“O Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos; que há de fazer brotar de todos os corações a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum; de uma moral, enfim, que há de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam. É a lei do progresso, a que a Natureza está submetida, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se utiliza para fazer que a Humanidade avance” (texto encontrável em O Evangelho segundo o Espiritismo, páginas 64 e 65 da 124ª edição, comemorativa de seus 140 anos de lançamento, FEB, 2004 - o livro espírita de maior vendagem). "

 

Esse texto, de apenas oito linhas (no original sem negrito), permite que dele retiremos importantes ensinamentos e conclusões, que podem e devem ser usados em nosso dia-a-dia, ampliando a nossa compreensão do todo e, de modo particularmente especial, aperfeiçoando o nosso relacionamento, com o que passaremos a ser homens e mulheres melhores e, de quebra, muito mais agradáveis.
Com efeito, a moral cristã, toda vez que empregada na prática, implica renovação do mundo, ainda que parcialmente, uma vez que, como já o sabemos pela questão 629 de O Livro dos Espíritos, a obra fundamental da Doutrina Espírita: “Moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. Funda-se na observância da lei de Deus. O Homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus”, razão por que quem procede bem está agindo com correção de conduta, não está prejudicando a quem quer que seja e, exatamente por isto, está prestando valioso contributo à renovação do mundo. Não é a toa, assim, que a renovação íntima do ser humano, para melhor, é uma das bandeiras do Espiritismo.
Por outra parte, como o afirma o texto acima reproduzido, a moral evangélico-cristã há de aproximar os homens e torná-los irmãos.
Destaque-se desde logo que, do ponto de vista da vida verdadeira, que é a vida permanente, a vida espiritual, de onde proviemos e para onde retornaremos, somos todos irmãos por sermos filhos do mesmo Pai Celestial que nos criou simples e ignorantes e que nos concedeu as mesmas oportunidades, sem distinção de qualquer espécie, sem privilégios, uma vez que todos partimos do mesmo ponto e com idênticas condições.
Ocorre que, neste momento, neste planeta chamado Terra, encontramo-nos em posições diferentes, como as de pai, mãe, irmão, filho, tio, sobrinho, cunhado, sogro, etc., que são necessárias, importantes e tantas vezes absolutamente indispensáveis para a nossa evolução, para o nosso progresso. Seguramente, não estamos nessas posições por acaso e tampouco sem merecê-las e as mudanças que se verificam decorrem do exercício de nosso livre-arbítrio, que nos torna responsáveis pelas decisões que tomamos e também pelas conse-qüências delas advindas.
Ademais disso, como temos insistido em outros artigos, todos estamos na Terra para aprender, muito aprender, a começar pelo aprendizado da fraternidade.
Mas, afinal de contas, o que vem a ser fraternidade? “Fraternidade. Do latim “fraternitate”, substantivo, feminino. 1. Parentesco de irmãos; irmandade. 2. Amor ao próximo; fraternização. 3. União ou convivência como de irmãos; harmonia, paz, concórdia, fraternização” (encontrável em Novo Aurélio, O Dicionário da Língua Portuguesa, página 940, Editora Nova Fronteira, 1999).
Ora, o ensino máximo de Jesus, o Cristo, o ser mais puro que já pisou na Terra, está consubstanciado em célebre sentença que aconselha e recomenda que amemos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Nos termos do dicionário: que tenhamos união ou convivência como de irmãos.
Numa palavra, que vivamos fraternalmente.
Parece-nos que quem ama ao próximo como a si mesmo estará, exatamente por esta razão, amando a Deus sobre todas as coisas.
No entanto, para amar ao próximo como a si mesmo é absolutamente necessário amar-se. E para amar-se é preciso conhecer-se.
A este propósito, recordemo-nos da questão 919 de O Livro dos Espíritos: Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal? Resposta: Um sábio da antiguidade vo-lo disse: “Conhece-te a ti mesmo”. Esta mesma questão, que merece ser lida por inteiro e refletida pausadamente, contém instrução passada por Santo Agostinho, pela via mediúnica, de enorme importância para todos nós, dentre tantas outras, a saber: “O conhecimento de si mesmo é a chave do progresso individual”.
Há um longo caminho pela frente, ainda. Mas, com certeza absoluta, um dia no futuro todos nos amaremos como verdadeiros irmãos, uma vez que o amor é a lei maior da vida. Sendo lei divina ou natural, e por isso mesmo perfeita, haverá de prevalecer.
Entretanto, enquanto este sentimento não for geral, feliz daquele que já ama ao próximo como a si mesmo por enxergá-lo como irmão.
(negritos do autor)

Antônio Moris Cury  

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