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Estudos do Apocalipse (3) - Revelação de Jesus Cristo - Jesus é a Fiel Testemunha de Deus

5 ...e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha

João confirma ser médium da parte de Jesus Cristo, era medianeiro de suas ideias na Terra através da vivência e da divulgação do Evangelho, o que nós também podemos ser.

Fiel testemunha; o que vimos. Jesus é testemunha do Pai porque O viu através de Sua compreensão superior, através de Sua integração Nele. Por isso é fiel testemunha, além de vê-Lo, viveu-O integralmente. Desta forma pôde dizer: Quem me vê a mim vê o Pai1

Não que ele fosse o Pai, mas que se fazendo um espelho no mais alto grau de pureza refletiu Deus no máximo que nossa compreensão pode perceber. Deste modo, se quisermos ver Deus na limitação de nosso entendimento, basta ver Jesus, Ele mostrou-nos o Pai por ser Fiel Testemunha Dele.

Primogênito dos mortos; primogênito é o que nasceu primeiro. O objetivo da vida é nos fazer nascer para a vida verdadeira que é a vida espiritual nos padrões superiores de Deus. Todos estamos gestando em nós o Filho do homem que representa o grau máximo de evolução que podemos alcançar.

Dentro desta conceituação, entre nós, os ainda mortos, Jesus foi o que nasceu primeiro para a vida superior em Deus, é deste modo, Primogênito dos mortos.

Neste passo é preciso interpretar este texto à luz de Romanos, 8: 29:

porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

O que o apóstolo Paulo quer dizer com este verso? Entre tantas interpretações, como é comum na literatura evangélica, que todos estamos predestinados a também sermos Filhos de Deus como Jesus é, ou seja, que vamos participar da mesma condição de filiação que Jesus. E é a este fim que o Apocalipse como síntese de todo Evangelho nos conduz.

Príncipe dos reis da terra; é avocada aqui a condição de Cristo, de Messias, para Jesus, o que nós hoje, Espíritas, temos como Governador Espiritual do Orbe.

A condição espiritual vai promovendo o Ser a estágios cada vez mais amplos dentro da hierarquia universal. Do mesmo modo que, numa empresa, um funcionário que se aprimora cresce hierarquicamente em seus quadros, no Mundo Espiritual se dá o mesmo, a ponto de um Espírito quando adquire condições, ser chamado pelo Criador para exercer funções mais amplas ao nível de um Cristo, por exemplo.

Jesus é, portanto, príncipe dos reis da terra, aqui há um jogo de palavras, pois Jesus é príncipe por ser o Filho do Rei que é Deus, e aqui o evangelista fala desta condição de Filho. Mas, hierarquicamente é superior aos reis da Terra, pois estes só governam transitoriamente, sua posição nem sempre é conquistada por méritos, e se eles as têm, é por permissão de Jesus que é o Plenipotenciário Divino em nosso planeta. Deste modo fica claro que o poder no Mundo Espiritual é não só mais amplo do que no Universo físico, como também tem muito mais valor. Aliás, só ele tem valor imorredouro.

Àquele que nos ama; neste momento o evangelista revela o porquê desta condição de Jesus: Ele é Aquele que nos ama… é simples, e só isto basta.

Deus é amor, esta é a característica básica de Deus. Jesus se tornou Cristo, e todo Espírito poderá se tornar também, porque identificou em grau máximo com o amor de Deus. Como dissemos, Ele, no plano prático da vida, O reflete no maior grau de pureza possível.

Aqui lembramos nosso querido Honório Abreu:

Todo aquele que tem uma consciência do amor e o dinamiza se incorpora na mentalidade crística…

Deus é o amor irradiante, o Cristo, na sua abrangência nos corações, é o plano operacional desse Amor.

…e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados. O sangue nos remete à questão do sacrifício, ao símbolo do sacrifício do cordeiro que é a morte de Jesus.

Ampliando nosso entendimento podemos ver aqui a própria encarnação do Cristo em seu sentido geral, uma encarnação de testemunho que culminou com a morte na cruz.

Deste modo, podemos fazer um paralelo com a nossa vida dentro de uma proposta evolucional e ver este sangue representando a própria necessidade reencarnatória.

A carne e o sangue, como em Hebreus, no segundo capítulo, representam o corpo que torna possível a reencarnação. E aqui, quando é dito da oportunidade de lavar os pecados no sangue do cordeiro, que representa Jesus-Cristo, lembramos da obra Nosso Lar, quando Lísias nos diz:

Imagine que cada um de nós, renascendo no planeta, somos portadores de um fato sujo, para lavar no tanque da vida humana. Essa roupa imunda é o corpo causal, tecido por nossas mãos, nas experiências anteriores. Compartilhando, de novo, as bênçãos da oportunidade terrestre, esquecemos, porém, o objetivo essencial, e, ao invés de nos purificarmos pelo esforço da lavagem, manchamo-nos ainda mais, contraindo novos laços e encarcerando-nos a nós mesmos em verdadeira escravidão.2

Assim, aprendemos que através das reencarnações somos lavados de nossos erros (pecados) até nos tornarmos puros e não mais precisarmos reencarnar.

Todavia não podemos deixar de comentar aqui o que significa ser lavado pelo sangue de Jesus, pois existem outros textos que falam a mesma coisa e isto tem feito confusão em muitos estudiosos das escrituras.

O sangue como dissemos representa o testemunho e o sacrifício de Jesus. É, deste modo, o plano aplicativo do Evangelho. Quando se diz que Jesus lavou os nossos pecados com o seu sangue, quer dizer que através do seu testemunho sacrificial ele exemplificou ensinando-nos a fazer o mesmo.

Nós, através das reencarnações, se operacionalizarmos o Evangelho, que é sacrifício por amor, seremos purificados, isto é, lavados pelo sangue de Jesus, que é o Seu exemplo. O sangue no organismo humano é o líquido que circula nas artérias e veias bombeado pelo coração, transportando gases, nutrientes e elementos necessários à vida. Do mesmo modo o amor testemunhado deve circular levando vida, é o que mantém o Espírito no Plano Superior de Deus.

6 …e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém!

Reis e Sacerdotes representam os dois maiores poderes existentes. Rei significando poder material, e sacerdote poder espiritual. O seguidor de Cristo purificado pelo testemunho do amor se tornará rei e sacerdote, terá poder temporal e espiritual, para Deus, ou seja, mesmo o poder material será por mérito e usado em favor do Bem comum. Assim, será um poder autêntico e definitivo, pois fundamentado na autoridade moral:

E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina, porquanto os ensinava com autoridade e não como os escribas.3

E será um poder que ainda nem nós mesmos podemos compreender, pois o redator bíblico usa a expressão seu Pai, -se a Deus na concepção do Cristo, que é um entendimento que ainda não temos.

Isto quer dizer que se ajustarmos aos Desígnios Superiores muito mais coisas, ainda maior do que supomos, nos aguardam. É como aqueles Espíritos que testemunharam por aqui o Evangelho com fidelidade e ao desencarnarem confessam: “tudo que sofri, tudo que passei, é muito pouco diante da grandeza do que sinto agora nesta doce e suave espiritualidade”.

Deste modo, por termos vindo Dele, Deus Criador, temos a intuição da grandeza do Reino, mas não temos de forma clara. O certo é que tudo de bom, toda grandeza e realeza vem de Deus e de sua Misericórdia, por isso o autor é claro:

glória e poder para todo o sempre. Amém!

Sendo este amém, a plena compreensão e realização da proposta divina em caráter finalístico. Dizemos muitos “améns” em nossa vida, mas esta expressão só será mesmo usada por nós com autenticidade, no dia em que vivermos a proposta educativa do Evangelho como Jesus viveu, pois amémsignifica verdade e a Verdade Universal, só quando a vivermos.

Esta é a proposta do Apocalipse, a de que vivamos como Jesus viveu para que encerremos em nossa história a necessidade de evoluir pelos impactos das dores e dos sofrimentos, aderindo a uma proposta clara de amor.

…poder para todo o sempre; trata-se de uma expressão que quer dizer “domínio pelo séculos dos séculos”, dizendo sobre um poder sobre o tempo, sobre todas as coisas transitórias.

Deus tem este poder, pois é o Autor do tempo, Existe e Cria antes dele. Quando nos ajustarmos plenamente a Deus, o tempo será relativo para nós também, transcenderemos às dimensões tempo e espaço com naturalidade. Não é difícil compreender isto, o amor, que é o Sentimento Divino por Excelência, mesmo que nós ainda não o compreendamos, mesmo no nível baixo de nossa realidade, transcende ao que entendemos como tempo; de outra forma, quando nos integramos em uma tarefa com dedicação e unidade de alma, a realizamos da melhor forma e nem notamos o tempo passar… São experiências que em nosso campo ainda restrito podemos confirmar a relatividade de tudo que é criado como instrumento de didática para a nossa realização evolutiva.

1 João, 14: 9

2 XAVIER, Francisco C./ André Luiz (Espírito). Nosso Lar, 41ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1994; Comentário de Lísias no cap.12.

3 Mateus, 7: 28 e 29

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