A oração com intenção egoísta, apenas voltada para interesses próprios, manifesta um circuito fechado e limitado do fluxo energético, ao passo em que a prece feita com intenções altruístas, calçada em princípios como “amar ao próximo” conecta a pessoa às mais elevadas esferas das dimensões divinas. A prece altruísta, consciente e amorosa, sintoniza o indivíduo com a fonte divina. Promove uma higienização de suas energias psíquicas, dos seus corpos áuricos e desintoxica os pensamentos negativos e expande a consciência, equilibrando as emoções e trazendo discernimento.

O homem na experiência terrena, sem o hábito da oração sincera e bem intencionada, é como o peixe fora da água, tornando-se impossível de sobreviver. Qualquer pessoa sem essa via de acesso a sua essência divina, se afoga no mar das ilusões da realidade material e se intoxica com as impurezas de sua alma bruta, que ainda engatinha na sua caminhada evolutiva.

Se todos os seres humanos tivessem um “manual do usuário”, no item referente ao abastecimento de combustível, estaria escrito em letras garrafais: “VIVER EM ESTADO DE PRECE. MAS ATENÇÃO, PRECE SOMENTE DO TIPO ADITIVADA”. Entenda-se prece aditivada como aquela feita com intenções amorosas, voltada não apenas para interesses individuais, mas coletivos também. Uma prece que não se inicia através das lamentações ou “choramingos”. Uma oração em que o agradecimento está presente acima de tudo. Esse tipo de conexão com Deus é capaz de nos permitir abastecermo-nos das melhores virtudes, dos mais puros sentimentos.

Mesmo tendo noção das dificuldades que encontramos na existência terrena, mesmo concordando unanimemente que somos inseguros, imperfeitos e até ingênuos no que tange ao conhecimento do saber espiritual e dos mistérios da criação, ainda assim, nos limitamos a focar tudo no “Eu”, ou seja, na individualidade, na separação do todo. Grande erro!

O homem que extingue de sua rotina a estimada oração, pratica suicídio em gotas. E isso todos fazemos, quando utilizamos de forma equivocada o abençoado Livre-Arbítrio. Essa permissão manifestada na prática pelas más escolhas da vida, sempre baseadas nos apegos e ilusões, potencializa a absorção das impurezas mundanas na alma da pessoa, desviando-a de seu projeto evolutivo e da missão da sua alma, porque dessa forma, por sua negligência espiritual, o ser humano se permite ser governado pelos interesses da dimensão física e de seus equívocos conscienciais. 

Cada um de nós, quando afastado da prática divina da boa oração, consente se afundar, em doses sutis, no universos das densidades expurgadas do inconsciente coletivo, ou seja, o lodo resultante das imperfeições humanas. Quando percebermos que viver em estado de prece é tão essencial quanto alimentação diária ou a água que bebemos, manteremo-nos alinhados a Deus, sintonizados na essência divina, por isso vivendo para evoluir espiritualmente, e não apenas voltados para interesses materiais e nefastos. 

A prece isenta da ignorância e do egoísmo proporciona uma via de acesso expressa, ou melhor, uma linha aberta com o ramal da consciência divina. Rezando dessa forma, nos permitiremos e nos deixaremos influenciar pelas leis do supremo, pela verdade que a divindade quer, conhece e segue!

A ausência dessa conexão amorosa e clarificante, atira a pessoa no mar da ignorância, no abismo do egoísmo, que lhe faz acreditar de forma equivocada que ela é separada do todo, e que o que acontece às demais pessoas, em todas as partes do universo, nada tem a ver com sua experiência de vida. E a destruição da angelitude da alma sempre se inicia por essa porta: a separatividade ou o Ego separatista, que fascinado e iludido não compreende que TODOS SOMOS UM!

Perguntamos: que prece é essa que as pessoas fazem para que seus times de futebol vençam? Que prece é essa que dá foco no pedido de que seu amante se separe de seu cônjuge para que fique ?livre?? 

Acha que estamos brincando? Que essas coisas não existem?

Então saia por aí e faça uma enquete. Pergunte para o número máximo de pessoas que encontrar, se elas acreditam que o sofrimento no oriente médio pode influenciar a qualidade de vida aqui no Brasil. Pergunte para as pessoas como elas rezam, ou melhor, pergunte se elas rezam. Mas não se assuste com as respostas.

O que choca é o fato de que muitas pessoas freqüentam assiduamente suas igrejas, seus grupos religiosos, suas fraternidades ou sociedades, mas que não sabem rezar! Gostaria muito de ser combatido nessa afirmação, de estar completamente equivocado, mas não dá, simplesmente por causa dessa grave imperfeição humana chamada egoísmo.

Muitos dizem, eu sei rezar sim! ?Peço todos os dias luz para MEUS filhos, MINHA família e MEUS amigos, eu não penso só em mim.?
Eis alguns outros graves problemas: Meu, Minha, Eu………. Nosso planeta está doente, e rezar somente para os Meus, Minhas não resolve nada.

Essas preces distorcidas existem no mundo da mesma maneira que o egoísmo, a ganância e a ignorância existem também. 

Você realmente sabe rezar? Como é feita a sua oração? Você sabe o que representa uma prece? Só reza quando está em apuros?

Todos precisamos entender que a boa prece é a mais simples e eficaz forma de desenvolver a sua consciência espiritual, alcançando felicidade e essencialmente: Ajudar a coletividade e o planeta a evoluir!

Isso porque, o psiquismo denso do planeta se manifesta extra-fisicamente como uma fumaça cinza que gravita no globo terrestre, dificultando a inegável missão de evoluirmos. A prece coletiva consciente e focada pode higienizar nossa morada, fazer uma verdadeira assepsia em nossos corações e emoções confusas. No entanto, assistimos todos os dias, as pessoas recusarem suas buscas evolutivas. Negam a necessidade emergente de viver uma vida voltada para a evolução espiritual. Ridicularizam as pessoas envolvidas nessa senda e combatem com a alienação o movimento da Nova Era, como se fosse algo nocivo. 

Nada disso é raro, tudo tão comum na realidade atual e iludida. Tão comum quanto as águas de março ou o frio no inverno do Sul.

Jesus dizia “Não dê pérolas aos porcos”, manifestando que cada um só pode compreender aquilo que permite seu nível de consciência. 

Inquestionável ensinamento do Sublime Peregrino. No entanto, como somos seres também imersos na atmosfera de ignorância do planeta, não conseguimos reter nossa rebeldia e a inquietude de nossas almas para perguntar: Nos dias de hoje, no caos em que vivemos, há realmente tempo para esperar ainda mais, o despertar daqueles que ainda não estão prontos? Nossa ?casa? está uma bagunça no que tange a finalidade de cada um na existência física e mesmo assim temos que respeitar a alienação espiritual de nossos amigos, familiares e vizinhos? 

Temos mesmo que compreender que no mínimo 90% das pessoas, estão dormindo quanto à necessidade de desenvolver seus projetos evolutivos? 

Temos mesmo que compreender que as pessoas adoram se enganar, na atmosfera alienada e fútil das programações continuadas da TV e mídia em geral?

Até que ponto, a arrogância inevitável de uma mente irriquieta que questiona a consciência dorminhoca é pior que as atitudes meramente materialistas, acomodadas e iludidas daqueles que negam a busca por evolução espiritual?

Sinceramente, não sabemos se uma das duas atitudes estão corretas, talvez nenhuma delas. Nem arrogância e inquietude, tampouco comodismo e rejeição à natureza espiritual. Precisamos arranjar um meio termo. Talvez em um passado distante houve muito tempo para poder esperar o despertar evolutivo de cada alma, mas será que ainda há esse tempo? 

Infelizmente é fácil constatar que, para uma humanidade iludida com relação a sua essência, “normal e natural” é seguir vivendo de acordo com um molde social, que quer dizer: Viver, se divertir, casar, ter filhos, prosperar financeiramente, ter casa própria, carro próprio, pagar as contas. Só ser bonzinho definitivamente não resolve os problemas do mundo!

Perdoe-nos os Grandes Mestres e o plano espiritual, mas do jeito que andamos, com a necessidade emergente que temos, pensamos que seja preferível correr o risco de ?dar pérolas aos porcos? com a chance de obter algum êxodo, que se resume no incentivo a busca da espiritualidade, ao invés de esperar o “tempo de cada um” assistindo o declínio do Planeta Azul sem fazer nada. Nesse caso, e de acordo com nosso nível de consciência, afirmamos: Preferimos errar pela arrogância do que pelo comodismo e alienação e esperar para arcar com as consequências. Reflita qual será o seu papel. 

Muito se fala de movimentos religiosos ou crenças, que vêm até ganhando muito espaço na mídia televisiva. Hora pelo mercantilismo disfarçado pelas partes interessadas, hora pela latente carência de uma população confusa que gera audiência, em raros casos pelo real valor. Só que precisamos de muito mais do que isso!

Não precisamos de cultos, rituais, fraternidades, missas, crenças, irmandades, se essas não produzirem evolução espiritual para a grande massa. Não importa o caminho de busca pela espiritualidade, o que importa é a evolução que se consegue, esse é o indicador principal que mostra se os esforços valem ou não a pena. 

Não adianta mais só filosofar ou conhecer intelectualmente, precisamos melhorar nossos estados de espírito. Menos mágoa, apego, raiva, ignorância, pessimismo, intolerância, medo, insegurança, vaidade, orgulho, ego e tantas outras inferioridades. Se a busca de qualquer um produzir o efeito admirável da evolução em itens como esse, ótimo! A meta estará sendo alcançada. O que mais importa é a evolução, a melhoria nos aspectos da personalidade. Se sua filosofa, crença, religião ou doutrina está lhe proporcionando ser uma pessoa melhor, ou agregando amor incondicional e abnegado a cada dia, o caminho estará certo. Cuide-se, muito pouco se fala em amor verdadeiro, muito pouco se fala da necessidade de evoluir. Quase nada se fala da missão de cada um nessa vida, o que é realmente essencial. Por isso não caia em armadilhas.

Se o homem, mesmo equivocado em suas escolhas e vítima de seu próprio descaso consciencial, soubesse rezar direito, a realidade seria outra. No entanto não é novidade para muitos o “estilo” do universo nos ensinar. Se não aprendemos pela consciência e amor, aprendemos pela dor, e as vezes dói muito mesmo. Então como em quase cem por cento dos casos, buscamos Deus pelos tortuosos e inefáveis caminhos da dor, quando essa lhe for companheira, lembre-se de IMEDIATAMENTE se abrir para Deus em preces sinceras, com gratidão, altruísmo e intenção coletiva, porque se não for assim, as complicações surgirão. Não porque Deus é punitivo, mas porque somos donos do nosso livre arbítrio e cocriadores dos fluxos que nos interpenetram.

A busca incessante por consciência e evolução possibilita ao espírito aqui encarnado, driblar alguns métodos pedagógicos que envolvem o sofrimento como receita única da expansão de nossos limites e cura de nossas inferioridades. Buscar essa espiritualidade e focar a vida na consciência de nossa missão e navegar em águas mansas. Temos sempre a chance de evitar as tormentas e os mares revoltos, causadores de sérios naufrágios.

Por Bruno J. Gimenes

Universo Holístico, Evolução e Consciência

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