fases da vida animal e humana, dando força às nossas ações, as influências ou consequências desses dois imponderáveis, da genética e do meio. Vc terá alguma alternativa para esta afirmação?



Luis (msg ant): “Daí se conclui que não há culpas, nem há culpados; que não há méritos, nem deméritos; ninguém é merecedor de elogios, nem de penalidades; que absolutamente todos, sem exceção, somos inocentes; que absolutamente todas as doutrinas e filosofias religiosas do mundo, e que absolutamente todos os códigos de justiça dos homens estão equivocados, pois todos eles se apoiam sobre uma base que não existe: no livre-arbítrio!”



Luis (msg ant): meu querido, e qdo vc afirma que Deus é a equidade soberana, e nem castiga, nem perdoa, vc está indo frontalmente contra conceitos contidos na própria DE, que afirmam o contrário.




Mario atual: Não sou eu que afirmei isto foi André Luis através de Chico.




Luis: e quem é, então, que está correto: André Luis, que diz que Deus não castiga, ou a DE que afirma que Deus nos impõe, pelos erros que cometemos, penalidades que podem ser desesperadoras e mesmo insuportáveis? Penalidades que podem multiplicar nossas reencarnações e perdurar por milhões de anos e que, aos que as sofrem, podem se assemelhar a penas eterna?



Luis: Novamente pergunto, já que vc não respondeu: “porq, ou, como dizer que a Terra é “escola abençoada das almas” se é exatamente nela que aprendemos a ser maus, egoístas, orgulhosos, vaidosos, invejosos, corruptos, pervertidos, pedófilos, estupradores, perversos, criminosos, ladrões e assassinos, injustos, ambiciosos, cobiçosos, imorais, arrogantes, cheios de vícios os mais detestáveis, cheios de pensamentos baixos, desejos de vingança? Se é exatamente nessa escola que “conquistamos” e “incorporamos” em nós mesmos aquilo que, nas demais doutrinas cristãs, são considerados “pecados capitais”, a ira, luxuria, inveja, avareza, soberba, gula, preguiça! Se é nessa escola que aprendemos a ser orgulhosos, arrogantes, presunçosos, exagerados na bebida, na gula, nos vícios, etc etc? Se é exatamente nela que adquirimos as mais monstruosas imperfeições?




Mario: Luis não aprendemos nada disso; estas mazelas já estão gravadas em nosso perispírito e faz parte do caminho evolutivo na fase animal...




Luis: pois é isso, meu amigo, vc mesmo está, agora, apontando contradições da doutrina, pois se essas mazelas já estão gravadas em nosso perispírito, onde estarão a justiça e o amor de Deus, se sofremos devido a possuirmos mazelas? E isso contraria tb a doutrina que apenas ensina que Deus nos criou simples e ignorantes, mas não já com esses defetos morais gravados no perispírito.

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http://midiareligiaoesociedade.com.br/2017/06/13/o-especificamente-...

especificamente comunicacional na religião e o estudo do espiritismo – Entrevista com Luiz Signates (parte 2: O estudo do espiritismo na ciência da comunicação)

Publicado por Mídia, Religião e Sociedade em 20 de junho de 2017

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21/06/2017

Por João Damásio

Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG) 

Prof. Dr. Luiz Antonio Signates Freitas

Hoje o Mídia, Religião e Sociedade publica a segunda parte da entrevista com o professor Dr. Luiz Signates, docente dos programas de pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Goiás (UFG) e em Ciência da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás .... Na primeira parte da entrevista concedida ao seu ex-orientando Ms. João Damásio, o professor Signates expôs seu pensamento sobre a especificidade do objeto comunicacional nas pesquisas que envolvem a interface comunicação e religião.

Neste segundo momento, Signates aprofunda a reflexão e direciona sua atenção para o estudo do Espiritismo Kardecista enquanto objeto comunicacional. O pesquisador fala das divisões no movimento espírita brasileiro e as tensões entre a Federação Espírita Brasileira (Feb) e a Cepa (Confederação Espírita Panamericana), os processos de institucionalização e dogmatização dessa vertente religiosa e de pesquisas atuais no campo da Comunicação que envolvem este tema. Confira!

Mídia, Religião e Sociedade (MRS): Na primeira parte da entrevista, falamos da comunicacionalidade no estudo das religiões. Como podemos analisar o gradiente de comunicabilidade no espiritismo? O que é específico desta religião em termos de comunicação? Como se pode descrever seu ethos comunicacional em comparação com outras religiões?

Signates: O espiritismo brasileiro deixa entrever seus aspectos comunicacionais em vários sentidos, conforme o grupo social espírita a que venhamos a nos referir. Em meus estudos, tenho me concentrado no estudo de dois segmentos que, por suas características específicas, considero os mais importantes.

O primeiro e principal é o que denominamos espiritismo brasileiro tradicional, que é aquele que se construiu a partir do chamado “Pacto Áureo”, um acordo havido no final dos anos 1940 e que consolidou a Federação Espírita Brasileira, após a vitória dos “místicos” sobre os “cientificistas”, como instituição líder do movimento no Brasil. De um ponto de vista comunicacional, esta federação foi a responsável pelo processo que se seguiu, de crescente dogmatização doutrinária e ritualização das práticas espíritas no país, e avança hoje numa ação persistente de estender essa condição para os demais países do mundo.

Nesse espaço, que é o majoritário, do espiritismo brasileiro, prevalece uma visão da doutrina como verdade constituída, vinculada dogmaticamente aos textos de Kardec e à psicografia de Chico Xavier, submetida a uma forte preocupação com a “pureza doutrinária”. Além disso, destaca-se também a percepção da comunicação como mera divulgação – que é o termo que os espíritas utilizam, para evitar a palavra “conversão”, embora o significado prático seja essencialmente o mesmo. Mesmo quando a palavra “comunicação” é utilizada, a pretensão divulgacionista, que é meramente informacional, técnica e, no limite, conversionista, se mantém. No estudo desse segmento, tenho me detido nas contradições que a emergência da internet tem propiciado, para eventualmente fraturar dialogicamente essa visão conservadora.

Um segundo segmento que igualmente me chama a atenção é o da Cepa, a Confederação Espírita Panamericana, que defende um espiritismo laico, não religioso, admitem um nível de dialogicidade maior da doutrina (contestam até Kardec, em vários itens), defendem que a doutrina espírita deve sofrer processos de atualização a partir da evolução do conhecimento científico e, não raro, assumem posições políticas ativas, em relação à vida brasileira. Esse segmento é pequeno, bastante minoritário, mas suas posições e a qualidade do debate que empreendem não raro obrigam as instituições ligadas à Feb a se movimentarem, no sentido de resistir a eles ou mesmo a combatê-los publicamente. Pela energia com que são rejeitados pela ala majoritária, considero este o mais significativo movimento de oposição do espiritismo brasileiro hoje.

Sob o aspecto comunicacional, é nítido que a Cepa é muito mais dialógica e aberta do que a Feb, mas o impacto social do movimento espírita é muito menor nela do que no segmento majoritário. Em outras palavras, o grupo que se mostra mais comunicativo é o que se relaciona de forma menos intensa, o que constitui, a meu ver, um interessante problema a ser estudado.

MRS: No 1º Colóquio de Estudos Sociais sobre o Espiritismo, você apresentou os cismas no espiritismo (Signates, 2013). De onde surgiu esta ideia de observar as cisões?

Signates: Considero que os cismas religiosos são fenômenos comunicacionais extremamente interessantes, pois eles são um dos lugares mais evidentes de visibilidade da tensão comunicabilidade/incomunicabilidade. É no cisma que ocorre a ruptura da incomunicabilidade pela comunicabilidade, pois um movimento contestatório que promove ou arrisca promover uma ruptura no sistema instituído invariavelmente publiciza algo que antes era vedado, fere de algum modo o status quo identitário estabelecido. Trata-se de saber, portanto, quais são as incomunicabilidades envolvidas ou fraturadas; de que forma isso ocorre; até que ponto a reação das instituições conservadoras se movimenta no sentido de assimilar ou rejeitar; e qual é o percurso posterior do movimento contestatório (se se adequa à pressão majoritária ou se rompe com ela; e, sobretudo, se, após a ruptura, decorre em nova institucionalidade, com a reprodução de mecanismos de controle e estabilidade)… Como se pode notar, o cisma é um ótimo objeto de pesquisa comunicacional.

MRS: Por que o movimento espírita tem a postura de negar e não discutir este assunto?

Signates: O espiritismo brasileiro tradicional discute pouco isso (e usualmente, não efetua essas discussões de natureza política em público, exceto a que diz respeito a conceitos e abstrações) por uma razão cultural, penso eu: os espíritas são educados para rejeitar a conflitualidade pública. Não há, entre os espíritas tradicionais, a diferença entre conflito e violência; alguns deles evitam até manifestar discordâncias em público. A preservação de uma imagem de paz e fraternidade, ainda que aparente, parece essencial para gerar a sensação de que a ética da doutrina está sendo praticada em sua inteireza. Por tais razões, praticamente toda a conflitualidade política no interior do movimento espírita é resolvida em disputas de bastidores, não raro com o isolamento das pessoas e grupos que estejam criando problemas.

Evidentemente, tais sistemas de controle, embora fortemente enraizados na cultura espírita, nem sempre são eficazes. Apesar da rigidez da Feb, em relação à pureza doutrinária, o movimento espírita é constituído por instituições jurídica e financeiramente independentes, razão pela qual os centros espíritas têm historicamente adotado uma prática de “fingir que concordam” com as orientações federativas e, nos casos em que consideram específicos, especialmente os relacionados a ritos mediúnicos, simplesmente ignorar aquilo que não querem seguir, raramente operando contestações ou juízos públicos sobre os ditames advindos das federações espíritas às quais estão ligados. E, como não há também mecanismos de repressão nas federações, as “orientações” emanadas destas instituições funcionam mais como uma pressão cultural e identitária do que efetiva. Há, pois, uma interessante “tolerância” em vigor, com exclusão quase completa da conflitualidade pública, embora, nos bastidores, ela ocorra não raro de forma açodada, e as entidades federativas se desdobrem para divulgar as formas autorizadas de pensamento e prática, a fim de consolidar seus pontos de vista.

A única exceção histórica tem sido a Cepa. Contra esta, as federativas não costumam poupar sua articulação de combate, já tendo havido casos de expedição de memorando circular aos centros espíritas, instigando-os a deixarem de participar de eventos promovidos pela Confederação pan-americana. Aparentemente, isso se deve ao fato da Cepa se movimentar no sentido de tocar em algumas partes sensíveis do núcleo dogmático do espiritismo tradicional: as questões da natureza religiosa do espiritismo e da dogmatização de Kardec ou da pureza doutrinária.

Nessa conflitualidade, sempre houve um espaço interessante para o chamado “intelectual orgânico” do espiritismo: os autores, médiuns e pregadores espíritas. Alguns estudiosos do espiritismo especificaram o papel mediador do intelectual espírita, tanto na produção de conflitualidades públicas no interior do movimento, quanto na relação de conversão ou de conversação com a sociedade. O espiritismo é um movimento estudioso e voraz leitor de livros, cuja linguagem se situa pelo menos um tom acima do senso comum, o que contribui para manter esse movimento nas classes médias e altas de elevada escolaridade da sociedade brasileira.

MRS: Afinal, vale a pena confrontar esta postura a partir da ciência? Qual é o lugar do estudioso do espiritismo?

Signates: Esta sua pergunta me parece especialmente instigante.

Na dogmática espírita, há um elemento conflitivo muito interessante, que inexiste nas demais tradições religiosas: uma declaração de compromisso com a ciência, advinda da origem iluminista e racionalista de seu codificador. Além de toda a nem sempre coerente discussão de Kardec sobre as relações da religião com a ciência (vide a tese doutoral de Augusto Araújo, defendida em 2014 na UFJF), e eu diria até graças a ela, os espíritas não separam religião e ciência, e defendem que a religião, para ser legítima, tem que estar de acordo com o pensamento científico, e que a fé, também para isso, tem que ser raciocinada.

Evidentemente, a prática disso não é levada a termo, até porque uma religião que se submetesse por inteiro ao método científico – não conheço nenhum caso no mundo em que isso tenha de fato sido feito – poderia comprometer de forma séria a identidade religiosa, sempre ancorada em dogmas. O espiritismo, especialmente sua vertente tradicional, não foge dessa regra, muito pelo contrário.

Ao não separar fé e razão, o espírita renuncia à capacidade de argumentar: “não interessa o que diz a ciência, isso é mistério de Deus”. Sequer a hipótese do milagre pode ser aventada, pois, desde Kardec (2007), o espiritismo se posiciona pela inexistência de “derrogações da lei da natureza”. Para os espíritas, o que não tem explicação hoje, um dia terá, sem que precisemos buscar na metafísica do milagre a justificação.

Como esse movimento resolve isso? De forma ideológica. Assumem acriticamente que a origem do espiritismo é divina e que, por isso, jamais houve nenhuma contradição entre Kardec e a ciência. Sempre que possível, destacam teses e declarações de cientistas que eventualmente confirmem algum dos postulados espíritas, para propagar uma suposta coerência entre a doutrina e a ciência e, onde isso não é possível, lançam para o futuro, numa perspectiva de que, um dia, a ciência evoluirá para confirmar aquilo que os espíritas já sabem. A fragilidade lógica desse argumento é suficientemente grande para mantê-lo apenas no consumo interno do movimento tradicional, não raro como base para que isso não se discuta – e aí é o momento em que a inflexão da incomunicabilidade volta a prevalecer, reforçando o paradigma dominante.

É o intelectual espírita, em conexão dialógica com os intelectuais não espíritas, pertencentes sobretudo às ciências sociais e humanas, que tomem o espiritismo como objeto de pesquisa, aqueles que irão tensionar esses limites, multiplicando exigências sobre a dogmática e obrigando-a, eventualmente, a se deslocar. A emergência recente da internet proporcionou uma relevante esfera pública de debate para estes intelectuais, fora do controle das instituições federativas e outras. As repercussões e reações a essa movimentação ainda estão em estudo.

MRS: Em uma coletânea sobre espiritismo (Signates, 2005) você fala da alteridade como paradigma do espiritismo. As dimensões de identidade e de alteridade seriam as mais eficazes para pensar a comunicabilidade religiosa?

Signates: Por derivação de minha militância espírita no passado (fui espírita até 2001), tenho até hoje deixado contribuições para esse movimento, na forma de textos e, quando convidado, conferências e debates. Data dessa época a introdução da temática da alteridade, sacada dos textos do filósofo judeu lituano Emmanuel Lévinas, como fonte de inspiração para o repensar de alguns conceitos espíritas, especialmente no campo da comunicação e de uma certa epistemologia dialógica do conhecimento.

Nesse sentido, movimentei uma tentativa de perceber a “relação ao outro”, em Lévinas (1988), como comunicação autêntica e, por conseguinte, como definidora do conceito de “fraternidade” ou “solidariedade”, caro ao pensamento cristão em geral, inclusive o espírita. Pareceu-me produtivo lastrear o projeto de espírita-cristão de “amor ao próximo” à capacidade de ouvir, considerar e aprender com o outro, definido como “aquele que não pensa nem aja como eu”. Levado a sério, esse projeto assim repensado teria o condão de fraturar as estruturas conceituais de base da “pureza doutrinária”, da “dogmatização” e da “divulgação”; isto é, traria fundamento definidor para um movimento de superação da incomunicabilidade espírita pela comunicabilidade ou, pelo menos, de inversão da hegemonia da primeira sobre a segunda.

Esse pensamento foi introduzido de forma tímida por mim tanto no movimento espírita tradicional, quanto no cepiano, ao longo dos anos 1990, a partir de um conceito que criamos, o de “comunicação social espírita” (a intenção era diferir e superar a noção de “divulgação doutrinária”), mas suas repercussões foram igualmente tímidas. No espiritismo tradicional, a Feb movimentou-se surpreendentemente no sentido de adotar a expressão “comunicação social espírita”, mas ignorou completamente o significado transformador, operando no sentido de que comunicação fosse apenas divulgação com a adoção de técnicas mais modernas de propaganda, visando resultados mais eficazes. Desta forma, por uma inflexão de caráter instrumental, eliminou-se a dimensão comunicativa do termo, anulando as possibilidades dialógicas nele inseridas e, ao contrário, adotando-o como reforço justamente às características hegemônicas, que esse conceito pretendia superar.

Na Cepa, a acolhida foi mais intensa. A instituição publicou vários textos, todos elogiosos à ideia, e garantiu espaço de debate em vários de seus eventos (no último, o Congresso Espírita Internacional da Cepa em Rosário, na Argentina, eu fui um dos conferencistas convidados). Em grande parte, essa acolhida se deve à natureza já comunicativa dos eventos desse grupo, dentro do qual vários subgrupos de pensamento conflitam entre si e debatem de forma bastante democrática. A repercussão da Cepa, contudo, é limitada pela falta de capilarização deste segmento no movimento espírita como um todo, hegemonizado pelo pensamento tradicional.

De toda forma, não se pode dizer que essa contribuição não tenha sido significativa de algum modo. O conceito se estabeleceu e prossegue, vez por outra, aparecendo no debate espírita brasileiro e internacional. Como minha pretensão não é mais militante, julgo que o debate e os estudos que possam ser produzidos a partir desse modo de pensar são um horizonte de possibilidade, para além dos quais este pesquisador deixa a critério dos militantes e simpatizantes, que são os que operam a história concreta do espiritismo.

MRS: Seus estudos mais recentes tematizam o espiritualismo. O quê te chama a atenção nas pesquisas dos fenômenos espiritualistas e no movimento em torno deles, como nos casos da pesquisa sobre Abadiânia que está em desenvolvimento com seu orientando de doutorado Ricardo Delgado, o caso de Palmelo desenvolvido no meu mestrado em comunicação sob sua orientação e outros que por ventura vislumbre no momento?

Signates: O espiritualismo é um modo de denominar a miscelânea de correntes que estabelecem o primado do espírito, sobrevivente à morte, como unidade filosófica e de fé, indo das religiões já tradicionais, como o espiritismo, até a miríade de práticas e fideísmos denominados “new age”, que considero menos precisa e abrangente do que “nova era”. Meus estudos restringem-se por enquanto ao espiritualismo brasileiro, embora tenha a consciência da origem internacional de praticamente todos esses movimentos.

Quanto aos estudos recentes, desenvolvidos por orientandos meus, o de Ricardo Delgado está em seu início ainda. Doutorando de invejável formação filosófica, Ricardo deve se dedicar ao aprofundamento da fenomenologia mediúnica, a partir de João de Deus, o famoso médium de Abadiânia. Além dos diferentes aspectos culturais desse fenômeno, Delgado interessa-se muito pela questão da eficácia médica ou de saúde dos tratamentos de Abadiânia, e enfrentará essa questão provavelmente com os olhos da antropologia e respaldado em autores que já se debruçaram sobre a questão, em outros médiuns, com resultados às vezes surpreendentes.

A dissertação de mestrado de João Damasio (2016) é um primor de trabalho. O autor é nativo da cidade de Palmelo, espírita assumido e pertencente a uma das famílias tradicionais da região, que conviveu com os fundadores do município e das práticas terapêuticas espíritas lá. Em seu mestrado, Damasio conseguiu distinguir seu próprio panorama de crença e seu enraizamento, da metodologia utilizada, produzindo um texto de excelente qualidade, para abordar o entrelaçamento das questões comunicacionais com a formação identitária espírita da cidade, sem deixar de abordar as contradições e conflitos existentes. Militante que é, não produziu um trabalho militante, conferindo prudência metodológica e valor científico, que dão à sua dissertação a qualidade de relevante contribuição histórica e cultural.

Ambos estes trabalhos, o primeiro na área das ciências da religião e o segundo, na da comunicação, contribuem para os estudos do espiritualismo brasileiro e merecem ser lidos e referenciados.

Leia a primeira parte da entrevista com o Dr. Luiz Signates:  “O especificamente comunicacional na religião e o estudo do espiriti...”.

 REFERÊNCIAS PARA APROFUNDAMENTO 

* PARTE 1:

HABERMAS, Jürgen. Teoria do agir comunicativo. Vol. 1: Racionalidade da ação e racionalização social. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2012.

LEFEBVRE, Henri. Critique de la vie quotidienne. Vol. I. Paris : L’Arche, 1968.

LUHMANN, Niklas. Sistemas sociales: lineamentos para uma teoria general. Barcelona: Anthropos, México: Universidad Iberoamericana, Santafé de Bogotá: CEJA – Pontificia Universidad Javeriana, 1998.

SIGNATES, Luiz. A sombra e o avesso da luz: Habermas e a comunicação social. Goiânia: Kelps, 2009.

THOMPSON, John. Mídia e modernidade. Petrópolis: Vozes, 2001.

* PARTE 2:

ARAÚJO, Augusto C. D. de. O espiritismo, “esta loucura do século XIX”: ciência, filosofia e religião nos escritos de Allan Kardec (tese de doutorado). Juiz de Fora: Universidade Federal de Juiz de Fora, 2014.

DAMASIO, João. A cidade espírita em Palmelo (GO): Comunicação entre sistemas simbólicos (dissertação de mestrado). Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 2016.

LÉVINAS, Emmanuel. Totalidade e infinito. Lisboa: Edições 70, 1988.

KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: Feb, 2007.

SIGNATES, Luiz. Cisma religioso e disputa simbólica: tensão comunicacional no espir.... IN: Fragmentos de cultura, Goiânia, v. 23, n. 1, p. 39-50, jan./mar. 2013.

SIGNATES, Luiz. Os outros do outro: A noção de alteridade e seus usos pelos espíritas. In: CLÍMACO, Fernando et al. Alteridade: A diferença que soma. Belo Horizonte: INEDE/ABRADE, 2005.

SOBRE O ENTREVISTADO

Luiz Signates é professor associado I da Universidade Federal de Goiás (UFG), junto ao Mestrado em Comunicação e docente efetivo do Doutorado em Ciências da Religião Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). Leciona também nos Cursos de Jornalismo de ambas as instituições. É Pós-Doutor em Epistemologia da Comunicação (Unisinos), Doutor em Ciências da Comunicação (USP), Mestre em Comunicação (UnB), Especialista em Políticas Públicas (UFG) e graduado em Comunicação Social – Jornalismo (UFG). Fundador e membro das Academias de Letras de Goiânia e de Aparecida de Goiânia, fundador e Presidente do Centro de Soluções em Tecnologia e Educação – CENTEDUC; e Sócio-Proprietário do Instituto Signates Consultoria, Pesquisa e Editoração Ltda. Coordena os Núcleos de Pesquisa em Comunicação, Cidadania e Política (UFG) e Comunicação e Religiosidade (UFG). É pesquisador nas áreas de Comunicação e de Ciências da Religião. No campo científico da comunicação, atua principalmente nas temáticas: epistemologia e metodologia da pesquisa em comunicação, comunicação e política, comunicação e religiosidade, comunicação e cidadania, e comunicação e teoria social crítica. Na área de ciências da religião, dedica-se ao estudo do espiritualismo brasileiro, com enfoques antropológico, sociológico e comunicacional.

 

Conheça textos de a href="http://midiareligiaoesociedade.com.br/tag/luiz-signates/">Luiz Antonio Signates Freitas>>> publicados no Mídia, Religião e Sociedade.

SOBRE O ENTREVISTADOR

Ms. João Damasio, colaborador do Mídia, Religião e Sociedade.

João Damasio da Silva Neto é mestre em Comunicação (UFG), graduado em Jornalismo (Faculdade Araguaia), técnico em Sistemas de Informação (CEFET-Urutaí) e ator na Cia. Teatro Ser. Atualmente, é jornalista na secretaria nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Tem interesse em teoria e método da comunicação e estuda na interface com a antropologia da religião, com foco em espiritismo, urbanidade e mito.

 

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