Venho através deste post compartilhar de um texto de Adolfo Sachsida falando sobre as mudanças no código penal no que diz respeito ao aborto.
 
"Segundo a lei atual o aborto é permitido em dois casos: 1) gravidez resultante de estupro; e 2) risco de vida da mãe. A proposta de mudanças aumentaria essa lista de permissões para: 3) no caso da mulher ter sido vítima de inseminação artificial (sem ter dado sua concordância); 4) quando o feto estiver irremediavelmente condenado por anencefalia e outras doenças físicas e mentais graves; e 5) por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação (terceiro mês), quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade.

No post passado analisei o cruel item 4 acima. O objetivo desse post é analisar o absurdo item 5, que permite o aborto por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação (terceiro mês), quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade.

Entenderam? Agora um médico ou psicólogo irá atestar se a mulher tem ou não condições de ter um bebe. Alguém pode me dizer que poder faz desses profissionais Deuses? Afinal, eles terão direito a julgar quais fetos irão viver e quais irão morrer. Outro detalhe: por que não perguntar ao pai se a mãe tem condições psicológicas? Ou então por que não perguntar ao assintente social? Ou a avó? Ou ao avô? Ou ao melhor amigo? No Brasil não temos pena de morte para bandidos, mas teremos para fetos de mães sem condições de arcar com a maternidade.

Outro detalhe: 12ª semana de gestação!!! Ninguém dirá que com 3 meses o bebe não esteja vivo. Fazer aborto nesse estágio é equivalente a assassinato. Em relação a liberdade da mãe, devemos lembrar que a legislação atual já permite o aborto quando a gravidez não decorreu de escolha da mãe (isto é, em caso de estupro) ou coloca a vida desta em risco. Dessa maneira, justificar a nova lei com base no direito de escolha da mãe simplesmente não encontra amparo lógico. Afinal, a liberdade de um é limitada pela liberdade do outro. Nesse caso, a liberdade da mãe fazer aborto é claramente limitada pelo direito à liberdade do feto em nascer.

Por fim, se atentem no truque de escrita: “quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade”. Esse é o primeiro passo para limitar o direito a ter filhos. Se hoje médicos ou psicólogos podem permitir o aborto, então amanhã teremos uma junta de economistas verificando quais mulheres tem condição financeira de terem filhos. Ou então uma junta de “especialistas” verificando quem pode e quem não pode ter filhos. Afinal, se uma junta tem o poder para decidir sobre o aborto (morte) por que tal junta também não teria direito a decidir sobre a vida?

De maneira objetiva, o item 5 equivale a legalizar o aborto no Brasil. Ou alguém duvida que é fácil encontrar um médico ou psicólogo capaz de atestar que a mãe não tem condições de criar o filho???"
Adolfo Sachsida - http://bdadolfo.blogspot.com.br/2012/03/mudancas-na-lei-do-aborto-o...
 
Vou parafrasear um comentário que li em outro blog: "Quando as mulheres são conscientizadas, sabem controlar a natalidade e o aborto cai. É pela educação que evitaremos o aborto."
Temos que estar alertas a educação que damos as nossas crianças e jovens. Palavras, exemplos, tudo vai contar para termos uma proxima geração mais consciente!
Através da liberação do aborto em caso de anecefalia, foi aberto prescedente para a legalização do aborto em diversos casos, tanto que já não é citado apenas aborto em casos de anencéfalos, mas para outras doenças mentais graves.
Não conseguimos evitar a liberação para anencefalia, provavelmente nada poderemos fazer neste caso, mas precisamos então lutar com outras armas, de outra forma: ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO.

Arregacemos as mangas e vamos em frente!

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Comentário de angela mari siqueira em 2 julho 2012 às 16:47

aplausos para este artigo

Comentário de Ana Paula Mendes Pereira em 2 julho 2012 às 10:24

Para completar, vou colocar o texto de Adolfo sobre o item 4, já que ele cita neste texto!

 

"Numa aula de história grega, há muito tempo atrás, meu professor de história comentava como os espartanos eram cruéis com crianças que não tinham bom desenvolvimento físico, elas eram mortas. Na antiguidade era comum jogar bebês que apresentavam deficiência física de desfiladeiros. Hitler, e a Alemanha nazista, achavam ser um ato humanitário o extermínio de deficientes mentais. Agora, eu gostaria que alguém me dissesse a diferença entre estes bárbaros e o item 4 da proposta acima. O item 4 permite o aborto quando o feto estiver irremediavelmente condenado por anencefalia e outras doenças físicas e mentais graves. Resumindo, se a tecnologia atual estivesse disponível aos bárbaros, eles teriam feito exatamente a mesma coisa: exterminado os deficientes. A única diferença entre o item 4 e a crueldade passada é que hoje pode-se prever ANTES do nascimento a deficiência. Contudo, o destino do deficiente parece ser o mesmo.

É inaceitável permitir tal infanticídio. Equivale a abrir as portas para qualquer tipo de absurdo baseado na genética. Hoje matam-se fetos de deficientes, amanhã mataremos os próprios deficientes. Hoje mata-se o feto com doenças físicas, amanhã mataremos o feto que não demonstrar determinado padrão mínimo de inteligência. Aliás, matar fetos que apresentem deficência é exatamente usar uma linha de corte de aptidões para justificar o assassinato dos que estão abaixo de tal nível.

Interessante notar que em momento algum o pai é chamado a opinar. Pergunto: 1) se a mãe quer o aborto e o pai não, por que o aborto seria permitido?; 2) se o pai quer o aborto, e este é legalmente permitido, mas a mãe se recusa, o pai deveria pagar pensão alimentícia? Ou será que o pai não tem direitos, mas apenas deveres, em relação ao feto?

A atual lei do aborto já é adequada ao princípio da responsabilidade e direito individual. Ela permite a escolha individual, e atrela a responsabilidade a quem fez a escolha. Não existem motivos para alterar essa lei. Mais do que isso, aceitar o item 4 acima equivale a validarmos a moral nazista no que se refere a deficientes."

Comentário de Ana Paula Mendes Pereira em 2 julho 2012 às 9:49

Margarida, agradeço sua mensagem. Principalmente a imagem postada junto.

A poucos dias em um blog, um rapaz ao questionar a autora sobre se a mãe dela achasse que deveria ter abortado ela, se seria a melhor opção para ela, com frieza ela respondeu que não seria bom pra ela, mas pra mãe dela com certeza era o mais conveniente.
Mostra como é simples falar desse assunto depois que já nasceu!

Ubirajara, concordo com o texto citado! Há 8 anos passei por uma grande provação na minha vida, minha amiga de 18 anos queria abortar, não permiti, não aceitei colaborar e disse que se preciso fosse até adotaria a criança. Vendo o meu apoio e dos meus pais (eu também era nova e precisava que eles concordasse- o que aconteceu sem problemas), então ela decidiu levar a gestação a frente. O bebe nasceu morto no 8º mes de gestação e por fim ela me agradeceu pois o bebe não era mesmo pra nascer mas graças a minha intervenção ela não se tornou uma assassina desnecessariamente!
Abraços fraternos.

Comentário de Margarida Maria Madruga em 30 junho 2012 às 18:08

Lamento o absurdo! Muito bem colocadas as palavras do autor, Adolfo Sachsida.

Ana Paula Mendes Pereira também coloca muito bem o seu desejo.

Se as meninas, jovens e futuras mães precoupassem em estudar, se aprimorar, se auto-educar, poderíamos ter uma inversão neste caso.

Porém, o que se vê nas ruas, nas calçadas, encostadas aos postes, aos muros, não é bem educado.

A vó não recebeu educação, a mãe menos ainda, o que resta para a neta? Engravidar aos aos 12 e abortar... Engravidar aos 20 e dizer que não tem condições de ser mãe...

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