Boa tarde a todos, sou leitor assíduo dos livros psicografados por Yvonne Pereira, e neste tópico quero ressaltar o livro Recordações da Mediunidade, no terceiro  capítulo, Reminiscências de Vidas Passadas. Neste texto, a exemplar médium que psicografou o Memórias de um Suicida, analisa criteriosamente o fenômeno de recordações de vidas passadas e enuncia a hipótese que talvez este fenômeno seja uma faculdade mediúnica, conforme transcrevemos abaixo:

“A lei divina, que rege a condição do ser encarnado na Terra, estabeleceu o esquecimento das migrações pretéritas, por se tratar do que mais convém ao comum das criaturas, sendo mesmo essa a situação normal de cada ser, e, assim sendo, o fato de recordar produzirá choques morais por vezes intensos, na personalidade que assim se destaca, acarretando anormalidades que variam de grau, conforme a situação moral ou consciencial de cada um, pois só quem realmente recorda o próprio passado reencarnatório, no qual faliu, estará capacitado a compreender o desequilíbrio e a amargura que tal situação provoca.

Ao que parece, o fato de recordar existências passadas constitui provação para as criaturas comuns, ainda pouco evolvidas, ou concessão ao mérito, nas de ordem mais elevada na escala moral. No primeiro caso, como foi dito acima, verifica-se, não raro, uma espécie de obsessão, haja ou não haja o inimigo desencarnado a provocar a anormalidade, e, de qualquer forma, uma grande tristeza, um grande desânimo atingirá o que recorda, que pressentirá apenas espinhos e lágrimas no decorrer da existência. E assim como o Espírito desencarnado, de categoria inferior, muitas vezes sofre e se tumultua até à loucura, diante do desfile mental das próprias existências passadas desvirtuadas pelo crime, assim o encarnado se anomia­lizará sob os choques dos mesmos acontecimentos, por diminutos que sejam.

Não obstante, existem também homens que recordam suas vidas passadas sem padecerem aqueles desequilíbrios, conservando-se normais. Os médiuns positivos, ou seja, que possuam grandes forças intermediárias (eletro-magnetismo, vitalidade, intensidade vibratória, sensibilidade superior, vigor mental em diapasão harmônico com as forças físico-cerebrais), serão mais aptos do que o normal das criaturas ao fenômeno de reminiscências do passado, por predisposições particulares, portanto. Assim sendo, e diante do vasto noticiário que possuímos acerca do empolgante acontecimento, temos o direito de deduzir que o fato de recordar o próprio passado reencarnatório é uma faculdade que bem poderá ser mediúnica, que, se bem desenvolvida e equilibrada, não alterará o curso da vida do seu possuidor, mas, se ainda em elaboração e prejudicada por circunstâncias menos boas, causará lamentáveis distúrbios, tal a me­diunidade comum, já que o ser médium não implica a obrigatoriedade de ser espírita.

 

Também no livro Os Mensageiros encontramos no capítulo X – A experiência de Joel – onde o espírito Joel relata sua experiência carnal, quando usou a sensibilidade apurada indevidamente.

 

“Deus concede a sensibilidade apurada como espécie de lente poderosa, que o proprietário deve usar para definir roteiros, fixar perigos e vantagens do caminho, localizar obstáculos comum ajudando ao próximo e a si mesmo. Procedi, porém ao inverso. Não utilizei a lente maravilhosa de um modo muito justo. Deixei-me empolgar pela curiosidade doentia, apliquei-a tão somente para dilatar minhas sensações. NO QUADRO DOS MEUS TRABALHOS MEDIÚNICOS, ESTAVA A RECORDAÇÃO DE EXISTÊNCIAS PREGRESSAS COMO EXPRESSÃO INDISPENSÁVEL AO SERVIÇO DE ESCLARECIMENTO COLETIVO E BENEFÍCIO AOS SEMELHANTES, Que me fora concedido realizar, mas existe uma ciência de recordar, que não respeitei como devia interrompendo um instante a narrativa, aguçava-me o desejo de conhecer-lhe a experiência pessoal até ao fim.

 

Ao que entendi, sem dúvida, a recordação de existências passadas constitui faculdade mediúnica, porém como não encontrei no Livro Dos Médiuns fiquei desejoso de conhecer outras opiniões sobre o assunto.

Será que estou entendendo erroneamente?

Será que consta em outras obras da codificação alguma referência sobre esta faculdade?

Será que  estou sendo anti-doutrinário por estudar uma faculdade que não consta no Livro dos Médiuns?

Dentro da condição de fé raciocinada que o Espiritismo preconiza para os seus praticantes, acredito que muito mesmo ainda se deve estudar sobre a mediunidade, o que não implica em estarmos sendo anti-doutrinários. Agradecendo a bondade e a paciência dos leitores deste tópico despeço-me,

abraços, bruno.  

Tags: Recordação, faculdade, mediúnica, passadas, vidas

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olá, Oracilda, obrigado pelos esclarecimentos, como estudante da mediunidade a mim é significativo a definição como faculdade mediúnica ou não, pelo meu entendimento se trata sim de mediunidade, pois como nos adverte Yvonne Pereira, somos repositários de diversos potenciais mediúnicos ainda não estudados ou pouco estudados, como a psicometria, a letargia e catalepsia, etc. o espírita é afortunado pois temos muito a estudar, e acredito que muito se descobrirá sobre a mediunidade, esperemos procurando nos preparar para esta quadra feliz que logo nosso planeta vai conhecer...

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