Queridos companheiros de jornada espírita, lanço aqui uma sugestão que ao meu ver nunca foi discutida entre nós adeptos dessa maravilhosa Doutrina de Esclarecimentos. Os outros "movimentos religiosos" (católicos, evangélicos, protestantes, testemunhas de jeová, e etc) "VELAM" seus entes queridos, e, mesmo quando encarnados nunca deram sequer uma singela rosa a esse ente querido, já no velório abarrotam o ambiente com dezenas e até centenas de bouquet de flores, sem falar das inúmeras velas acessas, e chamam isso de "VELÓRIO". Peço aqui a vocês uma sugestão de um nome apropriado para esse momento em que nós vamos precisar "velar" um ente querido, já que não usamos velas e outros adereços, que nome poderíamos dar a esse momento??? Favor respoderem com suas sugestões e espero que algumas delas sirvam para mim, ou para vocês, quem sabe?

Grato!

Carlos José Pretti Leal

Exibições: 5933

Anexos

Responder esta

Respostas a este tópico

Façamos uma breve pausa pra compreender as horas que se passa com o cadáver antes de levá-lo à tumba.

O nome que se pretende designar este período é o que se propõe nesta discussão.

1º: os familares q ficam é que manifestam suas opiniões de como deverá ser realizada esta cerimônia; a menos que o desencarnado tenha já feito sua escolha e é respeitado ;

2º:  suponhamos que o responsável titular seja espírita, e o morto houvesse sido católico, deve-se respeitar a crença deste, e os aparatos serão de acordo com a religião que comungava; 

      se o morto foi espírita e seu familiar responsável também é espírita, e aquele vai para o velório municipal, o termo a ser usado continuará o mesmo, pois, a cultura já se estabeleceu e não vai ser mudada. Os conhecidos e desconhecidos de todas as crenças irão comunicar o desencarne da pessoa dizendo que esta está sendo " velada" em tal velório, etc e tal. Os meios de comunicação divulgarão o desencarne de forma tradicional, com os termos tradicionais; duvido que algum meio de comunicação que não seja estritamente espírita usará o termo "desencarne "e que o corpo está sendo "xxxxxx" no " xxxxxxx"de tal cidade ou endereço , sem usar as palavras convencionais.  Em cidades interioranas, usa-se comunicar o desencarne de alguém através do rádio local da seguinte forma: a  família de fulano de tal participa o seu "falecimento". O corpo está sendo " velado" no velório municipal, ou na residência , ou na Igreja tal,ou no Centro Espírita, ou na Câmara  de onde seguirá para o cemitério tal onde será sepultado a tal hora. 

É exatamente pra este momento que estamos aqui tentando ajustar os termos espíritas ao trivial de todos nós, que é a passagem desta pra o lado de lá. Digo, trivial, porque é o nosso feijão com arroz; todos vamos ter que engolir esta situação gostemos ou não.

3º Espírita não gosta de dizer que tem rituais,mas dentro de uma casa espírita há um ritual a ser seguido nos trabalhos, ou não? São normas? Mera nomenclatura? Por acaso o cremar o corpo não segue um ritual, seja qual for, onde se reúnem pessoas que choram e se entristecem pelo familiar ou amigo?

4º É muito complexo querer mudar uma situação consolidada no tempo e no espaço.

E, digo mais, é raríssimo um membro espírita ser "velado" numa Casa Espírita. Este tem q ter pertencido à panelinha daqueles que merecem tal honraria, da mesma forma que é o que acontece com alguém que vai ser velado na Câmara, na Igreja seja esta qual for. É uma discriminação que não vai ser eu ou quem lê este que vai mudar. Até na morte há as diferenças sociais, os preconceitos, as amizades influentes.

Peço desculpas pelas minhas palavras um tanto quanto duras, mas sinceras e verdadeiras. Eu já passei por todas estas situações, e posso falar de cátedra.

Seria até pernóstico eu sendo espírita falar com pessoas que "não" professam a minha crença, com termos espíritas, como por exemplo: o fulano de tal desencarnou em vez de morreu, ou fez a passagem( não entenderiam a que eu me referia), o corpo está sendo cerimoniado; aonde? Este lugar se chama Velório, independentemente de se usar velas, flores, música, cânticos, orações, 

Pra mim, o importante não é achar um nome específico espírita para designar o local e o que se faz na espera de levar o corpo à sua derradeira morada. O importante é o comportamento daqueles que ali estão que deve ser respeitoso, e se possível, silencioso. Orações sempre, conversas paralelas jamais. Pensamentos de amor e perdão para aquele que partiu. Observar aquela passagem que diz : "ai daquele por quem vier o escândalo", porque até nesta hora muitas vezes nos deparamos com atitudes insensatas de familiares e amigos.

Por último, quero agradecer por poder expor o meu pensamento. E, se fui indelicada com o que expuz,peço mais uma vez desculpas.  

Abraço fraterno a todos.

 

Nobre amiga Dalva...

Gostaria de ressaltar que nossa Casa Espírita - SOCIEDADE COLATINENSE DE ESTUDOS ESPÍRITAS, localizada na cidade de Colatina-ES, adessa a FEEES, fundada no ano de 2003, e que, do dia de sua fundação até os dias de hoje, já "velamos" dois nobres companheiros (que não faziam parte de qualquer "panelinha"), com a devida permisão de seus entes queridos, e, inclusive estiveram presentes nessas duas oportunidades padres e pastores, proferindo leituras e orações de seus rituais, a pedido dos familiares dos desencarnados. A Sociedade disponibiliza o salão de sexta para sábado, no domingo a partir de 11h até a segunda (pois nossas palestras são sempre das 9 as 10h da manhã do domingo) para "Velórios", "Cerimônia de Passagem", "Estação de Despedida", "Transição", ou qualquer outro nome que se queira dar, pois nos outros dias temos palestras, estudos, atendimento fraterno e outras atividades.

 

Querida Amiga... A intenção aqui não é mudar o "Ritual" de ninguém e sim construir um novo conceito ou mesmo um "Ritual", que se adque ao modo de pensar de nós, praticantes da Doutrina Espírita.



Dalva Lopes Florencio disse:

4º É muito complexo querer mudar uma situação consolidada no tempo e no espaço.

E, digo mais, é raríssimo um membro espírita ser "velado" numa Casa Espírita. Este tem q ter pertencido à panelinha daqueles que merecem tal honraria, da mesma forma que é o que acontece com alguém que vai ser velado na Câmara, na Igreja seja esta qual for. É uma discriminação que não vai ser eu ou quem lê este que vai mudar. Até na morte há as diferenças sociais, os preconceitos, as amizades influentes.

A Jaqueline desencarnou em 05/11/2010, fizemos seu "Velório", nos dias 5 e 6 (sexta e sábado)

O Josias desencarnou em 03/09/2010, fizemos seu "Velório", nos dias 3 e 4 (sexta e sábado)

Caro companheiro de doutrina,

fico feliz ao saber das atividades meritórias da Casa Espírita que frequenta.

É um lago onde, tenho a certeza, dessedenta muita gente. SERVE COMO EXEMPLO PRA TODAS AS CASAS ESPÍRITAS DO BRASIL.

Como disse anteriormente, é difícil mudar certas situações. Mesmo dentro da Casa Espírita há divergências de opiniões, e talvez por isto é que ainda não se encontrou uma fórmula que mais se caracterize pelos ensinos de amor da doutrina, no passamento dos nossos irmãos de fé. Quanto "à panelinha " a qual me referi, não foi absolutamente de forma pejorativa, mas uma constatação real do que de fato acontece não só com os espíritas, mas com todos também das demais religiões e figuras  proeminentes da sociedade. ^São mazelas do nosso espírito imperfeito que um dia iremos sanar, com certeza. Sua Casa Espírita já está sendo referência para as outras Casas Espíritas. Espero presenciar esta mudança,se Deus quiser. 

Agora, com as mortes que já tive em minha família, pequeniníssima, (minha avó, minha filha, meus pais,minha cunhada), eu mesma pedi de público que, por favor, houvesse o maior silencio possível no recinto, que as pessoas amigas q ali estavam fizessem uma prece. E diminuí o tempo para o sepultamento. Não há motivos para ficar com o corpo exposto à visitação.

Quanto ao meu filho e família eles optaram pela cremação e eu respeito. Meu marido e eu não queremos velório algum, em lugar nenhum. Do necrotério queremos já ser levados para o túmulo onde ficaremos com os outros corpos que lá estão. A oração do Pai Nosso é simples, pura e suficiente para nós.

Façamos para os outros o que pudermos em vida, depois de mortos os corpos, deixe-os em paz o mais rápido possível. É uma forma de se evitar contaminar as almas dos q se foram com os nossos pensamentos negativos e prejudiciais(onde se comenta de tudo sobre o morto) naquele momento tão importante do desencarne.

Sei que alguém pensar como eu é difícil, mas já consegui que o meu marido compartilhasse desta idéia,ou será que foi ele que me influenciou? Espero que meu filho, nora e netos respeitem o nosso desejo.

Abraço fraterno.

 

 

Desligamento da matéria
Quando eu "morrer" não quero choro nem vela, quero uma fita amarela....; quero a alegria de um barco voltando, quero ternura de mãos me aguardando....; como diz o boêmio : ... o malandro que se preza não tem hora prá voltar, faz do samba sua reza, do violão o seu altar... e quando a hora chegar que seja de alegria por ter o dever cumprido, satisfeito em ter atendido ao seu projeto reencarnatório, alegria pelo reencontro com seus familares e amigos e que seja realizado dentro de uma TRANSIÇÃO DESENCARNATÓRIA NA PAZ DA PARTIDA PARA A PAZ NA CHEGADA fortalecendo o  VOU...MAS VOLTO, TÁ! E UM ATÉ LOGO MAIS. Amigo Carlos feliz sua idéia de alertar para a busca do termo ideal de enfatizarmos o RETORNO A VIDA ESPIRITUAL, então, ATÉ BREVE - mas não tão agora viu -   LUZ E PAZ a todos

Caríssimos

Sabemos do respeito que devemos ter para com àquele que parte para a pátria dos espíritos. Sabemos também do respeito para com aqueles que não pensam como nós. nas familias ainda existem várias vertentes religiosas. Não podemos criar mais um "dogma" nem "ritual" ou coisa parecida. Acredito na melhor forma de conduzir tal evento que seria fazer nosso evangelho, de acordo com as orações diversas  na coletânea de Kardec e elevar nossas preces, pedindo a proteção dos espíritos de luz que, com certeza, estarão alí presentes.

Minha sugestão com todo carinho a vcs.

 

Penso que este nome deva sintetizar todo o processo de desencarne e chegada a erraticidade, difícil dizer, talvez "reencontro" ou "libertação", sinceramente é complicado, volto com outra idéia assim que possível.

Abraço a todos

Obrigado.

Bom dia

 

Acredito que "a passagem" seria o ideal, é o que mais ouvimos dos espíritas quando mencionam alguém que desencarnou.

Ao invés de falarmos "vamos ao velório..." digamos "Vamos à celebração da passagem..."

Espero ter contribuído.

Luz a todos

 

Ana - Curitiba

 

que tal rezatório???
Eu tambem acho que é esse o nome, pois sintetiza o objetivo real "

Ana Maria Carvalho de Oliveira disse:

Bom dia

 

Acredito que "a passagem" seria o ideal, é o que mais ouvimos dos espíritas quando mencionam alguém que desencarnou.

Ao invés de falarmos "vamos ao velório..." digamos "Vamos à celebração da passagem..."

Espero ter contribuído.

Luz a todos

 

Ana - Curitiba

 

 Neste link acima, texto escrito por Jorge Hessen, há uma referência ao livro Conduta Espírita de Waldo Vieira em que este diz: " a solenidade mortuária é ato de respeito a dignidade humana".

Achei excelente este termo " solenidade mortuária". Não fere nenhuma religião, porquanto, é um termo neutro.

Pode ser usado por todas as pessoas, em qulaquer meio de comunicação, sem afetação.

Muita PAZ a todos.

Se a alma é imortal, posso sugerir sendo o encontro de irmõs Imortais.

Dalva Lopes Florencio disse:

 Neste link acima, texto escrito por Jorge Hessen, há uma referência ao livro Conduta Espírita de Waldo Vieira em que este diz: " a solenidade mortuária é ato de respeito a dignidade humana".

Achei excelente este termo " solenidade mortuária". Não fere nenhuma religião, porquanto, é um termo neutro.

Pode ser usado por todas as pessoas, em qulaquer meio de comunicação, sem afetação.

Muita PAZ a todos.

Responder à discussão

RSS

APLICATIVO RAETV

Nosso aplicativo para download gratuito no Google Play

COLABORE COM A RAE

Artigos Espíritas

E quando o desequilíbrio da saúde mental destrói o futuro... (Artigo de Jane Maiolo)

E quando o desequilíbrio da saúde mental destrói o futuro...

 por Jane Maiolo

Por que estamos nós…

Por que nos sentimos mal em determinados ambientes?

Por que nos sentimos mal em determinados ambientes?

 

Wellington Balbo – Salvador BA

 

Você já esteve em ambientes em que se sentiu mal, constrangido, pouco à…

Por que estudar O livro dos médiuns? por Simoni Privato Goidanich

Por que estudar O livro dos médiuns?

Simoni Privato Goidanich

Artigo publicado na Revista A senda (nov-dez 2019), da Federação Espírita do Estado do…

Kardec sofre...

Kardec sofre...

 

Wellington Balbo – Salvador BA

 

Não tenho dúvidas que Allan Kardec sofre ao verificar como as coisas andam no seio do movimento espírita atual com brigas, discussões…

Aprendemos com o Espiritismo a ter relações mais leves.

Aprendemos com o Espiritismo a ter relações mais leves.

 

Marcelo Henrique – Florianópolis SC

Wellington Balbo – Salvador BA

 

O Espiritismo nos fornece uma visão bem legal da…

Últimas atividades

Rosana Andrade curtiram o perfil de Rosana Andrade
4 horas atrás
Carlus Martel postou um evento
9 horas atrás
LUIZ CARLOS DUARTE FORMIGA respondeu à discussão Teoria da abiogêneses e biogêneses. de Thiago Luiz Félix
"“Não fiquem maravilhados diante do novo nem assustados pelo que ontem vos era desconhecido. Não recuem diante do mistério, mas procurem enfrenta-lo e desvendá-lo… Não se considerem os únicos…"
15 horas atrás
Margarida Maria Madruga e Carolina Shank agora são amigos
ontem
Carlus Martel curtiu a postagem no blog Carnaval - não há outra disposição que não seja o da abstinência espontânea do folguedo (Jorge Hessen) de os pae
ontem
Jocilda Almeida de Barros entrou no grupo de Amigo Espírita
Miniatura

Mediunidade

Grupo para estudo da Mediunidade e sua prática conforme os ensinamentos de Allan Kardec, Chico Xavier, Divaldo Franco e espíritos de Escol. Vídeos, textos e todo material disponível nesta área.Ver mais...
sexta-feira
Jocilda Almeida de Barros curtiram o evento Mediunidade de Amigo Espírita
sexta-feira
Frank curtiram a discussão Giordano Bruno de Amigo Espírita
sexta-feira
Elciene Maria Tigre Galindo comentou o evento “A Lei do Trabalho”, com Luiz Pretti Leal de Carlos Pretti - SCEE
"Gratidão!"
sexta-feira
Elciene Maria Tigre Galindo está participando do evento de Carlos Pretti - SCEE
Miniatura

“A Lei do Trabalho”, com Luiz Pretti Leal em Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas

16 fevereiro 2020 de 9 a 10:15
Palestra no próximo domingo, dia 16 de fevereiro de 2020, de 09 as 10h. da manhã na Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas, com o tema “A Lei do Trabalho”, será ministrada pelo advogado, pesquisador e orador Luiz Pretti Leal de Vitória-ES. Luiz Pretti é baiano de Feira de Santana-BA, e trabalhador da SEEIT – Sociedade de Estudos Espíritas Irmão Tomé localizada no…Ver mais...
sexta-feira
Elciene Maria Tigre Galindo curtiram o evento “A Lei do Trabalho”, com Luiz Pretti Leal de Carlos Pretti - SCEE
sexta-feira
Ori Pombal Franco curtiram o evento “A Lei do Trabalho”, com Luiz Pretti Leal de Carlos Pretti - SCEE
quinta-feira
Carlos Pretti - SCEE curtiram o evento “A Lei do Trabalho”, com Luiz Pretti Leal de Carlos Pretti - SCEE
quinta-feira
Ícone do perfilBruna Loretta Flores da Silva, Fabiano e Sulamita Cardoso De Matos entraram em RAE
quinta-feira
Carlos Pretti - SCEE postou um evento
Miniatura

“A Lei do Trabalho”, com Luiz Pretti Leal em Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas

16 fevereiro 2020 de 9 a 10:15
Palestra no próximo domingo, dia 16 de fevereiro de 2020, de 09 as 10h. da manhã na Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas, com o tema “A Lei do Trabalho”, será ministrada pelo advogado, pesquisador e orador Luiz Pretti Leal de Vitória-ES. Luiz Pretti é baiano de Feira de Santana-BA, e trabalhador da SEEIT – Sociedade de Estudos Espíritas Irmão Tomé localizada no…Ver mais...
quinta-feira
LUIZ CARLOS DUARTE FORMIGA comentou a postagem no blog No Umbral de LUIZ CARLOS DUARTE FORMIGA
"Quando menos se espera o Inesperado acontece. Muita calma nessa hora! Alguns vivem como portadores assintomáticos de vírus ou bactérias e não se importam com esta condição, graças ao elevado grau de…"
quinta-feira

Regras de uso e de publicação

 

 

© 2020   Criado por Amigo Espírita.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço