Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus? Portanto também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe as suas almas, como ao fiel Criador, fazendo o bem. Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente: nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. (I Pedro 4, 17 e 19/ 5, 2 e 3)

Por diversos meios, o mundo espiritual vem nos informando da transição planetária na qual será aspecto central o julgamento dos espíritos. Ultrapassada a guerra das religiões, superada a confusão sobre fim do mundo físico, mas com a chegada de notícias científicas concretas sobre dificuldades globais com água e clima, a questão permanece forte.

Antes de reencarnar, cada um de nós foi preparado. Sem contar que já sabíamos há, pelo menos, dois mil anos. No sermão profético, Jesus apresenta alguns sinais do que chama de “fim dos tempos”: a proliferação dos falsos profetas, a divulgação universal do evangelho, os desencarnes coletivos (Mar 13).  

A realidade atual só confirma as previsões. Nunca houve tanta informação espiritual na Terra. Jamais a humanidade contou com tantas igrejas e tantos caminhos, muitos evidentemente distorcidos e interesseiros. Em nenhum outro momento o indivíduo teve tanto contato com questões e dores do mundo, escandalizado com catástrofes, acidentes, violências. Efetivamente, entre os inúmeros convites que recebe o homem todos os dias para realizar sua transformação espiritual, podemos distinguir três grupos: a informação, o amor e a dor.

Sobre a forma com que se dará essa avaliação, os evangelhos nos informam aspectos fundamentais. Lá esclarece Jesus que mais será cobrado daquele que mais recebeu, que herdarão a Terra os mansos e aqueles que tiverem ajudado o Cristo, na figura de algum dos seus “pequeninos”, e que nem todo aquele que disse “Senhor, Senhor!” entrará no reino dos céus, mas aqueles que fizerem a vontade do Pai. Entre as diversas formas de expressão do ser – sentimentos, pensamentos, palavras e ações – estabelecem evangelistas e missivistas unanimemente que o fazer sintetiza e afere com fidelidade o real estágio de evolução.

Cabe-nos, então, compreender esse fazer evangélico. Em consonância com toda a orientação do Cristo, surge, ainda genericamente, o servir. Emerge, especialmente, no entanto, o diálogo do Mestre com Pedro, no momento crítico da missão messiânica na Terra, em que Jesus repete por três vezes seu pedido ao discípulo: Pedro, apascenta minhas ovelhas. Luminoso para toda a humanidade, mas especialmente marcante para Pedro, ele aqui repassa-nos a orientação, detalhando características.

Quando orienta que tal ação ocorra “não por força”, fica claro que toda a ação de divulgação da Boa Nova deve ter por princípio o respeito à liberdade e ao momento em que vive cada pessoa. Quando estabelece que tal ação deve ocorrer voluntariamente, não por torpe ganância, mas de ânimo pronto, Pedro, conhecedor da importância do interesse pessoal e material na motivação dos homens, estabelece que a ação de serviço e divulgação espiritual não pode ser remunerada, mas deve ser realizada vigorosamente. Por fim, alerta-nos sobre a necessidade de o cristão não atuar com ânsia de poder atribuindo-se, diante dos homens, papel especial na revelação “como tendo domínio sobre a herança de Deus”.

Destaca-se aqui uma absoluta consonância com os preceitos da Codificação quanto a não fazer proselitismo, não aceitar remuneração sobre quaisquer serviços, bem como que o declarar-se espírita não confere privilégios, mas o conhecimento da Doutrina confere responsabilidades especiais. Salta aos olhos, ainda, como a prática do Espiritismo muitas vezes denuncia uma ânsia infantil por crescimento de adeptos; a influência dos interesses materiais em certos trabalhadores; a busca por cargos, títulos e destaque.

Manoel Philomeno de Miranda no livro Transição Planetária e Emánce, em Escutando Sentimentos, citando as dificuldades do Hospital Esperança promover a saúde mental dos espíritas devido aos malefícios causados por essas ilusões confirmam a urgência de se estudar o assunto. Fazemos coro ao mundo espiritual, assim para reafirmar a urgência de que trabalhadores, médiuns, divulgadores e dirigentes busquem, cada vez mais, forte atuação no sentido da autopacificação, bem como no agir cristão, no fazer, no servir efetivo.

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