''Um Amor Muito Especial-filhos com Deficiência''





''Um Amor Muito Especial-filhos com Deficiência''


A expectativa que toma conta do período de gestação da mulher é tão especial e admissível que se justifica a frustração ou a amargura que envolve tantos corações, quando constatam que seus rebentos, ansiosamente aguardados, são portadores de deficiência física ou mental ou a conjugação de ambas.

Compreensíveis a dor e a surpresa que se alojam nas consciências e nas almas paternas, ao começarem a pensar nas limitações e conflitos, agonias e enfermidades que acompanharão os seus filhos, marcados, irremediavelmente, para toda uma existência de dependências e limitações.

Quantos são os pais que, colhidos no amor próprio, fogem da responsabilidade de cooperar com os filhos debilitados?

Quantas são as mães que, transformadas em estátuas de dor ou de revolta, abandonam os filhos à própria sorte, relegando-os aos ventos do destino?

Entretanto, levanta-se um enorme contingente de pais e de mães que, ao identificarem os dramas em que se acham seus filhos inseridos, enchem-se de ternura, de dedicação, vendo nos rebentos, achacados no corpo ou na mente, oportunidades de crescimento e enobrecida luta em prol do futuro feliz para todos.

*

Seu filho com deficiência, não o descreia, é alguém que retorna aos caminhos humanos, após infelizes rotas de desrespeito à ordem geral da vida.

Seus filhos lesados por carências corporais ou psíquicas estão em processo de ressarcimento, havendo deixado para trás, nas avenidas largas do livre-arbítrio, as marcas do uso da exorbitância, da insubmissão ou da crueldade.

Costumeiramente, os indivíduos que se valeram do brilho intelectual ou da sagacidade mental para induzir ao erro, para destruir vidas no mundo, para infelicitar, intrigando e maldizendo, reencarnam com os centros cerebrais lesados, em virtude de se haverem atormentado com suas práticas inferiores, provocando processos de desarranjo nas energias da alma, localizadas na zona da estrutura cerebral.

Não só intelectuais degenerados renascem com limitações psico-cerebrais, tangidos pela Síndrome de Down, mas, também, os que resolveram mergulhar nas valas suicidas, destroçando o cérebro e os seus núcleos importantes, mantendo-se com os fulcros de energias perispirituais sob graves distúrbios que deverão ser recompostos por meio da reencarnação.

Indivíduos que, no passado, se atiraram à insana destruição corporal, arremessando-se de altitudes, ou sob pesados veículos, ou deixando-se afogar no bojo de massa líquida, podem retornar agora na posição de filhos da sua carne, marcados por hemi, para ou tetraplegias, por cegueira, mudez, surdez ou outras dramáticas situações que estão situadas no território das teratologias.

O despotismo implacável pode gerar neuroses ou epilepsias; o domínio cruel de massas indefesas e desprotegidas pode produzir os mesmos efeitos.

Os homicídios cruéis podem acarretar infortunados quadros epilépticos, produzindo sobre a rede psico-nervosa adulterações nas energias circulantes, provocando panes de freqüência variada, de caráter simples ou crônico.

Seus filhos com deficiências podem estar em alguma dessas condições, necessitados da sua compreensão e assistência, para que sejam capazes de superar as próprias deficiências, colocando-se aparelhados de resignação e esforço íntimo para que suplantem-se a si mesmos, rumando para Deus, após atendidos os projetos redentores da Divindade.

Ame seus rebentos problematizados do corpo ou da mente, ou de ambos, cooperando com eles, com muita paciência e com o preito da ternura, para que possam sair vitoriosos da expiação terrena, avançando para mais altos vôos no rumo do nosso Criador.

Forre-se de carinho, de paciência, de tranqüilidade interior, vendo nesses filhos doentes as jóias abençoadas que o Pai confia às suas mãos para que as burile.

Por outro lado, vale considerar que se você os tem nos braços ou sob a sua assistência e seus cuidados, paternais ou maternais, é em razão dos seus envolvimentos e compromissos com eles.

Você poderá tê-los recebido por renúncia e elevado amor de sua parte, mas, pode ser que você esteja diretamente ligado às causas que determinaram os dramas dos seus filhos, cabendo-lhe não alimentar remorsos descabidos, mas, sim, auxiliá-los e impulsioná-los para a própria recomposição, enquanto você, igualmente, avança para o Criador, sofrendo por seu turno o ter que vê-los resgatar, sem outra opção que não seja abraçá-los e se colocarem, você e eles, sob a luz do amor de Deus, resignadamente.



(Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira, inserta no livro "Nossas Riquezas Maiores")

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Comentário de Susy em 25 março 2012 às 1:30

Que maravilha...

Comentário de jandira marques em 23 março 2012 às 21:14

Tenho um filho que sofreu um traumatismo craniano aos 22 anos de idade. Hoje ele não anda e não fala, mas ouve e enxerga muito bem. As vezes ficava pensando o que teria feito o meu filho pra ficar assim, sem direito a nada, nem o de se comunicar.Ele era perfeito fisicamente, mas desde cedo já demonstrava um carater defeituoso. Lutamos muito para educá-lo mas não demos conta. Ai aconteceu o acidente. Mesmo na cama, ele ainda demonstra uma rebeldia muito grande. Mas temos um imenso amor por ele.A unica coisa que me deixa triste é que na maioria das vezes ele não aceita que eu ore com ele.Mas entendemos os designios de Deus e a nossa parcela de responsabilidade em tudo isso. A minha esperança é que quando ele deixe o corpo fisico ele saia melhor do que chegou e tenha oportunidades menos dolorosas. Mas o amor que temos por ele é profundo, imenso e a confiança em Deus muito grande. Abençoada seja essa doutrina que nos consola e nos mostra que não devemos fugir aos compromissos assumidos. Que Deus abençoe a todos que como eu vivem essa experiencia.

Comentário de ceu em 23 março 2012 às 14:57

LINDA ESTA MENSAGEM! 

Aprendi muito com ela pois vi aqui respondidas algumas questões que me fazem pensar!

 Sou mãe de dois  jovens, ambos com deficiência física, por isso este  texto diz-me muito  respeito. Obrigada pela partilha. Que Deus nos abençoe!

Comentário de Elisângela Teixeira em 22 março 2012 às 22:20

Linda mensagem.....

Comentário de EVA APARECIDA DIAS em 22 março 2012 às 8:36

Como o nosso colega Mauro comentou sobre o amor que dedica aos filhos que criou sem a presença da mãe lhe digo que quem perde são este  pais que abandonam os filhos a propria sorte. E como Deus e misericordioso para com todos os seus filhos coloca pessoas com um olhar especial e um amor transcendental para cuidar dessas crianças e jovens com algum transtorno fisico ou mental.

Abraços a todos

Comentário de Maria Luci Sales Marques em 21 março 2012 às 21:49

Sou professora de alunos especias há anos e posso lhe garantir que são pessoas lindas,amáveis e capazes de muitas coisas.Apenas são mais,bem mais lentos.Me faz muito bem a convivência com eles na Escola.Aprendo muito com esses lindos seres.Quanto ao débitos passados que por ventura eles tragam,nem penso nisso.As horas que passamos juntos são poucas para tanta alegria e felicidade.Quanto aos pais,são verdadeiros mestres na arte de amar.Exemplos de total dedicação,amor e renúncia.

paz e luz!!!!

Comentário de Mauro Valle em 21 março 2012 às 19:06

Não é maravilhoso, não é bom, e ninguém deseja... mas muito provavelmente fizemos esta escolha por ser o melhor caminho para nossa evolução, ou para quitar algum débito de alguma vida anterior.

Quando temos a notícia que seremos pais de uma criança, a primeira idéia que temos é que venha com saúde: mente sã em corpo são. E assim sendo é impossível concordar com quem diz ser uma benção ser pai/mãe de filho especial. É uma luta, uma missão a cumprir (Livro dos Espíritos, questão 208), e o fazemos com o mesmo amor que tratamos a gripe do filho não deficiente, pois especiais ou não, são nossos filhos.

Amor de mãe, muitas colegas dizem...  crio meu filho especial e minha filha não especial desde seus dois e três anos de idade, que foi quando a mãe que os pariu desistiu e foi embora. Então digo eu, o meu amor de pai não perde para nenhuma mãe que também se dedicou a seus filhos, abdicando de estudos, negócios, e viagens que poderiam me dar condições melhor de criá-los financeiramente. Ricardo, meu filho especial de 23 anos precisa de mim perto. Ele não lê , não escreve, fala com dificuldade, é deficiente mental. Há quem o segregue (ainda bem que ele não nota, e só quem sente esta dor sou eu, seu pai), mas a maioria o trata com o carinho que ele precisa... Eu não sei o que ele, ou eu, aprontamos para que nesta encarnação esta dificuldade se  apresentasse, mas não importa, é meu filho. E assim o seria mesmo que não fosse especial.    

Comentário de silvanita Miranda rosa da silva em 21 março 2012 às 19:05

Bom achei muito interessantes esta mensagem.Gostaria de lhe fazer uma pergunta?Meu filho com 16 a 17 anos deixou minha casa e foi morar com uma mulher mais velhas,gostaria de saber se meu compromisso com ele foi so até 16 anos.?Pois fiz de tudo lutei na justiça,pedir a Deus ele era meu docinho de côco sinto muita falta dele.

Comentário de Maria Izilda Batista em 21 março 2012 às 17:49

Muito linda a mensagem.obrigado aprendi muito.

Comentário de Vania Barbosa Nunes Escherle em 21 março 2012 às 12:56

Tenho uma dessas jóias sob minha custódia há 13 anos. Meu filho nao le, nao escreve, e nao armazena informacoes por mais de alguns minutos, mas fala, anda, enxerga, e é muito caridoso e leal. Fácil nao é. Mas confesso que nao ouso querer saber os rastros que deixamos na senda das encarnacoes. Simplesmente confio na sabedoria e clemencia do Pai e vou seguindo. Minha súplica é que no "final da aula" tenhamos aprendido a licao.

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