A Infidelidade Conjugal – Causas e consequências.

Quando falamos em infidelidade, ao contrario do que muitos podem pensar, vai muito além do adultério[i], a “infidelidade” é literalmente uma ruptura da confiança e ocorre vários contexto.

Eu costumo afirmar que todo o relacionamento é baseado em três “C”: Confiança, Companheirismo e Cumplicidade, e a união conjugal é o exemplo mais claro desse conceito.  A partir do enlace, e seus emaranhados contextos forma-se um laboratório de aprendizagem de provas para a evolução de todas as “almas” ali envolvidas e constituem família.

Quando não há um dos três “C”, a relação torna-se instável, e normalmente o que elimina literalmente a união (conjugal) é a falta de confiança; sem ela, passamos a viver de incertezas, e tonifica o ciúme e amplia o egoísmo.

O adultério ainda é o estopim  do desenlace  ao se falar em  perda de confiança entre os casais. Conforme o psicólogo e psicoterapeuta de casal Antonio Carlos Amador Pereira[ii]:

Para os homens comprometidos, a disponibilidade da mulher solteira é um atrativo fundamental. Na maioria dos casos, o homem casado joga a isca se colocando no papel de vítima de um casamento desgastado e dá à mulher solteira o papel de salvadora de seus problemas”[iii]

Em contra partida uma pesquisa da Universidade de Oklahoma, nos Estados Unidos, afirma que as mulheres que se relacionam com homens casados os veem como um porto seguro, mais dispostos a terem filhos e bem-sucedidos financeiramente.

Muitos pesquisadores  explicam que há diversas razões para que as  mulheres se sintam atraídas por homens casados e afirmam que em sua maioria são puramente psicológicas. Uma delas tem a ver com a autoestima e o sentimento de poder. Algumas mulheres sentem-se bem mais atraentes e seguras pelo mero fato de atrair um homem já ocupado e com o poder de monopolizar seu afeto e satisfazê-lo mais do que sua esposa em todos os sentidos.

O medo do compromisso é outra das questões que pode explicar por que as mulheres às vezes escolhem este tipo de relação. Más experiências amorosas anteriores ou a incapacidade de se submeter a uma relação íntima satisfatória são causas que levam algumas mulheres solteiras a manter relações com homens casados.

E existem também as que simplesmente preferem  um relacionamento sem cobrança.

No caso dos homens  infiéis a grande maioria  usam o sexo para satisfazer suas necessidades emocionais que não são atendidas. É por isso que se refugiam em uma situação onde acreditam que irão resolver essa necessidade, quando, na verdade, isso não acontece. Só aumentam a frustração e o desconforto.

Bem... A Universidade de “Bath“, Reino Unido, publicou um estudo chamado  “A infidelidade e a monogamia entre os homens heterossexuais universitários”[iv], focando a razão do porquê que eles traiam suas parceiros; o resultado indica em resumo que :

  • 57% dos homens assumiram ter traído em uma ou mais relações ao longo de suas vidas amorosas.
  • 54% das mulheres também!
  • Segundo o levantamento, 77% dos homens infiéis possuem amigos que também já traíram suas esposas. Para o especialista, essa convivência faz com que, inconscientemente, os homens encarem a infidelidade como algo aceitável.
  • 48% dos homens entrevistados afirmam que o principal motivo para uma traição é o descontentamento emocional e não sexual.
  • No casamento, a porcentagem de homens que trai é maior que a das mulheres: 22% deles, contra 14% delas.

Emmanuel, na obra  Vida e Sexo[v] no adverte :

"Quando o homem e a mulher decidem casar-se, assumem o compromisso de cultivar a fidelidade por toda a vida, mas muitos não o cumprem. [...].Imperioso, porém, que a ligação se baseie na responsabilidade recíproca, de vez que na comunhão sexual um ser humano se entrega a outro ser humano e, por isso não deve haver qualquer desconsideração entre si. Quando as obrigações mútuas não são respeitadas no ajuste, a comunhão sexual injuriada ou perfidamente interrompida costuma gerar dolorosas repercussões na consciência, estabelecendo problemas cármicos de solução, por vezes, muito difícil, porquanto ninguém fere alguém sem ferir a si mesmo[...]”

Sabemos  a “indústria do sexo” contribui para o incentivo ao adultério, onde  mídia seja ela visual ou impressa ofertam oportunidades e conveniências tanto aos homens e mulheres sejam casados ou não.

Divaldo Franco comenta  sobre  isso ao responder a pergunta : Sexo é amor?” ao grupo Allan Kardec:  

 “[...] Ocorre que as grandes indústrias do sexo, a grande mídia, estimulam as sensações mais primitivas, para poderem vender prazer, atrapalhando de conduzi-lo às expressões superiores da vida. Mas, é natural. Não está distante o dia que, o homem, saturado das sensações, buscará encontrar-se consigo mesmo, através das emoções superiores, nas quais o sexo tem um papel muito importante a desempenhar: a permuta (troca) de hormônios e o equilíbrio da vida. E o adultério é coabitar (viver) com alguém e aventurar-se simultaneamente (ao mesmo tempo) com outrem. Não nos parece legal nem moral esse comportamento.”[vi]

A infidelidade esta diretamente ligada á moral e sob o olhar reencarnacionista, vivenciamos em diversas encarnações varias mudanças do paradigma moral, e trazemos em nosso períspirito, o romano ou grego dá época das orgias, ou o em culturas poligâmicas, e temos colocar o balsamo curativo do conhecimento nestas feridas para que possamos agir de acordo com a moral atual.

E já que abordamos a “moral” nos dias atuais, é bom lembrarmos que  o casamento, bem como a união estável juridicamente reconhecida, nada mais é para o direito do que um negócio jurídico bilateral, que pressupõe manifestação de vontade, gerando direitos e deveres para ambas as partes.  Sob esse prisma destacamos  que nas leis brasileiras temos o Art. 1.566. - “São deveres de ambos os cônjuges: I – fidelidade recíproca;”; e ressaltamos que para fins legais  de comprovação da infidelidade, a traição pode ser compreendida desde os chamados “namoros virtuais” até a conjunção carnal, sendo em cada caso aplicado o principio da proporcionalidade e da razoabilidade para a delimitação da sentença.

Contudo, salientamos que a infidelidade que não se tornou pública ou que a publicidade foi dada pelo próprio cônjuge traído, a princípio não tem o condão de gerar dano moral.

Nos comentários de Allan Kardec em o Livro dos Espíritos na questão  696, percebemos a importância o casamento :

“O estado de natureza é o da união livre e fortuita dos sexos. O casamento constitui um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas, porque estabelece a solidariedade fraterna e se observa entre todos os povos, se bem que em condições diversas. A abolição do casamento seria, pois, regredir à infância da Humanidade e colocaria o homem abaixo mesmo de certos animais que lhe dão o exemplo de uniões constantes.” ( Allan Kardec)[vii]

 

 

 

[i] Adultério (do Latim adulterǐum ) é a prática da infidelidade conjugal; pode  também ser definido como "ato de se relacionar com terceiros(as) na constância do casamento".

[ii] Antonio Carlos Amador Pereira, professor da Faculdade de Psicologia da PUC de São Paulo.

[iii] Trecho retirado do artigo “Casados” no link : http://amantessofrem.blogspot.com.br/

[iv] Trecho retirado do artigo  Porque homens casados procuram amantes? Reflexão!  no link : http://eucontigo.com/relacionamento/homens-casados-procuram-amantes/

 

[v] XAVIER, F. Cândido. Vida e Sexo. Pelo Espírito Emmanuel. 19. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1999.

[vi] FRANCO, Divaldo -  Respondendo a questões do “Grupo Allan Kardec”  conforme link : http://grupoallankardec.blogspot.com.br/2011/05/sexo-e-amor-divaldo...

[vii] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Introdução, Ed. FEB. Rio de Janeiro 1999

 

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