Quanto ao aspecto evolutivo da Doutrina Espírita, acho que o que está fazendo falta é a FACULDADE DE FILOSOFIA ESPÍRITA, que trará:

  • Uniformidade na divulgação da doutrina.

  • Menos palestrantes despreparados.

  • Menos divisões internas.

  • Um critério cientifico de progresso dos livros de Kardec através de teses de Mestrado e Doutorado.

  • Um ambiente fechado para debater novos progressos, antes de vir a público.

  • Diminui as relações pessoais e torna mais logico e cientifico a escolha de ideia ou palestrante.

  • Hoje há muitos argumentos baseados apenas na autoridade de determinado médium ou espirito.



Assim após um curso regular, reconhecido pelo MEC, de 5 anos, onde o aluno toma contato com todas as Doutrinas Filosóficas fará:

  • 3 anos de pós graduação

  • 3 anos de Mestrado

  • 3 anos de Doutorado. ( nesta fase é que está apto a agregar novos descobrimentos numa especialidade que escolheu, porem muitos deixam isto para o pós-doutorado, até aqui apenas reproduzem o que já foi descoberto)



Hoje, na Ciência, somente após  estes 11 anos de especialização, geralmente de tempo integral, é que o pesquisador tem condições de de agregar novos conhecimentos sobre uma área, muito especifica, e geralmente não o faz sozinho sempre é acompanhado por uma equipe multidisciplinar. A maioria apenas repete experiencias já feitas para agregar uma novidade no pós-doutorado.

Nós espiritas nos ufanamos de repetir :

"É preferível rejeitar dez verdades que aceitar uma mentira."

Porém, a Ciência é muito mais restritiva. Caso você apresente, nestes 11 anos de dedicação integral, uma única frase ou formula, na sua monografia, que não está em acordo com o edifício teórico experimental , você será reprovado e não terá condições de agregar uma inovação.

Um médico que cursar a faculdade de filosofia espírita poderá defender tese sobre questões de fronteira a nível de mestrado dentro apenas de sua especialidade como:

  • Engenharia Genética e o espírito.

  • Pacientes em coma.

  • Doenças e Carma.

  • Transplante



Mario Fontes

Reconhece-se o verdadeiro Espírita
pela sua transformação moral,
e pelos esforços que faz para
domar suas más inclinações.
 
(Allan Kardec, ESE., XVII, 4)

  • A Faculdade de Medicina não faz o bom profissional de Medicina.

  • A Faculdade de Engenharia não faz o verdadeiro bom Engenheiro.

  • A Faculdade de Direito não faz o bom profissional de Direito.

  • A roupa, melhor, o hábito não faz o monge.

Analogamente:

A Faculdade de Filosofia Espírita não fará o verdadeiro Espírita.

Muitos, diria cerca de 80% optam por uma faculdade ou profissão por diferentes razões:

  • Os pais ou outro familiar queriam e influenciaram.

  • Ouviu dizer que era facil arrumar emprego nesta area, e que pagavam bem.

  • É o curso da moda e dá Status, sendo facil impressionar o sexo oposto.

  • Resolver algum problema pessoal.

  • Não conseguiu arrumar nada melhor e não aguentava mais fazer cursinho.

  • Curiosidade ( uma vez satisfeita abandonam).

  • O Brasil se sobressaiu no setor e tem mais chances.

Conheço muitos médicos, advogados e engenheiros que se tornaram empresarios da alimentação ou se tornaram políticos e ganham muita mais desta forma, e não conseguem mais retornar a sua profissão que se formaram.

Afirmo que após 30 anos de formado, pouquissimos dos meus colegas continuam trabalhando na area, por diversos motivos, sem contudo terem deixado de serem influenciados para sempre, pela sua titulação de Engenharia, no seu modo de pensar e agir.

Assim vale mesmo vale a pena a Faculdade de Filosofia Espírita, pelas mesmas razões que valem para qualquer outra Faculdade.

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Respostas a este tópico

Caro,
1- Pode ser,mas voce afirma gratuitamente sem nenhum fundamento.
2- A palavra Dogma utilizada na época de Kardec não tem o mesmo significado epistemológico de hoje. JÁ ESCREVI ISTO 10 VEZES.
3´- Há muitas interpretações além da de Kopenhagen que fez o primeiro enunciado da dupla fenda, mas questão que voce tenta desviar é A FÍSICA NÃO EXPLICA TUDO E NEM POR ISTO É INÚTIL COMO VOCE PROPAGA.
4-Foram os fatos espíritas que se apresentaram primeiro e depois a teoria explicativa de forma indutiva característica do MÉTODO TEÓRICO EXPERIMENTAL( JÁ LHE FALEI ISTO ANTES)
5-Preguiça de copia e colar num tradutor. HUMMMMMMMM?????
6-Porque todo conhecimento moderno é assim o fato de estar incompleto não significa que seja inútil.O ESPIRITISMO NÃO ESTÁ COMPLETO.

Amigo Mario Fontes,

        Meu querido, nada que aqui coloco é sem fundamento; vamos aqui nos ater apenas à questão do "livre-arbítrio". Esta resposta ficou muito longa porq nela coloquei trechos de textos que já postei anteriormente aqui.Se vc não se recorda, lembro que mesmo o apóstolo Paulo, que levou a Boa Nova a muitas regiões do mundo então conhecido, afirmou que o livre-arbítrio é uma fantasia ao dizer que “é o Sr que opera em nós, o pensar, o querer e o fazer!”. Se isso não basta, se Paulo não merece credibilidade, Jesus tb fez ver a mesma coisa qdo disse “ninguém vem a mim, se o Pai que me enviou não o mandar a mim”! Se isso ainda não basta, provemos, de outra maneira, que o livre-arbítrio nada mais é do que uma ilusão, pois de onde se originam as escolhas que fazemos? De nossos desejos, de nossa vontade, certo? E de onde se originam os desejos e a vontade? Dos pensamentos elaborados por nossa mente ao observar, avaliar, conceituar o mundo ao nosso derredor, concorda? No entanto, meu amigo, absolutamente nenhum pensamento é verdadeiramente nosso, pois nenhum tem origem em nós mesmos, em nossa mente, em nosso íntimo. Todos eles se originam de algo que ocorre fora de nós (não fora de nós, corpo material, mas fora de nós, corpo espiritual), como eventos, fenômenos, ações e reações. 

 

       Como todos “podemos comprovar”, nem os pensamentos, nem os desejos, nem as vontades e, consequentemente, nem as decisões e as escolhas, são verdadeiramente nossas! Não temos controle ou comando sobre nossos pensamentos e, consequentemente, nem sobre nossa mente, que é ela que elabora e, finalmente, dá forma aos pensamentos. São os pensamentos, a mente, que nos comandam, e não nós a eles e, por isso, fazemos tantas escolhas erradas, mesmo que não queiramos fazer, ou porq nossos pensamentos, tantas vezes desatentos, nos levam a crer que estejam corretas.

 

      Como Jesus (deduz-se de suas palavras), Paulo e outros sábios fazem ver, a psicologia, o estudo, o raciocínio profundo e a pesquisa, também nos mostram que as decisões que fazemos (e as fazemos o tempo todo) não são, verdadeiramente, nossas; que apenas acreditamos que sejam, devido aos condicionamentos que a vida nos impõe desde que abrimos os olhos para ela.

 

      Vamos raciocinar como manda a doutrina. Qualquer ponto que o amigo estranhe ou que esteja confuso, por favor, me informe para que o torne mais claro. Vamos lá: como se formam os pensamentos? Já existem, desde sempre, em nós? Formam-se em nossa mente, espontaneamente, sem motivo? Por nossa vontade? Nós escolhemos os pensamentos que queremos ter, que temos? Fomos nós que escolhemos os pensamentos que neste exato instante povoam nossa mente? Nós mesmos fazemos que nasçam, ou surjam, em nossa cabeça esses pensamentos que temos, que, de repente, sem que os esperemos, surgem e que, mesmo a favor ou contra nossa vontade, permanecem ou vão-se embora, nos perturbam ou nos inspiram, que nos fazem tristes ou alegres, pensamentos de todas as espécies, bons ou maus; puros ou indecentes; de agir de modo solidário ou egoísta,  humilde ou orgulhoso; afinal, qualquer pensamento que seja relativo a qualquer virtude ou a qualquer defeito moral, ou a qualquer coisa que seja? Somos nós que os fazemos?

 

     Os pensamentos têm origem, "nunca "em nós, mas em algo que está fora ou além de nós (além de nós, espíritos; não além de nós, corpo material), em nosso exterior, pois em vibrações de ações ou eventos produzidos fora de nós, exteriormente a nós.

 

      Essas ações/vibrações, que, portanto, não dependem de nós, mas da vida exterior (de formas, imagens, luzes e sombras; de um ruído, um perfume, de um sabor, de uma textura macia ou áspera de uma superfície que tocamos, de uma ação boa ou a má que presenciamos ou recordamos, de palavras que estamos ouvindo ou lendo etc etc), são captadas por nossos canais de ligação com o mundo, os sentidos objetivos (luz/sombra, sons, odores, sabores, sensações táteis etc), ou além dos sentidos para aqueles que possuem sensibilidades mais apuradas, os paranormais.

 

      Essas vibrações, provenientes das ações, ou eventos exteriores, são, pelo nosso sistema neurológico, encaminhadas ao cérebro, que as interpreta (ações exteriores dão lugar a reações interiores; ação = evento exterior; reação = interpretação ou elaboração do processo interior, que dará nascimento ao pensamento como o percebemos); associando-os ou não (associação de ideias) com o que já está arquivado em nossa memória (resultante de idêntico processo anterior), dão origem ao pensamento; este leva ao desejo de possuir, ou não possuir, ser ou não ser, sentir ou não sentir, aproximar-se ou afastar-se daquele evento (ou coisa, objeto etc), ou de eventos semelhantes àqueles percebidos pelos sentidos.

 

      Desse desejo, mais intenso ou menos intenso, nasce a vontade, também, e consequentemente, mais intensa ou menos intensa, de concretizá-lo, isto é, desejo de ter, ser, sentir ou de não ter, não ser, não sentir aquilo que, elaborado através dessas ações e reações, fez nascer o pensamento; da vontade nasce a decisão de ter, ser, sentir, possuir, se aproximar, ou a decisão oposta de não possuir, não ser, não sentir, fugir, e, da vontade, a decisão correspondente que nada mais é que a escolha que, então erradamente, acreditamos e afirmamos que é nossa.

 

      Resumindo: esse processo tem a seguinte sequencia: vibrações de ações exteriores -> captadas pelos sentidos objetivos-> são levadas pelo sistema neurológico ao cérebro-> ai interpretadas e associadas, ou não, com o que já existe na memória-> formam pensamentos-> que dão lugar aos desejos -> que dão lugar à vontade-> que dá lugar à decisão-> que dá lugar à escolha.

 

      Assim, por essa linha de raciocínio e pesquisas, nem pensamentos, nem sentimentos, nem desejos, nem vontades, nem decisões e consequentemente, nem as escolhas, são verdadeiramente nossos.

 

      Assim, Paulo disse, entre outras coisas que se relacionam com este assunto: “É o Sr que opera em nós o pensar, o desejar e o obrar”. E, ainda: “como se tivésseis algum pensamento como se fosse de vós mesmos, pois todos os pensamentos vêm de Deus!”. E mais, para que não estranhemos que sofremos mesmo que as más obras não sejam nossas, pois q não derivam de pensamentos verdadeiramente nossos, Paulo disse: “Não é por vossas obras que sereis salvos, mas pela graça de Deus...!” (Há mais argumentos a respeito).

 

      Como disse acima, Jesus mesmo fez ver a mesma coisa qdo ensinou que as escolhas não nossas ao dizer: “ninguém vem a mim, se o pai que me enviou não o mandar a mim!”, isto é, nem para seguir ou não seguir os ensinamentos de Jesus, a escolha é nossa.  

 

      Me perdoe se ficou meio confuso; por favor, aponte onde não ficou claro para q procuremos tornar mais clara esta explicação.

     

..............

https://www.nbcnews.com/better/wellness/fewer-americans-believe-god...

Menos americanos acreditam em Deus - No entanto, eles ainda acreditam na vida após a morte
por Maggie Fox / Mar.21.2016 / 9:35 PM ET / Updated Mar.21.2016 / 10:04 PM ET
De Stock: Uma mulher reza enquanto o povo atende à última missa na igreja de nossa senhora da paz em New York
: Uma mulher reza enquanto as pessoas assistem à última missa na Igreja de Nossa Senhora da Paz em Nova YorkEDUARDO MUNOZ / Reuters
Poucos americanos dizem acreditar em Deus ou orar regularmente - ainda assim, mais pessoas acreditam em uma vida após a morte, segundo um novo estudo.

É uma coisa geracional, os ultimos mil anos é a geração menos provável para dizer que eles são religiosos ou para levar a Bíblia literalmente, descobriram a equipe da Universidade Estadual de San Diego, da Universidade Atlântica da Flórida e da Case Western Reserve University.

"Nos últimos anos, menos americanos oraram, acreditaram em Deus, tomaram a Bíblia literalmente, frequentaram serviços religiosos, se identificaram como religiosos, afiliaram-se a uma religião ou confiaram em instituições religiosas", escreveu a equipe na revista Sage Open.

"O grande declínio na prática religiosa entre jovens adultos também é uma evidência de que os millennials são a geração menos religiosa na memória e, possivelmente, na história americana", disse o psicólogo Jean Twenge, da San Diego State University, que liderou o estudo.

"O grande declínio na prática religiosa entre os jovens adultos também é uma evidência de que os millennials são a geração menos religiosa na memória e, possivelmente, na história americana"

"O grande declínio na prática religiosa entre os jovens adultos também é uma evidência de que os millennials são a geração menos religiosa na memória e, possivelmente, na história americana"
A equipe analisou o General Social Survey, no qual até 58.000 pessoas são entrevistadas anualmente sobre diversos fatores, incluindo religião.

Eles responderam perguntas como: “Qual é a sua preferência religiosa? É protestante, católico, judeu, alguma outra religião ou nenhuma religião ”e“ Você acredita que existe uma vida após a morte? ”

Eles encontraram grandes mudanças desde os anos 1970 e 1980.

“No final dos anos 80, apenas 13% dos adultos americanos expressaram sérias dúvidas sobre a existência de Deus (escolhendo uma das menos certas opções de resposta, como 'não acredito em Deus', não sei se existe um Deus e eu não acredito que exista alguma maneira de descobrir, 'ou' eu não acredito em um Deus pessoal, mas acredito em um Poder Superior de algum tipo '”, escreveu a equipe.

“Entre os jovens de 18 a 29 anos, 30% tinham sérias dúvidas até 2014, mais que o dobro do que no final dos anos 80 (12%)”.

Menos também acreditam que a Bíblia é a verdadeira palavra de Deus.

"Era interessante que menos pessoas participassem da religião ou rezassem, mas acreditassem mais em uma vida após a morte."

“Em 1984, 14% dos americanos acreditavam que a Bíblia" é um antigo livro de fábulas, lendas, história e preceitos morais registrados pelos homens "em vez da palavra de Deus; em 2014, 22% dos americanos acreditavam nisso, um aumento de 57% ”, escreveram eles.

Em 1998, 49% dos jovens de 18 a 29 anos disseram que eram moderados ou muito religiosos em 1998. Até 2014, este número caiu para 38%.

E enquanto 15 por cento dos adultos disseram que "não eram religiosos" em 1998, 20 por cento fizeram em 2014.

No entanto, 80 por cento dos americanos disseram acreditar em vida após a morte em 2014, contra 73 por cento em 1972-74.

"Era interessante que menos pessoas participassem da religião ou rezassem, mas acreditassem mais em uma vida após a morte", disse Twenge. "Pode ser parte de uma crescente mentalidade de direito - pensando que você pode conseguir algo por nada."

Pesquisas sérias (ONU e outras entidades) demonstram que nos territórios onde o QI é mais elevado, há menos crentes em Deus, e vice-versa: onde é mais baixo, há mais crentes.

Luis incorreto.

Simplificação excessiva e preconceito.

Inteligencia é uma coisa variada e tem muitas faces, não é verdade que os americanos são mais inteligentes, isto é vira-latismo. Tem mais anos de escolaridade em média é mais correto.

A concepção de Deus nas Religiões precisa ser atualizada para algo mais compatível com o conhecimento moderno.

O Espiritismo faz isto!

Mario, 

Não entendi, meu amigo; onde está o preconceito? E quem disse que os americanos são mais inteligentes?!

E observe qto a alguns homens sábios: Einstein, depois que entendeu a física quântica, se tornou ateu; Stephen Hawking morreu ateu. E a terceira religião do mundo em número de crentes, o budismo, tb descarta Deus. Como entender isso?

Por

Lucas Berlanza Corrêa

Para o Jornal de Ciência Espírita

 

 

No dia 14 de setembro de 2017, o pensador brasileiro Luiz Felipe Pondé publicou um vídeo no Youtube comentando uma questão relacionada ao Espiritismo. A questão era: “O Espiritismo é uma filosofia respeitada pelo mainstream filosófico?”. Respondendo prontamente que não, Pondé elaborou seus argumentos de maneira a taxar a doutrina de inconsistente, vazia e desinteressante, algo que, compreensivelmente, incomodou alguns confrades espíritas.

No dia 18, o escritor e expositor espírita Cosme Massi lançou um vídeo na mesma plataforma, propondo-se a responder aos argumentos empregados por Pondé. As respostas de Massi, em linhas gerais, têm nossa concordância, e é alvissareiro vê-lo responder, com respeito e muita cordialidade, a críticas à doutrina, sem recorrer a esperneios histéricos e melodramáticos. Kardec também sabia ser combativo, na trincheira das ideias, quando julgava do interesse da doutrina, consciência que o movimento espírita parece não ter conservado com a mesma intensidade nos tempos que correm, tampouco com a mesma sobriedade.

Animamo-nos, no entanto, em tecer nossas próprias considerações sobre as declarações de Pondé, a quem pessoalmente muito respeitamos e com quem temos muitas afinidades em outras temáticas que aqui não vêm ao caso, por observarmos aí uma oportunidade valiosa para ressaltar certos equívocos corriqueiros na avaliação da doutrina e de seu lugar no mundo. Todos esses equívocos são empreendidos pelos críticos há muito, desde a época da própria sistematização kardeciana, e são hoje reapresentados como novos.

Vejamos, em síntese, as suas afirmações: em sua resposta à pergunta, Pondé sentenciou que o Espiritismo “não é considerado uma filosofia consistente”, sendo “uma forma de crença” nascida “de um sujeito chamado Allan Kardec”, um francês em cujo túmulo “todo mundo que reza é brasileiro” e que era “positivista”. Argumentou ainda que é falha a ideia de que “o Espiritismo é uma ciência” e “só acredita no que é provado”, porque nunca obteve resposta satisfatória dos “espíritas kardecistas” (sic) quanto à famigerada pergunta: por que não provamos “diante de um grupo de pesquisa de céticos que existe essa coisa de reencarnação”? Por que, indaga ele ainda, “as pessoas que curam câncer nos outros não curam nelas mesmas”? Na intenção de sustentar a alegação de inconsistência, Pondé pontuou ainda que a teoria de que “o Espírito está em eterna evolução é legal, porque resolve tudo e não responde nada”, significando que estamos sempre avançando e por isso não conseguimos “resolver os problemas básicos que todo mundo gostaria de resolver agora”.

Pondé disse também que a ideia de que o Espírito é “energia” ou “luz” não resolve “muita coisa”, porque a memória e o senso de identidade se radicam “nos neurônios”, sendo esta uma “versão positivista da velha história de que Deus teria criado almas imortais”. Os Espíritos, para ele, não falam nada “além do que a gente sabe; eles falam de amor, coisas que Buda, o Cristo e esse time todo já falaram”, e o Espiritismo seria, portanto, “uma religião sem ritualística, sem liturgia, sem ritos, sem igreja, e por isso mesmo”, em sua opinião, e aqui vem o que nos parece a cereja mais pitoresca do bolo, “uma religião sem graça” (?). Com efeito, para Pondé, o Candomblé é um sistema de crença em Espíritos muito mais “interessante” do que o Espiritismo, justamente porque teria todos esses elementos.

A primeira verdade que salta aos olhos é a evidente superficialidade da avaliação, resultante, quem sabe, da indisposição de ler o conteúdo daquilo a que se está criticando. Em momento de grande felicidade, Massi recordou, em seu vídeo, a observação de Kardec, na Conclusão de O Livro dos Espíritos, dando conta de que “a crítica só tem valor quando o crítico é conhecedor daquilo de que fala” e “zombar de uma coisa que se não conhece, que se não sondou com o escalpelo do observador consciencioso não é criticar, é dar prova de leviandade e triste mostra de falta de critério”. De fato, é o que se revela a partir da observação sintética dos principais argumentos de Pondé: que ele sequer emprega o vocabulário contido em nossas obras fundamentais ao abordar nossas ideias, o que é falta grave para um filósofo, acostumado a reconhecer a importância do emprego e compreensão adequados dos conceitos, e que Pondé não se dedica nem mesmo a apoiar em quaisquer citações da Codificação as afirmações taxativas de fragilidade interna que atribui ao Espiritismo.

Ao utilizar expressões como “energia” e “luz”, por exemplo, Pondé certamente não está fazendo referência a qualquer texto de Kardec, assim como não o fez ao, em coluna do jornal O Globo do ano de 2005, publicar que o “kardecismo” (sic) “permanece um discurso pararreligioso, um Frankenstein positivista, que tende a assimilar todo tipo de literatura oportunista (energias de todo tipo) e de massa, além de dados imprecisos da indústria da ufologia”. Indubitavelmente, o que Pondé está fazendo, nesses casos, é citar o que “ouviu dizer” ou “viu acontecer” no movimento espírita, com toda a certeza em seus setores cuja atenção aos fundamentos doutrinários está mais amplamente deteriorada e que se afobam de pronto a escravizar o vocabulário espírita, tão coerentemente construído pelo esforço de Kardec em seu diálogo com os Espíritos, a “novidadismos” inspirados em fontes distintas como a física quântica mal absorvida ou uma série de seitas New Age que nada têm com a obra do Codificador.

Isso diz muito, infelizmente é verdade, sobre o nosso movimento, vítima, afoito que só, do acolhimento patológico de todo tipo de “certeza inabalável” alienígena ao sistema espírita. Ao assim agir, abrimos as portas ao ridículo e facilitamos o trabalho de críticos que julgam o “livro” – isto é, a doutrina – pela “capa” – isto é, as pessoas e todo o movimento social que alegam adotá-la como referência de vida.

No entanto, nada disso é justificativa para pessoas sérias como Pondé se furtarem de se aprofundar um pouquinho que seja naquilo que se propõem a comentar; por algum acaso, como intelectual, ele julgaria Platão a partir de quem se dissesse discípulo de Platão hoje em dia? Julgaria Kant a partir de quem se dissesse “kantiano”? Caso fundassem uma “Federação Kantiana Brasileira”, ela automaticamente falaria em nome de Kant e seus posicionamentos seriam tomados como os do filósofo alemão pelos pesquisadores sérios? Não; Pondé, se quisesse ser responsável em sua crítica, se ateria a averiguar o que pudesse haver de substancial ou, como ele mesmo disse, de “inconsistente” – e teria, nesse caso, todo o direito de dizê-lo – nos livros de Allan Kardec, onde o Espiritismo, como sistema e proposta paradigmática e cultural, está estabelecido para a humanidade, e em nenhum outro lugar.

Assim, ele veria que o Espírito Erasto, em sua epístola aos espíritas lioneses publicada na Revista Espírita de outubro de 1861, asseverou ser “melhor repelir dez verdades momentaneamente do que admitir uma só mentira, uma única teoria falsa, porque sobre essa teoria, sobre essa mentira podereis construir todo um sistema que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como num monumento erigido sobre areia movediça”. Enquadra-se nisso a conduta de alguns espíritas e espiritualistas contemporâneos de absorver qualquer suposto ineditismo, inclusive “dados imprecisos da indústria da ufologia” (?)? Não, não se enquadra, e é por aí que Pondé deveria julgar o Espiritismo em si mesmo, já que a proposta de Kardec é precisamente encampar essa cautela rigorosa.

A menção esdrúxula a que o Espírito seria “luz” ou “energia” parece uma reedição da confusão, semeada entre críticos, tanto ateus e agnósticos (turma na qual está Pondé) quanto religiosos tradicionais, dando conta de que o Espiritismo seria “materialista”, porque “materializaria” o Espírito. Isso nos força a relembrar, para não nos estendermos muito nesse tópico, um artigo de junho de 1863, também na Revista Espírita, em que Kardec rebate essa acusação, afirmando que o Espiritismo jamais “confundiu a alma com o perispírito, que não passa de um envoltório, como o corpo é outro envoltório”, conservando, portanto, sua essência imaterial. Sendo “outra coisa”, de outra “essência”, e inclusive oriundo de um “princípio inteligente”, distinto do “material”, não poderia o Espírito ser “luz” ou “energia”, tal como a Ciência utiliza e emprega essas expressões, jamais adotadas pelo Espiritismo para se referir a ele.

Contudo, o próprio Pondé ecoa percepções materialistas, no mínimo negadoras da possibilidade de uma alma individual, ao atribuir a memória e a identidade aos neurônios, porque em tese as perderíamos “se viajássemos à velocidade da luz”. O Espiritismo jamais negou a função dos neurônios ou do corpo físico como mecanismos de expressão da individualidade na relação do ser com o mundo material e jamais negou que o corpo físico – através do sistema nervoso e das sinapses, por exemplo – estabelecesse condicionantes e determinantes para o funcionamento da memória, limitando inclusive a capacidade de o Espírito expressar suas faculdades e experiências previamente adquiridas. Com efeito, isso é um postulado fundamental do Espiritismo, com o qual se explicam inclusive algumas enfermidades mentais. Não implica, de modo algum, que o Espírito, como ser independente da matéria, não exista. O que há aí é o velho erro, também desafiado por Kardec na nota à questão 148 de O Livro dos Espíritos, dos que “no corpo humano apenas veem a máquina elétrica”.

A tese de que o Espiritismo é “inconsistente” porque a teoria da “evolução eterna dos Espíritos” nada resolve, sugerindo que ela incitaria à aceitação passiva e cômoda dos problemas do presente, supondo que tudo pode ser deixado para depois, é outra velha objeção levantada contra a concepção progressiva de reencarnação da doutrina. Mais uma vez, nada de novo. Deixemos de lado, por uma questão de espaço, a afirmação de que a evolução do Espírito é “eterna”, algo muito discutível, considerando-se, por exemplo, que a resposta à questão 169 de O Livro dos Espíritos qualifica o progresso como apenas “quase infinito”.

O que realmente deve pesar para a crítica de Pondé é que, à teoria da unicidade da existência e, portanto, da injusta e desproporcional premiação ou condenação perpétuas da alma com base em feitos de menos de um século de vida terrena – teoria essa que Pondé provavelmente deve julgar, embora não creia nela, mais “interessante” -, o Espiritismo opõe a porta de esperança e justiça da existência incessante de novas oportunidades, espelho indispensável da infinita misericórdia de Deus, sendo por isso convenientemente acusado de exortar à preguiça e à irresponsabilidade.

Exorta o Espiritismo, muito ao contrário, à ação constante e responsável pela melhora individual e coletiva. A essa mesmíssima indagação, na pergunta 95 de O Livro dos Espíritos, responderam os Espíritos que aquele que enxergar na reencarnação uma desculpa para permanecer no mau caminho ou não trabalhar pela própria melhoria ou a melhoria dos que estão à sua volta, adiando, portanto, a concretização de seus propósitos na Terra, “em nada crê, e a ideia de um castigo eterno não o refrearia mais do que qualquer outra, porque sua razão a repele, e semelhante ideia induz à incredulidade a respeito de tudo”. Se realmente um Espírito imperfeito pode pensar dessa forma, “liberto que se veja da matéria, pensará de outro modo, pois logo verificará que fez cálculo errado e, então, sentimento oposto a esse trará ele para a sua nova existência”. Ao que Kardec complementou em nota: “O homem que ocupa uma posição má deseja trocá-la o mais depressa possível. Aquele que se acha persuadido de que as tribulações da vida terrena são consequência de suas imperfeições procurará garantir para si uma nova existência menos penosa”.

Haverá, é claro, os problemas e questões que o Espírito encarnado não conseguirá superar, não conseguirá vencer ou com que terá de se resignar, por estar acima de suas forças modificá-los, independentemente de qual seja a sua crença. Nesse caso, o Espiritismo pode oferecer a ele as bases de convicção para compreender o que se passa e se resignar com o que lhe é necessário; acaso Pondé tem consolação melhor e mais “consistente” a oferecer?

Se o Espiritismo é “considerado uma filosofia inconsistente”, Pondé precisa, primeiro, personalizar a afirmação, apontando quem assim o considera. Uma vez identificado, o autor da pecha tem a obrigação de mostrar que inconsistências são essas. Ao não fazê-lo, lançando a afirmação ao ar e procurando alicerçá-la em desinformações explícitas, fruto de um evidente desconhecimento do tema, é Pondé quem termina por ser o verdadeiro inconsistente.

O convite a que os espíritas provem aos céticos a veracidade da reencarnação e da mediunidade, de que mendiguem a chancela da Ciência natural, dos físicos, dos químicos, dos acadêmicos, dos sábios, também parece ter sido constantemente formulado a Kardec, já que este também tratou do assunto. Não adentraremos em demasia discussões léxicas de Filosofia da Ciência, mais propriamente da competência do Cosme Massi, doutor e mestre na matéria, do que da nossa; contudo, é notório que ao se propor uma “ciência experimental” ou uma “Ciência do Espírito”, o Espiritismo demarcou uma distinção emblemática dessa caracterização, com referência a ele próprio, em relação às demais “Ciências” – termo, aliás, que engendra as mais incessantes discussões, quanto, por exemplo, à qualificação das chamadas Ciências naturais e as chamadas Ciências humanas.

Com efeito, Kardec estabeleceu essa distinção ao dizer, que, se o Espiritismo vem, “a seu turno, fazer o que cada ciência fez no seu advento: revelar novas leis e explicar, conseguintemente, os fenômenos compreendidos na alçada dessas leis” (A Gênese, Cap. XIV, 2), ele, ao mesmo tempo, “não é da alçada da Ciência” (O Livro dos Espíritos, Conclusão, VI) e “a Ciência propriamente dita é, pois, como ciência, incompetente para se pronunciar na questão do Espiritismo” (O Livro dos Espíritos, Conclusão, VI). Isso pelas razões que - entre outras passagens, com essa ou aquela variação - Kardec explica no diálogo com o cético em O Que é o Espiritismo:

“As ciências vulgares repousam sobre as propriedades da matéria, que se pode, à vontade, manipular; os fenômenos que ela produz têm por agentes forças materiais. Os do Espiritismo têm, como agentes, inteligências que têm independência, livre-arbítrio e não estão sujeitas aos nossos caprichos; por isso eles escapam aos nossos processos de laboratório e aos nossos cálculos, e, desde então, ficam fora dos domínios da ciência propriamente dita”. O Espiritismo, portanto, parte de um sistema analítico, debruçando-se sobre uma fenomenologia muito específica, esforço que só se efetiva a partir do momento em que, estudando seriamente seus termos e sua teoria, o observador e experimentador se dispõe a se submeter às condições de viabilidade do fato mediúnico.

Se, contudo, a justeza inerente ao nosso sistema já nos pode convencer de muita coisa pela simples leitura dos nossos livros fundamentais, muitos de nós, espíritas, colocando-nos nas circunstâncias preconizadas por Kardec e pelos primeiros estudiosos da fenomenologia mediúnica, já pudemos testemunhar fatos a ela relacionados, compará-los aos termos e conceitos que estudamos e fazer, livremente, nossos próprios julgamentos. O mesmo procedimento adotaram pesquisadores espíritas e espiritualistas, como o italiano Ernesto Bozzano, com o diferencial de que registraram as deduções que faziam de suas observações. Em certo sentido, embora suas obras tenham uma finalidade mais filosófica, Kardec também o faz, por exemplo, quando se propõe a debater os sistemas explicativos dos fenômenos na pequena Primeira Parte de O Livro dos Médiuns e quando compila a casuística observada em O Céu e o Inferno ou na Revista Espírita.

Por que não fazem os Espíritos algum tipo de espetáculo para exibirem a verdade espírita aos cientistas e aos céticos? Em junho de 1859, comenta Kardec na Revista Espírita: “É um erro pensar que seja necessária a fé”, isto é, nesse contexto, a crença preconcebida em que os fatos são verdadeiros, “mas a boa-fé é outra coisa. Há céticos que negam até a evidência e aos quais nem milagres convenceriam. (...) Ao lado desses céticos endurecidos, há os que querem ver a seu modo. Formada uma opinião, a esta tudo querem submeter, não compreendendo que haja fenômenos que não se submetam à sua vontade. Ou não sabem, ou não se querem curvar às condições necessárias. Se os Espíritos não se mostram tão interessados em convencê-los por meio de prodígios, é que no momento aparentemente pouco interesse têm em convencer certas pessoas, cuja importância não medem do mesmo modo pelo qual elas o fazem. É realmente pouco lisonjeiro, mas nós não governamos a sua opinião. Os Espíritos têm um modo de julgar as coisas nem sempre concordante com o nosso. (...) A eles não cabe descer até nós. Nós é que devemos subir até eles, o que conseguimos pelo estudo e pela observação. Os Espíritos gostam dos observadores assíduos e conscienciosos. Para esses, multiplicam as fontes de luz. Não é a dúvida originária da ignorância que os afasta. É a fatuidade dos pretensos observadores que nada observam e que querem pô-los na berlinda e manobrá-los como bonecos. (...) Aos olhos do observador atento e assíduo multiplicaram-se os fenômenos, confirmando-se reciprocamente, mas aquele que pensa que basta virar a manivela para movimentar a máquina, engana-se redondamente. Que faz o naturalista que deseja estudar os costumes de um animal? Acaso lhe ordena que faça isto ou aquilo, a fim de ter a oportunidade de observá-lo à vontade e conforme as suas conveniências? Não. (...) O simples bom senso nos mostra que, com mais forte razão, assim deve ser com os Espíritos, que são inteligências muito mais independentes que a dos animais”.

Eis. Temos nós, cada um, nossos meios de convencimento, porque, desde os tempos de Kardec, em nossas instituições espíritas ou mesmo em reuniões familiares, soubemos respeitar as condições e demandas, estudamos seriamente o registro teórico construído a partir da experiência de quem, como – e principalmente – Kardec, realizou tais experimentações previamente, e com isso fatos, para não poucos de nós, se produziram aos montes, muito mais do que imaginaríamos. Isso só ocorreu porque não pretendemos inventar a roda; assim se faz em qualquer ramo do conhecimento, em que, para apreciarmos um fato novo, é preciso que nos apropriemos dos termos da ciência ou disciplina que o analisa e elucida.

A acusação de que Kardec é positivista mereceria abordagem prolongada, razão por que vamos apenas pontuar, resumidamente, que não há assimilação razoável com o sistema de Augusto Comte, pois o Espiritismo recepciona a ideia da revelação espiritual e acolhe pressupostos metafísicos rechaçados pelo Positivismo, ensejando inclusive críticas dos espiritualistas da época ao próprio Kardec por ele ter adotado muitos desses pressupostos para construir um sistema geral de pensar, em vez de se ter atido à experimentação.

Sobre a afirmação de que os Espíritos nada dizem de novo, também é arqui-sabido por quem leu qualquer livro de Kardec que a proposta nunca foi fazer por nós o trabalho que nossas perquirições científicas, ensejando-nos ao progresso, devem fazer, tampouco inventar uma nova moral para destronar a cristã. É, isto sim, referendar esta última através da elucidação de leis, calcadas na interação entre os dois mundos, o material e o espiritual, e atestar, pelo contato direto com os que nos antecederam no regresso a este último, a substancialidade das promessas referentes à vida futura.

Também nada diremos a mais acerca da ridícula acusação de que o Espiritismo seria uma “religião sem graça”, de vez que nossa pretensão, como a de Kardec, é buscar a verdade e não agradar às predileções estéticas de Pondé ou quem quer que seja.

Concluiremos procurando responder à pergunta que motivou seus comentários: pertence o Espiritismo à filosofia mainstream? Se pela expressão entendermos a bibliografia do pensamento ocidental, de Platão à contemporaneidade, estudada pelos acadêmicos de Filosofia, à revelia do fato de que a maioria dos grandes filósofos da História jamais frequentou uma universidade nos moldes das atuais, a resposta é realmente negativa, e nisso concordaremos com Pondé.

Contudo, e aqui nos dirigimos apenas aos espíritas, há que atentar para duas coisas. A primeira, a possibilidade de que, estudando e nos aprofundando, com solidez, na proposta cultural do Espiritismo, venham a se multiplicar, no futuro, filósofos espíritas; se superarmos nossos entraves e tropeços, é perfeitamente viável que isso ocorra. Nossa doutrina, muitas vezes nos esquecemos disso, é jovem na escala histórica e ainda tem muito a oferecer ao mundo. A segunda, o fato de que essa proposta cultural não se circunscreve aos âmbitos tradicionais, uma vez que nenhuma filosofia tradicional (ou mainstream), como a de Aristóteles ou a de Hegel, alicerça sua origem em uma fenomenologia mediúnica empiricamente observável, deduzindo sua constituição da dialética com o mundo invisível; também nenhuma Ciência tradicional, oficial, escapa aos laboratórios para descortinar o mundo espiritual, tocar na Metafísica e se elaborar em doutrina filosófica de consequências morais; e nenhum sistema de moral ou nenhuma religião se erige em consequência dos dois elementos anteriores combinados da maneira por que estão orquestrados no Espiritismo.

Temos, portanto, um imenso desafio para o futuro de aproveitarmos devidamente esse manancial e trabalharmos para que exerça todas as suas potencialidades. Já começaremos bem se, ao contrário do que fazem alguns críticos, nos demorarmos um tantinho sobre as páginas preciosas de nosso iniciador antes de pontificarmos nossos achismos como certezas absolutas. 

Novamente, no texto postado pelo amigo Mario Fontes, fala-se em livre-arbítrio; mas onde está esse livre-arbítrio se, conforme o Novo Testamento, o Mestre de Nazaré afirma que mesmo para segui-lo, a escolha não é nossa?! Se o porta-voz da Boa Nova, que levou ensinamentos e exortações sobre ela, a grande parte do mundo então conhecido, Paulo (antes Saulo) também assegura que a escolha não é nossa, com isso mostrando que o livre-arbítrio é nada mais do que uma ilusão, como outros também mostraram e, hoje, afirma a ciência mais avançada deste planeta, ciência que foi formulada por renomados  cientistas, a mecânica quântica? Estariam equivocados Jesus, Paulo e cientistas entre os mais conceituados do mundo? 

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