FALANDO DE OBSESSÃO 38 

 

                                           Desordens mentais

"Na época de Jesus, pessoas com problemas mentais, eram chamadas de endemoniadas”

 

            Como sabemos,  Jesus operou muitas curas. A maioria delas, em pessoas com problemas mentais,  loucos de todo o gênero, os “endemoniados”.

            Hoje, com a evolução da ciência e estudos realizados, já se consegue definir melhor cada tipo de sintoma apresentado, como por exemplo, a depressão, a esquizofrenia, o TOC, etc.

            A Medicina e a Filosofia também auxiliaram na percepção das doenças mentais. O conceito de loucura que data da antiguidade,  está associado a questões místicas. Desta forma, encontramos na literatura, um resgate bíblico e mitológico onde a loucura e a melancolia (antiga designação da depressão) estavam ligadas a superstições, portanto, ser louco configurava uma punição divina.

            São muitas as histórias em que reis e heróis que se afastavam ou desfiavam os deuses ficava m loucos, como um castigo.

           Loucura, melancolia, depressão, são palavras que têm significado e percepção construídos historicamente. Mutáveis, refletem e evidenciam uma vasta gama de “formas de pensar” e possibilitam que nos aprofundemos naquilo de mais íntimo e curioso no seu humano que é sua mente.

            Obviamente, essas doenças não passam de escravidão momentânea do pensamento, quando este se apresenta tolhido de sua livre manifestação, em razão de onde mental alheia, que constrange e perturba, impedindo sua expansão.

            Não deixa de ser um doloroso cativeiro físico. Com o desejo de liberdade do pensamento, este se torna escravo de maneira integral, a pior forma de servidão.

            Vejamos o que Kardec nos fala a respeito dessa prisão:

 “Sabeis por que uma tristeza se apodera por vezes de vossos corações, e vos faz sentir a vida tão amarga?

É vosso espirito que aspira à felicidade e à liberdade, mas ligado ao corpo que lhe serve de prisão, se cansa em vãos esforços para escapar. E, vendo que esses esforços são inúteis, cai no desânimo, fazendo seu corpo sofrer sua influencia, com a languidez, o abatimento e uma espécie de apatia, que de vós se apodera, tornando-vos infelizes”(1)

             O cativeiro físico apresenta a possibilidade de deixar liberto o pensamento, que se apresenta de muitas formas, através de sonhos, fé, esperança, tornando mais suportável o cerceamento material. Em processos obsessivos graves, a pessoa se apresenta livre, aparentemente, porém, na realidade, segue acorrentada mentalmente, sendo dominada por seres invisíveis, que detêm o voo de seu pensamento, isto é, da própria ausência da individualidade do Espírito. Esse confinamento, essa prisão triste, escura e solitária é a mais cruel e causa muito sofrimento.

            Além disso, a influência dos obsessores, o remorso e o passado que se erguem como fantasmas, vêm assombrar os dias presentes.

            É pois, o obsediado, um prisioneiro sem grades, recluso em todos os sentidos e, em seus pensamentos, se vê vencido pelo peso de tormentos involuntários, que ele mesmo engendrou. E, quer queira quer não, empreende sua áspera caminhada, tentando evadir- de sua “cela”, com o desejo ardente de encontrar sua liberdade.

            Nas noites escuras, quando vaga sem rumo, imaginemos o que representa o recurso da Doutrina Espírita, a esse Espírito, para sua libertação, através de sonhos, fé, esperança, tornando mais tudo suportável para sua libertação.

            Somente o Espiritismo oferece condições para que, encarcerados sem grades encontrem  o alívio da liberdade.

            Nosso saudoso, Chico Xavier, nós dá uma receita, de “dez sinais vermelhos, no caminho da  experiência, indicando queda provável na obsessão:

- quando entramos na faixa da impaciência;

- quando acreditamos que a nossa dor é a maior;

- quando passamos a ver ingratidão nos amigos;

- quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;

- quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;

- quando reclamamos apreço e reconhecimento;

- quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;

- quando passamos o dia a exigir esforço, sem prestar o mais leve serviço;

- quando pretendemos fugir de nós mesmos, através da gota de álcool ou da pitada de entorpecente;

- quando julgamos que o dever é apenas dos outros.

Toda vez que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas idéias, a Lei Divina está presente, recomendando-nos, a prudência de parar no socorro da prece ou na luz do discernimento.”

Paz a seu espírito.

Citações:

1)-  KARDEC. Allan. Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap V: 25 – “A melancolia”

2)- XAVIER. Francisco Cândido (médium). Pelo Espírito de Scheilla. Livro: Ideal Espírita. Lição nº 27. Página 73.

 

 

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