Olá pessoal do rede amigo espírita.

      Faz alguns dias que estou com uma ideia me perturbando e gostaria se saber a opinião de vocês.

      Lembrei-me da passagem "Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações.(Allan Kardec, ESE., XVII, 4)" e me fiz a seguinte indagação: ainda que eu faça um grande esforço para conter minhas imperfeições e isto de certa maneira é fácil quando pensamos no campo físico, como conter as imperfeições no campo mental?

      Coloquemos uma situação: Você acordou num mal dia. Chega ao trabalho e a última coisa que você quer fazer é dar bom dia, mas ainda assim você faz com toda delicadeza. Apesar do seu grande esforço em conter o mal humor e apesar de cumprimentar os colegas, mentalmente você os repulsa.
      Até que ponto a luta entre conter os impulsos e a REAL satisfação de conseguir seu intento não se anulam?
      A partir de que momento, comportamento, sentimento podemos realmente nos considerar verdadeiros espíritas?

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São dois momentos enunciados por Kardec para que reconheçamos quem é verdadeiro espírita. Primeiramente, a transformação moral que significa mudança de rumos na vida íntima, conscientização, fervor. O segundo é o processo permanente de conter as más inclinações.
No exemplo mencionado de mentalmente repelirmos a quem estamos desejando bom dia, quer me parecer que está bem claro o estado mental. Aceitar que este é o nosso 'momento mental' em determinada ocasião é o primeiro passo para fazer esforço de conter essa má inclinação.
O segundo passo nesse processo é o aprendizado de trabalhar com a própria mente, o qual se afigura em algumas ocasiões como uma negociação. Podemos interiormente questionar a própria consciência e ela dirá o que fazermos para mudança do estado de mau humor.
Essas conversações são necessidades em geral muito prementes, e costumamos nos surpreender dando passos equivocados nestes momentos de tentativas de pedir ajuda à consciência. No início é um processo de tentativa e erro que verte em aprendizado. Cada pessoa terá suas próprias ilações nos momentos em que estabelecer conversação com a própria consciência, mas gostaria de sugerir, nesses momentos em que identificamos um mau humor em nós, que se tente conversar com a consciência deste modo:
- o que posso fazer neste momento para diminuir meu mau humor?
A consciência individual responderá através da tela mental (mente), sugerindo que você faça aceitação de alguma coisa, ou rejeição de alguma coisa. Por exemplo, que você aceite perdoar. Caberá a você mentalmente dizer a si mesmo: ok, eu perdôo.
Nessas ocasiões em que aceitamos a sugestão de resposta da consciência, costumamos sentir um alívio imediato.
Nossa consciência foi desenvolvida por nós mesmos durante milhões de anos desde que fomos criados simples e ignorantes, então ela nos conhece muito.
Certamente este é um dos mecanismos do processo denominado reforma íntima, o qual se adotarmos a todos os instantes de nossas vidas nos levará a nos tornarmos espíritos superiores.

Esses esforços continuados de melhoria do estado íntimo acabam por ser percebidos pelas pessoas que nos conhecem, pois verificam que sempre estamos um pouco mais felizes, um pouco mais alegres, um pouco mais razoáveis, um pouco mais discretos em relação à vida dos outros, e que isto se verifica semana a semana. As pessoas notam que estamos sempre melhorando, pois se dão conta de que se antes comentávamos sobre os males dos outros, agora não o fazemos mais. Se antes endurecíamos quando contrariados, agora silenciamos mais. Em suma, este processo, quando instalado permanentemente, torna-se perceptível por todos porque ocorrem mudanças sucessivas de comportamento para melhor.
O verdadeiro espírita é aquele que aproveita o melhor do Espiritismo para melhorar-se sempre mais.
No entanto, este é um processo de descobertas, e não nos basta uma ou outra descoberta, há que perseverar porque sempre surgirão mais enigmas a serem desvendados no íntimo, o que pode estabelecer que por algum período fiquemos estagnados sem atinar qual é o próximo passo. Caberá a nós que percebamos tal ocorrência, e a aceitemos de bom grado como um desafio a ser vencido.

Oswaldo Camargo,


Aí está uma questão difícil de ser entendida: para quê uma 'reforma íntima', se tudo que necessita ser reformado é porq algo ou alguém o deformou? Sendo assim, o que é que deformou o nosso íntimo ao ponto de, para reformá-lo, termos de passar por terríveis sofrimentos? Porq, se temos o livre-arbítrio, escolhemos fazer o mal para nós mesmos, se podemos sempre escolher só fazer o bem?

O ego é a resposta.

Então, para vc, é Deus o responsável por todos os nossos males!!!

Não. Para você sim. Para mim o responsável por todos os nossos males é o ego.

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