“Progressistas” suas as ideologias não se ajustam à mensagem dos espíritos   (Jorge Hessen)

 

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

 

Deus não concede privilégios a ninguém, e, se há sofredores e felizes é por força do mau ou bom uso do livre arbítrio do Espírito. Por força da liberdade de escolha, cada pessoa decide qual o caminho a seguir. Não é com regozijo que coexistimos com o infausto vulto do “mendicante social”.

Quem é tal figura?

Ressalvando-se as exceções, não ignoramos que há pessoa insensível, usurpadora, que abomina trabalhar, não produz nada para a sociedade e (sobre)vive vampirizando os recursos dos programas sociais do estado. Apresenta-se como uma coitadinha, “abandonada social”, e exige impetuosamente muitos direitos para si, despreocupada com os próprios deveres.

Existe pessoa que fala de si como uma infeliz desfavorecida, mas não cumpre  suas obrigações, ou se as cumpre, entende que está sendo explorada. Não gosta de estudos, detesta leituras (quando alfabetizada). Quase sempre por ter ojeriza à sala de aula e professores, esquivou-se da escola, mas responsabiliza a sociedade e o “(des)governo” por sua condição de iletrada e pobre.

Não esqueçamos que Deus proporciona a todos os seres idênticas e incessantes oportunidades de crescimento. Coloca em estado latente o mesmo poder, a mesma sabedoria e os mesmos estímulos evolutivos para todos, no longo e difícil trajeto para a perfeição.

Nessa linha de raciocínio, o que pensar do cidadão que execra e exorciza tudo o que exige raciocínio? Aquele que vive na sua trapeira sem quaisquer bens, exceto um aparelho de TV, para poder discutir sobre capítulos de novela e jogos de futebol.

 Comumente alimenta a fé nas religiões que praticam o comércio espiritual, prioritariamente as que incluam exorcismos e rituais com berreiros e espasmos convulsivos. Culpa o destino, o governo, a raça, a cor, o bairro onde reside. Em suma, a responsabilidade da sua inércia é sempre do outro.

O Criador criou-nos essencialmente idênticos, contudo nem todos fomos criados na mesma época, e, por conseguinte, uns são mais velhos e somam maior conjunto de aquisições do que outros mais “jovens”. As desigualdades entre nós estão na diversidade dos graus da experiência alcançada e do exemplo nos caminhos do bem sob a tutela do livre arbítrio.

A variedade das aptidões, ao contrário do ideal igualitário, é um meio propulsor do progresso social, já que cada homem contribui com sua parcela de conhecimento. As desigualdades que apresentamos entre nós, seja em inteligência ou moralidade, não derivam de privilégios de uns em detrimento de outros, mas do maior ou menor aproveitamento desse “tempo cósmico”, no esforço do alargamento das habilidades e virtudes que nos são inerentes, consoante o melhor uso do livre arbítrio por parte de cada um.

Destarte, as desigualdades naturais das aptidões humanas são os degraus das múltiplas experiências do passado. E cremos que essas diferenças constituem os agentes do progresso e paz social.

Como se vê, a nossa tese é contrária à pretendida igualdade sócio-econômica, frequentemente artificial na vida de relação dos Espíritos encarnados. Por que não são igualmente ricos todos os homens?

Com base nas instruções do XVI capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo, aprendemos que não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.

A desigualdade social é o mais elevado testemunho da verdade da reencarnação, mediante a qual cada espírito tem sua posição definida de regeneração e resgate. A pobreza, a miséria, a guerra, a ignorância, como outras calamidades coletivas, são enfermidades do organismo social, devido à situação de prova da quase generalidade dos seus membros. Cessada a causa patogênica com a iluminação espiritual de todos em Jesus-Cristo; a moléstia coletiva estará eliminada dos ambientes humanos.

Carece, pois, o pobre de motivo assim para acusar a Providência, como para invejar os ricos e estes para se glorificarem do que possuem. Se abusam, não será com decretos ou leis santuárias que se remediará o mal. As leis podem, de momento, mudar o exterior, mas não logram mudar o coração; daí vem serem elas de duração efêmera e quase sempre seguidas de uma reação mais desenfreada. A origem do mal reside no egoísmo e no orgulho: os abusos de toda espécie cessarão quando os homens se regerem pela lei da caridade.

A Mensagem de Jesus não preconiza que os ricos do mundo se façam pobres e sim que todos os homens se façam ricos de conhecimento, porque somente nas aquisições de ordem moral descansa a verdadeira fortuna. Reconhecemos que o socialismo que vigora em muitos países da Terra é uma bela expressão de cultura humana, enquanto não resvala para os polos do extremismo.

 Porém, a concepção igualitária absoluta é um erro grave dos estudiosos, em qualquer departamento da vida. A tirania política poderá tentar uma imposição nesse sentido, mas não passará das espetaculosas uniformizações simbólicas para efeitos exteriores, porquanto o verdadeiro valor de um homem está no seu íntimo, onde cada espírito tem sua posição definida pelo próprio esforço.

Aos radicais segmentos “progressistas” vimos esclarecer que aceitar os preceitos espíritas não significa concordância conformista dos problemas de natureza econômica e política, porém maior compreensão desses estágios humanos.

Os conceitos espíritas não concebem as desigualdades como algo estático e insensível a mudanças pelas nossas ações. As lições espíritas jamais visam privilegiar os interesses de uma elite rica no campo social.

A necessidade de se transformar a nossa sociedade desigual em uma sociedade justa é o escopo doutrinário, sem necessidade absoluta de ideologias materialistas e tacanhas para esse desiderato.

 

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Comentário de LUIZ CARLOS DUARTE FORMIGA sexta-feira

A ESQUERDA ERROU E POR ISSO PERDEU.

Esquerda optou deliberadamente em pôr ideologia antes da ética. Alertei meus amigos marxistas sobre o erro que cometiam. (1)

Trocar a ética pela ideologia é um grande erro, mesmo que pense na construção do belo e do bem. (2)

Leia mais

  1. https://poliarquia.com.br/2018/11/08/esquerda-optou-deliberadamente...
  2. https://blogdobrunotavares.wordpress.com/2017/08/25/um-grave-erro-p...
Comentário de os pae em 2 novembro 2018 às 21:37

A economia do mundo atual está periclitante e não consegue se recuperar da debacle econômica de 2008, aliás, a maior das últimas 8 décadas. Tudo teve início nas quebras de grandes bancos nos EUA, deixando um rombo estimado em quase US$ 3 trilhões. A crise de então se expandiu pelo planeta, provocando amplos cenários de desemprego e recessão. A rigor, as principais economias do mundo ainda não se recuperaram. Apesar de toda essa tempestade econômica, paradoxalmente o número de bilionários duplicou.

Os fatos demonstram que as crises econômicas têm o poder de concentrar renda e deixar os ricos mais ricos. Como resolver isso? Seguramente não será com as ideologias extremistas do igualitarismo. Quanto maior a desigualdade econômica num país, mais forte tende a ser a divisão ideológica entre os chamados grupos do “igualitarismo” e do “liberalismo”. E a história sugere que a superconcentração de recursos redunda em algum tipo de desordem. Por isso, a desigualdade das riquezas é um dos problemas que preocupa muita gente. Mas, debalde se procurará resolver tal desigualdade levando em conta apenas a unicidade das existências.

Afinal, por que não são igualmente ricos todos os homens? Indagou Kardec aos Benfeitores que responderam: “Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar”. [1] E mais, é fato matematicamente demonstrado que “a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente. Por outra, se efetuada essa partilha, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões. Supondo ainda que seja possível e durável essa divisão, cada um teria somente com o que viver e o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade”. [2]

Ora, “se Deus concentra a riqueza em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades. Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos”. [3] Eis aí uma prova da Sabedoria e da Bondade Divina. Dando o livre-arbítrio ao homem, quer Deus que o mesmo chegue, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e opte pelo bem, de livre vontade e por seus esforços. Obviamente a harmonia da sociedade não virá por decretos, nem de parlamentos que caracterizam sua ação por uma força excessivamente passageira.

Os conceitos do Espiritismo defendem a meritocracia do ideário liberal, a liberdade individual e quem pugna por esses valores não deve ser tido como um reacionário. O princípio da improfícua ideologia igualitária sempre fascinou a mente revoltosa, porque parece ser mais “justa”, e atender melhor à parte mais desprotegida da humanidade. Irrisão! Essa ideologia carrega consigo uma mancha execrável. Não é capaz de respeitar o que é inerente ao ser humano, que é o livre arbítrio individual. Como não conseguirá jamais se estabelecer com a concordância dos cidadãos, precisa se impor à força para que os “mais iguais” (grupos artificiais) minoritários liderem e dirijam a “liberdade” do resto da população reprimida.

Reafirmamos que os adeptos do materialismo sonham com a igualdade irrestrita das criaturas, sem compreender que, recebendo os mesmos direitos de trabalho e de aquisição perante Deus [aceitem ou não!], os homens, por suas próprias ações, são profundamente desiguais entre si, em inteligência, virtude, compreensão e moralidade. E consta nos anais da História que o “trabalho” , o “batente”, o “rala rala”, o “labor diário” para o ganha pão não é a credencial moral dos reivindicadores do princípio igualitário.

Sob o ponto de vista reencarnacionista, o Espiritismo ilustra os contra-sensos das teorias radicais do igualitarismo e coopera na restauração do adequado caminho da evolução social. Emoldurando a ideologia igualitária nos apelos cristãos, não se deslumbra com as reformas exteriores, para rematar que a excepcional renovação considerável é a do homem interior, célula viva do organismo social de todos os tempos, justando pela intensificação dos movimentos educativos da criatura, à luz eterna do Evangelho do Cristo.

De acordo com a História sempre existiram, existem e deploravelmente existirão grupos de materialistas, ateus e rebeldes extremistas em número significativo, que são estrepitosos, violentos e constituem ameaça à liberdade do cidadão. E quem se opõe à sua cartilha agressiva não pode ser considerada uma “maioria” alienada e muito menos cidadãos que se sentem ameaçados nas suas conquistas, construídas com trabalho e dignidade. Ora, qualquer ideologia de princípios igualitários não pode perder de vista a sábia máxima do Cristo “a cada um segundo seus merecimentos”.

Cabe ressaltar ainda que os princípios contidos em o Livro dos Espíritos relativos às leis morais, e mesmo no Evangelho de Jesus, dão sustentação à fraternidade sem quaisquer pechas de ideologias igualitárias. Será perda de tempo valer-se da retórica vazia de que o livro “Nosso Lar” descreve uma comunidade com as falácias socialistas igualitárias, não é verdade! Pois lá se reafirma a lógica da meritocracia em que o indivíduo é abonado pelas virtudes e talentos morais conquistados. Aliás, um exemplo para qualquer sociedade de hoje ou amanhã.

Jorge Hessen

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Referência bibliográfica:

[1]           Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVI, RJ: Ed. FEB

[2]           Idem

[3]           Idem

Comentário de LUIZ CARLOS DUARTE FORMIGA em 27 outubro 2018 às 11:27

O texto acima permite abrir janelas diferentes, também difíceis de compreender pelos que se fixaram num ponto preto no quadro branco. A brancura é maior do que percebemos quando estamos fixados. Abrindo para os que gostam do bacharelado em direito. Por exemplo.

 Deus me livre! É o título do artigo. No inicio diz:

"Impossibilitados de matar Deus, com base em dados objetivos demonstrados racionalmente, os ateus só podem fazê-lo por decreto: “Deus não existe”. Acontece que desta forma ficamos diante de uma relação de coação, onde um dos pólos impõe sua forma de pensar. Esta é uma afirmação, não provada, baseada num dogma de fé, uma ideologia racionalista. Da falsa premissa, da inexistência de Deus, tiram suas conclusões. O perigo é que delas surgem projetos de lei e decisões judiciais.

Com o recente artigo publicado no Jus Navigandi, fevereiro de 2008, se pode pensar que no Brasil estamos caminhando para um Estado com “religião oficial”, deixando de ser laico para ser ateu."

 http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=10911

O que nos deixa perplexos é que “se Deus não existe, tudo é permitido”, desde o aborto até a eutanásia.

“Deus não existe”. A afirmação choca até aquela criança pequena que está em transição da heteronomia para a autonomia. Ela responderia: “Deus não existe, porque não quer!”

Continua em

http://www.espiritualidades.com.br/Artigos/F_autores_FORMIGA_Luiz_t...

Comentário de Maria Kemil em 26 outubro 2018 às 16:16

Realmente, o Chico faz falta, pois pelo que entendi do texto acima, os serviços voltados ao  bem estar social não vai  contribuir para a evolução espiritual, não concordo com esse texto, cada vez mais tendencioso.

A caridade é  a maior de todas as virtudes e foi realizada por Cristo , onde vejo que através dos serviços sociais, de políticas voltadas para o bem estar social são formas  de ajudar quem está necessitando.

Quem tem fome tem pressa.

Jesus mostrou que as necessidades físicas e espirituais do próximo são tão importantes qto as nossas, Jesus sempre disse : Que vós ameis uns aos outros , assim como eu vós amo.

Jesus ensinou que precisamos alimentar os famintos, abrigar os que não têm teto e vestir os pobres. Quando visitamos os doentes e os presos, é como se estivéssemos fazendo essas coisas pelo Senhor. Ele prometeu que, se fizermos isso, herdaremos Seu reino (ver Mateus 25:34–46).

Que o exemplo de Jesus e Chico sejam modelos a serem seguidos.

Por mais políticas voltadas ao bem estar social e que o amor vença. Não a violência.

Comentário de os pae em 19 outubro 2018 às 19:52
Comentário de Augustus Portugal Ramos em 12 outubro 2018 às 13:42

Me desculpem os amigos, mas tenho uma dificuldade enorme em entender o texto acima, quer dizer que o serviço social tão  difundido pelo Chico se tornou  um desserviço a evolução do espírito ???  Como o Chico faz falta !!

Comentário de LUIZ CARLOS DUARTE FORMIGA em 12 outubro 2018 às 9:21

Centros Espíritas confiscados. E as nossas crianças?

 

O Espiritismo pulsava livremente antes da 2° Guerra Mundial na antiga Tchecoslováquia. Depois os regimes políticos acabaram com o Espiritismo. O que sobreviveu ao Nazismo foi destruído pelo Comunismo. As religiões não eram bem-vistas e eram consideradas inimigas do regime opressor utopista e materialista.

As casas espíritas foram confiscadas e qualquer atividade espírita era proibida; algumas pessoas foram encarceradas, ou constantemente vigiadas.

Apesar de ser perseguido, e ter sofrido agressões da polícia, Vlado nunca abandonou o ideal espírita. Escondeu as obras de Kardec, que depois lhe foram  roubadas pela polícia. Ele traduziu ilegalmente livros espíritas, pois era fluente em Alemão e Esperanto. Foram mais de 100 livros, incluindo os psicografados por Divaldo Pereira Franco e Francisco Cândido Xavier.

Os comunistas enlouqueceram sua esposa doente aplicando-lhe injeções no hospital e conseguiram produzir-lhe o ódio, contra o marido.  Em seguida a obrigaram a denunciá-lo, destruindo seu casamento e a família.

Fonte: Revista Reformador (FEB )Ano 1280, nº 2171, fevereiro, 2010. (1)

O que caracteriza o Fascismo? (2)

  • Ser estatista.Mussolini dizia: “Tudo no Estado, nada contra o Estado e nada fora do Estado”.
  • Ser nacionalista e expansionista. Ser nacionalista em benefício do Estado e seus poderes e verbas, e não em benefício da sociedade e ser expansionista fora das próprias fronteiras.
  • Organizar parcelas da sociedade em corpos paramilitares, com estrutura de comando, exibi-los em ostensivos desfiles e os manter prontos para a ação, inclusive para a ação violenta.
  • Formar, com o comunismo e o nazismo, a tríade coletivista e totalitária do século XX.  O fascismo desconsidera a preciosa dimensão individual da pessoa humana, diluindo-a no coletivo do estado nacional.

“É muito raro que o gorro fascista seja arremessado por alguém que não o tirou da própria cabeça.”

Onde estão os fascistas no Brasil?

Leia mais

  1. https://blogdobrunotavares.wordpress.com/2017/03/06/o-materialismo-...
  2. http://www.puggina.org/artigo/puggina/o-fascismo-no-pais-em-que-viv...

 

Comentário de LUIZ CARLOS DUARTE FORMIGA em 9 outubro 2018 às 12:14

Español

¡Sin miedo de robar y ser feliz!

https://issuu.com/merchita/docs/sin_miedo_de_robar_y_ser_feliz_dr_l

 “Sin Miedo” Del Pleno Desenvolvimiento.

https://issuu.com/merchita/docs/primer_comentario_de_dr_luiz_carlos

Comentário de LUIZ CARLOS DUARTE FORMIGA em 7 outubro 2018 às 13:29

“Sem Medo” do Pleno Desenvolvimento

O que aconteceu nos últimos cinco anos?

A saúde, como vai? Houve desemprego? O sistema investiu na miopia política do eleitor? O edifício da economia implodiu? Diante de crimes onde havia excesso de provas chegamos à absolvição?

Lembro que as ruas procuravam o impeachment, sem regalias. Tive parentes e amigos que viram o problema do desemprego, de perto. Muitos, não conseguimos enxergar o que se deixou de entregar daquilo que se havia prometido. Outros esqueceram ou não querem ver o passado nem o futuro próximo da Venezuela.

Tenho sobrinho no hospital. A burocracia fez-me lembrar de Max Weber.

Burocracia é sistema de gestão utilizado por organizações. Sendo necessária para a empresa aplicar métodos de trabalho. Foi primeiramente descrita como tipo ideal de estrutura organizacional. Acredita-se que um sistema não pode funcionar eficientemente sem contar com pessoas competentes e especializadas. Para Weber além de competentes devem ter mérito para poder controlar a organização. Assim, o processo seletivo para a escolha de pessoas para os cargos deveria ser racional (real) e não apenas político.

As disfunções são confundidas com a Burocracia, aquela que leva a organização ao sucesso pleno.

As disfunções promovem o apego as normas e leis e desviam do foco principal da organização, que é implementar métodos de trabalho. A demora causa insatisfação na população a ser beneficiada. Sem disposição para trabalhar ela gera o subdesenvolvimento.

Enquanto o Brasil não investir em políticas públicas sem excesso de burocracia é utópico o desenvolvimento. Sem saúde não temos condições de competir com as maiores potências do mundo, nem poderemos construir uma sociedade mais digna, saudável e justa.

Descongelar as formas de gestão, dar prioridade ao que é necessário e urgente, deve ser objetivo para atingir o pleno desenvolvimento.

Enganam-se aqueles que traduzem a burocracia como um tipo de autoridade onde prevaleça a papelada e a demora em processos de trabalho. É exatamente o oposto, a burocracia é essencial para todo e qualquer tipo de empresa, sendo sinônimo de ordem, regra e  lei.

O que prejudica uma organização é o excesso de burocracia, tornando o sistema paralisado pelo apego desmedido a regras, normas e leis. Das disfunções da burocracia destacamos o excesso de formalismo e de papelório e as dificuldades no atendimento a clientes e conflitos com o público. Como é no Centro Espírita?

Importante é não esquecer que as disfunções da burocracia são um “prato feito” para gestores afeiçoados à propina nas Organizações Criminosas. No Centro Espiritas há o ataque de desencarnados especializados em “disfunções”. Uma pista é o poder neurótico (*)

Um centro espírita não pode negligenciar a “Sociologia da Solidariedade” para não afastar colaboradores em potencial.

(*) http://orebate-jorgehessen.blogspot.com/2011/03/apego-ao-cargo-o-po...

Comentário de LUIZ CARLOS DUARTE FORMIGA em 6 outubro 2018 às 16:57

Sem medo de roubar e ser feliz!

 

Uma economia baseada no livre mercado é, ou não é, o pior meio para criar sociedades com mais saúde?

O marxismo é melhor, ou pior, para a saúde, ou é apenas um conjunto de fantasias utópicas irrealizáveis?

A interpretação marxista da saúde se desenvolveu  sob o clima dos movimentos sociais em busca do direito universal à saúde. O materialismo histórico dialético foi o fundamento para a interpretação do processo saúde-doença. Teve como premissa a posição de classe como elemento fundamental, na explicação de como era a distribuição da saúde e da doença, assim como a predominância de tipos diversos de patologias.

  Tudo se quebrou quando a União Soviética desapareceu, mas, mesmo assim, não é justo desprezar Marx na história da saúde. Para o senso comum contemporâneo foi nociva a sua contribuição.  Na realidade, a saúde pública colaborou para o nascimento do marxismo. Encontravam-se, na época, condições degradantes de trabalho e esta situação da classe operária contribuiu para desvelar o custo humano do capitalismo.

Hoje, pensando num complexo medico-industrial, podemos ecoar os temores marxistas sobre a mercantilização de tudo aquilo que usamos para cuidar da vida. Por outro lado, é utópico propor  igualdade social, por meio da união entre os setores produtivos, por causa da resistência capitalista.

A próxima batalha entre o socialismo e o capitalismo certamente será em torno da saúde e da expectativa de vida, uma vez que o capitalismo parece ser o maior agente do progresso humano coletivo já criado.

No entanto, na saúde, Marx pode contribuir uma vez que elabora uma crítica da sociedade e um método de análise que permite explicar tendências inquietantes, tanto da medicina moderna, quanto da saúde pública.

Alguns exemplos: hoje temos a privatização da saúde e o poder das elites profissionais conservadoras; o crescimento do otimismo com as tecnologias; a importância dos fatores políticos determinantes da saúde; as tendências neoimperialistas da saúde mundial; as definições de patologias em função dos medicamentos e ainda a exclusão de comunidades estigmatizadas.

Olhando com uma lente marxista, lembremos que defende um conjunto de valores como a livre autodeterminação do indivíduo; uma sociedade igualitária; o fim da exploração; maiores possibilidades de participação pública na tomada de decisões coletivas, e a afirmação de nossa capacidade de mudar, bem como um sentido da interdependência e indivisibilidade da nossa humanidade comum.

Num mundo egoísta, consumista e de relações intersubjetivas líquidas, os espíritas mais ingênuos podem se aproximar do socialismo utópico. Alguns parecem alienados, como aqueles trabalhadores dissociados dos meios de produção e do produto.

Na sociedade geral, uma boa parcela de seres políticos, religiosos materialistas, que se dizem representantes do pensamento de Marx, já se demonstraram extremamente carentes das qualidades morais e sentimento de altruísmo necessários para a implementação das mudanças.

Temos banda podre. Os próximos dias serão duros!

Teremos que conviver com aproveitadores “sem medo de roubar e ser feliz”.

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