DR. NATHANSON: 60 MIL ABORTOS, DÍVIDA E RESGATE

 

Azamor Cirne

  

Em sua edição 63 ( jul/ago/91), Tribuna Espírita publicou um dos mais impressionantes documentários sobre o aborto, traduzido do espanhol pelo nosso companheiro de equipe José Arivaldo Frazão, com o título original "QUIERO SER", de autoria do Dr. N. Nathason. Este médico narra de maneira muito realista, fria e chocante, como desencadeou, junto com sua equipe, a grande onda de abortos e estatísticas falsas para convencer o povo dos Estados Unidos e no exterior.

Este medico ginecologista ficou conhecido como Diretor da maior clínica abortiva o mundo. Dos 60.000 abortos realizados sob suas ordens, no Centro de Educação Sexual, em Nova York, 5.000 foram praticados por ele próprio. Enquanto isso, os órgãos de comunicação faziam eco dos resultados obtidos nas "pesquisas" fraudulentas, influenciando os movimentos feministas e a juventude universitária, que ardiam em suas manifestações. Levada por essa onda, a opinião pública exercia pressão junto ao governo, a magistratura e, principalmente, o legislativo, objetivando a legalização do aborto.

Em 1968, quando começou, apenas, 1% da população apoiava a prática do abortamento; restando, porém, "como convencer 198.000.000 de pessoas, num país de 200.000.000 de habitantes, para que aceitassem o aborto". Mais "resultados", porém, não tardaram, como este outro: "nos Estados Unidos se praticavam 1.000.000 de abortos clandestinos, quando sabíamos que estes não excediam de 1.000(...): então multiplicávamos por mil, para chamar a atenção dos desprevenidos". Mas os dados não paravam por aí, como se vê: "24% da população (...) eram partidários do aborto. Três meses mais tarde, dizíamos que o percentual havia aumentado para 50, e assim sucessivamente", contagiava os seus compatriotas, frisou o Dr. Nathanson.

Esta foi, resumo, uma tenebrosa história que acarretou uma imensa dívida cármica para seus participantes. Se as formas como os homens redigem as suas leis e entendem a moral são falhas, deixemos à Lei Imutável a reação. Acompanhemos o novo Dr. N. Nathason em sua nova clínica de vida. Vibremos com seu testemunho de coragem, amor e resgate.

Em setembro de 1972, pediu demissão da famigerada clínica nova-iorquina para assumir, na mesma cidade, o cargo de Diretor do Hospital de São Luiz, dando início ao Departamento de Fetologia.

Nas experiências vividas pelo Dr. Nathanson, existem fatos que correspondem plenamente, às afirmações prestadas em "O Livro dos Espíritos", de que o arrependimento sincero, as expiações e o resgate podem começar ainda, no mundo corporal, continuar no Espiritual e nas futuras reencarnações, até que seja pago o "último ceitil". Com a revelação dos dramas que se passaram nos bastidores daquelas tristes cenas, percebe-se, claramente, o começo de um processo de expiação coletiva: muitas esposas de médicos contaram que seus maridos tinham pesadelos e, às noites, gritando, falavam de sangue e de corpos destroçados... Outros bebiam em demasia; alguns tomavam drogas e vários deles tiveram de consultar psicanalistas.

Muitas enfermeiras se tornaram alcoólatras, outra abandonaram a clínica, afetadas por sérias perturbações nervosas".

Seu arrependimento sincero (alivia mas não absolve... falta a reparação), ele mesmo, humildemente, confessa: "Para mim, aquela foi uma experiência sem precedentes que, no entanto, pesa meu coração, como uma funesta lápide mortuária" (Lembremos "o espinho na carne" do Apóstolo Paulo").

O resgate tem um sentido de reparação do mal, com a prática do bem. O Dr. Nathason demonstrou isso desde 1972, no luta incessante que passou a estabelecer contra o aborto nos EUA e no mundo, à maneira de uma luz abundante, clara, penetrante, absorvendo as trevas espalhadas por ele próprio.

Um novo eco fez-se ouvir, então, nos quatro cantos do mundo: "Pois bem, estudando o feto no interior do útero materno, pude comprovar que é um ser humano com todas as suas características e que lhe devem ser outorgados todos os privilégios e vantagens de que desfrutamos como cidadãos na sociedade. Hoje, com as técnicas modernas, muitas enfermidades podem ser tratadas, no interior do útero, inclusive ser efetuadas até 50 operações cirúrgicas.

São esses argumentos científicos que têm trocado o meu modo de pensar, e este é agora o meu argumento: se o ser concebido é um paciente que se pode tratar até cirurgicamente, então é uma pessoa; e se é uma pessoa, tem direito a vida e a que nós, médicos e pais procuremos conservá-la."

 

Fonte: Transcrito de Tribuna Espírita, de João Pessoa - Pb, de abril a julho/04

 

 

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