Se eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado, mas, agora, não têm desculpa do seu pecado. Jesus (João, 15: 22).

Estamos vivendo na atualidade momentos de grande importância para a nossa evolução tanto do ponto de vista individual como coletivo.

É comum nestes dias por que passamos, estarmos vivendo uma situação de ampla tranqüilidade, e uma notícia ou fato narrado por um noticiário nos deixar plenamente aborrecido ou até mesmo desequilibrado. Às vezes é um crime hediondo que nos deixa perplexo; outras vezes um ato de corrupção por parte de autoridades que deveriam ter por princípio a manutenção da ordem e dos bons costumes; ou até mesmo um acidente de grandes proporções envolvendo número enorme de pessoas.

Por que estas coisas acontecem na atualidade, quando pregamos que estamos em evolução, e que o planeta já está bem próximo do que denominamos “mundo de regeneração”? Não seriam estas atitudes de violência e de falta de caráter um retrocesso e um atraso na melhoria da humanidade?

Sem termos a pretensão de responder questão de tão grande complexidade, podemos afirmar que deste modo acontece, devido ao momento por que passa o orbe na atualidade. Sabemos que o planeta está passando por um momento de transição. Passamos de planeta de “provas e expiações” para o já citado mundo de regeneração, e por isso acontecem dois fatores que propiciam o quadro que citamos anteriormente e que muito incomoda a todos, indistintamente.

Neste grave momento por que passamos está sendo dado a oportunidade de reencarne a espíritos de grande comprometimento com a moral, e que encontram-se de há muito nas regiões inferiores do mundo espiritual; estes têm esta oportunidade para que possam realizar sua transformação moral, ou conquistarem em definitivo a condição de futuros exilados em mundos mais apropriados à sua pouca condição espiritual.

Outro fator que contribui para que estejamos na condição atual é que em momentos como o da atualidade é necessário que vivamos num clima de total liberdade, pois só assim os espíritos podem se manifestarem dando testemunho do que são e do que querem. Só há progresso se houver liberdade, pois sendo constrangido ninguém pode provar que está apto a ser aprovado ou reprovado diante das Leis Universais.

Estes dois fatores, o encarne em massa de espíritos comprometidos com a ordem, e a necessária liberdade para que cada um possa dizer quem é e a que veio, são sem dúvida decisivos para que estejamos na situação atual.

Vivemos assim várias crises que denominamos crise política, crise econômica, crise na educação, mas que na verdade é uma só, ou seja, vivemos uma grande crise ética, que mais corretamente pode ser chamada de “crise moral”.

Aqui, para que possamos aprofundar um pouco mais nosso estudo cabe definirmos alguns conceitos; são eles os conceito de ética e de moral.

Etimologicamente ética vem do grego ethos; em latim temos com o mesmo significado morale (de onde veio moral), ambas expressões significam conduta, ou relativo aos costumes. Podemos assim concluir que etimologicamente ética e moral são palavras sinônimas, porém não é bem assim.

Para alguns estudiosos do assunto, ética é princípio, moral são aspectos de condutas específicas; ética é permanente, moral temporal; ética é universal, moral é cultural; ética é regra, moral é conduta da regra.

Falando de forma mais simples podemos dizer que ética não é moral, mas que moral é o objeto do estudo da ética, ou seja, ética é a parte da filosofia que estuda a moral.

Concluindo temos que ética é então o regimento, a lei do que seja ato moral, o controle de qualidade da moral, por isso temos os códigos de ética que norteiam as diferentes sociedades.

Para nós espíritas estes conceitos mudam um pouco, pois conforme nos dizem os Espíritos na questão 629 de “O Livro dos Espíritos”, a moral funda-se na observância da Lei de Deus. Deste modo, se a Lei de Deus é imutável, em última instância, moral também é. Assim, moral não é um conceito temporal ou cultural, mas definitivo. Moral é então maior do que ética, pois a ética evolui, moral não. Em verdade, quando dizemos moral “disso”, ou moral “daquilo” estamos reduzindo o verdadeiro conceito de moral que como dissemos é imutável, pois fundamenta-se na observância da Lei de Deus como nos dizem os Espíritos superiores.

Só para exemplificar o que estamos dizendo, podemos lembrar que há algum tempo atrás era ético ter-se escravos no Brasil, todavia jamais foi uma atitude moral ter-se escravos em qualquer lugar ou época da humanidade. Em algumas sociedades a prática da poligamia é uma atitude ética, porém jamais será uma atitude moral pois é ato contrário à Lei de Deus.

Dito isso, agora podemos responder à pergunta, qual é a ética espírita?

E assim, com tranqüilidade podemos dizer que a ética espírita coincide perfeitamente com a moral, pois é o ajuste às Leis Universais o que qualifica a ética do ponto de vista espírita, por ser o espiritismo o Cristianismo redivivo.

No Evangelho de Jesus temos a prática mais perfeita de acordo com o nosso entendimento do que seja moral. Jesus como o mais alto representante do Criador na Terra nos deixou através de sua vivência o maior exemplo de como é estar em uníssono com as Soberanas Leis. Sendo, como dissemos anteriormente, repetindo as palavras dos Espíritos orientadores, o Espiritismo a revivência do Evangelho do Cristo, é conclusão acertada dizer que a ética espírita é a vivência pura e simples, e com muita naturalidade do Evangelho de Jesus. Esse é ponto fundamental de nossa querida doutrina, essa deve ser a filosofia espírita, e porque não dizer, a filosofia de vida de todo espírita.

Esta é a ética espírita, ética que o Cristo conseguiu magistralmente sintetizar em apenas um versículo do Evangelho anotado por João: 

Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. (João 13:34)

Fonte: Nova Era

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