Escrito por Pierre Weil   

 Texto extraído do livro 'A Morte da Morte')


 


Diferentes definições vêm sendo dadas ao longo de sua história. Podemos dizer, genericamente, que ela trata do estudo de consciência em que se dissolve a aparente fronteira entre o "eu" e o mundo exterior, em que desaparece o que chamamos de pessoa e surge uma vivência que está além. Daí vem a designação "transpessoal", já utilizada por C.G. Jung em sua obra, tendo o termo "psicologia transpessoal" sido oficialmente adotado nos Estados Unidos, em meados de 1969.


Esse estado de consciência, segundo a cultura ou fase da história da humanidade, é designado de diferentes maneiras, entre as quais experiência mística, nirvana, estado de Buda, Reino do Céu, satori, iluminação, experiência transcendental, samadhi, consciência objetiva, consciência cósmica, sétimo céu, experiência oceânica, êxtase, realização suprema...


Esse estado de consciência não é apenas atributo de grandes místicos, santos e sábios, como Krishna, Buda, Jean de la Croix, Tereza d'Ávila, Rama Krishna, Baal Schen Taw, Ramana Maharishi e tantos outros, mas também de outras pessoas, do passado e mesmo contemporâneas que por razões diversas não revelam suas experiências a ninguém. Trata-se de um estado resultante de práticas ascéticas ou religiosas, vivenciadas também por agnósticos e materialistas.


Podemos realmente falar de "consciência", "estado", "experiência" para designar um processo ou fenômeno no qual justamente o experimentador "desaparece", fundindo-se'com a experiência e seu objeto? Trata-se certamente de vivência. Sim, mas vivenciada por quem?


Reside neste ponto certamente a principal razão do silêncio daqueles que hesitam em revelar ou descrever suas experiências: a inefabilidade dessa vivência encontra-se além de conceitos. Eis a razão do emprego da metáfora, da arte e da poesia.


Esse é o terreno que a ciência moderna tenta esclarecer pela psicologia transpessoal. Qual é a natureza dessa experiência ou dessa vivência? Como atingi-la? Por que atrai os maiores físicos contemporâneos? Por que estão médicos, psicólogos e psicoterapeutas de renome participando cada vez mais desses encontros? Qual é o significado e quais são os benefícios que a humanidade usufruirá da psicologia transpessoal?


As considerações que se seguem permitem-nos uma melhor compreensão da definição do objeto da psicologia Transpessoal:


  • Podemos considerar a psicologia transpessoal como um ramo do conhecimento humano, mais particularmente da psicologia.

  • Consiste numa pesquisa experimental e experiencial da natureza da realidade vivida como um "ir além da dualidade espaço interior/espaço exterior", além dos limites do pensamento conceitual inerente à pessoa humana.

  • Estuda e evidencia o caráter relativo da vivência da realidade, em função dos diferentes estados de consciência, no qual tenta identificar a natureza essencial a partir da vivência do estado de consciência cósmica ou transpessoal.

  • Permite ao homem revelar o mistério da limitação do ser na sua manifestação humana, fazendo-o viver sua não dualidade, graças à superação da aparente oposição do pessoal ao transpessoal, do mundo relativo ao mundo absoluto.

  • Por meio da metanóia retira o homem dos sofrimentos da paranóia projetiva de seus fantasmas.

  • Dissolve as fronteiras projetadas no espaço pelo espírito limitado do ser humano.

  • Por sua visão holística, a psicologia transpessoal é o ponto de encontro da ciência, da arte, da filosofia e da mística. Neste último caso, ela aglutina as religiões, evidenciando a origem única, apesar das divergências teológicas, ocidentais ou orientais.

  • Na vida prática cotidiana, mostra ao homem os caminhos e métodos que permitem o acesso ao transpessoal dentro do "pessoal", por meio da descoberta do "mestre interior".

  • Oferece assim ao homem, a todos os homens e mulheres que desejam e praticam os métodos próprios a um desses caminhos, a verdadeira liberdade e alegria de viver, pelo despertar dos valores inerentes ao ser; a sabedoria indissociável do amor para todos os seres.

  • Podemos enfim afirmar que a psicologia transpessoal é possuidora de um enorme potencial terapêutico, pois permite transformar as formas destrutivas de energia, como o ódio, a possessividade, o orgulho competitivo, o crime e a inveja, em harmonia e paz para cada ser humano e para toda a humanidade.

  • Para melhor orientar os interessados no aspecto subjetivo em termos semânticos, precisaremos as diferenças existentes entre a psicologia transpessoal propriamente dita, o adjetivo transpessoal e o substantivo transpessoal.

  • A psicologia

    transpessoal é um ramo da psicologia que estuda particularmente o estado transpessoal da consciência. - Entendemos por transpessoal, tomado como adjetivo aquilo que subsiste, que é quando desaparece o fenômeno ou a aparência da pessoa. Ou seja, transpessoal é o que fica por trás das máscaras da pessoa, dos seus condicionamentos, além da cultura.
  • Para melhor orientar os interessados no aspecto subjetivo em termos semânticos, precisaremos as diferenças existentes entre a psicologia transpessoal propriamente dita, o adjetivo transpessoal e o substantivo transpessoal.

  • Tanto é que falamos hoje da educação transpessoal, da psicoterapia transpessoal e da terapia transpessoal. Por educação transpessoal compreendemos o conjunto dos métodos que permitem descobrir ou revelar o transpessoal dentro do ser humano..


    Por psicoterapia transpessoal entendemos o conjunto os métodos de tratamento das neuroses pelo despertar do transpessoal, e das psicoses pela exteriorização do transpessoal semipotencializado.


    Por terapia transpessoal designamos o conjunto dos métodos de restabelecimento da saúde pela progressiva redução da ilusão da existência de um "eu" separado do mundo.


    Como veremos adiante, todos esses métodos são praticamente equivalentes.


    • O substantivo transpessoal se emprega no mesmo sentido do adjetivo, tal como definimos anteriormente. Como tema ou objeto, falamos, por exemplo, do estudo do transpessoal, do surgimento do transpessoal na vida cotidiana, da Associação transpessoal Internacional etc.


    Por psicoterapia transpessoal entendemos o conjunto os métodos de tratamento das neuroses pelo despertar do transpessoal, e das psicoses pela exteriorização do transpessoal semipotencializado.


    Finalmente, podemos dizer que, como a vivência transpessoal é uma vivência holística na qual o ser humano se re-des-co-bre como ser, o transpessoal é um neologismo sinônimo de ser. Como vivência holística, a dicotomia pessoal/ transpessoal é ao mesmo tempo superada e incluída no que chamamos comumente de "experiência" transpessoal.

    Doutor em Psicologia pela Universidade de Paris - Reitor da Universidade Holística Internacional de Brasília)


     

    Pierre Weil

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Respostas a este tópico

Ótimo!

Muy buen articulo para explicar lo Transpersonal.

Les paso aquí tb un articulo mio sobre la Psicología Transpersonal.

Ps

ALGUNAS APRECIACIONES ACERCA DE LO TRANSPERSONAL 

la psicología transpersonal es un abordaje reciente que surgió en Estados Unidos a partir del Movimiento del potencial humano (Humanista), tornándose conocido como cuarta fuerza después del behaviorismo, psicoanálisis y la psicología humanista.Sus estudios se fundamentan en varias áreas del saber ampliando así, el conocimiento acerca de la naturaleza humana. De hecho lo Transpersonal se vale de los recursos de la psicología occidental pero integra enseñanzas y prácticas de la filosofía oriental con el objetivo de catalizar en el sujeto metas transpersonales.La experiencia transpersonal es todo un fenómeno, que traspasa los límites yoicos. De hecho el termino “trans” se refiere a lo que va “mas allá” de lo personal, “mas allá” de los limites de espacio-tiempo.Lo transpersonal ve al Hombre en sus aspectos biológicos, psicológicos y espirituales interconectados en la red social y cósmica, de ahí su visión holística de la vida.Integra los estados modificados de conciencia y en su praxis, evidencia y reconoce estados superiores como potenciales insustituibles de cura, transformación y evolución humana. Por tanto, lo transpersonal no es solo un modelo de la personalidad, sino una cartografía de la conciencia humana, donde la personalidad es solo un aspecto y no necesariamente el más importante.Una de las contribuciones más significativas de la investigación moderna sobre la conciencia, ha consistido en una visión completamente nueva de la psique humana que reconoce “nuevos reinos” además de los reconocidos por la ciencia tradicional. Mientras que el modelo tradicional de la psiquiatría y el psicoanálisis es estrictamente personalista y biográfico, la investigación moderna sobre la conciencia ha agregado nuevos niveles, reinos y dimensiones, que muestran la psique humana como esencialmente conmensurada con la totalidad del universo y la existencia (Grof, 1985).En referencia a estos nuevos datos, podemos entender al “Movimiento Transpersonal” como resultado de los esfuerzos para ajustar la Psicología occidental al paradigma emergente, en ese sentido la Psicología Transpersonal no puede ser considerada un sistema o una teoría completa, pero si una “revisión” de la propia psicología occidental.La noción de totalidad de la conciencia estratificada en varios niveles llevó a la elaboración de un sistema exploratorio específico del campo transpersonal. Tales teorizaciónes  son entendidas como el esfuerzo para comprender todas las experiencias implícitas del continuum, inconciente-conciente de la psique humana.En relación a lo anterior consideramos la “Psicología Espectral” desarrollada por Ken Wilber, (Wilber, 1977), la mas clara exposición de los aspectos multidimensionales de la conciencia.Básicamente la psicología espectral reconoce las siguientes dimensiones o niveles:- Nivel del Ego- Nivel Biosocial- Nivel Existencial- Nivel Transpersonal- Nivel de Unidad.Este constructo propone para la comprensión del espectro,  una teoría integradora que utilice los conceptos y el lenguaje de varios sistemas de pensamiento,  psicológicos y filosóficos.Se sobre-entiende que los abordajes teóricos, en general se concentran en aspectos fragmentados de la realidad y de ese modo sus premisas no pueden ser generalizadas o aplicadas para el espectro entero de la conciencia, pues cada sistema teórico en particular puede ser visto como mas correcto o apropiado para enfocar un determinado nivel de conciencia o realidad.Esta amplitud conceptual dota a la orientación transpersonal de un instrumental teórico eficiente para comprender todas las experiencias del “espacio interior”.Las experiencias relativas al Self personal o a la realidad inmanente pueden ser descriptas por sistemas psicológicos, sin embargo las experiencias de “expansión de la conciencia” o experiencias relacionadas con aspectos “trascendentes” pueden ser mejor descriptas por filosofías o practicas de búsqueda espiritual de diferentes culturas.Es preciso destacar a la Psicología Analítica de Jung, la Psicología del Ser de Maslow y la Psicosintesis de Assagioli entre otras,  como escuelas pioneras en dar relevancia a los aspectos transpersonales de la experiencia humana.Al proponer la integración de los insights de las escuelas psicológicas con los principios de la “filosofía perenne”, hace al abordaje transpersonal una teoría holística de la conciencia, contribuyendo así a dar una perspectiva de totalidad del ser humano,  y su aplicación práctica ayuda al hombre en el proceso de integración de si mismo a través de la conexión de sus niveles personales y transpersonales de su naturaleza.Los conceptos de la psicoterapia transpersonal están fundamentados en la visión holística de la realidad y corresponden a necesidades culturales y científicas de un “nuevo paradigma” de las ciencias.Para ajustar a la psicoterapia a ésta nueva visión, el abordaje transpersonal redefinió los conceptos básicos de salud y enfermedad. La salud holística se preocupa por el bienestar de la persona total no limitada a tratamientos de manipulación sintomática específica. Este concepto está basado en la suposición de que, cuerpo, mente y espíritu, forman una unidad indivisible, y que el desequilibrio en uno de estos niveles, causa los síntomas o la enfermedad. La salud integral requiere el equilibrio entre el hombre total y los varios sistemas “mayores” con los que interactúa, el ambiental, lo socio-económico y lo cósmico.Las técnicas utilizadas en el contexto psicoterapéutico transpersonal, RESPIRACIÓN, RELAJACIÓN, BIOFEEDBACK, ENSUEÑO DIRIGIDO, TRABAJO CON SÍMBOLOS, INCUBACIÓN DE SUEÑOS, VISUALIZACIONES DIRIGIDAS, TRABAJO CORPORAL, ETC.Las técnicas tienen por objeto despertar las fuerzas curativas inherentes al organismo humano de modo que sigan su tendencia natural , promoviendo el equilibrio y la armonía .El papel del terapeuta es crear condiciones que incentiven la auto-reacción del organismo para facilitar la sanación. Se debe tener en cuenta que el potencial humano es teóricamente infinito y que a priori es imposible determinar cual es el punto máximo de desarrollo y autoconocimiento al que un paciente puede llegar, creemos que el proceso de cura es ilimitado.Esta postura terapéutica pone énfasis más en los aspectos sanos que patológicos del paciente, así como enfatiza lo experiencial en tanto técnica que a lo meramente verbal.

 

 

                                                           Pablo Martínez Mena                                                      Psicólogo clínico-Psicoterapeuta                                                         

icoterapia Transpersonal

EL CONOCIMIENTO DEL ALMA TERAPIA DE VIVENCIAS PASADAS 

 

La terapia de vidas pasadas es un abordaje holístico y transpersonal que usa la regresión de memoria para su cometido. Esta técnica (regresión de memoria), puede ser usada para aliviar y superar problemas de los más simples, como el hábito de fumar o comer compulsivamente, hasta dificultades serias de relacionamiento, fobias, trastornos sexuales, enfermedades psicosomáticas, etc. Trata niños desde 8 años hasta individuos en edad avanzada, siempre que estén aptos para relacionarse con el médico o psicólogo que ejecuta la actividad. El proceso consiste en retroceder y conocer etapas anteriores de su vida u otras vidas. En esa fase el sujeto vivencia solamente experiencias traumáticas, pues son las que determinan el comportamiento difícil de la vida actual. Durante todo el tiempo la persona está en un estado alterado de conciencia, pero alerta a lo que sucede. Se debe alcanzar un profundo relajamiento (no un transe hipnótico), donde nivelamos las funcionalidades derechas e izquierdas del cerebro. La finalidad es revivir los síntomas y agotar las emociones negativas que incomodan. Se parte del principio de que los síntomas están asociados a experiencias marcantes del pasado, que por ser recuerdos no siempre muy agradables, son reprimidos por la conciencia. Se puede reprimir el recuerdo desagradable pero no la carga afectiva asociada a él. Esa emoción inherente al hecho, al ser reprimida, permanecerá latente, esperando la oportunidad para manifestarse cuando la persona se encuentra en una situación semejante a la que originó el trauma, que será proyectado en esa nueva situación. Así surge el síntoma. El objetivo de la terapia es rescatar el hecho olvidado y reprimido. Una vez alcanzada la conciencia de los hechos, el síntoma desaparece, pues el paciente reconoce que la situación que se presenta como conflictiva, no es más que una proyección de valores antiguos en la realidad actual o sea: el paciente aprende a reorganizar sus emociones. Se trata de una terapia espiritualista  que cree en la inmortalidad del alma, y en una ley de causa y efecto. De cualquier manera, la creencia o no en la reencarnación no invalida los resultados y eficacia del proceso, que siempre culmina en reducción de síntomas. Muchas personas no se contentan con tan sólo resolver los problemas puntuales, el solo acceso al conocimiento de sus otras vidas, les permite conocer otra realidad: la metafísica. La experiencia les muestra que pueden existir independientemente del cuerpo físico, del tiempo y espacio. La identidad permanente, se reconoce como algo indiviso, unitario, que nada tiene que ver con el “yo”, “la personalidad” o el cuerpo físico. Esa identidad la llamamos: “yo superior”, “conciencia”, “monada”, o “alma”, no importa el nombre que le demos. Este conocimiento trae como resultado un crecimiento del individuo que se orienta hacia los aspectos superiores del Ser, con un interés creciente por aprehender su propia espiritualidad (valores universales-inconciente colectivo). Busca las respuestas en su interior y no fuera en el mundo de las formas, de lo ilusorio y material. La sabiduría primordial que está en nuestro interior (inconsciente colectivo-Arquetipos), se revelará a través de símbolos iniciadores, analogías de fábulas y/o mitos, relacionados con nuestra evolución ancestral, aspectos colectivos de la humanidad, apareciendo tanto en los sueños como en ensueños de las sesiones terapéuticas. En esta etapa la persona comienza a dejarse guiar por la intuición, la voz del “Alma”, más que por la racionalidad. Se encuentra así el significado real de la vida, los desafíos para enfrentar en esta encarnación, la responsabilidad por nuestros problemas; somos capaces de enfrentar los aspectos más oscuros de la personalidad (sombra); concomitantemente despierta un fuerte sentimiento humanitario por los aspectos comunitarios. Intereses propios decrecen para nivelarse a las necesidades colectivas; es el comienzo de la manifestación del alma. Se mejoran los vínculos que empiezan a sustentarse no en intereses y necesidades únicamente materiales, sino en la perspectiva espiritual, en una nueva manera de mirar e interpretar el mundo. El proceso es un camino de autoconocimiento; despertamos de la fascinación del mundo de las formas y percibimos otra realidad más allá del mundo sensible. El recurso psicoterapéutico de la regresión desbloquea los conflictos originados, ya sea en edades tempranas, en el nacimiento, la matriz materna o en vidas anteriores. Con el conocimiento de las encarnaciones tomamos el impulso para des-identificarnos del “YO” para que el “si mismo” (ser, alma) se manifieste, diferenciado, reorganizando y unificando toda la personalidad de la psique total. Los recursos empleados son: la imaginación activa (Jung), el ensueño dirigido (Desoille), la proyección simbólica iniciada (Leuner), reactivación de sueños (Assagioli), etc. Podemos usar técnicas complementarias, como los sistemas florales del Dr. Bach, flores y esencias del Pacífico para equilibrar ritmos y resonancias del “Ser”, con el cuerpo físico, emocional y mental. Fundamentalmente más que solucionar los problemas que nos aquejan, éste camino permite encontrar el significado a todo lo que nos pasa, nos hace responsables, pudiendo discernir entre lo ilusorio y lo real; aceptamos lo denso y oscuro de la personalidad, transformándolo en aspectos más integrados y saludables, crecemos en conciencia hacia una perspectiva holística, transpersonal y transdisciplinaria. En el caso de enfermedades terminales, este abordaje aliado a la homeopatía, puede traer resultados increíbles, ya que ambos sistemas curan a través del principio de la semejanza. El conocimiento y la aceptación de nuestros aspectos oscuros (errores), permite entender la situación y así impulsar un proceso de cambios, de manera que el veneno que enferma se transforma en agente de sanación. Es un camino que debemos recorrer solos; el terapeuta solo debe guiar los primeros pasos y ser un acompañante lo más agradable posible durante ese recorrido que siempre presenta muchas dificultades; pero el esfuerzo para sortearlas nos permite acercarnos a la meta. Entonces descubrimos la abundancia divina y el beneplácito de ser parte del Amor Universal. Así es de inescrutable el conocimiento y el camino del Alma.                                                         Psic. Pablo Martínez Mena

 

 

-Chadwick Gloria. “Descobrindo suas vidas passadas“. Rio de Janeiro,

                                Record, 1998.

-Dethlefsen Thorwald. “A regressâo a vidas passadas como método

                                       De cura”. Sâo Paulo, Pensamento, 1976.

-Fiore Edith. “Você Jâ viveu antes”.Rio de Janeiro, 1978.

-Mc. Clain Florence. “Guia practica de la regresion a vidas passadas”

                                    Madrid, 1986.

-Wambach Helen. “recordando vidas passadas”, Sâo Paulo,

                                Pensamento, 1978.

La experiencia simbólica en psicoterapia y el estado crepuscular. 

La macro-cultura occidental ha enfatizado unilateralmente el conocimiento racional, reforzando funciones psíquicas como la percepción sensorial y el pensamiento,  propias de nuestra cultura patriarcal, relegando funciones como la intuición y la afectividad al dominio matriarcal.

 

El hombre actual ha descuidado, ampliamente, la interioridad, los elementos intuitivos y emocionales como fuente de conocimiento y de riqueza experiencial.

 

La psicología analítica ha realizado un importante aporte a la teoría del conocimiento, al establecer un puente entre el conocimiento intelectual-conceptual y el conocimiento inmediato y experiencial de  la vida, el cual siempre puede ser conceptual izado. C. G. Jung estableció que los procesos afectivos, intuición y emoción ; como la capacidad de percibir y crear a través de los símbolos, son modos básicos del funcionamiento psíquico humano, tanto como lo es el conocimiento por la percepción a través de los órganos de los sentidos o por la elaboración del pensamiento.

 

El ser humano no puede escapar a su propio logro. “Ya no vive solamente en un puro universo físico, sino en un universo simbólico. El hombre no puede enfrentarse ya en la realidad de un modo inmediato, no puede verla como si dijéramos, cara a cara. La realidad física parece retroceder en la misma proporción que avanza su actividad simbólica” ( Cassirer, 1967).

 

Lo simbólico se nos devela como una dimensión especifica de lo humano. “El hombre que busca el sentido de su existencia y crece de esa búsqueda una filosofía, solo a través de la vivencia de la realidad simbólica reencuentra el camino de retorno a un mundo en el cual ya no es extranjero” (Jung, 1977).

 

“Imágenes, símbolos y mitos no son creaciones irresponsables de la psique, responden a una necesidad y cumplen una función: poner al descubierto las modalidades mas secretas del ser” ( Mircea Eliade, 1979).

 

Symbolon-symballein, “reunir, lanzar juntos”, la etimología nos permite comprender que símbolo es reunir imagen y sentido, es decir develar por detrás de la imagen visible y objetivable, un sentido oculto y profundo.

 

Lo importante es vivenciar el símbolo, es decir , dejar tocarnos emocionalmente por el.

 

El estado crepuscular facilita la experiencia, y el estar en contacto con el de una manera vivencial y emocional. Si bien por un lado hay símbolos que se nos imponen en determinadas situaciones de la vida, imágenes simbólicas, fantasías, sueños, por otro lado hay también una actitud simbolizadora. Simbolizar significa develar un sentido en una situación concreta. De ésta manera lo cotidiano concreto, tendría siempre un lado oculto enigmático, un lado prospectivo que apunta al futuro. La actitud simbolizadora es una actitud humana general. Por ejemplo, cuando estamos delante del mar, inicialmente lo percibimos a través de nuestros sentidos y también nos damos cuenta de nuestras emociones  o sentimientos. Luego nuestra conciencia se amplifica cuando el mar no es solamente agua sino que nos trasmite una experiencia de “infinitud” o de “inmensidad”.

 

Según Jung, las imágenes, los sueños, los símbolos, provienen del sí-mismo (selbst, identidad última, alma). “Solamente es con el sí-mismo como encontramos una realidad psicológica que corresponde francamente a la ‘moral abierta’, la de la aspiración pura. Además hemos recordado la definición que fue dada de la vocación: la voz del sí-mismo haciéndose oír del yo. Es decir que el sí-mismo eleva con respecto al yo una exigencia esencial. Basta con acordarse de la historia de las grandes vocaciones para ver hasta que punto se siente con o sin razón, desgraciado y culpable de obedecer a mil “ voces” , propias o figuradas que llaman a su destino” (Charles Baudouin, 1950).

 

El estado crepuscular equivale a un estado de “entre mundo”, es estar conciente pero casi sin resistencia a los contenidos de lo inconsciente, entonces el sí-mismo puede emerger en imágenes que adquirirán el valor de símbolo cuando nos involucremos en la experiencia. Cuando esto sucede: “.....las intuiciones y las aspiraciones de orden superior (artísticas, filosóficas, científicas, espirituales), los imperativos de orden ético, los impulsos para actos desinteresados o heroicos. Es el origen de los sentimientos mas elevados tales como el amor altruista, es el origen del genio, de los estados de contemplación, de iluminación y éxtasis. En éste estado surgen las funciones psíquicas superiores y las energías espirituales” (Assagioli, 1970).

Posted 21st October 2010 by Pablo Eduardo Martínez 

EXPERIENCIAS “ESPIRITUALES” EN PSICOTERAPIA 

Una mirada desde la psicología transpersonal.

 

El término “espiritual” en su significado más amplio, se refiere a la experiencia humana empíricamente observable y no solo a las experiencias tradicionalmente “religiosas”, sino también a aquellos estados de conciencia y funciones de la actividad humana que tienen como denominador común los “valores espirituales”, además de los valores éticos, estéticos, heroicos, humanitarios y altruistas.1

 

Una de las contribuciones más significativas de la investigación contemporánea sobre la conciencia, al paradigma cartesiano de la ciencia, es una imagen completamente nueva de la psique humana. Mientras que el modelo tradicional de la psiquiatría y del psicoanálisis, es personalista y biográfico, la investigación actual sobre la conciencia ha agregado nuevos “niveles” o “reinos” que muestran a la psique interconectada con la totalidad del universo y toda la existencia humana, (Grof, 1975)

 

Estos nuevos datos nos han permitido recuperar ideas ancestrales provenientes de las culturas tradicionalmente religiosas y se han integrado a los conceptos de la ciencia.

 

De esta manera surge la psicología transpersonal, no como un nuevo modelo, ni como una nueva teoría de la psique, sino como una “revisión” de la psicología occidental incluyendo la investigación de siglos de las tradiciones orientales.

 

En su praxis, la psicoterapia transpersonal usará los recursos de la psicología occidental y de las disciplinas de “búsqueda espiritual” tanto de occidente como de oriente.

 

La noción de totalidad de la conciencia, estratificada en varios niveles, llevó a la creación de un sistema exploratorio específico del campo transpersonal.

 

Dentro de ésta área (de exploración, investigación), se considera la Psicología Espectral desarrollada por Ken Wilber 2 la representación mas clara de la psique multidimensional.

 

La amplitud conceptual de ésta orientación, permitió desarrollar un instrumental teórico eficiente para comprender todas las experiencias del “espacio interior”. Así las experiencias relativas al Self personal o a la realidad inmanente pueden ser descriptas por sistemas psicológicos, mientras las experiencias de expansión de la conciencia o relacionadas a la dimensión trascendente, son mas adecuadamente descriptas por filosofías o tradiciones religiosas.

 

1 Maslow. A. El hombre autorrealizado: Hacia una psicología del ser. Bs. As: Troqvel, 1985.

 

2 Ken Wilber. La conciencia sin fronteras: Aproximaciones de oriente y occidente al crecimiento personal. Págs., 21- 30. Barcelona, E. Kairós, 1993.La psicología analítica de Jung, la psicología del ser de Maslow y la psicosíntesis de Assagioli son consideradas como enfoques pioneros del campo transpersonal por que incluyen las dimensiones, inmanente y trascendente en el continuum de la conciencia humana.

 

Maslow nos decía que la naturaleza transpersonal es parte del desarrollo normal humano, cuando ésta dimensión está bloqueada, impide que la creatividad y la intuición de los niveles espirituales afloren, entonces la persona enferma, es decir la patología surge por ignorar o bloquear los aspectos saludables.

 

Elizabeth E. Mintz (1983), durante 30 años de práctica clínica ha investigado las semejanzas entre los aspectos paranormales y transpersonales de la psicoterapia:

 

“Las semejanzas entre algunos aspectos de las experiencias esquizofrénicas y de las experiencias místicas son tan contundentes que algunos clínicos realmente consideran el misticismo como una esquizofrenia pero otros ven la esquizofrenia como un misticismo deturpado y mal comprendido”.3

 

Las técnicas usadas en psicoterapia promueven experiencias en niveles no ordinarios de conciencia, esas experiencias son principalmente simbólicas y serán descriptas en la charla desde S. Grof, (1995)4

 

Assagioli, R, (1988), habla del esquema (simbólico) ascenso-descenso como camino característico de la realización humana y lo identifica con lo relatado en la “Divina Comedia” de Dante. El significado simbólico central de esta obra es una psicosíntesis completa. O sea el recorrido hacia Dios pasa primero por el descenso al infierno y luego por el ascenso. En la búsqueda de uno mismo nos encontramos con Dios.5

 

Cencine(1999)6, La experiencia mística sería justamente, “la experiencia de lo que Dios realiza en nosotros”.

 

La aceptación de uno mismo, tal como cada uno es y ha sido en la vida, es fundamental, es decir, la aceptación de los aspectos positivos placenteros como también y sobre todo de los aspectos negativos desagradables y resistidos, es una condición ineludible para madurar y crecer espiritualmente. No hemos sido educados para tratar con el mal, pero integrar el mal no significa hacerlo, sino como dice San Pablo: “hago el mal que no quiero”. La metahistoria muestra que la integración del mal conduce a la conciencia superior.

 

Así lo transpersonal utiliza lo personal y lo transfigura otorgándole un sentido superior.

 

Según Berta (2003)7, la metahistoria no existe sin la historia, esa transfiguración a la que aludía anteriormente es un movimiento, un cambio, una metamorfosis que caracteriza a la metahistoria existencial, y sucede cuando previamente se ha integrado la historia personal, no en un “mas allá”, sino en un “mas acá” propio de la “conversión interior”, es un nuevo estado de conciencia producto de la Metanoia.

 

Pablo Martínez MENA Psicólogo clínicomartinezmenapablo@gmail.com

 

 

3 Mintz, E. The psychic thread. p.158. New York, Human Sciences Press, Inc, 1983.4 Grof, S. Psicología Transpersonal: Nacimiento y trascendencia en psicoterapia. p. 115-160. Barcelona, E. Kairós, 1994.5 Assagioli, R. Psicosíntesis: Manual de principios y técnicas. Sao Paulo, Cultrix, 1997.6 Cencine, A. Psicología del encuentro con Dios. Bs. As., Paulinas, 1999.7 Berta, M. Metahistoria: En torno a una anécdota ejemplar. Montevideo, Colección psicoterapia abierta, 2003.

Muito bom o artigo...esclarecimentos nuca são demais.

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“Alegria de Viver”, com Rogério Alencar em Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas

23 fevereiro 2020 de 9 a 10:15
“Alegria de Viver”, este será o tema da palestra do pesquisador e orador Rogério Alencar de Colatina-ES, no próximo domingo 23 de fevereiro de 2020, na Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas. Rogério é natural de Petrópolis-RJ, radicado a muitos anos em Colatina, está como dirigente do Centro Espírita Vicente de Paulo, localizado no Bairro São Vicente em Colatina e…Ver mais...
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Posts no blog por LUIZ CARLOS DUARTE FORMIGA

AMAS O BASTANTE/

¿AMAS LÓ SUFICIENTE?  Com esse título, o autor comenta uma passagem do Evangelho, onde Jesus pergunta três vezes: “Simão, filho de Jonas, amas-me?“ (João, 21:17)Espera é resposta de Abgail no livro “Paulo e Estevão” de Emmanuel . Esperar foi o que fez a mãe de Gregório no livro “Libertação”, de André luiz. Ambos psicografados por Francisco Cândido Xavier.Paciência parece ser fundamental para se conseguir chegar ao objetivo específico. Pode ser necessário esperar, em alguns casos, a mudança do…Ver mais...
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os pae curtiu a postagem no blog Falsas cartas mediúnicas na era de Facebook (Jorge Hessen) de Codificador do Paracleto
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Maria da Glória Ferreira Ragazzi curtiu a postagem no blog Carnaval - não há outra disposição que não seja o da abstinência espontânea do folguedo (Jorge Hessen) de os pae
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Carlus Martel curtiu a postagem no blog Falsas cartas mediúnicas na era de Facebook (Jorge Hessen) de Codificador do Paracleto
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Amauri A. L. Silva curtiu a postagem no blog Comparação de PATRIZIA GARDONA
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LUIZ CARLOS DUARTE FORMIGA comentou a postagem no blog Suicídio. Quando ... de LUIZ CARLOS DUARTE FORMIGA
"Por que não cometeu suicídio? Outros o fazem depois de aborrecimentos ligeiros. Diante das dores pessoas religiosas e/ou espiritualizadas parecem possuir vantagens, como Jerônimo Mendonça. Foi um gigante…"
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