Existia uma escola que se dedicava ao ensino de crianças deficientes. Alguma dessas crianças permaneciam ali por toda a sua vida escolar, enquanto outras podiam ser educadas em escolas normais. Em um jantar beneficente dessa escola, o pai de uma criança fez um discurso que jamais seria esquecido pelos que estavam presentes. Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, clamou ele: Onde está a perfeição em meu filho José? Pois tudo o que Deus faz é feito com perfeição! Mas meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não pode se lembrar de fatos e números como as outras crianças. Onde está a perfeição de Deus? A audiência estava chocada, sofrida pela angústia do pai e paralisada pela pergunta crucial. Eu acredito, o pai respondeu, que quando Deus traz uma criança assim no mundo, a perfeição que ele busca está no modo como as pessoas reagem a esta criança. Ele contou então a seguinte história sobre o seu filho José. Uma tarde José e eu caminhávamos por um parque onde alguns meninos que José conhecia estavam jogando futebol. José perguntou: Pai você acha que eles me deixarão jogar? Eu sabia que meu filho não era apto para esportes e que a maioria dos meninos não o queriam no time deles. Mas entendi que se o meu filho fosse escolhido para jogar, isto lhe daria uma sensação de participação, de autoconfiança e de utilidade. Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se José poderia jogar. O menino deu uma olhada ao redor procurando pela aprovação dos seus companheiros de time. Não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade em suas próprias mãos e disse “Nós estamos perdendo por 3 a O e o jogo está no segundo tempo. Eu acho que ele pode entrar e tentar jogar por nosso time”. Fiquei emocionado com esta atitude e quando José abriu um grande sorriso não pude conter as minhas lágrimas. Pediram então a José para vestir o uniforme do time e jogar. Aos poucos minutos, o time de José marcou o primeiro gol mas ainda estavam perdendo por 3 a 1. Minutos depois, o time de José marcou novamente dois gols e agora o marcador estava 3 a 3. Logo após, um atacante do time de José sofreu um pênalti e o capitão do time (que era o menino que o tinha aceito para jogar) o escalou para bater a falta! O time deixaria José bater a falta nestas circunstancias e jogar fora a chance de ganhar o jogo? Surpreendentemente, tinha sido dada a aprovação à José. Todo o mundo sabia que era quase impossível que ele marca-se o gol porque José nem mesmo sabia chutar direito, nem mesmo correr bem era possível! Porém, quando José tomou posição, o goleiro do time adversário se moveu alguns passos, num gesto de extrema autoconfiança e desdém para com José. Todo o mundo começou a gritar: José, José, José, José! José olhou a bola, olhou depois para o goleiro adversário e vacilante e cheio de medo, correu desajeitadamente para chutar, com os olhos arregalados e assustados. Pareceu-lhe uma eternidade até que ele alcançasse a bola com seus pés. Neste instante fechou seus olhos e chutou com toda a sua força e escutou uma enorme gritaria de todo o público que assistia ao jogo! Quando José abriu seus olhos, não podia acreditar no que estava vendo: a bola estava no fundo da rede!!!! José correu para pegar a bola e todos os meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido um grande jogo ou um campeonato. “Aquele dia,” disse o pai docemente e com lágrimas caindo sobre sua face, “todos esses meninos alcançaram o nível da perfeição de Deus”. E continuou o pai a dizer: Engraçado como uma pessoa pode se preocupar mais sobre o que as outras pessoas pensem dela do que o que Deus pensa dela. Engraçado, não é? Entretanto algumas pessoas não se preocupam com as outras - só com elas próprias! Mas existem algumas poucas pessoas que se preocupam com as outras, e este foi o caso do menino que deixou jogar a meu filho, que lhe deu a chance de bater aquela falta, que acreditou nele, apesar de ele não ser normal como as outras crianças! Vamos todos ter a esperança de que nós podemos fazer a vida um pouco melhor para pessoas que não estão tão bem quanto nós. Vamos lutar por fazer alguém acreditar nele mesmo e que tudo pode ser realizado!!! E que a Perfeição de Deus abençoe a todos nós.

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Comentário de Maria Fidalgo em 21 agosto 2012 às 9:40

boa  tarde  irmao  o  que  li  me  deixou  com  a  certeza  que  jesus  tudo  faz  perfeito   penso  que  aquela  criança  que  deu  a  oportunidade  ao  jose  de  jogar    ensinou  nes  que  devemos  sempre  ajudar  o  nosso  irmao  seja  qual  for  a  situaçao  so  assim  se  justifica  sermos  filhos  do  mesmo  pai  no  bom  e  no  mau jesus  acompanhe  todos

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