REDE AMIGO ESPÍRITA

Divulgando, Instruindo e Unificando!!!

Iniciamos uma série de postagens referente ao Estudo Minucioso do Evangelho. Esperamos que estas matérias sejam motivo de estímulo para implantarmos em nossas casas espíritas, no estudo do Evangelho no Lar, a metodologia que abra os portais do próprio coração.

Sds fraternas

Beto Costa - FEEAK MINAS

O TESOURO NO CÉU

Mateus 6:19-21;

João Ferreira de Almeida – RC;

Evangelho Segundo o Espiritismo–

capitulo 25, item 6;

 

19Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; 20 Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. 21 Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. (Mt 6:19-21).

 

“NÃO AJUNTEIS – A primeira impressão que se tem ao ler essa passagem é a de que ela se refere apenas aos ricos, àqueles que possuem muitos haveres. Contudo não é assim, pois o ensinamento se destina a todos, ricos e pobres no conceito do mundo. “Não ajunteis” – ora, para ajuntar, para reunir, somos inspirados pelo desejo de colocar um ao lado do outro, de amealhar, o que, não raro, fazemos sem nos ser necessário e, muitas vezes, em detrimento do nosso semelhante. Assim, à medida que crescem os nossos bens, crescem a nossa responsabilidade e os nossos débitos, pois, com essa maneira de proceder, nos esquecemos dos direitos do nosso próximo. E o que tiramos hoje, amanhã (fatalmente) teremos que devolver acrescido de juros e correção monetária, isto é, em valor correspondente à época.

 

“TESOUROS – Quando falamos em tesouros, não podemos pensar só em bens e de grande valor, não. A coisa pode ser insignificante, o valor somos nós que lhe atribuímos. Desse modo, há portadores de milhões e de bens preciosos desapegados, como existem miseráveis escravos de bagatelas às quais encaram como seus tesouros. De valor ou não, nós somos que dá a condição de tesouro ou não às coisas. Questão de sentimento.

 

“NA TERRA – porque, sendo um mundo material, tudo se reveste de caráter transitório, se desgasta, se decompõe, se torna superado. Exemplo: construímos uma casa. Ao terminá-la notamos que já se encontram à venda muitos materiais superiores, que poderia ser mais funcional, que isso ou aquilo deixa a desejar.

 

ONDE A TRAÇA E A FERRUGEM TUDO CONSOMEM – A traça e a ferrugem simbolizam os agentes naturais que promovem a destruição e a conseqüente renovação de tudo no nosso planeta. A traça age nos elementos que não oferecem resistência; a ferrugem ataca aqueles que nos parecem resistir ao tempo. Única maneira de conservar algo é usá-lo; do que podemos deduzir uma lei; “a lei do uso”. Só devemos possuir o que nos é necessário, o que passa disso começa a constituir problema, no mínimo de conservação.

 

“E ONDE OS LADROES MINAM E ROUBAM” – São vários os tipos de ladrões. Primeiro os homens, os encarnados que gostam de se apropriar de coisas alheias. Temos os animais depredadores. Temos em nós os animais depredadores. Como trazemos em nós várias personalidades (produto de numerosas reencarnações), algumas crescem, se agigantam, transformando o que poderia ser motivo de bem-estar, de progresso em causa de lutas, de perseguições, de usura, de escravidão... são os ladrões que trazemos dentro de nós mesmos. Eles promovem o desvio das finalidades.  Os ladrões podem ser também desencarnados que, com insinuações malévolas (acolhidas em nosso coração) fazem dos tesouros uma desgraça, provocando discórdias, perseguições, lutas. Roubam com relação à finalidade.

 

“MINAM” – Consumir; corroer, solapar; prejudicar clandestinamente. Ação imperceptível ou quase. Daí transformar o possuidor de tesouros materiais (que são apegados) em escravos ao invés de em senhores. Em vigias ao invés de criaturas que usufruem os seus bens com equilíbrio e discernimento.

 

“E ROUBAM” – Nada foi feito para permanecer com um só individuo ou uma só família constantemente. Se não nos tomam á força, a própria vida se encarrega de entregar a outros, de passar a outras mãos os nossos bens. São incêndios, falências, herdeiros perdulários. Outras vezes todo dinheiro, todos os bens são entregues a médicos e organizações hospitalares por quem busca a cura de uma enfermidade... há ainda, os casos de casamentos em família, para preservar os tesouros no clã, até que se conscientizem de que os filhos dos consórcios são incapazes (porque degenerados) de gerir as heranças... Todo tesouro material por ser exterior, está sujeito a mudar de mãos, de donos.

“Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam.” (Mt 6:20).

 

“MAS” – Conjunção designa oposição. De fato, é como se o curso das idéias viesse num sentido e fosse mudado. Até aqui se tratavam de coisas materiais; de agora em diante de fatos espirituais, mostrando a sua excelência.

 

“AJUNTAI” – Na terra todas as coleções estão sempre incompletas, fazendo a infelicidade dos seus proprietários. A moeda rola; a nota voa... com relação ao que é espiritual, devemos nos empenhar em reunir, em ajuntar, porque jamais será em detrimento de alguém, em prejuízo de alguma coisa. Lucrar quem ajunta virtudes, e os seus circunstantes. É muito mais fácil viver junto de alguém mais virtuoso...

 

“TESOUROS – Há tesouros e tesouros. Uns, cujo valor é somente o que lhes atribuímos. outros valem, porque sua importância é intrínseca, real, verdadeira. Valem aqui e em qualquer lugar, na Terra e no espaço. Com os bens materiais não acontece o mesmo. O cruzeiro, por exemplo, vale X aqui, e muito menos no Japão, Alemanha ou América do Norte. O tesouro constituído por bens espirituais é inalienável, intransferível. Acompanha a criatura onde quer que ela se encontre.

 

“NO CÉU” – Não é lugar, mas estado íntimo. Quando há paz de consciência, tranqüilidade no coração existe céu. A prática do bem que vamos amealhando no coração dá uma sensação de plenitude. É o céu ação, realização, com beneficio geral.

 

ONDE NEM A TRAÇA NEM A FERRUGEM CONSOMEM, E ONDE OS LADROES NÃO MINAM, NEM ROUBAM.” – De fato, as construções espirituais e as conquistas de igual teor não conhecem destruição. Até as edificações no plano espiritual de certo equilíbrio, de certo nível não se desagregam. Elaborações mentais têm consistência relativa ao plano em que se encontram. Podem ser reformadas, sem destruição, se julgam necessário. Permanecem através dos tempos indestrutíveis. É a falta de lastro que faz o ladrão. É o desejo falso de auto realização. Estamos falando de tesouro, real, autentico. Esse está fora do alcance de qualquer agente destrutivo ou da ação de ladrões, porque quando nossas virtudes são ainda duvidosas, constituem ainda mistos de sombra e de luz, de verdade e mentira, o ladrão da desconfiança, do desanimo pode insinuar-se...

 “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” (Mt 6:21).

 

“PORQUE ONDE ESTIVER O VOSSO TESOURO,” – Na Terra ou no céu. Nas coisas materiais ou espirituais. Essa afirmativa propõe motivo para séria  reflexão e até para modificação de conduta, de modo de encarar a própria existência. Se estiver na terra, precisamos nos lembrar de que não iremos ficar aqui eternamente. Que antes de sermos criaturas humanas, somos espíritos imortais. O que é material pode nos satisfazer por um certo tempo e até certo ponto; porque um dia as necessidades espirituais irão se impor, como urgentes, imprescindíveis.

 

“AÍ ESTARÁ TAMBÉM O VOSSO CORAÇÃO.” – Coração simboliza sentimento. Simboliza apenas, pois quem sente é o espírito. Envolveu-se o coração nisso porque é o órgão material que se constitui verdadeiro termômetro das emoções e que, na verdade, está na dependência do centro vital chamado CARDÍACO (situado no corpo perispiritual) que age sobre a circulação do sangue e a emotividade.

Este ultimo versículo começa com o PORQUE. Sempre que Jesus recomendava algo, mencionava o motivo, para desenvolver em cada um dos seus discípulos um conhecimento raciocinado, uma fé consciente.

Usando o livre-arbítrio, podemos colocar onde quisermos onde preferimos o nosso tesouro, ou (ainda) fazermos do que desejarmos o nosso tesouro. Questão de escolha. O que tem valor para um quase ou nada vale para outro. Depende da evolução e, naturalmente, do entendimento. Quando Jesus fala AÍ ESTARÁ, fala no futuro, dando a entender uma decorrência do procedimento escolhido.

 

“TAMBÉM” – Além de outras coisas, como o zelo, o interesse, a preocupação.

 

“O VOSSO CORAÇÃO Ou sentimento. Ora, se o nosso sentimento está como satélite de coisas inferiores também inferiores serão as nossas ações e reações. Um sentimento polarizado por algo menos bom pode desfigurar toda uma existência. Ao contrário, tudo será diferente, se nosso tesouro for de natureza espiritual, constituído de bens reais, virtudes, porque o nosso sentimento nessas circunstancias, só poderá produzir bons frutos, para a felicidade geral. Com o sentimento nos apegamos. Se o fazemos às coisas materiais, acabamos continuando presos ao mundo, à matéria até mesmo depois de desencarnados. Se o nosso sentimento gira em torno do que é espiritual, estamos a caminho da libertação integral.

Onde estamos pondo o nosso coração?

 

 

Belo Horizonte, 11-5-1978.

http://feeak.com/2013/09/12/o-tesouro-no-ceu-estudo-do-evangelho/

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Respostas a este tópico

'Voces foram inspirados pelo Alto ao tomarem esta iniciativa.Tivemos oportunidade de conhecer o Sr. Honório Abreu e desde então temos nos esforçado para implantar grupos de "Miudinho" em nossa Casa Espírita. Mas o método exige um certo "treino". Essa a nossa dificuldade maior. Com estes estudos postados, temos não só o estímulo que vocês esperam mas também exemplos de como o Estudo Minucioso do Evangelho funciona.  Suas postagens podem também nos ajudar na elaboração de Oficinas que temos em mente realizar visando a propagação desta metologia que, como vocês disseram, abre os portais do próprio coração.Parabéns e obrigada!

Amigos,
Eu deduzi o mais importante esta no seu coração que e a Fe em Jesus,que e única coisa que teremos encarnados desencarnado e nosso Amor a Jesus, nosso tempo a Evangeizacaono lar, para recofatar,
Hieginzarnseu lar, ja faço semanalmente.
Todos os materiais ficam com o tempo, se decompõe e nada e eterno.
So nosso Amor por Jesus, muito bonito, este amor, Pai que nos entendem como ninguém.
A única coisa quer muitos brigam com Ele, que seu tempo.
E diferente das nosso, aprendam que Ele tem sua hora.

Nosso Amor por Jesus e terno depois que nos apaixonamos Jesus e eterno.

Temas valorosos que servem de norteamento em nossas palestras.

Abraços Fraternos.

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