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Orson Peter Carrara

Palestrante e escritor espírita.

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Um tesouro à disposição


Um tesouro à disposição– Orson Peter Carrara

Escreveu a amiga de Campina Grande (PB), professora Denise Lino, uma notável apreciação sobre a produção mediúnica do Espírito Emmanuel pela mediunidade de Chico Xavier, especialmente aquelas de estudo e análise dos textos dos Evangelhos, que ela intitulou Tesouro em Português. A matéria foi publicada no jornal Tribuna do Espiritismo, edição de junho/16, e também está disponível virtualmente no site do jornal: www.tribunadoespiritismo.org

Particularmente fiquei empolgado com a apreciação e destaquei alguns trechos ao leitor, indicando para que no início do próximo busque o texto integral no site referido, acessando o jornal Tribuna do Espiritismo, disponível no citado portal.

Escreveu ela:
“(...) Além de coordenador espiritual da tarefa mediúnica de Chico, Emmanuel é autor de dezenas de livros. Nessa condição, deixou-nos uma obra de rara beleza cujo cerne é a exegese de o Novo Testamento. Essa interpretação inicialmente foi apresentada em 4 livros: Caminho, Verdade e Vida; Pão Nosso[1], Vinha de Luz, e Fonte Viva, todos publicados pela FEB, bem como Ceifa de Luz que veio à lume depois. Posteriormente, livros publicados por outras editoras, ampliaram a coleção: Palavras de Vida Eterna, Segue-me e Livro da Esperança.  
Mesmo esparsos, esses livros formavam um tesouro de inestimável valor e certamente a maior exegese sobre o Novo Testamento que já veio do céu à Terra, cujas mensagens seguem um mesmo padrão: título formado por um sintagma nominal, isto é, substantivo sozinho ou acompanhado de adjetivo; epígrafe composta por um versículo do Novo Testamento; e comentário sobre esse versículo. Esse comentário tem também uma estrutura própria que será matéria de um outro artigo. (...)
Essa coleção é um verdadeiro tesouro em português sobre o NT que não requer mais que os primeiros anos de escolarização para ser entendida. Evidentemente, quanto mais soubermos língua portuguesa, Espiritismo e cultura geral mais interagimos com Emmanuel. (...)”

A frase do último parágrafo que transcrevemos faz pensar. Notem o detalhe: “(...) quanto mais soubermos língua portuguesa, Espiritismo e cultura geral mais interagimos com Emmanuel (...)”.

Que apreciação fabulosa! A cultura do citado Espírito, benfeitor que coordenou as atividades mediúnicas de Chico, demonstra o esforço de pesquisa e o quanto esse espírito dedicou-se a estudar, pesquisar, inclusive a língua portuguesa, para nos ofertar o tesouro, como carinhosamente se refere a amiga Denise.

Caminho que todos podemos seguir, pesquisando e estudando continuamente, não só Doutrina Espírita, mas também cultura geral, porque essa soma acumulada de informações sobre história, sociologia, ciências em geral e especialmente psicologia e biografias fornecerão amplos subsídios para mais entender as lutas, as conquistas, dificuldades e ângulos diferenciados do complexo relacionamento humano e seus desafios. O que, diga-se de passagem, encontra perfeita conexão com os postulados progressistas apresentados pelo Espiritismo. Estudar, analisar, pesquisar, refletir, eis o caminho para entender a vida, suas propostas, seus caminhos, as leis sábias do Criador, para que amadureçamos com as experiências e possamos sentir como hoje sente um espírito do alcance e estágio de Emmanuel. Breve raciocínio sobre o conteúdo de seus textos já demonstram a lucidez, grandeza e bondade desse benfeitor amigo tão querido de todos nós.

Não foi ao acaso que o respeitado escritor Clóvis Tavares escreveu o livro Amor e Sabedoria de Emmanuel. Realmente uma pérola que indicamos ao leitores.


Prossiga!!!



Sim, é um comando expressivo, imperativo, necessário para todos. Tenho usado a expressão no final de minhas palestras, quando a temática permite. Na verdade, falo antes para mim mesmo e partilho com os ouvintes.
              
Para superar obstáculos, vencer traumas, manter a vitalidade, abrir caminhos e enxergar além das aparências difíceis, é preciso prosseguir. E sempre acrescento: prossigamos, pois que me incluo.
               
Sim, é preciso prosseguir, apesar de tudo. Prosseguir confiando, amando, trabalhando, cheios de esperança e determinação, nunca desistindo da honestidade, do amor, da perseverança e da crença firme na própria capacidade de buscar o melhor.
               
Muita gente fica doente porque fica paralisada pelo medo ou pela timidez, pela insegurança ou e até mesmo pelos obstáculos e adversidades naturais, bem próprias de nossa condição humana.
               
A vida conspira a nosso favor e até por gratidão a Deus, à vida, por tantas bênçãos, é preciso erguer a cabeça e prosseguir. Desde que estejamos no caminho que não cause prejuízos aos outros, ou lesões a nós mesmos, é preciso prosseguir.
               
Duas frases, cuja autoria desconheço e que pude ler numa publicação que não identificou o autor, bem cabem nesse raciocínio:

            a) Tudo o que acontece no universo tem uma razão de ser; um objetivo. Nós como seres humanos, temos uma só lição na vida: seguir em frente e ter a certeza de que apesar de as vezes estar no escuro, o sol vai voltar a brilhar;

            b) Quando estiverem em uma situação difícil, e sentirem que já não podem mais, não desanimem, e estejam seguros, que ainda que as coisas pareçam muito complicadas, não deixem que frustrem seus sonhos e não percam nunca... nunca a esperança, e lembrem-se que quando a noite estiver mais escura, é por que já vai sair o sol;

O grande detonador dos estados depressivos é dispensar a coragem e a esperança da própria convivência. Tenhamos o hábito de andar de braços dados com tais virtudes. Elas alimentam a alma e fazem superar as dificuldades, ainda que sejam muito expressivas.

Então, amigo leitor: Prossiga! Prossigamos!  Não nos permitamos permanecer abraçados à indiferença, à omissão, à descrença ou à tristeza. Reagir a tais estados é o grande segredo de manter-se saudável e feliz. Como fazer isso? É bem simples: enumere os motivos todos de gratidão que todos detemos conosco.


Postura coerente ou só aparência?


Tem sido desafio em todos os tempos mantermo-nos coerentes com as noções de justiça e bondade que gradativamente vamos adquirindo pelas experiências de vida, sejam nos relacionamentos ou até mesmo com as reflexões interiores sempre presentes. Afinal sempre é tempo de nos perguntarmos se somos coerentes com o que já sabemos ou afirmamos saber, quando confrontamos tais conteúdos com as posturas e comportamentos que adotamos. Ou, em outras palavras, se estamos com as ilusões da aparência.

Num planeta com tantos extremos que todo dia apresenta quadros de mediocridade e violência, igualmente contrastando com as belezas e harmonia da natureza, é de se perguntar mesmo como estamos...

Há uma afirmação do Apóstolo Paulo que nos ajuda nessa reflexão. Acompanhe comigo página do capítulo 23 do livro Caminho, Verdade e Vida (ed. FEB, autoria de Emmanuel):

“Na epístola aos romanos, Paulo afirma que o justo viverá pela fé.
Não poucos aprendizes interpretaram erradamente a assertiva. Supuseram que viver pela fé seria executar rigorosamente as cerimônias exteriores dos cultos religiosos.
Frequentar os templos, harmonizar-se com os sacerdotes, respeitar a simbologia sectária, indicariam a presença do homem justo. Mas nem sempre vemos o bom ritualista aliado ao bom homem. E, antes de tudo, é necessário ser criatura de Deus, em todas as circunstâncias da existência.
Paulo de Tarso queria dizer que o justo será sempre fiel, viverá de modo invariável, na verdadeira fidelidade ao Pai que está nos céus.
Os dias são ridentes e tranquilos? Tenhamos boa memória e não desdenhemos a moderação. São escuros e tristes? Confiemos em Deus, sem cuja permissão a tempestade não desabaria. Veio o abandono do mundo? O Pai jamais nos abandona. Chegaram as enfermidades, os desenganos, a ingratidão e a morte?
Eles são todos bons amigos, por trazerem até nós a oportunidade de sermos justos, de vivermos pela fé, segundo as disposições sagradas do Cristianismo”

A expressão “o justo viverá pela fé”, de Paulo, extrapola a falsa noção que atribuímos a esse viver, como se ele fosse o mero cumprimento de aparências estabelecidas. A fé não está atrelada a aparências; há que ser cultivada, conquistada, construída, meditada, vivida, portanto, nos esforços do comportamento coerente com o conhecimento, em qualquer circunstância, para a conquista de uma postura coerente que não seja mera aparência...


Efeitos da música na evolução do ser

Há influência musical no equilíbrio humano?

A variedade de sons alcançados pelas notas musicais na integração entre instrumentos e vozes humanas exerce grande influência na emoção e no desenvolvimento das criaturas humanas. Claro que com variedades, pois determinada melodia poderá trazer lembranças agradáveis a alguém, provocar melancolia e até entusiasmo em outras, enquanto nada provoque em muitas pessoas.
O tema é interessante e mereceu uma única pergunta de Kardec em O Livro dos Espíritos: a de número 251. Mas há observações valiosas em Obras Póstumas e na Revista Espírita.
Sem preocupar-nos com a história da música, biografia de grandes mestres ou outras informações de caráter cultural ou histórico, procuremos analisar o tema, à luz da Doutrina Espírita, sobre lembranças e emoções que a música provoque na sensibilidade humana. Afinal o que diz a Doutrina Espírita?
Em Obras Póstumas, no capítulo A Música Celeste, numa reunião familiar, a filha indaga ao pai se haveria música no Plano Espiritual. Sob ação mediúnica, ela escreve resposta do Espírito: O som de nossos instrumentos, a nossa mais bela voz, não podem dar a mais fraca idéia da música celeste e sua suave harmonia.
Logo mais o Espírito São Luiz ensina: A filha, desligando-se parcialmente, foi admitida nas regiões celestes onde pode perceber as impressões da harmonia celeste e expressou “Que música! Que música!”
E Kardec indaga o compositor Rossini* (Espírito) sobre o estado atual da música e sobre as modificações que lhe poderiam trazer a influência das crenças espíritas e a resposta do Espírito inicia-se com abordagem sobre harmonia. Segundo o dicionário, a palavra harmonia significa sucessão de sons agradáveis ao ouvido. Arte de formar e dispor os acordes musicais. Concórdia, paz e amizade entre pessoas. Ordem, coerência. O Espírito Rossini, todavia, em outras palavras, define harmonia como: resultante de um arranjo musical; como um sentido íntimo da alma e que é percebida em razão do desenvolvimento desse sentido íntimo da alma.
E oferece-nos esta pérola de pensamento: “(…) O Espírito produz os sons que quer. (…) Aquele que compreende muito, que tem nele a harmonia já conquistada, age sobre o fluido universal e reproduz o que o Espírito concebe, sente e quer (…)”.
Numa comparação, usando inclusive o pensamento de Rossini, podemos dizer que o éter vibra a ação da vontade do Espírito. A harmonia que traz em si se concretiza como a exalar o perfume, com lentidão ou rapidez, como no som harmonioso que se espalha. O Espírito que já conquistou a harmonia é como aquele que tem a aquisição intelectual. O Espírito sábio que ensina a ciência sente-se feliz por ensinar os que não sabem. O Espírito que faz o éter ressoar com os acordes da harmonia que já traz em si, sente-se feliz de ver satisfeitos os que o ouvem. E do mesmo Espírito, encontramos essa definição magistral: A música é o médium da harmonia.
Ela é, pois, essencialmente, moralizadora, uma vez que leva harmonia às almas, que por sua vez as eleva e as engrandece. Deduz-se, pois, que a música exerce uma feliz influência sobre a alma e a alma que a concebe exerce também uma influência sobre a música.
A alma virtuosa que tem a paixão do bem, do belo, que adquiriu a harmonia, produzirá obras primas capazes de penetrar as almas mais blindadas, fechadas em si mesmas, e comovê-las. Já o compositor terra-a-terra como poderá representar a virtude que ele despreza, o belo que ignora ou o grande que ele não compreende? Suas composições serão o reflexo de seus gestos sensuais, de sua leviandade. Serão obscenas, licenciosas, sensuais e causarão mais danos que melhorar os ouvintes.
É aí que o pensamento de Rossini, adaptando-o com texto de nossa autoria, aparece em toda sua grandeza: O Espiritismo, moralizando os homens, exercerá, pois, grande influência sobre a música. Por sua vez, ouvintes moralizados, apreciarão músicas elevadas, deixarão de lado a música frívola que se apodera das massas.
Na Revista Espírita, de maio de 1858, entretanto, Kardec entrevista o compositor Mozart (1756-1791), que foi famoso menino prodígio (aos 4 anos já tocava de cor e aos 5 já compôs), e que declarou “Quando estou em boas disposições e inteiramente só, durante o meu passeio, os pensamentos musicais me vêm com abundância. Ignoro donde procedem esses pensamentos e como me chegam; nisso não tenho a mínima vontade, a menor intervenção”. Habitante de Júpiter, revelou: “Onde habito, há melodia em toda parte: no murmúrio das águas, no ciciar das folhas, no canto dos ventos; as flores rumorejam e cantam; tudo produz sons melodiosos. Sê bom, alcança este planeta pelas tuas virtudes”. E fornece essa pérola para esse tema: A música religiosa ajuda a elevação da alma. O pensamento compõe e os ouvintes desfrutam. Claro que a história humana registrou a presença de grandes gênios da música em nosso planeta. Seria impossível relacioná-los todos num simples artigo, abordar suas conquistas e feitos, a genialidade que nos ofereceram. Optamos por Mozart, pois que presente na Revista Espírita.
E na mesma publicação, de maio de 1861, o Espírito Lamennais (brilhante escritor, figura influente e controvertida na história da igreja francesa e ordenado padre aos 34 anos) afirma: a música é a arte que vai mais direta ao coração.
Já na edição de janeiro de 1869, o mesmo Rossini afirma: para ser músico, não basta mais alinhar as notas sobre uma pauta, de maneira a conservar a justeza das relações musicais: assim só se produz ruídos agradáveis; mas é o sentimento que nasce sob a pena do verdadeiro artista. É ele que canta, que chora, que ri. Mas para dar alma à música, para fazê-la chorar, rir, uivar, é preciso em si mesmo ter sentido estes diferentes sentimentos de dores, de alegrias, de cólera.
E Kardec, com toda sua lucidez, também na Revista Espírita, exemplar de setembro de 1864, nos traz essa importante revelação: A música comove as fibras entorpecidas da sensibilidade e as predispõe a receber as impressões morais. A música amolece a alma – é poderosa auxiliar de moralização.
Nesta altura, como poderíamos esquecer os grandes nomes da música nacional e internacional? Vozes inesquecíveis, melodias extraordinárias, compositores, autores, intérpretes, conjuntos, maestros, letras e apresentações que marcaram época e conquistaram memórias em todos os tempos, em composições inesquecíveis e belíssimas.
Neste ponto, podemos buscar a questão 251 de O Livro dos EspíritosOs Espíritos são sensíveis à música? E a resposta: Queres falar da vossa música? O que ela é diante da música celeste? Desta harmonia que nada sobre a Terra pode vos dar uma idéia? Uma é para a outra o que o canto do selvagem é para a suave melodia. Entretanto, os Espíritos vulgares podem experimentar um certo prazer em ouvir a vossa música, porque não são ainda capazes de compreender outra mais sublime. A música tem para os Espíritos encantos infinitos, em razão de suas qualidades sensitivas muito desenvolvidas. Refiro-me à música celeste, que é tudo o que a imaginação espiritual pode conceber de mais belo e de mais suave.
Tudo isso para pensarmos no esforço da espiritualidade em despertar nossa sensibilidade. Seja através da música religiosa – em corais, conjuntos ou valores individuais’ –, de qualquer denominação, seja pelas canções que marcam as crianças para sempre ou pelas melodias dos grandes gênios musicais de nossa história… Ou mesmo, e por que não, nas músicas contemporâneas e fruto do regionalismo, em todo o planeta?
É que a música é também um dos instrumentos de despertamento da sensibilidade humana. Existem vários, como a dor através da expiação; as provas através dos obstáculos; a fé como virtude, entre tantos outros. E entre eles, a música, para elevar nosso padrão vibratório e nos convidar a pensar na grandeza de Deus.
Ponderemos que estamos num mundo de provas e expiações, onde ainda há império do mal. E se, num plano de provas e expiações, já temos os sons magníficos da natureza, a voz humana que sensibiliza nos esforços e combinações vocais, e a presença das belas músicas que nos ajudam a viver com mais harmonia, podemos imaginar o que nos aguarda para o futuro?
Selecionemos, pois, as belas conquistas que já possuímos no campo desta arte maravilhosa que é a música, para elevarmos o padrão espiritual de nossos ambientes. Deixemo-nos comover pela mensagem que trazem; reflitamos nas motivações que ensejaram a concepção dessas peças que verdadeiramente nos comovem pela beleza e sublimidade. E, obviamente, prestemos também mais atenção no canto dos pássaros; no latido dos cães e sons característicos de outros animais; nos sons naturais de trovoadas, chuvas e ventos e mesmo na variedade das vozes humanas, para percebermos o quanto o som influencia nossa harmonia ou desarmonia interior. É, como em tudo, uma questão de seleção e afinidades. Aprendamos, pois, a selecionar…
*Gioacchino Antonio Rossini – Compositor italiano – 29-11-1792 – 13-11-1868
Nota do autor: As transcrições efetuadas nesta matéria foram de edições do Instituto de Difusão Espírita, com tradução de Salvador Gentille.
Matéria publicada originariamente na REVISTA INTERNACIONAL DE ESPIRITISMO, edição de dezembro de 2004.

Solitude, solidão, solicitude – Orson Peter Carrara



As três palavras são muito parecidas, sonoridade semelhante, mas suas definições são bem distintas. E podem abrir universos de exemplos e abordagens. Aqui a abordagem é motivada pela curiosidade cultural das três palavras.
Vejam que interessante:

Solitude é o estado de privacidade de uma pessoa, não significando, propriamente, estado de solidão. Pode representar o isolamento e a reclusão, voluntários ou impostos, porém não diretamente associados a sofrimento. 

Solidão:estado de quem se acha ou se sente desacompanhado ou só; isolamento. Ou ainda sentir-se triste e infeliz devido ao isolamento social. E também não necessariamente em sofrimento.

Solicitude:boa vontade, desejo de atender da melhor maneira possível a alguma solicitação; empenho, interesse, atenção. Ou ainda afã e diligência em tratar, alcançar ou conseguir algum fim.

Outras palavras e exemplos podem ser trazidos com a mesma ocorrência de semelhança em letras e sonoridade, mas fiquemos apenas com essas com o objetivo de buscar a importância de cada uma delas.

Afinal podemos estar em estado de solitude, com ou sem solidão, e exercitar a solicitude. 

Ou ser solícito, com ou sem solitude ou solidão... Muito interessante os exemplos que podem se encaixar nessa linha de raciocínio. E igualmente podemos estar nos três estados, individualmente em cada um ou nos três ao mesmo tempo. Quantas situações! Ou em apenas dois, como por exemplo, em solitude e solidão, sem solicitude. Confundiu? É que as variadas circunstâncias ou situações humanas podem nos situar em quadros como os acima citados.

As três são úteis e o importante é que vivamos essas experiências com solicitude, ainda que nos utilizemos ou não da solidão ou da solitude. Em privacidade ou solitário, a disposição de boa vontade é sempre a marca da moralidade.

Nos embates da atualidade o que se vê mais é solitude desrespeitada, a solidão provocada e muitas vezes sofrida ou vivida com egoísmo, e pouca solitude, exceto se nos próprios interesses. Por isso os sofridos quadros morais que estamos vivendo. Melhor que transformemos a nossa possível solidão ou nossa solitude em posturas práticas de solicitude. Aí a vida fluirá com mais abundância.

Por isso afirma Auta de Souza na bela página Sublime Encontro:
Se procuras o Cristo Soberano
      Por excelso refúgio às próprias dores,
      Busca hoje e amanhã, por onde fores,
      O torturado coração humano.

      Desce ao vale dos grandes amargores,
      Onde revelam sofrimento insano
      A aflição, a miséria e o desengano,
      Entre flagelos purificadores.

      Desce à feição do Sol na noite fria,
      Guardando a caridade por teu guia,
      Ajudando e servindo cada hora...

      E, ante a luz da Divina Primavera,
      Encontrarás o Cristo que te espera,
      Crucificado em cada ser que chora.

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Comentário de angela carneiro da cunha em 5 junho 2012 às 22:37

parabéns texto orson peter, muito bom,abraços

Comentário de angela carneiro da cunha em 5 junho 2012 às 22:36

orson peter ler seus textos muitos bons. parabéns a vida é dura, p/quem

não está preparado p/viver.obrigado, estar c/josé aparecido e sua turma.

abraços aos amigos,

Comentário de Alfredo Zavatte em 6 maio 2011 às 1:27

Olá  Orson, paz  e bênçãos à  vc  e aos  seus.

Quero lhe  dizer que  li o Livro "A Volta "   e montei a palestra, com todos os detalhes que ela merece pela beleza que a doutrina Espirita nos concede ha mais de  150 anos, nos brindando de forma simples o ensinamentos do Cristo e que infelizmente em outros países a Doutrina dos Espiritos é pouco conhecida e não levada a sério.

Após a sua  autorização de montar a palestra, o fiz e já apresentei-a  em alguns centros e  todos gostaram, pela riqueza  de  detalhes.

Sou grato à  vc  por me autorizar a fazer a mesma palestra que vc  apresentou no 2º Encontro "Amigos de Chico ".

Foram muitas as  pesquisa que tive  que fazer  para  monta-la, mas  valeu a pena.

Grato

Abraços

Alfredo

Comentário de Cicera Maria da Silva Huffenbaec em 10 fevereiro 2011 às 9:33

È difícil falar sobre ess Ìcone da Doutrina Espírita, pois tudo que podemos falar pode deixar a desejar para expressar nossa admiração pela sua pessoa e agradecimento a Deus por ter nos presenteado com tamanha sabedoria e simplicidade de espírito!!!  Sou coruja mesmo, amo esse ser humano de todo coração, e quiçá, DEus permita (e nós mereçamos) que cheguem mais Espíritos com essa evolução para que continuem esse trabalho brilhante e necessário de espalhar a nossa Doutrina com sabedoria, humildade e pureza de espírito que dá a segurança em suas palavras e lhe traz a verdade no olhar!!!! Que o Mestre em Sua bondade infinita continue protegendo, amparando e iluminando este Ser tão importante em nossas vidas!!!

Comentário de Maria Luci Sales Marques em 22 novembro 2010 às 16:07
GRANDE HOMEM SEM DUVIDA.PORQUE SERÁ QUE SERÁ QUE HOJE EM DIA EXISTEM TÃO POUCAS PESSOAS COM TAMANHO BRILHANTISMO DE CARÁTER,PERSONALIDADE E CONDUTA???PAZ E BEM!1
 

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