“Você ainda vai cair e vai se machucar jogando bola na chuva nesse chão liso!”. Qual foi o filho que nunca ouviu de sua mãe que levasse um guarda-chuva “porque vai chover”? Alguém acha que, com tais avisos, uma mãe estará desejando o pior para seu filho? É claro que não. Sabemos todos que, ao agir assim, as mães tentam prevenir seus filhos em relação a algo que sua experiência diz ter probabilidade de acontecer e que, se sua criança adotar certas medidas, se mudar suas posturas, poderão não acontecer. É completamente coerente com o exemplo mais corriqueiro e profundo de amor que foi colocado em nossas vidas – as mães –, que o amor superlativo, Deus, busque, por seus emissários mais lúcidos, fazer o mesmo com seus próprios filhos. É racional, é lúcido. E tem gente que não entende quando Emmanuel diz, através de Chico Xavier, que “As profecias são reveladas aos homens para não serem cumpridas”.

Assim, soam infantis os debates acalorados em que almas lúcidas se digladiam para saber se as profecias são legítimas, verdadeiras ou não. Julga-se a árvore pelos seus frutos, podemos conferir razão para uma profecia se, para que não aconteça, direcione os homens a uma mudança de atitude, a uma mudança em seu interior e nas coletividades que seja coerente com a razão, com outras mensagens coerentes e com os Evangelhos do Cristo.

É nesse sentido que propomos o exame, agora, do cerne das afirmativas feitas por Jesus aos primeiros mártires cristãos anotadas por Emmanuel pela psicografia de Chico Xavier, à página 206, Capítulo VI – Alvoradas do Reino do Senhor, do livro Há Dois Mil Anos.

"Quando a escuridão se fizer mais profunda nos corações da Terra, determinando a utilização de todos os progressos humanos para o extermínio, para a miséria e para a morte, derramarei minha luz sobre toda a carne e todos os que vibrarem com o meu reino e confiarem nas minhas promessas, ouvirão as nossas vozes e apelos santificadores!... Pela sabedoria e pela verdade, dentro das suaves revelações do Consolador, meu verbo se manifestará novamente no mundo, para as criaturas desnorteadas no caminho escabroso, através de vossas lições, que se perpetuarão nas páginas imensas dos séculos do porvir!... Sim, amados meus, porque o dia chegará no qual todas as mentiras humanas hão de ser confundidas pela claridade das revelações do céu. Um sopro poderoso de verdade e vida varrerá toda a Terra, que pagará, então, à evolução dos seus institutos, os mais pesados tributos de sofrimentos e de sangue... Exausto de receber os fluidos venenosos da ignomínia e da iniqüidade de seus habitantes, o próprio planeta protestará contra a impenitência dos homens, rasgando as entranhas em dolorosos cataclismos. .. As impiedades terrestres formarão pesadas nuvens de dor que rebentarão, no instante oportuno, em tempestades de lágrimas na face escura da Terra e, então, das claridades da minha misericórdia, contemplarei meu rebanho desditoso e direi como os meus emissários: Ó Jerusalém, Jerusalém?...   Mas Nosso Pai, que é a sagrada expressão de todo o amor e sabedoria, não quer se perca uma só de suas criaturas, transviadas nas tenebrosas sendas da impiedade!... ".

Chico Xavier, conforme nos tem sido repetido por Geraldo Lemos Neto, especialmente no livro “Não será em 2012”, mas também em entrevistas e palestras pelo Brasil a fora, teria dito que a humanidade terrestre tem o prazo até 2019 para provar que é capaz de resistir à tentação de usar armas de destruição em massa para resolver suas diferenças. Teria alertado, inclusive, que, no caso da pior decisão, o homem e seus artefatos bélicos apenas iniciariam a terceira guerra, mas o que a terminaria, levando bilhões de criaturas, seriam as convulsões da própria natureza do planeta, provocadas pela insanidade humana.

Aqui o Messias apontou que “o próprio planeta protestará contra a impenitência dos homens rasgando suas entranhas em dolorosos cataclismos” “quando a escuridão se fizer mais profunda nos corações da Terra, determinando a utilização de todos os progressos humanos para o extermínio, para a miséria e para a morte”.

Há uma evidente convergência entre as mensagens, mesmo entre estas e o Sermão Profético e, um pouco mais difícil de decifrar, com o Apocalipse de João. Vemos profunda convergência, também, com as bem-aventuranças do Sermão do Monte, sublime roteiro de elevação espiritual da criatura, ao reservar a condição de “filhos de Deus” aos pacificadores, ao garantir “misericórdia” aos misericordiosos, ao prometer que os “mansos” herdarão a terra, elegendo como foco central para esse estágio da nossa humanidade a Paz, luminosa e soberana.

Que podemos nós fazer? Engana-se o estudioso que deduzir dessas lições que podemos apenas rezar para que os líderes e os terroristas não deflagrem seus arsenais atômicos, pois a Paz pregada pelo Messias e seus emissários não é apenas a paz da não-guerra, ainda que a não conflagração mundial tenha tanta importância para nossos destinos. Logo na terceira bem aventurança, muito longe, portanto, da penúltima que destina a sublimidade aos pacificadores, está a meta da mansidão, da auto-pacificação, à qual nos podemos concentrar com o objetivo de permanecer na Jerusalém renovada, na Terra, já mundo de regeneração.

De resto, Kardec deixa claro no Capítulo III do ESE – Há muitas moradas na casa do meu Pai, que o que define o estágio de um mundo é a vibração mental de seus habitantes. Visualizemos, assim, nosso planeta como um imenso campo energético, de cujas densidades brotam, poderosos, os fatos e os atos na Terra. Daí concluiremos que nosso livre arbítrio estará menos nos atos e escolhas que pensamos decidir livremente do que nas contribuições que fazemos momento a momento, conscientemente ou não, ao campo vibratório que faz dos acontecimentos, depois, simples raios que ligam os campos elétricos muito carregados durante uma tempestade.

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