Apocalipse é um gênero de literatura revelatória com uma estrutura narrativa, na qual a revelação é mediada por um ser do outro mundo a um receptor humano, revelando uma realidade transcendente que é simultaneamente temporal, na medida em que busca salvação escatológica, e também espacial, na medida em que envolve outro mundo1.

O Divino Mestre chama aos Espaços o Espírito João, que ainda se encontrava preso nos liames da Terra, e o Apóstolo, atônito e aflito, lê a linguagem simbólica do invisível.

Recomenda-lhe o Senhor que entregue os seus conhecimentos ao planeta como advertência a todas as nações e a todos os povos da Terra, e o velho Apóstolo de Patmos transmite aos seus discípulos as advertências extraordinárias do Apocalipse.

Todos os fatos posteriores à existência de João estão ali previstos. É verdade que frequentemente a descrição apostólica penetra o terreno mais obscuro; vê-se que a sua expressão humana não pôde copiar fielmente a expressão divina das suas visões de palpitante interesse para a história da Humanidade…2

Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João, seu servo (Ap, 1: 1 )

Apocalipse termo grego que quer dizer revelação.

Tornou-se um tipo de literatura comum à época de Jesus e mesmo um pouco antes; na literatura hebraica existiam vários “Apocalipses”. Era uma literatura escatológica, isto é, que se referia ao fim dos tempos.

Podemos dizer que tal literatura era uma extensão do gênero profético, tendo por uma das diferenças que enquanto o profeta ouvia a revelação e a transmitia de forma oral, o Apocalipse era retratado em um livro.

Outra característica desta literatura é que ela era altamente simbólica, tudo era traduzido por símbolos, para entender seu conteúdo e apreender o sentido da revelação temos de retraduzir estes símbolos.

O autor deste Apocalipse é tido pela tradição cristã como sendo João, o Evangelista, que o escreveu quando estava exilado na ilha de Patmos no final do primeiro século de nossa era na época de Domiciano.

Alguns estudiosos tentam situá-lo na época de Nero, entretanto, esta não parece ser a realidade; tentam mostrar que ele teria sido escrito antes do Quarto Evangelho, o que também não tem comprovação e não parece ser a ordem natural.

Tudo indica que foi escrito após o Evangelho atribuído ao Discípulo Amado.

No primeiro versículo temos que é uma revelação vinda de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, e que foi notificada a João através de seu anjo.

Depreendemos daí tratar-se de uma obra mediúnica. Jesus, como médium de Deus a revelou ao Anjo, que como um médium espiritual a transmitiu a João, o médium encarnado, que materializou o texto para nós.

Muitos veem aqui como o anjo sendo o próprio Espírito Jesus, Ele como sendo o Anjo de Deus por excelência. Todavia alguns versículos que ainda iremos comentar falam em semelhança deste anjo revelador com o Filho do Homem, e no último capítulo desta Revelação o próprio Jesus diz:

Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a resplandecente Estrela da manhã.3

Talvez esteja presente aqui uma primeira prefiguração do Espírito de Verdade que veremos permeia todo Apocalipse, como sendo uma Revelação de Ordem Superior.

Ainda temos no primeiro versículo o objetivo da obra, mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer.

Lembramos novamente as palavras de Emmanuel:

Todos os fatos posteriores à existência de João estão ali previstos. É verdade que frequentemente a descrição apostólica penetra o terreno mais obscuro; vê-se que a sua expressão humana não pôde copiar fielmente a expressão divina das suas visões de palpitante interesse para a história da Humanidade…4

Brevemente não deve ser visto como um período de tempo fechado, demarcado, esta tem sido uma das dificuldades de todos os estudiosos deste tipo de literatura; é preciso compreendermos que é uma revelação espiritual, vinda de Deus, e que o tempo de Deus é diverso do nosso. Para um Cristo, Espírito que está integrado em Deus, alguns milênios podem significar segundos. Temos de levar isto em conta.

Através da palavra servo temos já, uma compreensão importante, o Cristão, que a quem a revelação é dirigida, deve ser um servo de Deus e de Seu Cristo, isto é, deve servi-Los servindo aos seus semelhantes. A palavra é repetida se referindo também ao apóstolo que é também um servo produtor do Bem.

1 John J. Collins. Daniel, with an Introduction to Apocalyptic Literature. Grand Rapids: William B. Eerdmans, 1984. P.4.

2 XAVIER, Francisco C., / Emmanuel (Espírito). A Caminho da Luz, 10ª Ed. Rio de Janeiro: FEB, 1980, cap. 14

3 Apocalipse, 22: 16

4 [F. C. XAVIER / Emmanuel (Espírito)1980], cap. 14

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Respostas a este tópico

verdade tudo foi escrito que no proria  bibilia  nos diz que tudo que comecou tem de acabar i acabar como  o  mundo nasceu com grande tormenta tambem sera o seu fim dizendo tudo isto tenho i todos nos temos na nossa mente que um casal de queda expeci seria guardado numa arca i quem a conduzio todos os tempos marcados noe i entao era ja nesse tempo o apocalipse   hoje esperamos que isso volte acontecer ha mas sem casais de animais nem de seres humanos  isto para se defrenciar do animal ate sempre 

Bom trabalho companheiro Claudio!!!

Gosto muito de estudar os enigmas da Bíblia. Observei que a linguagem utilizada no Apocalipse, é uma 

linguagem ¨espiritual¨, pois muitas palavras ou símbolos, constam tambem nos livros de Ezequiel, Daniel,

e também no Pêntatateuco, exemplos: ( Chifre, Candelabro, Tabernáculo, Trombeta, etc...).

Tenho certeza que estes símbolos guardam segredos que aos poucos, com nosso progresso espiritual, 

serão desvendados, e não poderia ser de outra forma, pois trata-se de um  livro Divino. Portanto tudo que

nele consta, deve, obrigatoriamente ser verdade ( Apesar de alguns problemas de tradução ).

Acredito que os enigmas protegem o texto, pois, ao não compreender o significado exato das expressões

fica mais difícil deturpa-lo.

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