Subjugação e Licantropia

MORAL
HIPNOSE
LICANTROPIA
TRATAMENTO
Fontes de Pesquisa:
O avô e os lobos

SUBJUGAÇÃO

L.E.Q. 459: Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações?
Nesse sentido a sua influência é maior do que supondes, porque muito frequentemente são eles que vos dirigem.
Gênese. Cap. 14:45- Os maus Espíritos pululam ao redor da Terra, como conseqüência da inferioridade moral de sues habitantes... A obsessão, que é um dos efeitos dessa ação, como as moléstias e todas as tribulações da vida, devem pois, ser consideradas como provas ou expiação...

Kardec, em “O Livro dos Médiuns”, Q.237, esclarece que a obsessão é o domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas. São sempre os Espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem nenhum constrangimento. Os bons aconselham e se não os escutam preferem retirar-se. Os maus, pelo contrário, agarram-se aos que conseguem prender. Se chegarem a dominar alguém, identifica-se com o Espírito da vítima e a conduzem como se faz com uma criança.
A palavra obsessão – afirma o codificador – é, de certo modo, um termo genérico, pelo qual se designa esta espécie de fenômeno, cujas principais variedades são: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação. As manifestações máximas da obsessão, como terceiro e último estágio, estariam nos graus da subjugação.
A subjugação é um envolvimento que produz a paralisação da vontade da vítima, fazendo-a agir a seu malgrado. Esta se encontra, numa palavra sob um verdadeiro jugo. (Cap.23, Q.240 L.Médiuns).Nesses patamares encontramos imensas variedades, onde as distonias mentais ocupam lugar de destaque das notórias manifestações neuropsicóticas.

A subjugação pode ser moral ou corporal. No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar resoluções muitas vezes absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, ele julga sensatas: é como uma fascinação. No segundo caso, o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários. No médium escrevente produz uma necessidade incessante de escrever, mesmo nos momentos mais inoportunos. Vimos subjugados que, na falta de caneta ou lápis, fingiam escrever com o dedo, onde quer que se encontrassem... (LM, 240).

Como Ex. de subjugação moral encontrei na revista “Universo Espírita”nº3/2006: Conta a matéria a vida do filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900). Relata o artigo que Nietzsche em sua infância sofria desmaios, dores fortes na cabeça, seus olhos não suportavam a luz forte, temia aproximar-se dos outros meninos, cresceu complexado e praticamente solitário, mas compensado pela sua inteligência tornou-se filósofo. Poeta dotado de fascinante estilo literário, escrevia com mestria poesia e prosa. Continuou, sem perceber sua parceria com espíritos obsessores. Nietzsche inverteu os valores humanos. Para ele a bíblia era instrumento de escravatura, torna o ser humano escravo de um Deus morto. Escreveu aberrações morais como:”Há algo mais nocivo do que todos os vícios é a compaixão pelos fracos...Glorioso é odiar e ser invejoso... O homem moral que vive para os outros é um fraco, um degenerado. O Egoísta senhor que explora os outros homens e ergue-se sobre eles o seu domínio é o verdadeiro ideal, o super-homem.”Esse super-homem, idealizado, ateu e tirano, conquistaria o mundo e faria de todos os povos seus escravos, o filósofo foi precursor do nazismo. Décadas depois o paranóico, Adolf Hitler pôs em prática seu ideal. Suas obras célebres foram os livros Anticristo e Assim falou Zaratustra. Nietzsche desencarnou louco com 56 anos.

L.M: 254:6 A subjugação corpórea, em seu desenvolvimento, poderia levar à loucura?
- Sim, a uma espécie de loucura cuja causa é desconhecida do mundo, mas que não tem relação com a loucura ordinária.(espiação).Entre os que são tratados como loucos há muitos que são apenas subjugados. Necessitariam de um tratamento moral...
Ex: de subj. Corporal TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), através da ação hipnótica e/ou magnética, automatizam o tique, para ridicularizar e produzir constrangimentos na vida social...

No livro Grilhões Partidos Dr. Bezerra de Menezes elucidou que este era o caso de Ester. Se o socorro divino não a alcançasse imediatamente, a subjugação espiritual a conduziria “a uma situação esquizofrênica com possibilidades irreversíveis”.

LM cap.23, item 240, Kardec explica a história de um homem, que não era belo e nem jovem. Era constrangido por uma força irresistível, a por-se de joelhos diante de uma moça, pela qual não nutria nenhum sentimento, e pedir-lhe em casamento. Em outras situações, esse homem sentia uma força a qual ele não conseguia opor resistência, e que fazia com que se ajoelhasse e beijasse o chão nos locais públicos em frente a uma multidão. Esse homem era tido como louco nas suas relações, porém, com o conhecimento das causas espirituais, Kardec afirma-nos que ele não era louco, pois o homem tinha consciência do ridículo que fazia contra a própria vontade e sofria com isso horrivelmente. No processo de subjugação, muitas vezes o indivíduo tem a consciência do ridículo que faz. Mas, é constrangido a atos extravagantes ou grotescos, como se um homem mais vigoroso que ele o fizesse, contra a vontade, mover braços, pernas, cabeça e língua.
RE1858 Antigamente dava-se o nome de possessão ao império exercido pelos maus Espíritos... Para nós, a possessão seria sinônimo de subjugação. Não adotamos esse termo (...) porque ele implica igualmente a idéia de tomada de posse do corpo pelo Espírito estranho, uma espécie de coabitação ao passo que existe apenas uma ligação. O vocábulo subjugação dá uma ideia perfeita. Assim, para nós, não há possessos, no sentido vulgar da palavra; há simplesmente obsedados, subjugados e fascinados.
R. Espírita 1863: “Temos dito que não havia possessos, no sentido vulgar do vocábulo, mas subjugados. Voltamos a esta asserção absoluta, porque agora nos é demonstrado, que pode haver verdadeira possessão, isto é, substituição, posto que parcial, de um Espírito errante a um encarnado.(...) Não vendo senão o efeito, e não remontando à causa, eis porque todos os obsedados, subjugados e possessos passam por loucos (...).” Ex: Possessos de Morzine e da Srª Júlia

A GÊNESE cap.14:47 Kardec admite o termo “possessão” e o utiliza como forma de ação de um Espírito sobre o encarnado,distinguindo-a da subjugação. Diz: "Na obsessão, o Espírito atua exteriormente por meio de seu perispírito, que ele identifica com o do encarnado; este último se encontra então enlaçado como numa teia e constrangido a agir contra sua vontade.
Na possessão, em lugar de agir exteriormente, o Espírito livre se substitui, por assim dizer, ao Espírito encarnado; faz domicílio em seu corpo, sem que todavia este o deixe definitivamente, o que só ocorre com a morte. A possessão é assim sempre temporária e intermitente, pois um Espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado, dado que a união molecular do perispírito e do corpo não pode se operar se senão no momento da concepção"
L.E.Q.473: Pode um Espírito tomar temporariamente o invólucro corporal de uma pessoa viva, isto é introduzir-se num corpo animado e agir em lugar do outro que se acha encarnado nesse corpo?
O Espírito não entra em um corpo como entrais numa casa Identifica-se com um Espírito encarnado, cujos defeitos e qualidades sejam os mesmos que os seus, a fim de obrar conjuntamente com ele. Mas, o encarnado é sempre quem atua, conforme quer, sobre a matéria de que se acha revestido. Um Espírito não pode substituir-se ao que está encarnado...

L.E.Q.474: Desde que não há possessão propriamente dita, isto é coabitação de dois Espíritos no mesmo corpo, pode a alma ficar na dependência de outro Espírito, de modo a se achar subjugada ou obsedada ao ponto de sua vontade vir a achar-se, de certa maneira, paralisada? Sem dúvida e são esses os verdadeiros possessos. Mas é preciso saibais que essa denominação não se efetua nunca sem que aquele que sofre o consinta, quer por sua fraqueza, quer por desejá-la...

Na obsessão há sempre um Espírito malfeitor. Na possessão pode tratar-se de um Espírito bom que queira falar e que, para causar maior impressão nos ouvintes, toma do corpo de um encarnado, que voluntariamente lho empresta, como emprestaria seu fato a outro encarnado. Quando é mau o Espírito possessor, (...) ele não toma moderadamente o corpo do encarnado, arrebata-o.
(www.aveluz) Uma boa forma de diferenciar subjugação da fascinação, é que o subjugado não quer fazer. Mas, ele não consegue opor resistência. Quando a vítima cai em si e percebe o absurdo do seu comportamento, questiona-se o porquê daquela atitude. Já o fascinado quer fazer. Ele não se questiona e não enxerga o absurdo do seu comportamento e das suas idéias, porque ele está entusiasmado, fascinado, iludido com tal ou qual ideia/comportamento.


Evol. Para o 3º Milênio: Instalada a obsessão, deve ser considerada primariamente como uma forma de demência, uma psicose (é um quadro psicopatológico clássico, reconhecido pela psiquiatria como um estado psíquico no qual se verifica certa "perda de contato com a realidade, com períodos de crises de alucinações e delírios, ex: esquizofrenia). As funções mentais alteram-se pela ação intencional ou inconsciente de outra mente; a razão declina, a vontade enfraquece, os sentimentos deterioram-se, os hábitos mudam, etc. Eis porque os manicômios estão cheios de obsedados, em dura provação, tratados como loucos genuínos. O doente pode tornar-se um autômato, dizendo-se “bananeira”, “relógio”, “leão”, pode beber sem querer, etc.

Ev. Para o 3º Milênio, cap.5:20: Toda obsessão decorre da lei de sintonia vibratória, em virtude da qual temos a mente em contato com outras mentes do mesmo padrão geral... O problema da sintonia decorre da afinidade moral...


MORAL

Q. 629 L.E: Que definição pode dar-se à moral?
- A moral é a regra para bem se conduzir, quer dizer, para a distinção entre o bem e o mal (Estudo/Ética: Reflexão sobre a moralidade) . Funda-se na observação da lei de Deus (Deveres). O Homem se conduz bem, quando faz tudo em vista e para o bem de todos (Caridade), porque então observa a lei de Deus.

Jeremias 31:31 ... imprimirei as minhas leis no seu espírito e as gravareis no seu coração.

(Ev.3º Milênio)cap. 8: Os pensadores espiritualistas reconhecem que é indispensável ao ser humano modificar-se para melhor, se houver real desejo de progresso, felicidade e paz na Terra. Reconhecem que as conquistas e poderes humanos crescem, mas decaem os valores morais e sobem os desequilíbrios e tormentos mentais. E que somente o progresso moral poderá controlar e transformar as paixões dominantes na alma humana.
(Pág. 343): A moralidade deve ocupar-se, acima de tudo, com o cultivo de qualidades de caráter... pois os princípios devem ser acompanhados pelos sentimentos.
Princípio moral sem sentimentos mostra-se mau (rigidez mental).Ex: “A verdade dita rigidamente “doa a quem doer” sem amor não é qualidade moral.
Moral é um sistema de princípios e regras que objetivam orientar o uso da liberdade pessoal, por meio da distinção entre o bem e o mal, de modo que a conduta não dê origem a perturbações que venham a ser causas de sofrimentos futuros. Trata-se, portanto, do relacionamento da pessoa consigo mesma e dela com os semelhantes, ensinando a evitar conflitos internos (consigo mesma) e externos (com os outros). Temos aqui o conceito de moral pessoal. Outro aspecto é representado pela moral social: conjunto de normas ou regras relativas ao comportamento permitido numa época e em uma certa sociedade.

Ainda na Revista Espírita,...Kardec orienta que a força moral, é uma ação magnética quintessenciada.
(Ev. Para o 3º M)...Nossas “vibrações” provenientes dos nossos pensamentos, sentimentos, aspirações, defeitos, vícios, etc... atraem e permitem a aproximação de espíritos semelhantes, que possam sintonizar conosco... É natural que, à medida que vamos facilitando tal assédio, os espíritos vão tomando conta de nossa personalidade e exercendo domínio cada vez maior, muitos deles são altamente inteligentes e dispõem de grandes conhecimentos sobre operações hipnóticas...



HIPNOSE

De acordo com o artigo Corpo Astral da Revista Cristã de Espiritismo uma das características da “matéria espiritual” é o fato dela ser muito dócil à ação plasmaticidade do pensamento. Ela sofre a ação do pensamento e se modela de acordo com as sugestões do mesmo. Essas sugestões são conhecidas como sugestões hipnóticas que são capazes de provocar as transformações perispirituais. Elas podem ser observadas sob dois aspectos:
1º através da auto-sugestão gerada por um sentimento de culpa, desenvolvidos através dos erros do passado, por já conhecermos as Leis e negligenciarmos a moral ensinada pelo Cristo.
2º pela ação da mente de outro Espírito inferior, com o qual já há uma sintonia que explora os deslizes que o torna praticamente vulnerável.
O autor Hermínio C. Miranda nos esclarece que “o hipnotizador, ou o magnetizador, não pode moldar, à sua vontade, o perispírito da sua vítima, mas ele sabe como movimentar forças naturais e os dispositivos mentais, de forma que o Espírito, manipulado com perícia, acaba por aceitar as sugestões e promover, no seu corpo perispiritual, as deformações e condicionamentos induzidos pelo operador das trevas que funciona como agente da vingança, por conta própria ou alheia. Nessas condições, a vítima acaba por assumir formas grotescas, perde o uso da palavra, assume as atitudes e as reações típicas dos animais e é segregado, por tempo imprevisível, de todo o convívio com criaturas humanas normais e equilibradas”.

Então podemos concluir que afinidade e sintonia são elementos básicos para o estabelecimento do “pensamento de aceitação ou adesão”, conforme diz André Luiz no livro Mecanismos da Mediunidade. Através dos nossos comprometimentos com o passado, desenvolvidos por débitos cometidos junto com outros espíritos inferiorizados, com as quais ainda sintonizamos, poderemos ter a nossa vontade submetidas aos impérios hipnotizantes desses espíritos.

Em Ação e Reação, nos trabalhos de socorro da Mansão Paz, estabelecimento situado nas regiões inferiores, mas que permanece sob a jurisdição da cidade Nosso Lar, foi recolhido um desencarnado, cujo rosto era disforme, todos os traços se confundiam, qual se fosse uma esfera estranha e, além disso, seus braços e pernas eram hipertrofiados, enormes. Depois de consultá-lo, o instrutor Druso afirmou que o desencarnado em questão encontrava-se sob terrível hipnose, tendo sido conduzido a essa posição por adversários temíveis, que, decerto para torturá-lo, fixaram-lhe a mente em alguma penosa recordação.

O hipnotismo é tão velho quanto o mundo e é recurso empregado pelos bons e pelos maus, tomando-se por base, acima de tudo, os elementos plásticos do perispírito


MAS O QUE É MESMO PERISPÍRITO???
É o nome dado ao elo de ligação entre o Espírito e o corpo físico. Quando o Espírito está desencarnado, é o perispírito que lhe serve como meio de manifestação. É o que o Apóstolo Paulo chamava de corpo espiritual (I Coríntios, 15:44).
LE 135 a) - De que natureza é esse laço?
“Semimaterial, isto é, de natureza intermediária entre o Espírito e o corpo. É preciso que seja assim para que os dois se possam comunicar um com o outro. Por meio desse laço é que o Espírito atua sobre a matéria e reciprocamente.”
O espírito forma seu invólucro Semimaterial a partir do fluído universal, mas natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito.(Gên. Cap.9) ...Conforme seja mais ou menos depurado o Espírito, seu perispírito se formará das partes mais puras ou das mais grosseiras do fluido peculiar ao mundo onde ele encarna. O Espírito produz por assimilação, o efeito de um reativo químico que atrai a si as moléculas que a sua natureza pode assimilar.
Resulta disso: a constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os Espíritos encarnados ou desencarnados que povoam a Terra ou o espaço que a circunda. O mesmo já não se dá com o corpo carnal, que, como foi demonstrado, se forma dos mesmos elementos, qualquer que seja a superioridade ou a inferioridade do Espírito.
Também resulta que: o envoltório perispirítico de um Espírito se modifica com o progresso moral que este realiza em cada encarnação...(A Gênese cap.14)
LM 56. Ele tem a forma humana e, quando nos aparece, é geralmente com a que revestia o Espírito na condição de encarnado. ... Devemos concluir de tudo isto que a forma humana é a forma tipo de todos os seres humanos, seja qual for o grau de evolução em que se achem. Mas a matéria sutil do perispírito não possui a tenacidade, nem a rigidez da matéria compacta do corpo; é, se assim nos podemos exprimir, flexível e expansível, donde resulta que a forma que toma, conquanto decalcada na do corpo, não é absoluta, amolga-se à vontade do Espírito, que lhe pode dar a aparência que entenda, ao passo que o invólucro sólido lhe oferece invencível resistência.
(Diálogo com as Sombras) O perispírito é o veículo das nossas emoções. O Espírito pensa, o perispírito transmite o impulso, o corpo físico executa. Da mesma forma, as sensações recebidas através dos sentidos, são levadas ao Espírito pelos mecanismos perispirituais. É o perispírito que preside à formação do ser, funcionando como molde, a ordenar as substâncias que vão constituir o corpo físico. É nele que se gravam, como num “ vídeo tape”, as nossas experiências, com suas imagens, sons e emoções. Isto se demonstra no processo de regressão da memória, espontâneo ou provocado, no qual vamos descobrir, com todo o seu impacto, cenas e emoções que pareciam diluídas pelos milênios. É ele, pois, a nossa ficha de identidade, com o registro intacto da vida pregressa...
Ele é denso, enquanto caminhamos pelos escuros caminhos de muitos enganos, e vai-se tornando cada vez mais diáfano, à medida que vamos galgando estágios mais avançados na escalada evolutiva. É nele, portanto, que se gravam alegrias e conquistas, tanto quanto as dores. Mas, como tudo no universo obedece à lei irrevogável da sintonia vibratória, parece que, ao nos desfazermos dos fluídos mais pesados e escuros, que envolvem o nosso perispírito, nos primeiros estágios evolutivos, vamos também nos libertando das ma¬zelas que naqueles fluídos se fixavam, ou seja, vamos nos purifi¬cando. Seria quase inadmissível a deformação perispiritual num ser de elevada condição moral...
Muitos casos desse tipo tenho presenciado, desde pequenos cacoetes, ou apenas sensações quase físicas, até deformações e mutilações terríveis, culminando com as mais dolorosas ocorrências de zoantropia e LICANTROPIA.


LICANTROPIA
O nome científico Licantropia tem origem do vocábulo grego Lykos (lobo) e antropos (homem). Alienação mental em que o doente se julga transformado em lobo e a pessoa que sofre esse processo é chamada de Licantropo(lobisomem).

Para a ciência ainda não é possível o reconhecimento dessa metamorfose, fisicamente falando, mas para o espiritismo essa mudança ocorre no perispírito da vítima encarnada ou desencarnada. A licantropia pode ser agressiva ou deformante. No primeiro caso, a licantropia se expressa através da violência, da alucinação e pode chegar ao crime. Já o segundo é um caso extremo onde a pessoa imita os costumes, atitudes e posições animalescas.
Lembras-te de Nabucodonosor,(Daniel cap. 4)o rei poderoso, a que se refere a Bíblia? Conta-nos o Livro Sagrado que ele viveu, sentindo-se animal, durante sete anos, após vangloriar-se de seu poder e menosprezar a interpretação e orientação do profeta Daniel, sobre um sonho que tivésseis. Após esse período voltou a glorificar e exaltar o soberano poder do Rei dos Céus Deus, que tem o poder de humilhar aqueles que procedem com orgulho.
SALMO 58: 7- Eles voltam todas as noites, latindo como cães, e percorrem a cidade toda.
O mito do Homem-Lobo ou lobisomem se registra desde a Idade Média, a licantropia era atribuída a bruxaria ou magia, onde se cometia grande quantidade de crimes sádicos e sexuais que sempre terminavam por ser atribuídos a seres sobrenaturais, devido à superstição e ao medo da gente. Até os dias de hoje há relatos semelhantes principalmente em cidades pequenas da zona rural.

Na psiquiatria, a licantropia aparece como uma enfermidade mental, onde o doente se imagina estar transformado em lobo e, inclusive, imitando seus grunhidos. Em alguns casos graves esses pacientes se negam a comer outro alimento que não seja carne crua e sanguinolenta. Pode ser diagnosticada como uma psicopatia, interpretada como uma tentativa de exprimir emoções suprimidas, especialmente de ordem agressiva ou sexual, através da figura do animal.
No livro Estudando a Mediunidade de Martins Peralva “quando espíritos, pervertidos no crime, atuam sobre antigos comparsas, encarnados ou desencarnados, fazendo-os assumir atitudes idênticas às de certos animais dá-se o nome de Zoantropia”... Doença mental, em que o enfermo se crê transformado em animal e age como tal.
Espiritualmente zoantropia é o fenômeno em que os espíritos desencarnados devotados ao mal se tornam a aparência perispiritual animalescas, como de serpentes, corujas, aranhas, crocodilos, touros, etc formas demonstrativas de sua degradação tanto moral, quanto espiritual.
Essas formas são as mais diversas, chegando à forma “diabólica” em que muitos se apresentam, com a “cara” de homem, chifres, rabo e pés de bode, ou seja, um ser misto de homem e animal.

Como sempre, no fundo das lendas e da imaginação popular, há sempre uma verdade a ser buscada. Não acreditar em tudo e nem negar tudo. Não existe o sobrenatural, porque tudo que ocorre na natureza é natural, obedecendo a leis emanadas do Criador. O desconhecimento dessas leis é que leva descrença ou à superstição. É por isso que o homem coloca “adereços” na verdade de forma a deturpá-la, criando filmes, livros, telenovelas... Nos esclarece André Luiz...
(Obreiros da Vida Eterna,)... A tragédia bíblica da queda dos anjos lu¬minosos, em abismos de trevas, repete-se todos os dias, sem que o percebamos em sentido direto. Quantos gênios da Filosofia e da Ciência dedicados à opressão e à tirania! Quantas almas de profundo valor intelectual se precipitam no despenhadeiro de forças cegas e fatais! Lançados ao precipício pelo desvio voluntário, esses infelizes raramente se penitenciam e tentam recuo benéfico... Na maioria das vezes, dentro da terrível insatisfação do egoísmo e da vaidade, insurgem-se contra o próprio Criador, aviltando-se na guerra prolongada às suas divinas obras. Agrupam-se em sombrias e devastadoras legiões, operando movimentos perturbado¬res que desafiam a mais astuta imaginação humana e confirmam as velhas descrições mitológicas do inferno.
... A esse tempo, tornara-se enorme o vozerio. Pus-me, assombrado, a identificar rugidos estridentes de leões e panteras, casados a uivos de cães, silvos de serpentes e guinchos de macacos...(Pág. 60,61)
... Tornando à palavra livre, considerei:
— Que impressionantes rugidos ouvimos! não se figuravam lamentos de corações sofredores, mas algazarra de feras soltas. Terrível novidade!...
— Esses bandos, porém — observou a dire¬tora, sensatamente —, são antigos. Entre as narrações evangélicas, ao tempo da passagem de Nosso Senhor pelas estradas humanas, lemos o noticiário alusivo às legiões dos gênios diabólicos....
— Enraízam-se os pobrezinhos tão tensamente nas idéias e propósitos do mal e criam tantas máscaras animalescas para si mesmos, em virtude da revolta e da desesperação a lhes consumirem a alma, que adquirem, de fato, a semelhança de horrendos monstros, entre a humanidade e a irracionalidade.(Pág.62)
Barcelos orienta, na pág. 31: Agarram-se instintivamente à organização magnética dos companheiros encarnados ainda na Crosta, viciando-lhes os centros de força...
... Pág. 80 Assistente Jerônimo: -Por isso mesmo, quando na Crosta da Terra, nunca tivemos descrições de infernos floridos ou de purgatórios sob árvores acolhedoras. Nesse ponto, os escritores teológicos foram exatos e coerentes. Aos culpados e renitentes confessos não convém a fuga mental. Em favor deles próprios, é mais razoável sejam mantidos em regiões desprovidas de encanto, a fim de permanecerem a sós com as criações mentais inferiores a que se ligaram intensivamente.
... É uma dessas pobres almas que terá_deixado_ o_círculo_ carnal sob o império de terrível obsessão, tão terrível que não terá podido recolher o amparo espiritual das caridosas legiões que operam nos túmulos. Indubitavelmente, largou o corpo denso sob absoluta subjugação mental, caindo em problemas angustiantes.
... Nosso desventurado amigo encontra-se sob terrível hipnose. Inegavelmente, foi conduzido a essa posição por adversários temíveis, que, decerto, para torturá-lo, fixaram-lhe_ a_mente em alguma penosa recordação...

Nos Domínios da Mediunidade - Cap. 23 - Fascinação.(Ilusão criada diretamente pelo Espírito no pensamento do médium-encarnado).
Levantara-se a dama, de esquisita maneira, e, rodopiando sobre os calcanhares, qual se um motor lhe acionasse os nervos, caiu em convulsões, inspirando piedade.
Jazia sob o império de impassíveis entidades da sombra, sofrendo, contudo, mais fortemente, a atuação de uma delas que, ao enlaçá-la, parecia interessada em aniquilar-lhe a existência.
A infortunada senhora, quase que uivando, à semelhança de loba ferida, gritava a debater-se no piso da sala, sob o olhar consternado de Raul que exorava a Bondade Divina em silêncio.
Coleando pelo chão, adquiria animalesco aspecto, não obstante sob a guarda generosa de sentinelas da casa.
Áulus e o irmão Clementino, usando avançados recursos magnéticos, interferiram no deplorável duelo, constrangendo o obsessor a desvencilhar-se, de certo modo, da enferma que continuou, ainda assim, dominada por ele, a estreita distância.
Após reerguer a doente, auxiliando-a a sentar-se, rente ao marido, nosso instrutor deu-se pressa em explicar-nos:
- ... Nossa irmã permanece controlada por terrível hipnotizador desencarnado, assistido por vários companheiros que se deixaram vencer pelas teias da vingança. No ímpeto de ódio com que se lança sobre a infeliz, propõe-se humilhá-la, utilizando-se da sugestão. Não fosse o concurso fraternal que veio recolher neste santuário de prece, em transes como este seria vítima integral da licantropia deformante. Muitos Espíritos, pervertidos no crime, abusam dos poderes da inteligência, fazendo pesar tigrina crueldade sobre quantos ainda sintonizam com eles pelos débitos do passado. A semelhantes vampiros devemos muitos quadros dolorosos da patologia mental nos manicômios, em que numerosos pacientes, sob intensiva ação hipnótica, imitam costumes, posições e atitudes de animais diversos.
Ao passo que a doente gemia de estranho modo, amparada pelo esposo e por Raul, que se esmerava no auxilio, Hilário, espantado, indagou:
- Tão doloroso fenômeno é comum?
- Muito generalizado nos processos expiatórios em que os Espíritos acumpliciados na delinquência descambam para a esfera vibratória dos brutos – esclareceu nosso orientador, coadjuvando em beneficio da enferma, cujo cérebro prosseguia governado pelo insensível perseguidor como brinquedo em mãos de criança...

OUTRO EX: Diálogo com as Sombras:...Tivemos, certa ocasião, um doloroso caso de licantropia. Ao apresentar-se, incorporado no médium, o Espírito não consegue articular nenhuma palavra. Inteiramente animalizado, sabe apenas rosnar, esforçando-se por me morder. Embora o médium se mantenha sentado, ele investe contra mim, procurando atingir-me com as mãos, dobradas, como se fossem patas; de vez em quando, ameaça outro componente do grupo. Lembro-me de vagas cenas de atividades em desdobramento noturno, quando resgatamos, de sinistra região das trevas, um ser vivo que, em estado de vigília, não consegui caracterizar.
Como ele não tinha condições de falar, falei eu, tentando convencê-lo de que era um ser humano, e não um animal. A conversa foi longa e difícil... Falei-lhe, pois, continuamente, por longo tempo, procurando desimantá-lo, para libertá-lo do seu terrível condicionamento. Repetia-lhe que e
Insistimos nos passes, e, ao cabo de muito tempo, ele pareceu ter readquirido a forma humana ...
Operações seletiva (Cap. 5 Libertação)
... penetramos o recinto de largas dimensões, no qual se congregavam algumas dezenas de entidades em deploráveis condições...
Reparei que a multidão se constituía, em sua quase totalidade, de almas doentes. Muitos padeciam desequilíbrios mentais visíveis.
Observei-lhes, impressionado, o aspecto enfermiço.
O perispírito de todos os que aí se enclausuravam, pacientes e expectadores, mostrava a mesma opacidade do corpo físico...
O medo controlava os mais desesperados, por¬que o silêncio caía, abafante, embora a inquietação que transparecia de todos os rostos.
Alguns servidores da casa, em trajes característicos, separavam, por grupos vários, as pessoas desencarnadas que entrariam, naquele momento, em seleção para julgamento oportuno.
Discretamente, o Instrutor elucidou-nos:
— Presenciamos uma cerimônia semanal dos juízes implacáveis que vivem sediados aqui. A ope¬ração seletiva realiza-se com base nas irradiações de cada um. Os guardas que vemos em trabalho de escolha, compondo grupos diversos, são técnicos especializados na identificação de males numerosos, através das cores que caracterizam o halo dos Espíritos Ignorantes, perversos e desequilibra¬dos...
Atento à explicação ouvida, indaguei, curioso:
— Todas estas entidades vieram constrangi¬das, conforme sucedeu conosco? Há espíritos satânicos, recordando as oleografias religiosas da Crosta, disputando as almas no leito de morte?
O orientador obtemperou, muito calmo:
— Sim. André, cada mente vive na companhia que elege. Semelhante princípio prevalece para quem respira no corpo denso ou fora dele. É imperioso reconhecer, porém, que a maioria das almas asiladas neste sítio vieram ter aqui, obedecendo a forças de atração. Incapazes de perceber a presença dos benfeitores espirituais que militam entre os homens encarnados, em tarefas de renunciação e benevolência, em vista do baixo teor vibratório em que se precipitaram, através de delitos reiterados, da ociosidade impenitente ou da deliberada cristalização no erro, não encontraram senão o manto de sombras em que se envolveram e, desvairadas, sozinhas, procuraram as criaturas desencarnadas que com elas se afinam, ...
Aportando aqui, sofrem, porém, a vigilância de inteligências poderosas e endurecidas que Imperam ditatorialmente nestas regiões, onde os frutos amargos da maldade e da indiferença enchem o celeiro dos corações desprevenidos e maliciosos.
— Oh! ... — por que motivo confere o Senhor atribuições de julga¬dores a Espíritos despóticos? Por que estará a justiça, nesta cidade estranha, em mãos de príncipes diabólicos?
Gúbio estampou na fisionomia significativa ex¬pressão e ajuntou:
— Quem se atreveria a nomear um anjo de amor para exercer o papel de carrasco? Ao demais, como acontece na Crosta Planetária, cada posição, além da morte, é ocupada por aquele que a deseja e procura.
... Palavrões eram desferidos, desrespeitosamente, a esmo.
... Alguns minutos decorreram, desagradáveis e pesados, quando absorvente vozento se fêz ouvido:
— Os magistrados! os magistrados! Lugar! lugar para os sacerdotes da justiça!
...Que solenidade religiosa era aquela? As poltronas suspensas eram, em tudo, idênticas à... das cerimônias papalinas.
... julgadores, por sua vez, desceram, pomposos, dos tronos içados e tomaram assento... inspirando silêncio e temor, porque a turba inconsciente, em redor, calou-se de súbito.
Tambores variados rufaram, como se estivéssemos numa parada militar em grande estilo, e uma composição musical semi-selvagem acompanhou-lhes o ritmo, torturando-nos a sensibilidade.
Terminado aquele ruído, um dos julgadores se levantou e dirigiu-se à massa,...:
— “Nem lágrimas, nem lamentos.
Nem sentença condenatória, nem absolvição gratuita.
Esta casa não pune, nem recompensa.
A morte é caminho para a justiça...
Não somos distribuidores de sofrimento, e, sim, mordomos do Governo do Mundo.
Nossa função é a de selecionar delinquentes, a fim de que as penas lavradas pela vontade de cada um sejam devidamente aplicadas em lugar e tempo justos.
... Quem centralizou os sentidos no abuso de faculdades sagradas espere, doravante, necessidades enlouquecedoras, porque as paixões envilecestes, mantidas pela alma no corpo físico, explodem aqui, dolorosas e arrasadoras. A represa por longo tem¬po guarda micróbios e monstros, segregados a distância do curso tranquilo das águas; todavia, chega um momento em que a tempestade ou a decadência surpreendem a obra vigorosa de alvenaria e as for¬mas repelentes, libertadas, se espalhem e crescem em toda a extensão da corrente.
Seguidores do vício e do crime, tremei!
Condenados por vós mesmos, conservais a mente prisioneira das mais baixas forças da vida,...
Nesse ponto, o orador fez pausa e reparei os circunstantes.
... enderecei com o olhar silenciosa interrogação ao nosso orientador, que me falou quase em segredo:
— O julgador conhece à saciedade as leis magnéticas, nas esferas inferiores, e procura hipnotizar as vítimas em sentido destrutivo, não obstante usar, como vemos, a verdade contundente.
— Não vale acusar a edilidade(magistrado romano/vereador) desta colônia — prosseguiu a voz trovejante —,porque ninguém escapará aos resultados das próprias obras,...
Amaldiçoados sejam pelo Governo do Mundo quem nos desrespeite as deliberações, baseadas, aliás, nos arquivos mentais de cada um.
...Gritos atormentados, rogativas de compaixão se fizeram ouvir. Muitos se prosternaram de joelhos.
...E incidindo toda a força magnética que lhe era peculiar, através das mãos, sobre uma pobre mulher que o fixava, estarrecida, ordenou-lhe com voz soturna:
— Venha! venha!
Com expressão de sonâmbula, a infeliz obedeceu à ordem, destacando-se da multidão e colocando-se, em baixo, sob os raios positivos da atenção dele.
— Confesse! confesse! — determinou o desapiedado julgador, conhecendo a organização frágil e passiva a que se dirigia.
A desventurada senhora bateu no peito, dando-nos a impressão de que rezava o “confiteor*” e gritou, lacrimosa: *(é uma das orações que podem ser ditas durante o rito penitencial no início da Missa do rito romano na Igreja Católica .
— Perdoai-me! perdoai-me, ó Deus meu!
E como se estivesse sob a ação de droga misteriosa que a obrigasse a desnudar o íntimo, diante de nós, falou, em voz alta e pausada:/ Hipnose
— Matei quatro filhinhos inocentes e tenros... e combinei o assassínio de meu intolerável esposo... O crime, porém, é um monstro vivo. Perseguiu-me, enquanto me demorei no corpo...
Tentei fugir-lhe através de todos os recursos, em vão... e por mais buscasse afogar o infortúnio em “bebidas de prazer”, mais me chafurdei no charco de mim mesma...
De repente, parecendo sofrer a interferência de lembranças menos dignas, clamou:
— Quero vinho! vinho! prazer!...
Em vigorosa demonstração de poder, afirmou, triunfante, o magistrado:
— Como libertar semelhante fera humana ao preço de rogativas e lágrimas?
Em seguida, fixando sobre ela as irradiações que lhe emanavam do temível olhar, asseverou, peremptório:
— A sentença foi lavrada por si mesma! não passa de uma loba, de uma loba...
A medida que repetia a afirmação, qual se procurasse persuadi-la a sentir-se na condição do irracional mencionado, notei que a mulher, pro¬fundamente influenciável, modificava a expressão fisionômica. Entortou-se-lhe a boca, a cerviz curvou-se, espontânea, para a frente, os olhos alteraram-se, dentro das órbitas. Simiesca expressão revestiu-lhe o rosto.
Via-se, patente, naquela exibição de poder, o efeito do hipnotismo sobre o corpo perispirítico.
Em voz baixa, procurei recolher o ensinamento de Gúbio, que me esclareceu...:
— O remorso é uma bênção, sem dúvida, por levar-nos à corrigenda, mas também é uma bre-cha, através da qual o credor se insinua, cobrando pagamento. ...
E... acrescentou:
— Temos aqui a gênese dos fenômenos de licantropia, inextricáveis, ainda, para a investigação dos médicos encarnados... Notando, porém, que a mulher infeliz prosse¬guia guardando estranhos caracteres no semblante perguntei:
— Esta irmã infortunada permanecerá dora¬vante em tal aviltamento da forma?
... Ela não passaria por esta humilhação se não a merecesse. Além disso, se se adaptou às energias positivas do juiz cruel, em cujas mãos veio a cair, pode também esforçar-se intimamente, renovar a vida mental para o bem supremo e afei¬çoar-se à influenciação de benfeitores que nunca escasseiam na senda redentora. Tudo, André, em casos como este, se resume a problema de sintonia. Onde colocamos o pensamento, aí se nos desenvolverá a própria vida...


QUEREMOS SER JULGADOS PELO BEM OU PELO MAU?
Diálogo com as Sombras:Como pode uma criatura humana ser reduzida a uma condição como essa? É evidente que ainda não dispomos de conhecimentos suficientes para apreender o fenômeno em todas as suas implicações e pormenores, mas a Doutrina Espírita nos oferece alguns dados que nos permitem entrever a estrutura básica do processo. A gênese desse processo é, obviamente, a culpa. Pelos pensamentos e condutas voltamos ao instinto como os animais irracionais.

MISSIONÁRIOS DA LUZ – cap.9... Ó meus amigos, a persistência na condição de animalidade vos perturba! Sois a coroa espiritual da face da Terra, pela razão com que fostes galardoados(recompensados) pelo Senhor do Universo. O facho esplendoroso do raciocínio clareia o santuário de vossas consciências, o sublime vos convida ao “mais além”, irmãos mais velhos vos convocam ao convívio do Pai; no entanto, buscais demorar voluntariamente na fauna da irracionalidade primitiva.No campo vibratório da mente humana, sente-se ainda o veneno das víboras ingratas, o instinto dos lobos famulentos, as ciladas das raposas, o impulso sanguinário dos tigres vorazes, a vaidade e o orgulho dos leões... São qualidades que o Espírito conserva em si... Ora, a morte física surpreende as criaturas na atitude que cultivaram. Modificam-se os planos de vibração, mas a essência espiritual é a mesma.



TRATAMENTO
MT 7:6”Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas...?
Cães: forma desprezível utilizada pelos judeus aos pagãos, ou às pessoas de Cananeia, conhecidas como sem fé.

Prov. 26:11- “Um cão que volta ao seu vômito: tal é o louco que reitera suas loucuras.
Filip. 3:2- Cuidado com esses cães! Cuidado com esses charlatões!
6:4- Porque aqueles que foram uma vez iluminados, saborearam o dom celestial, participaram dos dons do Espírito Santo, experimentaram a doçura da palavra de Deus e as maravilhas do mundo vindouro caíram na apostasia, é impossível que se renovem outra vez para sua penitência, visto que, da sua parte, crucificaram de novo o Filho de Deus...
Hebr. 10:26- castigo da apostasia (Ter conhecimento e se perder no mau)...
MT 7:15 “Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores.”
Salmos 21: 13 e 17... Cercam –me touros numerosos, rodeiam-me os touros de Basã..
Sim, rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores.

L.E. 475- Pode uma pessoa, por si mesma, pode afastar os maus Espíritos e se libertar do domínio?Sempre se pode sacudir um jugo, quando se tem uma vontade firme.

Reencarnação: Deus não imputa pena eterna a nenhum de seus filhos. Podem sofrer, enquanto não despertarem para o Bem e se propuserem a trilhar o reto caminho. Um dia mais cedo ou mais tarde Ele, O Criador, na Sua Misericórdia e Amor, concederá à criatura sofredora retorno à carne para continuar o seu aprendizado e aperfeiçoamento.
Diálogo c/Sombras: Chegado, porém, o momento do resgate, não há defesa que consiga resistir à vontade soberana de Deus, e os trabalhadores humildes da seara do Cristo conseguem trazê-los, nos braços amorosos, para a expectativa da libertação... É novamente a hora de inúmeros especialistas: médicos da alma, cirurgiões do perispírito, profundos conhecedores da biologia transcendental e das complexidades da mente. Com-parecem planejadores, doutrinadores, médiuns, magnetizadores, para reconstruir, com amor, o que foi destruído com ódio, pelos planejadores, doutrinadores, médiuns e magnetizadores das trevas
Com isso concluímos que a melhor forma de auxiliarmos nossos irmãos nesta condição é o trabalho da desobsessão, estudo sério do Evangelho de Jesus, para adquirirmos conhecimento com a fé e as condições morais necessárias ao trabalho. “ O maior serviço prestado a Deus, ainda é nossa conversão ao Bem”.
Irmã Zenóbia (Obreiros): Chegará, porém o dia da transformação dos gênios perversos, desencarnados, em Espíritos lusificados pelo bem divino. Todo mal, ainda que perdure milênios, é transitório. Achamos-nos apenas em luta pela vitória imortal de Deus...
...Nos "auto-hipnotizemos" todos os dias com ideias otimistas fortalecidas por tudo aquilo que já aprendemos em Doutrina Espírita e, por certo, desse modo estaremos sempre com as mãos no serviço do bem, não tendo tempo para acomodar em nós as "sugestões do mal".
Apoc. 22:12-15: ... Ei que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme suas obras... Fora os cães, os envenenadores, os impudicos(obscenos/sem pudor), os homicidas, os idólatras e todos aqueles que amam e praticam a mentira! Eu, Jesus enviei o meu anjo para vos atestar estas coisas...
Apoc. 19:9- ...”Felizes os convidados para a ceia das núpcias do Cordeiro.”


LENDA CHEROKEE DOS DOIS LOBOS - Nativos Americanos (tribos de Carolina do Norte e Tennessee)”
Os anciões Cherokee estavam preocupados com um dos garotos da tribo que, por se sentir injustiçado, tornou-se agressivo. O avô do menino o traz para perto de si e diz:
- Eu entendo sua raiva. Há uma batalha terrível entre dois lobos dentro de cada um de nós. Esses dois lobos tentam dominar o espírito de todos nós.
Um é Mau. Seus dentes são fortes como a raiva, inveja, ciúme, tristeza, cobiça, arrogância, tem pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho, superioridade e ego.
O outro é Bom. Seu olhar é forte como alegria, esperança, serenidade, paz, humildade, empatia, bondade, generosidade, verdade, perdão, compaixão, harmonia e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:
- Qual lobo vence?
O velho índio respondeu:
- Aquele que você alimenta!




Fontes de Pesquisa:

A Gênese - Allan Kardec
Bíblia Sagrada
Desobsessão – André Luiz
Diálogo com as Sombras- Hermínio C. Miranda
Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
Espiritismo de A a Z - FEB
Evolução em Dois Mundos - André Luiz
Livro dos Espíritos - Allan Kardec
Libertação – André Luiz
Missionários da Luz - André Luiz
Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz
Obreiros da Vida Eterna - André Luiz
Revista: Universo Espírita, nº 33 ano 3
Revista: Espiritismo e Ciência, nº 21 ano 2
http://amigoespirita.ning.com/group/desobsessao/forum/topics/licant...
http://www.feal.com.br/Licantropiahttp://www.rcespiritismo.com.br/c...
http://www.espiritismo.org/perisp.htm
http://www.espirito.org.br/portal/palestras/irc-espiritismo/palestr...
www.wikipedia.org
http://www.firstpeople.us


Manoel Philomeno de Miranda (espírito) Leitura Complementar


Etapa grave no curso das obsessões, caracterizada pela perda do discernimento e da emoção, o estágio da subjugação representa o clímax do processo ultriz que o adversário desencarnado impõe à sua vítima, em torpe tentativa de aniquilar-lhe a existência física.
A perfeita afinidade moral entre aqueles que experimentam a pugna infeliz, traduz o primarismo evolutivo em que desenvolvem os sentimentos, razão pela qual acoplam-se, perispírito a perispírito, impondo o algoz a vontade dominadora sobre quem lhe padece a ferocidade, por cujo doloroso meio lapida as arestas remanescentes dos crimes perpetrados anteriormente.
A subjugação é o predomínio da vontade do desencarnado sobre aquele que se lhe torna vítima, exaurindo-lhe as energias e destrambelhando-lhe os equipamentos da aparelhagem mental.
Noutras vezes, a irradiação mental perniciosa que lhe é descarregada com pertinácia, alcança-lhe a sede dos movimentos ou o núcleo perispiritual das células, provocando desconsertos que se transformam em paralisias, paresias e distúrbios degenerativos outros de variada etiopatogenia.
O perseguidor enceguecido pelo ódio ou vitimado pelas paixões inferiores longamente acalentadas, irradia forças morbíficas que o psiquismo daquele que lhe infligiu a amargura assimila por identidade vibratória e se torna decodificada no organismo, produzindo os objetivos anelados pelo obsessor.
Em ordem inversa, a onda de amor e de prece, de envolvimento caridoso e fraternal, termina por encontrar receptividade tão logo o paciente se deixe sensibilizar, transformando-a em harmonia e saúde, bem estar e paz.
Todos os fenômenos ocorrem no campo das equivalentes sintonias, sem as quais são irrealizáveis.
Desse modo, a violência registrada nas agressões para a subjugação, somente encontra ressonância por causa da afinidade entre aqueles que se encontram incursos no embate.
Normalmente o processo é lento e persuasivo, provocando danos que se prolongam no tempo, enquanto são minadas as forças defensivas para o tombo irrefragável nas malhas da pertinaz enfermidade espiritual.
O processo cruel da obsessão de qualquer matiz tem suas raízes sempre na conduta moral infeliz das criaturas pelo cultivar da sua inferioridade em contraposição aos apelos elevados da vida, que ruma para a Suprema Vida.
Enquanto permaneçam os Espíritos afeiçoados às heranças do estágio primitivo, mantendo o egotismo exacerbado, graças ao qual humilha e persegue, trai e escraviza, explora e infunde pavor ao seu irmão, permanecerá aberto o campo psíquico para as vinculações obsessivas.
Somente uma radical transformação de conceito ético entre os homens terrestres é que os mesmos disporão de recursos seguros para se prevenirem obsessões.
No entanto, porque vicejem os propósitos inferiores em predomínio em a natureza humana, sucedem-se as complexas parasitoses obsessivas.
Agravada pela alucinação do perseguidor, a subjugação encarcera na mesma jaula aquele que a fomenta.
Emaranhando-se nos fulcros perispirituais do encarnado, termina por fixar-se-lhe emocionalmente, permanecendo presa da armadilha que urdiu.
A subjugação é perversa maquinação do ódio, da necessidade de desforço a que se escravizam os Espíritos dementados pela falta de paz.
Cultivando os sentimentos primários e encerrando a mente nos objetivos da vingança cerram-se na sombra da ignorância, perdendo o contato com a razão e a Divindade, enquanto não se permitem a felicidade que acusam de havê-los abandonado.
Ambos desditosos – o subjugado e o subjugador – engalfinhando-se na peleja sem quartel, não se dão conta que somente o amor consegue interrompê-la.
De tratamento muito delicado e complexo, o resultado ditoso depende da renovação espiritual do paciente, na razão em que desperte para a seriedade da conjuntura aflitiva em que se encontra. Simultaneamente, a solidariedade fraternal, envolvendo ambos enfermos em orações e compaixão, esclarecimentos e estímulos para o futuro saudável, conseguem romper o círculo vigoroso de energias destrutivas, abrindo espaço para a ação benéfica, o intercâmbio de esperança e de libertação.
A subjugação desaparecerá da Terra quando o verdadeiro sentimento da palavra amor for vivido e espraiado em todas as direções, conforme Jesus apresentou e vivenciou até o momento da morte, e prosseguindo desde a ressurreição gloriosa até aos nossos dias.
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, em 28/07/99, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador-BA)
(Jornal Mundo Espírita de Fevereiro de 2000)



O avô e os lobos

Um velho avô disse a seu neto, que veio a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça:

"Deixe-me contar-lhe uma historia. Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que 'aprontaram' tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram. Todavia, o ódio corrói você, mas não fere seu inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos".

E ele continuou:

"É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isto, e da maneira correta."

"Mas, o outro lobo, ah!, este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não pode pensar porque sua raiva e seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma!

"Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito".

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu avô e perguntou:

"E qual deles vence, vovô?"

O avô sorriu e respondeu baixinho:

"Aquele que eu alimento mais frequentemente".

É difícil pensar em amar alguém que você não gosta, amar quem o prejudica ou alguém que o ofendeu. Mas por mais que tentemos, ou que queiramos, a verdade é que o ódio corrói nosso espírito, e somos os maiores prejudicados.

Pense em como você pode amar a nosso semelhante, não importando o que ele fez, ou qualquer que tenha sido a atitude dele. Afinal, só o amor constrói.

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Comentário de Camila Pedrazza Coelho em 21 dezembro 2012 às 0:29
Não consigo agradecer suas mensagens, mais as mensagens que mais gosto coloca no G+.
Obrigada pelas suas mensagens!!!
Comentário de Camila Pedrazza Coelho em 18 dezembro 2012 às 21:43
Falando de quebra de tela de notebook, se vier acontecer com um de vocês, nem mandem consertar, pois não compensa, pois quando quebra a tela isso aumenta a voltagem e com isso pode danificar uma outra parte, tais como: HD, Memória Ram e Placa Mãe, e para consertar não é rentável, pois fica um preço de um novo, recupere os dados do HD e passe para o novo Notebook como eu fiz.
Comentário de Camila Pedrazza Coelho em 18 dezembro 2012 às 21:39
Fiz essa pesquisa a uns dois anos atrás, estava no meu outro note, eu tive que recuperar, pois eu pisei na tela dele e quebrei, só coloquei aqui para um amigo ler essa matéria, pois era muito grande para eu colocar no G+.
Comentário de Monica Dib em 18 dezembro 2012 às 21:20

Excelente, Camila!

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