Após mais um dia possamos depositar o que de melhor possúimos em forma de energia espontânea e cristalina, nas mãos dos anjos de luz, que percorrem o cosmos, numa escala de tempo para nós intraduzível, em busca daqueles que estão prontos para recebê-la, enxergando a luz e permitir essa ajuda.
Outros mais, que ainda permanecerão num latente processo de despertar não serão abandonados, continuarão sendo amparados, assim como nós, passageiros desse plano de expiação e provas, rumo a um novo estágio, o da regeneração.
Não estamos sós e tampouco abandonados à propria sorte, somos frutos do nosso livre arbítrio.
O sofrimento, ainda necessário para a maioria de nós, pode parecer uma incoerência do plano superior ou Deus, como queiramos, senão como entender tanta desigualdade e injustiça e tamanha concentração de renda nas mãos de tão poucos entre os mais de 7 bilhões de seres que habitam esse grão de areia universal?
Perante a justiça divina há uma série de provas às quais o ser humano pode ser submetido ao longo de sua existência, a maioria delas relacionada à alguma forma de poder, quando o ser humano é confrontado e prevalecem seus valores mais íntimos.
Riqueza, beleza física, status social, cargos públicos, lideranças religiosas, políticas e empresariais, mal comparando à parábola dos talentos, para que servem e de que forma são utilizadas?
Se usadas para o bem individual visando ampliar sem repartir e trazer benefícios para a maioria que utilidade tem?
Na parábola, um dos filhos enterra sua moeda, outro a consome rapidamente e o terceiro a multiplica fazendo com que seus rendimentos beneficiem a outros mais, levando-lhes bem estar e melhorias.
O que fazemos com nossas conquistas?
Guardadas as devidas proporções, se entendermos que o que obtivemos é fruto de nosso esforço e não devemos nada a ninguém, corremos o risco do egoísmo e da vaidade, continuando a produzir mais e mais para nós mesmos.
Por outro lado, se após tanto esforço, jogarmos tudo fora sem medir as consequências, não beneficiaremos ninguém, seria a semeadura de boa semente em terreno infértil, árido.
Nada é por acaso, que possamos refletir e manter a auto-crítica permanente, sem a severidade ou obstinação de que temos que atingir a perfeição, que sejamos justos, com equilíbrio, afinal somos falíveis.
Aprender com os próprios erros é um passo adiante, observar e os erros dos outros, sem julgamentos, é também uma importante oportunidade para o aprendiz atento.
Mais um dia.
Paz e serenidade!
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