PARA OS MONTES

"Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes." - Jesus. (MATEUS, capítulo 24, versículo 16.)

Referindo-se aos instantes dolorosos que assinalariam a renovação planetária, aconselhou o Mestre aos que estivessem na Judéia procurar os montes. A advertência é profunda, porque, pelo termo "Judéia", devemos tomar a "região espiritual" de quantos, pelas aspirações íntimas, se aproximem do Mestre para a suprema iluminação.

E a atualidade da Terra é dos mais fortes quadros nesse gênero. Em todos os recantos, estabelecem-se lutas e ruínas. Venenos mortíferos são inoculados pela política inconsciente nas massas populares. A baixada está repleta de nevoeiros tremendos. Os lugares santos permanecem cheios de trevas abomináveis. Alguns homens caminham ao sinistro clarão de incêndios.

Aduba-se o chão com sangue e lágrimas, para a semeadura do porvir.

É chegado o instante de se retirarem os que permanecem na Judéia para os "montes" das idéias superiores. É indispensável manter-se o discípulo do bem nas alturas espirituais, sem abandonar a cooperação elevada que o Senhor exemplificou na Terra; que aí consolide a sua posição de colaborador fiel, invencível na paz e na esperança, convicto de que, após a passagem dos homens da perturbação, portadores de destroços e lágrimas, são os filhos do trabalho que semeiam a alegria, de novo, e reconstroem o edifício da vida.

(XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, Verdade e Vida. Pelo Espírito Emmanuel. 28.ed. Brasília: FEB, 2009. Capítulo 140.)

 

O grande benfeitor Emmanuel, mais uma vez brinda-nos com uma interpretação profunda acerca do Evangelho de Jesus, demonstrando a maneira de como devemos estudar os ensinos do Mestre Galileu. Numa atenção mais cuidadosa vamos perceber que Emmanuel em quase todas as suas análises acerca dos textos tanto do Velho como do Novo Testamento, procura sempre extrair o “espírito da letra”. No texto em questão, numa interpretação literal, poderíamos imaginar que Jesus estava apenas indicando uma rota de saída terrestre para aqueles que estavam na Judéia naqueles momentos que antecederam sua crucificação em Jerusalém.

Mas a mensagem de Jesus não era destinada ao pó da Terra, que um dia irá desaparecer, daqui á alguns bilhões de anos, consoante as leis físicas. Hoje, com o auxílio da Doutrina Espírita, mediante as “chaves” que Ela nos oferece, podemos abrir a “porta” do Evangelho, objetivando a ampliação do entendimento acerca dos ensinos de Jesus. Embora a mensagem de Jesus tenha um cunho universalista, ela atinge individualmente a cada coração, que irá “ver” e “ouvir” a partir dos elementos que já detém.

Assim, conforme a mensagem, aqueles que já sentem e vibram com os ensinos e a exemplificação de Jesus, sintonizados e comprometidos com Sua proposta, representada pela “Judéia”, devem manter-se confiantes em relação ao momento de renovação planetária por que passa a humanidade. “Fugir para os montes” não significa deserção do campo de batalha, que se insinua primeiramente na intimidade da cada indivíduo, mas buscar, com alegria a elevação de nossos padrões mentais, o que nos garantirá sempre a escolha mais sensata frente aos desafios que a vida nos oferece.

Eurípedes Mariano

Tags: Emmanuel, Renovação Planetária.

 

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Respostas a este tópico

Mais do que nunca é preciso estudar o Evangelho, sobre a luz da doutrina espírita, nada mais sábio do que seguir os ensino de EMMANUEL, rota segura e iluminada para nos conduzir ao monte.

       

      Olá, amigo Eurípedes, me permita comentar o texto q vc nos trouxe com a msg de Emmanuel:

      Texto:...E a atualidade da Terra é dos mais fortes quadros nesse gênero. Em todos os recantos, estabelecem-se lutas e ruínas. Venenos mortíferos são inoculados pela política inconsciente nas massas populares. A baixada está repleta de nevoeiros tremendos. Os lugares santos permanecem cheios de trevas abomináveis. Alguns homens caminham ao sinistro clarão de incêndios. Aduba-se o chão com sangue e lágrimas, para a semeadura do porvir.

      Conf: mas sempre o mundo foi assim! O mundo sempre foi um abismo de desamor, de atrocidades, imoralidades etc. Nada está acontecendo agora q já não tenha acontecido antes!

      Texto: É chegado o instante de se retirarem os que permanecem na Judéia para os "montes" das idéias superiores. É indispensável manter-se o discípulo do bem nas alturas espirituais, sem abandonar a cooperação elevada que o Senhor exemplificou na Terra; que aí consolide a sua posição de colaborador fiel, invencível na paz e na esperança, convicto de que, após a passagem dos homens da perturbação, portadores de destroços e lágrimas, são os filhos do trabalho que semeiam a alegria, de novo, e reconstroem o edifício da vida.

      Conf: a doutrina, sensatamente, aconselha q raciocinemos para entende-la melhor. Vamos raciocinar: todos, religiões, religiosos, filósofos etc ensinam “o q fazer”; mas somente “o que fazer”, nunca o “como fazer”, sem o qual nada adianta saber “o que fazer”!! Nesse texto de Emmanuel acontece a mesma coisa: tb está apenas “o que fazer”: “fuja para os ‘montes’ das ideias superiores, mantenha-se discípulo do bem, continue cooperando como Jesus ensinou” etc, como em outros está: “seja bom, seja humilde, perdoe sempre, não seja egoísta, nem imoral, elimine os desejos baixos, encha seu coração de amor e de pensamentos elevados etc etc; mas, e “como fazer isso”? Como deixará o egoísta de ser egoísta, o orgulhoso de ser orgulhoso, o perverso e pervertido de ser assim? Como eliminar os desejos baixos e substitui-los por elevados? Quem tem essa receita?

      Eurípedes:... “Fugir para os montes” não significa deserção do campo de batalha, que se insinua primeiramente na intimidade da cada indivíduo, mas buscar, com alegria a elevação de nossos padrões mentais, o que nos garantirá sempre a escolha mais sensata frente aos desafios que a vida nos oferece.

      Conf: aqui cabe exatamente a mesma pergunta anterior: e “como” é q se faz isso? Basta querer e pronto?! Sabemos q não é assim! Onde está o ensinamento de “como fazer”, em qual religião, em qual mestre ou ser elevado?

      Abç.

..............

Prezado Luis,

Não existe uma fórmula do “como” fazer. As experiências, quando bem aproveitadas, vão dotando-nos de novas possibilidades. A Lei Divina está escrita em nossa consciência. A vivência destas experiências, mesmo que não sejam integralmente aproveitadas, irão, aos poucos, abrindo janelas de nossa casa mental. Porém isso se dá de maneira individual “ A cada um segundo suas obras”.

Paulo de Tarso, numa de suas epístolas vai dizer que: “quando não se sabe o que é lei, o que se faz é lei”.

Portanto, no íntimo sabemos o que temos de fazer: o Bem. Mesmo que façamos de maneira equivocada, o que importa é a intenção; é a vontade. Nós aprendemos com o erros. Á medida que vamos qualificando-nos com as experiências, o “como fazer” também se amplia.

Abs

Euripedes Mariano.

Olá amigo Eurípedes, 

      Euripedes disse: Não existe uma fórmula do “como” fazer.  As experiências, quando bem aproveitadas, vão dotando-nos de novas possibilidades.

      Conf: meu amigo, vc, "em parte", tem razão; mas posso lhe afirmar q essas experiências não virão devido ao fato de alguém seguir esta ou aquela religião ou filosofia, de praticar a ética q elas recomendam, de exercitar gestos de amor, de ajudar, de perdoar, amar, abençoar, de crer em Deus e de que tudo ele fará para nosso bem; mas poderão vir, isto sim (apenas poderão, pois nunca há total certeza), de uma profunda compreensão resultante de uma tb profunda observação de o q é a vida; q todos, humanos e não humanos, sem exceção, sofrem, e q o mundo, com todas suas ciências, medicinas, tecnologias, psicologias, filosofias e religiões não tem a solução para fazer cessarem esses sofrimentos.

      Do q vc colocou, agora tenho de lhe perguntar: de que adianta q a lei divina esteja escrita em nossa consciência se não temos acesso a ela, se ela está escondida, oculta à nossa percepção?   E qual é a 'vivência' dessas experiências q, aos poucos, abrem as janelas de nossa casa mental? Vivência de que? Que tipo de vivência? Praticar o amor, a caridade? Pois mesmo q pratiquemos a vida inteira manifestações de amor, de caridade, de sacrifício pelos demais, isso não significa que as janelas de nossa casa mental tenham sido abertas, pois poderão estar fechadas com trancas ainda mais pesadas do q estavam antes dessas manifestações de ajuda ao próximo! Sinceramente, não entendi!

      E quanto a essas palavras: “quando não se sabe o que é lei, o que se faz é lei”? O amigo pode nos dar uma ideia do q seja isso?

      E de q adianta dizer ou saber q “no íntimo sabemos o que temos de fazer: o Bem”. Olhe o mundo! É isso q todos fazem? E pq não fazem se a lei está nas consciências?

      Me perdoe tantas perguntas. Até já me perguntaram se meu teclado só tem ponto de interrogação; mas, a intenção é tentar entender a doutrina do mesmo modo como muitos a estão entendendo. Ter uma fé raciocinada.

      Abraços.

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