O Espírito goza sempre do livre-arbítrio. Em virtude dessa liberdade é que escolhe, quando desencarnado, as provas da vida corporal e que, quando encarnado, decide fazer ou não uma coisa e procede à escolha entre o bem e o mal. Negar ao homem o livre-arbítrio fora reduzi-lo à condição de máquina.(LE)

Pergunto  o seguinte: Não existe nada pre-destinado? Não nascemos já com nossos resgates e para isso  as coisas convergiriam para que estivéssemos num determinado lugar, num dado momento. com determinada pessoa?  Como é exatamente  ?

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Afinal, o livre-arbítrio é uma realidade?

      Há tantas dúvidas sobre a existência do livre arbítrio que muitos perguntam: "Existe mesmo?" E outros muitos dizem: "Não será apenas um modo de explicar e justificar os sofrimentos dos homens?" Pois  veem que essa faculdade de escolher livremente é incompatível com a lei de causa e efeito e com a onisciência, atributo que as religiões conferem a Deus.

      Assim, são mutuamente excludentes o livre-arbítrio e a onisciência; se existe onisciência, não existe livre-arbítrio e vice-versa; e são também mutuamente excludentes a lei de causa e efeito e o livre-arbítrio, isto é, se existe a lei de causa efeito não existe o livre-arbítrio e vice-versa.

     Para muitos, o livre-arbítrio nada mais é q uma tentativa (nobre, pois consoladora), de as religiões e filosofias tentarem explicar os, para elas inexplicáveis, sofrimentos do mundo.

     Explicação: como, conforme as doutrinas teístas e deístas, não pode ser Deus o causador do mal ou dos sofrimentos do mundo, chegou-se à conclusão “inescapável” de que o único agente ativo restante (já q Satanás se aposentou), a criatura divina procedente de Deus, do qual, segundo a doutrina (Livro dos Médiuns) nada pode proceder que seja injusto, mau ou ininteligente (de onde será que procedem os espíritos?!), é ela, a criatura divina, a causadora de todos os males do mundo e que, se somos felizes é porq agimos acertadamente; se somos infelizes, é porque agimos erradamente.  
(e não existe sequer uma explicação para o fato de agimos erradamente, isto é, de, tendo o livre-arbítrio, fazermos escolhas erradas).

      Segundo algumas doutrinas, inclusive a espírita, o mal não pode proceder de Deus, mas pode proceder das criaturas que procedem de Deus do qual, conforme contraditoriamente, estranhamente, asseguram, “nada pode proceder q seja mau, nem injusto, nem ininteligente” (DE).

      Então, como diz Kardec, o codificador do espiritismo, o mau uso do livre-arbítrio, ou o fato de fazermos escolhas erradas, é a causa de todos os males e maldades do mundo (exceções; os sofrimentos causados por Deus e os advindos de provas solicitadas e de missões assumidas). No entanto, na codificação não existe qualquer explicação, por mais simples que seja, para o porq usamos mal o livre-arbítrio, isto é, para qual é a causa de fazemos escolhas erradas! Quem terá esta resposta?

      
      Sem dúvida, se o homem age erradamente pode prejudicar a si mesmo e a semelhantes. É isso que vemos no dia-a-dia, desde os mais simples desentendimentos até aos conflitos e guerras as mais cruéis e destruidoras de tudo que o próprio homem construiu, da própria vida e da natureza! E, a partir daí, conforme as doutrinas cristãs, funciona a terrível lei divina de causa e efeito, uma lei moral, q nada tem a ver com a lei homônima da física. 

      Portanto, “podemos” sofrer se agimos erradamente. Mas, será q esse sofrimento está previsto, como afirmam as doutrinas, numa lei divina criada por Aquele que é infinito amor, soberana justiça e perfeita sabedoria, que nos impõe punições (q implicam sofrimentos terríveis, desesperadores e mesmo insuportáveis, como os vemos no mundo, cânceres, deformações físicas, psicológicas, mentais, espirituais etc etc) por usarmos mal nosso livre-arbítrio? Deus, misericordioso, impõe a tantos de seus filhos tão insuportáveis sofrimentos que, a cada ano, cerca de 20 milhões a 40 milhões de irmãos, preferem escolher, em vez de permanecer nesta escola que Ele criou para nosso aperfeiçoamento moral, preferem e decidem ou escolhem dela fugir pela porta do suicídio?! 

      Essa explicação de que nosso sofrimento vem de nossa responsabilidade ou culpa, isto é, que temos de sofrer terríveis e insuportáveis penalidades expiatórias, mesmo que ditas educativas, não se harmoniza com a concepção de um Criador onisciente, onipotente, onipresente e de infinitos Amor, Justiça e sobretudo, infinita Sabedoria! De Deus que, por sua onisciência (se onisciência existe), sabe, desde sempre, o q sua criação de espíritos (criação especial!) fará de certo, ou errado, de terrível e absurdo! Sabe, desde sempre, desde antes de nos criar, quando, onde, como e em que circunstâncias cada um de nós “fará” o certo e o errado, relativamente às suas leis, bem como também sabe o que cada um de nós “sofrerá” devido a seus desacertos. Tanto que, de antemão, criou leis e locais para a expiação de nossos “pecados”.

      Esse Deus não será como o fabricante/criador de brinquedos que, mesmo sabendo, com absoluta certeza, que o brinquedo, por ele "necessitado",  idealizado, desenhado e fabricado/produzido/criado, virá a apresentar numerosos defeitos e, por isso, será extremamente perverso e pervertido, perigoso, destruirá, matará, produzirá tantos e tão terríveis sofrimentos, tragédias e desgraças, mas assim mesmo o produz/fabrica e o entrega às crianças (q são esses outros “zilhões” de brinquedos q, depois de fabricados, também apresentarão terríveis defeitos - q o fabricante/criador desde sempre sabe q apresentarão, pois Ele mesmo os planejou ou idealizou, fabricou e, conforme as religiões, é onisciente?!). 


      Agora, a questão: quando surgem os sofrimentos consequentes dos defeitos dos brinquedos, q o fabricante, ao fabricá-los, sabe com absoluta certeza, q apresentarão, quem é o responsável? O brinquedo ou o fabricante?

      Estranhamente, muitos afirmam q o responsável é o brinquedo e q deve ser punido por isso!  

      Mas, afinal, o que é o livre-arbítrio? Haverá mesmo um livre-arbítrio (ajuizamento, julgamento, decisão ou escolha livre)? Reflitam e verão q todas as nossas escolhas, sem exceção de nenhuma, estão sempre totalmente “presas” àquilo que a escola, do bem e do mal, que é a vida, nos ensina. Nunca decidimos fazer alguma coisa que a escola da vida não tenha já mostrado que é o mais conveniente a fazer.

      Veja um pequeno exemplo de como nossas escolhas nada têm com um “livre”- arbítrio, pois nunca são livres: você caminha por uma estrada que, de repente, se bifurca; por qual das duas vai continuar? Vc não decide ou escolhe num cara-ou-coroa, ou num estalar de dedos. Sempre vc analisa, por mais simples que seja essa analise, qual a estrada a seguir; a mais sombreada, a que tem menos obstáculos, a mais curta. 

      E porque vc faz essa análise? Porque, pelas experiências já adquiridas na escola do bem e do mal que é a vida que Deus nos condenou a viver, vc aprendeu que deve continuar por aquela cuja ponte está intacta, pela mais curta, pela cujo pavimento é melhor etc. Só não agem assim (não analisam) os mentalmente desequilibrados, o que está “fora de si”, o desesperado, dementado, ou o ignorante e, por isso, podem até continuar sua marcha pela estrada pior, ou cometer absurdos, como vemos no mundo. Mas esses não têm controle, não comandam a si mesmos, não raciocinam e, portanto, não são responsáveis pelo q fazem e, consequentemente, aquela lei moral não os atinge. 

      Até para escolher entre guloseimas vc analisa: se seu apetite é grande, a maior; se não, a que lhe parece mais saborosa etc. 

      Portanto, nossas escolhas nunca são livres; estão sempre, sem exceção de nenhuma, totalmente presas ao passado, ao conhecimento, à compreensão anterior, que a vida já nos deu das coisas e do mundo. E se nossas escolhas não são <livres>, como dizer q há <livre>-arbítrio, q nossas escolhas são <livres>?! Todas as escolhas que fazemos, todas as decisões que tomamos estão “totalmente” <presas> ao nosso passado, ao conhecimento que já nos foi ministrado pela “escola do bem e do mal”, q é a vida e, assim, portanto, nunca escolhemos <livres>. Podemos mesmo dizer que é a vida que escolhe por nós.

      Do mesmo modo acontece em todos os aspectos da vida individual ou coletiva. Sempre, qualquer decisão ou escolha (mesmo para as provas de uma nova vida, como diz a doutrina espírita), depende do conhecimento q já temos devido as experiências anteriormente adquiridas. 

      Nunca escolhemos livremente. Para qualquer escolha, das mais simples e sem consequências danosas, como a escolha da cor de um lápis, às mais complexas e de conseqüências imprevisíveis e perigosas, como nos matarmos, matar um desafeto ou declarar uma guerra, não as fazemos por livre vontade ou livre escolha, mas pelo q as experiencias/lições da vida já nos ensinaram qual é o melhor ou mais conveniente a fazer naquelas circunstâncias. 

      Talvez, por isso o apóstolo Paulo tenha afirmado: “É o Senhor que opera em nós o pensar, o querer e o fazer”. Como conseqüência dessas palavras, se nem pensamento, nem desejos, nem o q fazemos são responsabilidade nossa, nossas obras também não são. Tanto q Paulo (talvez para q ninguém estranhasse q sofremos mesmo q as obras más não sejam verdadeiramente nossas) ainda disse: “Não é por vossas obras que sereis salvos, mas pela graça de Deus”.

      Nesse mesmo sentido, mestres e sábios afirmam: “aquele que pensa que escolhe é imaturo; está ainda no jardim da infância das coisas do espirito e, dificilmente, chegará à graduação universitária!”.

      Jesus, também, trouxe ensinamentos nesse mesmo sentido, qdo disse: “ninguém vem a mim se o Pai que me enviou não o mandar a mim”, com isso afirmando que, até mesmo pra seguir os ensinamentos de Jesus a escolha não é nossa, e a filosofia da ciência moderna, quântica,  afirma: "a escolha não é nossa!".

 

      O quem podem os amigos, que já estudaram profundamente esse assunto, dizer sobre isso? 

.

.

 Em 15 de maio de 2014, nossa irmã Tina Bastos questionou: "Não existe nada pre-destinado? Não nascemos já com nossos resgates e para isso as coisas convergiriam para que estivéssemos num determinado lugar, num dado momento, com determinada pessoa? Como é exatamente?"


     Tina Bastos, tenho poucas dúvidas de que pelo menos o cenário existencial já foi predeterminado por nós com o aval e a orientação dos programadores de nossa reencarnação, não havendo outra explicação para contingências tão díspares tais como condições físicas, financeiras, sociais, familiares, etc. A natureza de nossas provas já provém de nossa liberdade de escolha por merecimento. Da mesma forma, eventos de percurso também devem obedecer a uma programação atualizada por nossos mentores, pois nossa existência terrena é por demais curta para comportar acontecimentos aleatórios e sem propósito.
     Nosso livre arbítrio, presente na autoria do projeto reencarnatório, continuaria na sua execução, cabendo-nos agora cumprir ou não os compromissos assumidos.

Bem existe para mim, duas fases na minha vida, uma antes de conhecer a Doutrina, e uma após DECIDIR conhecer mais sobre ela...!!! Então eu acredito que nada é por acaso, tudo tem seu propósito , e que pela misericórdia de Deus, temos sempre uma nova chance de tentar fazer melhor , tudo o que erramos em outras existências...!!! antes eu pensava que podia ser castigo , não lembrarmos de nada do que viemos fazer, e com quem iriámos nos envolver, mais basta continuar seguindo um pouco mais, e orando, que podemos perceber a benção do PAI MISERICORDIOSO E ZELOSO, que é conosco, já disse o Mestre Jesus, " NÃO FICARÁ UM CENTIL, SEM SER COBRADO..! ", 

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