Felipe Estabile Moraes

Vanessa Martins Ferreira

 

        Não é de todo incomum, um professor novato iniciar suas atividades profissionais e ouvir a expressão  “furor pedagógico”, significando que a empolgação e vontade em fazer além, sejam em decorrência apenas do início da carreira. Em outras ocasiões, colegas criticam o outro, quando chega feliz à escola.

        Essas situações nos levam a refletir o motivo da perda desse “furor” em outras instâncias do viver e particularmente no âmbito profissional.  Por que a tentativa de tragar para a lama das lamentações e lamúrias, o outro em situações em que nós mesmos nos encontramos nela? 

        Não é possível modificar o colega, mas podemos nos modificar. O professor pode trabalhar melhor, se empenhar para que o estudante aprenda mais e melhor. Planejar o melhor, insistir na busca de parcerias que tem o mesmo desejo. Continuar fazendo o melhor. Hoje. No dia seguinte. Permanentemente.

        O esforço em manter uma postura de alegria e satisfação no contato com os alunos, tem suas valiosas recompensas. Principalmente quando temos a oportunidade de ouvir de um ex-aluno que, ao assistir a uma reportagem de TV se lembra de uma aula assistida há muitos anos, ainda mais quando esse mesmo ex-aluno parecia ser o mais problemático e desinteressado. E, ao fim e ao cabo, verifica-se que houve aprendizado. O ato de aprender (e ensinar) acontece quando existe entusiasmo e coragem para vencer os desafios. Além de amor, sobretudo.

                Neste momento, observamos como é importante valorizar toda e qualquer atividade profissional, especialmente a de professor. A valorização  dá ao profissional o Orgulho de atuar em campo tão importante, entendendo  como “sentimento de prazer, de grande satisfação com o próprio valor, com a própria honra.”

        Assim, esperamos que seja realidade todos os professores se sentirem valorizados na sua profissão. De encontrarmos mais jovens dizendo “quero ser professor”, e incentivá-los a seguirem essa profissão. Que o professor possa se dedicar, em tempo integral, a uma só escola, ter um rendimento salarial compatível com a possibilidade de continuar se capacitando, se aperfeiçoando, além de condições para usufruir de boas opções de lazer. Podemos ser motivo de orgulho para nossos alunos, por terem acesso aos melhores profissionais, fazer brotar o sorriso em seus rostos e, assim, uma luz se acenderá em nossos corações.

        Para alicerçarmos nosso entendimento, buscamos André Luiz, no Capítulo “Em Torno da Profissão” do Livro “Sinal Verde”:

A sua profissão é privilégio e aprendizado.

Se você puser amor naquilo que faz, para fazer os outros felizes, a sua profissão, em qualquer parte, será sempre um rio de bênçãos.”

        Sugerimos refletir sobre os liames envolvidos no trabalho profissional, com Emmanuel, no capítulo “Profissão”, do livro “Pensamento e vida”:

 

“Pelos contatos da profissão cria o homem vasta escola de trabalho, construindo a dignidade humana; contudo, pela abnegação emite reflexos da beleza divina, descerrando trilhos novos para o Reino Celestial.

A profissão, honestamente exercida, embora em regime de retribuição, inclina os semelhantes para o culto ao dever.

A abnegação, que é sacrifício pela felicidade alheia, sublima o espírito.

(...)

É assim que o matemático, laureando-se de considerações públicas, dignamente gratificado pela obra que realiza, é catalogado à conta de cientista, e o cientista, mergulhado no trabalho incessante, em favor da tranquilidade e da segurança da civilização, esquecido de si mesmo, é classificado por benfeitor.

 

Pela fidelidade ao desempenho das suas obrigações, o homem melhora a si mesmo, e, pela abnegação, o anjo aproxima-se do homem melhorado, aprimorando a vida e o mundo.

 

Nas atividades que transcendem o quadro de serviços remuneráveis na Terra, fruto das almas que ultrapassaram o impulso de preservação do próprio conforto, descem os reflexos mentais das Inteligências Celestes que operam, por amor, nas linhas da benemerência oculta, linhas em que encontramos os braços eternos do Divino Incognoscível, que é Deus.”

 

        Vale aqui lembrar da experiência da professora no Plano Espiritual, relatado por Irmão Jacob. Ainda não podemos alegar que já chegamos a este ponto. Nem que já alcançamos, do ponto de vista espiritual, a vitória definitiva  na nossa jornada evolutiva. Entretanto, nos serve de alento a o que está descrito por Irmão Jacob, no Capítulo “A Passagem”, do livro “Voltei”:

 

“Tive a impressão de que Bezerra era o supervisor da viagem. Organizou os grupos, distribuiu instruções e estimulava-nos, vigoroso e otimista, um a um.

        Aproximou-se de mim e informou que a primeira jornada doa que se desenfaixam da carne exige providências que lhes garantam a tranquilidade, fazendo-me sentir que ainda nos demoraríamos um tanto, aguardando uma professora de bairro distante.

        Escoaram-se alguns minutos e respeitável senhora, ladeada por dois benfeitores, acercou-se de nós.

        Reconheci-lhe a elevação pela invejável serenidade. Formosa alegria pairava-lhe no semblante calmo. Saudou-nos a todos, simpática e feliz. De todos nós, os recém-desencarnados que ali nos reuníamos, era a única de cujo peito irradiava luz. Identifiquei-lhe a humildade cristã. A evidente superioridade que a distanciava de nós parecia afligi-la, tal a modéstia que lhe transparecia das atitudes.

        Bezerra cumprimentou-a, bondoso, e confesso que, reparando aquela mulher de maneiras simples e afáveis, emitindo luminosidade sublime, inopinado sentimento de inveja me assaltou o coração.”

        Fica aqui, então, este desejo, talvez, uma Utopia.

        Valorizemo-nos em nossas profissões.

        E, em todas as situações, buscar cumprir os planos e objetivos traçados antes de reencarnarmos. Para que, retornando ao Plano Maior da Vida, tenhamos a certeza de termos feito o melhor e melhores estaremos.

 

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