A COLHEITA

 

   A comunicação humana sempre fez uso de símbolos e figuras de linguagem, nas suas formas de expressão. Muitas vezes, nem percebemos a magnitude desse costume, pois ele acaba por tornar-se um hábito, passando despercebida a sua aplicação em nosso linguajar.

 

   O movimento espírita, quando se refere ao princípio de causa e efeito, usa a metáfora do “plantio” e da “colheita” para entendê-lo. Nada vemos de errado nessa analogia, almejando apenas, nessa singela reflexão, entender alguns aspectos extras dessa figura de expressão, ampliando o nosso entendimento.

 

   Referir-nos-emos à segunda parte da figura de expressão, que tange a colheita.

 

   Em geral, quando pensamos em colheita, nos vêm à mente as consequências de nossos atos, também por relacionarmos esse fator com o princípio acima. O que muitas vezes não entendemos é que a colheita é também um trabalho e, portanto, nova ação. Um novo plantio! Um reinício do ciclo, no princípio de causa e efeito.

 

   Refletindo essa “nova ideia” de maneira simples, convém lembrar que a forma pela qual “colhemos” os frutos de nossas ações influi totalmente em nosso futuro.

 

   Lembremo-nos de um preceito básico, antes das situações referentes ao ato de colher os frutos de nossas ações:

 

   - Plantio contrário à lei de Deus tem por consequência (colheita) a dor.

 

   - Plantio favorável a essa lei oferta-nos paz.

 

   Fixemo-nos à colheita desagradável, para fins didáticos.

 

   Colheita dolorosa e resignada é sinal de sabedoria! Espíritos sábios são os que estão aprendendo a confiar em Deus, estando cada vez mais cientes de que os ciclos de dor são necessários ao progresso. Entendendo que toda dor tem uma causa e, sendo infinitamente justo o Deus que nos foi ensinado pela Doutrina Espírita, a causa dessa dor deve ser justa, o ser adquire a chamada resignação, que naturalmente diminui a repercussão da dor.

 

   Colheita dolorosa e revoltada é nova dívida. Plantio equivocado. A revolta sempre denota incompreensão e inconformismo perante os Desígnios Maiores.

 

   A esse respeito, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (capítulo V, item 18), Lacordaire no ensina que “somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus”.

   Sendo os desígnios do Criador insondáveis para nós, filhos menores, a confiança no Pai mostra-se fundamental e a falta de submissão à Sua vontade é falta grave.

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Respostas a este tópico

Para André Luiz Isis Sobrero;

      Se a ideia é ampliar nosso entendimento, vamos raciocinar como manda a doutrina:

      André Luiz disse: - Plantio contrário à lei de Deus tem por consequência (colheita) a dor. - Colheita dolorosa e resignada é sinal de sabedoria! Espíritos sábios são os que estão aprendendo a confiar em Deus, estando cada vez mais cientes de que os ciclos de dor são necessários ao progresso.

      Conf: sinceramente, amigo André, não entendi; será q o processo evolutivo criado por Deus tem como método de ensino mais eficiente o fazer sofrer, e tantas vezes insuportavelmente?! É isso mesmo? O Deus de amor e justiça ensina suas criaturas a amar, q esta é a finalidade da doutrina e da vida, com as chicotadas dos sofrimentos? Existe alguém q tenha aprendido a amar devido a sofrer desesperadamente?

      Pelo q vemos no mundo, esse pode aprender a não errar novamente, não por ter aprendido a amar, mas a não errar por medo de, se novamente errar,  novamente sofrer (e isso somente se acreditar q os sofrimentos q tem são consequências de haver errado).

      O q tb vemos no mundo, é q esse q sofre terrivelmente pode aprender, não a amar, mas a se desiludir e descrer de tudo, a odiar e lançar ofensas até mesmo ao Criador q lhe deu uma vida cheia de sofrimentos!

      André: Entendendo que toda dor tem uma causa e, sendo infinitamente justo o Deus que nos foi ensinado pela Doutrina Espírita, a causa dessa dor deve ser justa, o ser adquire a chamada resignação, que naturalmente diminui a repercussão da dor.

      Conf: e, meu jovem, como é q se adquire resignação? À força de sofrimentos?! Aqui, novamente cabe pergunta já feita: o processo de evoluir criado por Deus é fazer sofrer?!

      André: Colheita revoltada... A revolta sempre denota incompreensão e inconformismo perante os Desígnios Maiores.

      Conf: e pq os homens têm de sofrer por isso? O fato de não compreender os “Desígnios Maiores” é transgressão à lei de Deus?! E se não existe, ainda, a compreensão de que devemos nos conformar frente aos desígnios de Deus e por isso mostrarmos inconformismo perante ela, isso merece punição? O não conformar-se é transgredir as leis de Deus? Ou é produto da compreensão q ainda não chegou ao ponto de entender q devemos nos conformar?

      Mas, temos de perguntar: "nos conformarmos com o quê?!" Se é nos conformarmos com os sofrimentos q a lei de causa e efeito nos manda, porq transgredimos essa lei, se temos o livre-arbítrio para escolher só praticar ações q não a transgridam?

....................

Para que a planta fique saudável, exuberante, harmônica, necessita da poda no momento certo.

lendo o excelente texto que muito chama a atenção, como já  dito que muitos dos nossos atos já está no "automático", o plantio e a semeadura, não nos atemos que  semeamos e colhemos  diariamente, haja vista que não é porque estamos semeando boas sementes que obrigatoriamente os frutos serão saudáveis,mas através destes frutos não saudáveis que conseguimos mensurar nosso amor ao próximo.


      E a querida jovem Sheila sabe nos explicar como fazer essa poda, e como fazê-la no momento certo?

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