Se não fosse por mais nada, a parábola do Festim das Bodas (Mateus 22) já mereceria muito de nossa atenção apenas por preparar-nos para a Transição Planetária como para uma fabulosa festa. Evidente que se trata de um momento importantíssimo para nossas existências individuais e coletivas, mas ele foi anunciado por tantas formas, em culturas tão diversas, que parte da humanidade, sempre obcecada pelo aspecto material das lições, alarmam-se com as catástrofes, planejam apenas a minimização dos efeitos físicos, buscando a sobrevivência do corpo, entre o terror e o alarme, preocupadíssimos, mas unicamente em salvar suas efêmeras vidas materiais.

 

Aqui o convite de Jesus – como o foram os convites de todos os profetas, gurus e iluminados de todos os tempos - é a olharmos a vida para muito além de sua expressão material. Efetivamente, aquele que olha a Transição Planetária sob o ponto de vista espiritual verá nesses tempos em que vivemos a supremacia total do espírito, os tempos em que os valores desenvolvidos, acumulados e consolidados, expressos em intenções e atitudes, apontará finalmente a supremacia do desenvolvimento moral sobre o material. Como nos exames escolares, nos concursos públicos, e em todas as provas humanas, aqueles que se distraíram, pegos de surpresa, deixar-se-ão tomar pelo medo e pela fuga, enquanto que aqueles que se prepararam profundamente só poderão alegrar-se e aliviar-se por finalmente haver chegado o tempo da expressão dos conhecimentos longamente maturados.

 

Diz-nos a parábola que, realizadas todas as preparações, os convidados recusaram o convite e fugiram atraídos pelo lazer (“um para a casa de campo”) ou pela luta pela ambição material (“outro para seu negócio”), ultrajando e depois matando os servos do Senhor que os vieram avisar. A conseqüência de tão grande descaso, de tão renitente teimosia no erro, no entanto, não foi e jamais será a desistência do Senhor. Ele nos tem trazido e ainda muito nos trará a morte não como punição, mas como mecanismo fundamental para a condução dos paralisados, petrificados em seu próprio passado de erros, a escolas mais rígidas, portadoras dos métodos necessários àqueles que demonstraram não saberem utilizar a liberdade concedida pelo Pai.

 

Desatendido por aqueles que foram longamente preparados para o momento crítico – nada mais nada menos que o orgulhoso e prepotente mundo autoproclamado cristão – , o Senhor passou então, como está passando exatamente agora, a chamar todos aqueles que foram encontrados pelos caminhos. Como anunciado, a porta estreita do amor vem sendo anunciada por toda a terra, convidando e trazendo povos que, embora até agora ignorantes dos perigos do momento e dos caminhos especiais para sua superação, mostram-se sensíveis e atenderam ao chamado (“a sala das bodas se encheu de pessoas que se puseram à mesa”). Sensíveis ao chamado, alguns, no entanto, demonstraram não haver assimilado a fraternidade verdadeira, procedendo a um atendimento do convite apenas como fruto de uma conveniência interesseira e esses, é claro não puderam ficar.

 

Aqui estão anunciadas as atitudes das quais nos devemos afastar nesse momento crítico. Primeiramente, a de não nos atentarmos para os convites feitos a nós com tão grande antecedência por acharmos, como disse o Mestre em outro momento, que o Senhor “demora a vir”. Depois, não atendermos ainda à confirmação dos convites, entorpecidos pelas distrações do mundo, agrupadas, de um lado, pelas forjadas alegrias do alegórico lazer e prazer dos sentidos, de outro, pelas falsas forças do ilusório poder do mundo. Por fim, precisaremos nos afastar também da atitude daqueles que aceitam o convite indo à festa, atendendo ao chamamento através do cumprimento das obrigações religiosas externas, mas na verdade sem estar preparado, em espírito, para uma apresentação à altura do convite feito.

 

Não nos iludamos. O Cristo nos deixa claro que nenhuma prerrogativa histórica, étnica, ou institucional – não por sermos os que sabem das verdades há mais tempo, por estarmos entre os povos primeiramente chamados, nem por julgarmo-nos cristãos, comido e bebido com o Mestre mas permanecendo na iniqüidade – nos garantirá um lugar à mesa do Mundo de Regeneração. Apenas, exclusivamente, se vinculados aos valores do espírito e do coração.

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