Sempre me questionei sobre a veracidade das comunicações ditas, inconscientes. Talvez isto aconteça por eu me lembrar de todas as comunicações através da minha mediunidade. Difícil de controlar, às vezes, mas sempre me recordo. Pelo menos nunca me disseram que um determinado espírito falou algo que eu não me lembre. Fico, até feliz com isto. Que bom eu manter o controle sobre as comunicações. Encontrei este esclarecimento em minhas pesquisas na internet. Diante disto gostaria de relatar o início desta conversação. Pois acredito que muitos tem esta dúvida e podemos todos nos beneficiar com as trocas de experiências e conhecimentos. 

"Em uma reunião de estudos em nosso Centro, estudavamos a mediunidade, quando nos deparamos com uma série de controvérsias, pois estava escrito em certa Apostila que na verdade não existe Médium Inconsciente. Pesquisamos no Livro dos Médiuns, e Kardec, fala em médium natural ou inconsciente, Divaldo e José Raul Teixeira, no Livro Diretrizes de Segurança, afirmam que existe médium inconsciente, e que eles são responsáveis pelas manifestações. Ai ficamos com mais dúvidas ainda, pois se alguém é inconsciente, como pode ser responsável pelos seus atos?

A questão da consciência ou inconsciência do médium diz respeito ao fato deste ter ou não conhecimento de seu concurso para a produção do fenômeno espírita. Sabemos que para a produção desse tipo de fenômeno é indispensável o concurso de um médium, isto é, de um espírito que esteja ligado à matéria, a quem caberá doar fluidos animalizados necessários à consecução do fenômeno. Em O Livro dos Médiuns, Kardec nos fala de manifestações físicas espontâneas, que se operam sem que o médium que serve de instrumento esteja consciente deste fato. É um exemplo
do que o Codificador chamou de médium natural ou inconsciente.

Foram desses tipos de fenômenos que se utilizaram os Espíritos com o objetivo de chamar a atenção da humanidade para as suas manifestações. Com elas se iniciaram as pesquisas do Prof. Rivail que deram origem a essa magnífica obra que estudamos. As irmãs Fox não tinham conhecimento de suas mediunidades, mas, nem por isso,
deixavam de servir como instrumento mediúnico dos espíritos comunicadores. Eram, portanto, médiuns inconscientes. Quanto à afirmação dos dois insignes Autores citados, seria preciso se verificar em que contexto foi ela efetuada. Podem eles ter se referido à consciência do médium quanto ao conteúdo da comunicação mediúnica, ou seja, quanto ao fato de o médium ter ou não conhecimento do teor da mensagem da qual está servindo como intermediário. Com efeito, conhecemos os fenômenos de psicografia e psicofonia mecânicas, por exemplo. Em ambos os tipos de comunicação, o médium não tem conhecimento do conteúdo da mensagem. Somente pode ficar sabendo dele posteriormente. Pode-se dizer, nestes casos, que o médium está inconsciente quanto ao teor da mensagem, mas não quanto à produção do fenômeno. Nestes casos, o médium é responsável, sim, pela comunicação, embora sem conhecer o seu conteúdo, pois cabe-lhe a decisão de consenti-la ou não, de dar ou não passagem ao espírito comunicante. Agora, nos casos de fenômenos inconscientes propriamente ditos, aqueles em que o médium sequer sabe que está sendo utilizado, nos parece que não se lhe pode atribuir qualquer responsabilidade. Pode, até, acontecer que o médium desconheça ser possuidor dessa aptidão ou, até mesmo, da existência desse fenômeno. Fonte: http://cvdee.org.br/duv_resptexto.asp?cat=01&id=467 "

Alguém tem alguma coisa para acrescentar a respeito? Pois encontro, em apostilas sobre a mediunidade, informações que não fecham com O Livro dos Médiuns. E acredito que esta seja uma delas. Um abraço.

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Respostas a este tópico

Explicar sobre mediunidade inconsciente...ainda não me explicaram à contento...Mas valeu o esforço...

Luis, antes de responder essas perguntas, você deveria questionar se temos ou não o livre-arbítrio, ou se nós somos capazes de tomar decisões ou não, pois são a partir das respostas à essas perguntas, que seus questionamentos se baseiam.

Rosangela, entendo que a mediunidade é uma faculdade de senso percepção, que difere de acordo com a organização física de cada um. Por isso, penso que se você não experimentou de uma comunicação dita como mediunidade inconsciente, não precisa se preocupar, pois o tipo de mediunidade não iria mudar em você.

Significa que eu não teria como responder a respeito do que não sinto e o que não se passa comigo? Quando alguém me perguntar sobre mediunidade inconsciente eu deverei, então, dizer a esta pessoa: "Se isto acontece contigo e tu não sabe como manter o controle sobre tua mediunidade, por ela ser inconsciente, procure estudar as causas?"

Poderás responder assim enquanto não entender a resposta.

Já foram expostas algumas respostas, mas pelo que percebo, você ainda não compreende. O mais indicado seria um estudo cauteloso de O Livro dos Médiuns.

Contei a experiência com minha avó, pois ela também tinha uma mediunidade inconsciente, enquanto minha mãe, tem uma mediunidade consciente.

No caso particular de minha família, notamos que minha avó possuía uma elevação moral e espiritual maior do que minha mãe, por vários motivos. Minha avó, mesmo em manifestações inconscientes com espíritos sofredores, tinha um controle sobre esses espíritos, muito maior do que minha mãe tem, com sua mediunidade consciente.

Na mediunidade inconsciente, o médium não participa de forma ativa e consciente do fenômeno. Se for psicografia, não percebe o conteúdo do que escreve, se for pscofonia, não se intera do conteúdo das palavras e por vezes, fica em um estado como um sono profundo, sem perceber o momento em que inicia e ternina a fala.

Isso não quer dizer que esses médiuns inconscientes são joguetes das vontades dos espíritos, pois através da elevação moral, pode, em espírito, impor limites às ações dos espíritos.

Além disso, por ser inconsciente, menor é a influência que pode ser exercida entre a ideia do espírito e a do médium.

Entendo. Então esta pessoa que se mediuniza, na rua, e só acorda quando está dendro de uma loja, sendo acolhida, é protegida pelos irmõazinhos espirituais para não ser, por exemplo, atropelada? As pessoas que saem de casa dirigindo seu carro e vão até o supermercado, mediunizados, e só acordam em casa, sem lembrarem que fizeram este trajeto, sabem o que estão fazendo, como espírito? É possível, então, viver paralelamente em duas dimensões? 

Quanto a estudar, cautelosamente, "O Livros dos Médiuns", acredito que, todas as pessoas que perguntei a respeito de mediunidade inconsciente, até hoje, também não o fizeram. Só temos a contribuição de Divaldo e Raul Teixeira, no Livro Diretrizes de Segurança. Mas eles não citam de onde tiraram em "O Livro dos Médiuns" esta dedução.

Hilton...Fiz a seguinte pergunta no Programa Ponto a Ponto, que foi transmitida no canal 5 da RAE...

Quando alguém se mediuniza, inconscientemente, isto é, não lembra de ter emprestado o "corpo físico" para manifestação mediúnica, está em duas dimensões?

Ela respondeu que o perispírito do médium se acopla ao perispírito do espirito comunicante. E que neste tipo de mediunidade a pessoa tem que procurar uma casa espírita, se evangelizar e estudar...

Então está será minha resposta para aqueles que me dizem ter este tipo de mediunidade...

Rosangela, todo médium é capaz de controlar a mediunidade de manifestações, sendo consciente ou inconsciente.

Você deve ter a experiência disso. Pergunto: as comunicações por seu intermédio se dão sem que você tenha consciência do que ocorre? Você não se concentra para que o espírito se manifeste? Ou em alguns casos, um espírito sofredor não se manifesta em um momento de desequilíbrio no seio familiar?

Quando se diz mediunidade inconsciente, falamos do momento da manifestação, ou seja, do período em que o médium está sendo instrumento da mensagem. Nesse momento o médium fica inconsciente, enquanto outros como você, ficam conscientes.

No entanto, a manifestação só ocorre com a "permissão" do médium, ou seja, não teria como um espírito se manifestar durante uma caminhada na rua. Neste caso, se algum espírito quisesse se manifestar, antes de acontecer, o médium perceberia a presença e teria o controle de ceder a manifestação ou não.

Presenciei esse tipo de situação muitas vezes.

Minha avó, conversava por um telefone público, com a filha que morava em outra cidade. por vezes, quando a situação da filha estava complicada por problemas da vida, minha avó, em pensamento fazia uma oração para que as entidades sofredoras se afastassem da casa da filha e fossem assistidas pelos bons espíritos. Muitas vezes era necessário que o espírito sofredor se manifestasse através da minha avó, que depois de encerrar a ligação, ficava de certa forma, ligada ao espírito, aguardando que chegassem no local apropriado para o trabalho de manifestações do tipo.

Logicamente, estou falando de um caso onde o médium tem o mínimo de contato com o espiritismo. Quando não se tem, certamente deverá procurar auxílio, pois poderia ceder à vontade do espírito, sem entender o que acontece com ele.

Pode ter certeza que esse tipo de situação pode acontecer com médiuns que não conhecem nada de espiritualidade.

Obrigada pela tua contribuição Hilton. E tenha paciência com a tua mãezinha por ela não ter o controle sobre a sua mediunidade. Parabéns pela tua vozinha. E continue estudando para auxiliar uma e valorizar a outra. Uma precisa do teu amor. E a outra merece o teu amor. Deus te ilumine sempre por teres tanto apreço a tua familia. Paz e Luz amadinho.

"No mínimo há 20 anos não nascem mais médiuns inconscientes". Tem fundamento esta colocação de Norberto Peixoto. Pois sabemos que na época das mesas girantes, por volta de 1850, foi necessário que a mediunidade de efeitos físicos surgissem, para chamar a atenção do mundo científico para a comunicabilidade dos espíritos desencarnados. Por volta de 1930 começaram as obras psicografadas por Chico Xavier...Então a Mediunidade de Psicografia se estende até hoje. Se analisarmos bem, os livros psicografados estão dando lugar a livros de estudos e pesquisas. Um exemplo são os livros de Richard Simonetti que na sua maioria não são psicografados. A Mediunidade de Intuição é a mediunidade do futuro que já está se fazendo muito presente nos dias atuais. Os trabalhos "mediúnicos" estão cedendo, cada vez mais, lugar a grupos de estudos e palestras de esclarecimento e consolo. E isto está acontecendo, também, nas casas espiritualistas, que buscam os estudos das Obras Básicas de Kardec, juntamente com autores da linha de pesquisa da Umbanda como o próprio Norberto Peixoto, por exemplo. O Livro dos Médiuns não é mais um livro atual e está servindo como base de pesquisa e, até, se tornando histórico. Pois passaram-se um século e meio da sua publicação. É interessante que outros livros do segmento "doutrinário" e de outros segmentos, como a linha da umbanda venha contribuir para melhores esclarecimentos. Está aí. Este vídeo de Norberto Peixoto não desmente as obras de Kardec. E sim complementa...Vale à pena assistir https://www.youtube.com/watch?v=IA25YA5efMk

No meu entendimento existe três tipos de mediunidades consciente, semi-inconsciente, inconsciente, na consciente o médium ele vê, ouve tudo que o guia está realizando, e ao contrário do que se pensa muitos médiuns conscientes não tem domínio, muitos veem o guia agindo só que não conseguem interferir, na semi-inconsciente, o médium não consegue se lembrar de todo o processo, podendo lembrar alguns trechos e ainda bem confusos, já tivemos experiência de lembranças até mesmo distorcidas que não ocorreram, inconsciente é muito rara, é quando o médium simplesmente não lembra de nada. Costumo dar um exemplo que acho bem interessante para o melhor entendimento, O do Motorista e do Passageiro.

Vamos lá: imagine que o carro é o corpo do médium, o motorista o guia, e o passageiro é o médium. Numa viagem onde o passageiro (o médium), vai conversando com o motorista (guia), vendo as paisagens que vão passando pela sua janela, onde ele tem plena consciência do que o motorista está fazendo chamamos de Mediunidade Consciente, mas lembrando que o passageiro não interfere na condução do carro. Outra situação: O motorista vai guiando o carro, mas tem um certo momento na viagem, que o passageiro vai se cansando e adormece durante uma boa parte do percurso, alguns momentos da aquela olhadinha pela janela, mas está muito sonolento e volta a dormir, lembrando apenas de alguns trechos, chamaremos de Mediunidade Semi-Consciente. Outra situação: é quando o passageiro, já no início da viagem, confia plenamente no condutor, e só acorda no final da viagem a essa chamaremos de Mediunidade Inconsciente. Todo médium na grande maioria das vezes começa no processo consciente podendo com o tempo ir ganhando confiança e mudando de estado passando para uma mediunidade semi-consciente, outros permaneceram a vida inteira como conscientes. Na minha opinião são estágios de um bom acoplamento espiritual, se o médium interfere radicalmente provavelmente não estava bem acoplado ou simplesmente estava sugestionado não estando em estado de acoplamento espiritual.

Eu particularmente sempre falo que o estado de mediunidade consciente é o estado que o médium mais aprende com seu guia justamente por estar vendo e ouvindo tudo. Só que alguns médiuns não muito idôneos podem fazer disso um problema principalmente quando não respeitam o sigilo de um atendimento.

Então, na psicologia, o inconsciente é outra coisa. O que o espiritismo atribui o nome de animismo. Outra questão que eu tenho dúvidas. Onde termina o animismo e onde começa a mistificação?

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